Sempre:
tô de boa, não escrevo.
Tô feliz demais ou numa bad e lá vou eu pro meu blog.

Adivinhem o problema de hoje?

Ah cara… Não vou falar, tô me sentindo uma imbecil. Possessiva escrota.
Hoje foi um dia estranho… mais bate-bocas na PUC por causa da crise… Um professor chorando na frente de todo mundo. Foi estranho.
Mas não é isso o mais estranho.
Acho q vou reproduzir aqui o q escrevi no meu caderno, durante a primeira aula. Na verdade, essa não é a primeira coisa que escrevo no meu caderno sobre essa história toda. Outro dia, enchi inacreditáveis 5 filhas FRENTE E VERSO! Se pá bati meu recorde. Não, acho q não. Na época do Gui cheguei a escrever 12…
De qualquer forma:
“19:42. 05 de Abril, ano 2006. Aula de Teoria Geral dos Sistemas. Perdizes, Zona Oeste. PUC-SP. Indice de atenção na aula: ZERO. Pensamentos se divagando para bem longe daqui. Milhares de perguntas sem resposta. Será que ele sabe que dia é hoje? Será que ele tá pesando em mim? Por que ele fica comigo? Ele gosta de mim? Qual é a importância de tudo o que aconteceu pra ele?”
UM PARÊNTESES: pq quando é A HORA de perguntar essas coisas pra ele eu nunca lembro?
continuando:
“Eu gosto cada vez mais dele. Olha a minha situação! Dificuldade de concentração pq não paro de pensar nele. Escrevendo páginas e mais páginas. A quanto tempo eu não escrevia sobre assuntos amorosos!
Paixão é uma bosta. Quando estou longe dele, os minutos se arrastam. Nada tem sentido, é tudo ser graça. Vai, estou exagerando, mas realmente, sem ele por perto, as coisas não são das mais divertidas e interessantes. Fica tudo meio sem graça. Agora… Se estamos juntos! Aí é a melhor coisa do mundo. Felicidade suprema. NIRVANA. São aqueles raros momentos na vida em que vc acha q se o mundoa cabar naquele instante, vc morre feliz.”

Depois disso, tive que fazer um trabalho, o q ocupou em parte a minha mente.

Preciso contar de sábado! Foi a prova máxima… Olha só…
Ele veio aqui em casa… Ficamos um tempo aqui e tal. Daí ele foi embora. Fui com ele até o metrô barra funda. Daí ele me deu um beijo e se virou pra ir embora. E eu me virei pra tomar o caminho de casa. Foi ao dar UM MÍSERO passo pra frente (para longe dele) q eu senti saudades. Foi estranho. Ridículo, até. Deu vontade de me virar, agarrar ele e pedir pra ele ficar comigo… Por mto, mto tempo.
Mas não fiz nada.
Só segui o caminho de casa, sorrindo que nem uma bocó, como se fosse uma adolescente de 14 anos que se apaixonou pela primeira vez. Literalmente nas nuvens.

Eu achava o cúmulo do ridículo quando alguém falava pro namorado, enqnt este ia ao banheiro, q “sentiria saudades”. como assim! vai só até o banheiro!
Mas sábado calei a minha boca. Foi o cúmulo da paixonite.
Desesperador.
Agora, pensando melhor… talvez eu tenha sentido aquilo pq pressenti q ficaria novamente sem vê-lo por um BOM tempo… Mais 2 ou 3 semanas, talvez.
Acho q não aguento.
Que bosta, cara. Pq não posso ser feliz um pouco, só pra variar? Pq não pode rolar uma reciprocidade desse sentimento todo q tenho por ele?

E pq raios eu não consigo falar isso DIRETAMENTE pra ele, olhos nos olhos, sem o recurso internet? Que bosta. Pior q não é questão de coragem. Eu esqueço! É ridículo! Estar com ele me faz esquecer toda e qualquer preocupação! Me faz esquecer tudo! Ah, eu não sei explicar.

Pq esses momentos bons não podem se repetir com uma constância maior?
Pq preciso quase IMPLORAR pra dar um jeito d a gente se ver?

Sabe o q é foda? Não é só com ele… A minha vida inteira foi assim, quase todo mundo q passou pela minha vida. Eu sempre senti que fazia mto mais esforço pra ficar com as pessoas q eu gosto do q elas pra ficar comigo. Já tretei feio com meus pais pra ficar com amigos. Já deixei de viajar várias vezes pra ficar com eles. Já deixei de fazer coisas realmente importantes e/ou mto boas pra ficar com as pessoas que gosto. E nunca senti um esforço sequer parecido da parte deles comigo.

Tudo bem, eu sei q eu deveria saber mesclar as coisas. Mas que culpa tenho eu se as coisas que mais gosto no mundo incluem estar entre meus amigos? Faria qq coisa por eles. Jás eles… É foda pensar assim, me sinto uma escrota. Nem sei pq eu falo isso. Vcs com certezaa vão falar: “Ah, cala a boca! Vai se foder!”…
Aí que entra o q eu acho q é uma característica recém descoberta em mim mesma: sou possessiva. Mas nem tanto assim… Ah, preciso de psicólogo. huahuahau

Ixi, cara, tô viajando.

Outro dia eu estava escrevendo umas coisas dessas na aula, tb… Vou transcrever aqui, peraí:

“Eu odeio não poder me abrir completamente, ter que calar o que sinto, não ter como me exprimir.” É horrível ficar nesse joguinho escroto… Não poder falar logo GOSTO DE VC PRA CARALHO. Minha situação não tá das melhores pra ficar com demonstrações de afeto, de fato. Mas odeio ter q me conter… Ter que ficar quieta qnd poderia gritar.
Na real, não sei como agir, o que falar. É uma bosta.
Pô, eu só reclamo, né? Tenho plena consciência disso… Q encho o saco de vcs d+.

——-
Música: A caça que se apaixonou pela caçador, El Efecto:
“Eu sei, a vida é dura. Mas eu não posso mais aguentar essa postura(…)”
——-

Eu só reclamo… Não tenho tanto motivo assim pra reclamar, eu sei disso. Eu não sei explicar pq eu reclamo tanto. Eu tenho estado feliz pra caralho nesses últimos tempos, essa fase maravilhosa q começou em dezembro/2005. Agora, alternando momentos de felicidade plena com outros de tristeza/vazio/desilusão/ansiedade.
Ainda assim, prefiro essa avalanche sentimental aos monótonos anos de 2004 e 2005.
Mas bem q a minha situação poderia, pelo menos, apontar um rumo. estou sem rumo, não sei o q pode acontecer. Isso dá uma insegurança chata. Mto ruim não saber em q confiar, o q esperar.
O pior de tudo é não poder se entregar de corpo e alma.

Eu sou possessiva, só reclamo, sou insegura. PQP hein.

Ah, chega por hoje. Vou ir ler Harry Potter, pra ver se paro de pensar nele alguns minutos q forem… Pior q não consigo. Fazia tanto tempo q eu não me envolvia desse jeito q nem lembrava desses surtos de ficar dias consecutivos com apenas um pensamento na cabeça.
Uó.

No music today. Já duvido mto q alguém continue a ler…

É q, sabe qual é o problema? Escrevendo eu me conheço cada vez mais e melhor. Eu confio plenamente em mim mesma enquanto escrevo. é a sinceridade plena. Não é como se eu estivesse contando o que sinto pra um amigo. A folha só reflete o q sinto. Não tem opiniões. É bom pra pensar. E fora que não perturbo mais ainda meus amigos com isso. Pq EU SEI, tá todo mundo de saco cheio de me ouvir falar das mesmas coisas. é foda isso. Mas entendo. Tudo bem, já suportei coisas infinitamente piores do q uma crisezinha de paixonite aguda, completamente só. É bom q te fortalece imensamente.
Aguentei a barra CAROL e GUI completamente só, abandonada, excluída. E isso não é um exagero. Depois daquilo que suportei, nada mais me machucará. Apenas algumas lágrimas aqui, umas bads ali. Mas nunca mais vou ficar um mês chorando compulsivamente, trancada no meu quarto, no escuro, sozinha, chorando e pensando no quão traída e abandonada eu tava sendo. Nunca mais viu deixar me abaterem daquele jeito.

Nossa, q coisa rancorosa, meu deus!
:-O

uó.

Beijo.

5 comentários sobre “

  1. Eduardo disse:

    Como a vida é né?
    cada coisas q nos acontecem…
    bom, eu adoro escrever e ler!
    tb tive um diario, mas nunca o conseguir manter intacto ahhahhha!
    admira me vc conseguí fazer isso…
    e ainda escrever 5 folhas e blá blá
    seu blog e %!@$&@#!!
    boa semana

    http://edaurdo.blig.ig.com.br/

  2. Fer 4*** disse:

    Ana… Começa a anotar as coisas.
    Esse post faz tempo. Falar agora é capaz de nõ fazer mais diferença. Mas estar apaixonada não é uma %!@$&@#nunca. POr mais que doa a maior parte do tempo… Os momentos bobos e felizes valem muito mais, mesmo que como memória, depois. Vc reclama demai mesmo. Motivos vc tem. Seus, e que talvez ninguém mais entenda. Mas eles estão lá. Mas se vc não quer ser assim, levanta a %!@$&@#da cabeça e vive!

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