Me perdoa se eu me excedo em minha euforia…

…Mas é que agora sei o que é felicidade

Nossa, mais de 2 meses que eu não escrevo no meu blog!
Chegou a hora da folia! ÊÊÊ! 19 páginas de word, times fonte 10… É bastante coisa, hein!
Serão convidados, a partir do presente momento, a se deliciarem com mais um pouco do caos rotineiro da minha vida! Nossa, que coisa teatral, tô viajando.
O fato é que faz décadas que não escrevo aqui. Julho foi um mês bastante importante, portanto já adianto que cansarão suas vistas, caso se aventurem a ler os longuíssimos episódios das últimas semanas… Agosto foi um mês monótono, exceto em sua última semana, que aconteceu absolutamente TUDO.
Deixem-me ler a última atualização pra saber onde parei. Já volto.
Antes de mais nada, peço de imediato perdão à pessoas excessivamente citadas em maus momentos… É que é inevitável, detalhes como esses não poderima ser omitidos… Mudaria tudo…
Tá certo. Let”s go to the rainbow, como diria o Gordo…

Começo na festa junina que a minha prima organizou, no sábado dia 24 de junho. Fui para a casa do Vico e só fiquei olhando as pessoas arrumando tudo, sou uma inútil. Conheci o Pajé, irmão do Vico, finalmente. Figura. Eita, irmãos lindos! Assim é injusto com o resto da humanidade! hahah
Daí fui no mercado comprar cerveja com a minha prima. Voltamos e já tinha uma galerinha alheia. Gu inclusive. Mas mal trocamos um A a festa inteira. Isso que é foda, vc vai esperando uma coisa, acontece outra totalmente diferente. Ficar criando expectativas é a PIOR coisa do mundo. Mas beleza.
Júl e Sâmia acabaram aparecendo. Fiquei o tempo inteiro com elas. Rimos muito, bebemos pra caralho. Eu e Sâmia tivemos um ataque FODA de lesbianismo. hahahah
Uma hora, uma galera lotou a sala da casa do Vico pra ver a prorrogação do jogo da Argentina. Eu bebaça dando palpites em alto e bom som, ridículo. Muito engraçado. Aí surgiu um cachorrinho filhotinho que foi a sensação da festa, todos queriam pegá-lo no colo, apertá-lo. Coisa mais fofa!
Comi vááárias paçocas, pipoca, pé-de-moleque, uns doces alheios deliciosos… Enchi a pança. Mas nem cheguei perto do quentão, sabia que seria fatal…
A melhor parte foi a quadrilha. Quase todos os 50, 60 que enchiam a vila onde o Vico mora estavam dançando. Dançei com um alheio lá. Júl e Sân também dançaram. Foi um tormento! A Júl e o companheiro dela dançavam como se fosse tango! hahahah. Foi foda. A mãe do Gu e do Gui, famosa MECA também tava causando na quadrilha, hahahha. Só sei que nos divertimos, foi o melhor!

Uma hora fui mostrar o porão do Vico pra Júl e Sân… Chegando lá, o Gu vê q tem gente na porta entrando e fala: “Vai embora” e bate a porta na nossa cara! Fiquei puta, simplesmente fechei a cara. Contei pra minha prima que disse q ele não sabia quem era, q ele pensava q era + gente querendo sapear a maconha alheia. Vai tomar no cu.

De repente, uma renca decide ir embora. Metade da festa rumou para uma outra festa. Júl e Sân também vazaram um pouco depois. Quando a festa já tava miada, Carolzinha e + 3 surgem. Mas nem ficaram, pq já tinha miado td.

Aì quando TODOS mesmo foram embora, só sobrou eu, Vico e Lu. Arrumamos a casa e a vila e fomos deitar. Fumamos para dar uma relaxada, tava tensa a situação. Eu fiquei loucaça. Eles também. Aí minha prima começa: “Vico, faz um streap!”. E ele começa a tirar a roupa. E minha prima incitando o streap… E eu rindo. Aí ele falou: “quer ver tudo mesmo, Aninha?”. Eu disse: “opa, vou até pôr os óculos” hhahaha… Aí ele tirou tudo! AHHAHAHAHAHHA. Foi UM CAOS. O Vico é perfeito…
Só sei q a minha prima e o Vico ficaram se agarrando e eu mandava eles ficarem quietos. Eles respondiam dizendo que “tinham crédito de sobra”. De fato, não nego. Eles ouviram bem mais do que deveriam. Whatever…
Mas o crédito naquela noite foi desfeito. Eu falei que não me importava em testemunhar tais atos. Minha prima revelou que eu sou a única pessoa da qual ela não sente absolutamente nenhuma vergonha, de fazer qualquer coisa.
Só sei que foi foda. Gente escandalosa, que absurdo! AHHAHAHAH Só consegui dormir quando eles dormiram. Tenso.

No dia seguinte, fomos com o meu tio Márcio, pai da Luísa, almoçar num rodízio. Delícia.
E fui pra casa da minha prima depois. Ficamos papeando… Aí o Vico foi lá e levou um filme, “Hannah e suas irmãs” do Wodddy Allen. Ótimo! Depois fomos dormir… E dessa vez eu q passei a contar com um crédito. ahahhahah

No dia seguinte… Tava foda a situação. Eu tava sem dinheiro e com a mesma roupa desde a festa junina, sábado de manhã! Higiene zero, tava tenso. A noite o Márcio nos deu uma carona pra PUC. Encontrei as meninas do meu grupo – Cris, Worm, Stella – e fomos pra casa fazer trabalho de Planejamento Gráfico.

Terça de manhã fui na casa da minha avó pois tinhamos combinado de ver Brasil X Gana juntas, com direito a um Brunsh (como escreve?). Maria Amélia (mãe da Luisa) e ela chegaram logo. Jogo chatíssimo, mas a comida estava uma delícia. Detonei os BIS e o bolo de cenoura! Depois vim pra casa…

Nessa semana peguei uma gripe brabíssima. Na sexta-feira Lu e Vico foram em casa, vimos um filme e dormimos. Programa de doentes!

Sábado o pai do Vico nos deu uma carona até a casa da minha prima. Dia do Brasil X França. Almoçamos por lá, comida gostosa da titia. E o Brasil me fez o favor de perder de 1 a 0, vergonhoso. Pior é que jogou pessimamente. Bando de pau no cu que não honra a pátria!

Depois fui pra casa. Tomei banho, jantei e fui pra Paulista, encontrar a Pri. Fomos até a TUNNEL, balada GLS, comemorar o niver da Pri. Tava uma renca de amigos dela, a Carolzinha, Natália japa (minha ex melhor amiga de infância!) com namorado. Marlo e o Du, amigo dele, também foram. Dançamos, foi maior legal. Mas a maior parte do tempo eu tava conversando sobre putaria ou com a Carolzinha ou com o Marlo! ahhaha
Foi legal. Pena q toca putz-putz, odeio do fundo da minha alma.
Depois o Marlo e o Du foram pra casa, dormimos lá. O Marlo dormiu comigo de conchinha na cama, ó a situação! ahahah. Fora q demoramos anos pra dormir, dada a relevância do nosso papo e os b.o.s q ele me contava.
Quando acordei o Marlo falou: “primeira vez q eu fico tanto tempo do lado de uma mulher e não faço nada” hahahahahah. Ai meu deus, eu mereço.
Enrolamos na cama até 3 da tarde. Levantamos, eles compraram comida. Comemos e saimos. Eu fui pra Av. Brigadeiro encontrar o povo da PUC pra ver a peça do Zé Celso. Foi Heitor, Desirrè, Stella e Pedrão da manhã. O teatro é bizarro, parece uma passarela. A peça é estranhíssima, quase uma balada. Eles chamam a platéia pra dançar, pra participar. Os atores ficam pelados e simulam sexo. Mto legal. 6 horas de peça. SEIS horas!
O pai da Stella me deu uma carona pra casa.

Segunda-feira ainda tive uma prova na PUC, em grupo. Cris, Miguel e eu fizemos nas coxas, um trabalho CRETINO.

Terça, quarta e quinta fiquei de molho no Altos, depois de décadas que eu não aparecia por lá. Sexta peguei o bus e fui pra Praça do Pôr do Sol. Encontrei a minha prima e mais uma renca alheia. Depois uma amiga da minha prima que eu já conhecia, a Fagali apareceu por lá. Conversamos e depois o irmão da Fagali colou lá. Fomos numa padaria ali perto comer. Voltamos pra praça, demos uma fumadinha e resolvemos ir pra minha casa. Aqui fumamos mais 2 vezes seguidas. Jogamos truco e fumamos de novo. Depois o Vico chegou. Fumamos de novo. A Fagali e o irmão foram embora. Um pouco depois, a Jufi apareceu em casa tb. Fumamos de novo. Ficamos conversando, jogamos mais um pouco de truco. E começamos a nos desesperar pq queriamos sair mas não tinha carona disponível e nem grana pra táxi. E passava das 2 da madrugada já. Vida de pobre dependente de ônibus é foda. A Jufi acabou indo embora. E nós 3 fumamos de novo – acho q esse dia foi meu recorde emaconhesco. Depois ficamos fuçando orkuts alheios. Depois deitamos e tentamos dormir… Mas começamos a conversar, lembrar de coisas antiquíssimas, essas coisas que empolgam. Dormimos e já era dia. O Vico acordou atrasado e voou, foi correndo trabalhar – nas férias o Vico arranjou um trampo numa loja da Claro na PENHA, dureza.
Quando eu e a Lu acordamos, o Márcio passou aqui e nos levou pra almoçar no Senzala, um restaurante na Praça Panamericana delicioso… Enquanto estavamos comendo, Júl me ligou para combinarmos uma noitada. O Marlo também ligou pra perguntar o que eu ia fazer.
Depois fui pra casa da Luisa e liguei pra Júl, pra dizer pra ela e a Sân irem na Praça do Pôr do Sol. Nos encontramos lá umas 5 e pouco. Tiramos fotos, curtimos o pôr do sol… Depois fomos na casa da Lu e ficamos no parquinho do condô dela, como antigamente. Conversamos, tal e tal. Depois rumamos para a casa do Vico. Vergonha alheia, toda a família em casa!
Fomos no porão da casa dele e ficamos lá… Fumamos e ficamos numa boa…
Daí… A Sâmia começou a falar que tava meio enjoada. De repente ela levanta e vai gorfar! Esquisitíssimo. A família toda do Vico ficou mó preocupada. A SÂmia ficou zuadona, deitada na calçada da Vila e gorfando… Decidimos ir pra casa. Chamamos um táxi e fomos. Eu, Júl e Sân. Chegamos e a Sân foi dormir. Eu e Júl ficamos vendo o restinho da novela, compramos esfihas, comemos… Depois a Sâmia acordou querendo sair. Mas já eram umas 3 da manhã e não tinhamos 1 puto. Aí ficamos deitadas na cama conversando… E depois fuçamos orkut, achei mó galera bizarra! Demos mta risada.
Decidimos dormir. Ainda soltei meu veneno um pouco… hohoho. Daí a Júl capotou e eu e Sâmia começamos a conversar… E fomos… Só sei que passamos quase a madrugada inteira com altas filosofias, discutindo religiões, falando sobre a real necessidade do ser humano pensar, instinto, sentimento, a capacidade do cérebro humano, essas coisas… Muito bom, mas ruim também… É estranho, sei lá. A gente se sente tão bosta quando começar com essas filosofias…
Domingo acordamos e elas foram comprar pão. Comemos e elas foram embora. Eu fiquei em casa morgando o dia todo. A noite liguei pra Lu desesperada, implorando pra fazermos algo. E fui pra casa dela. Lá decidimos ver filmes. Fomos na Blockbuster e alugamos “Noiva-Cadáver” e o maravilhoso “Closer”, que eu não me importo em ver pela 30ª vez.
A minha tia nos buscou pq caiu o maior pé dágua enquanto estávamos decidindo o filme.
Daí vimos “Noiva-Cadáver”, fofíssimo! Amei! E dormimos.

No dia seguinte, acordamos mó tarde. Almoçamos e daí o Tiago, ex-namorado da minha prima, foi lá pq ele queria pegar o “Noiva-Cadáver” pra ver. Ficamos conversando, os 3. Depois fomos na Praça ver o pôr-do-sol. Mó galeraaaa! Vico, Pajé e namorada, Gui, Jú, e mais a maior renca.
Depois voltamos pra casa da Lu. Ela e o Vico ficaram discutindo 1 década. Depois subimos, assistimos “Closer”, tomei banho, ela tb. E resolvemos sair, ir jogar sinuca. O Catatau, amigo da minha prima, nos deu uma carona. Fomos eu, Lu, Vico, Tiago, o Catatau e lá ainda encontramos o Martché, outro amigo da galera… O Martché é conhecido como o gênio da música, qualquer instrumento que ele chegue perto ele simplesmente destrói, no bom sentido…
Daí eles todos jogaram sinuca. Eu nem quis. Não tenho capacidade… Fiquei só olhando e bebendo cerveja. Mas foi maior legal! Depois da sinuca, eu, Lu, Vico e Martché fomos pra casa da Lu pra ver “Closer” (de novo!). Vimos. Na hora de dormir – umas 6 da manhã já, combinamos q a Lu e o Vico ficariam no quarto dela e eu e o Martché dormiriamos no quarto do Gá, q tava na casa da namorada. Mas pensamos bem e percebemos que não daria certo. A minha tia sem dúvida pensaria que se tratava de um puteiro, mesmo não sendo isso. Não da minha parte, pelo menos… hahahha. Então socamos nós 4 no quarto da Lu e dormimos…

Acordamos 3 horas da tarde! Ficamos conversando um pouco. Daí meu pai foi me buscar. Já tivemos um quebra-pau logo de cara, foda.
Aí no Altos é aquele marasmo. Triatlo: comida, cama, tv.
Na quarta de manhã meu pai foi viajar e disse para eu ficar um pouco mais no Altos, pelo menos durante a viagem dele (ele voltaria segunda).
Pra q? Na mesma tarde fui na casa da Carolzinha, que tava um trapo por causa do Jú, namorado dela. Ela falava A e começava a chorar. Nunca imaginei ver a Carolzinha desse jeito por causa de homem. Ficamos a noite toda jogando truco. Acho que jogamos umas 20 partidas. Depois vi um caderno de questões do vestibular da PUC. Um instante depois, só dava a Cá e eu quebrando a cabeça pra resolver as questões de matemática. As 2 que nos esforçamos pra fazer, conseguimos resolver… Mas ó que horror, em plenas férias, resolvendo problemas matemáticos! É por isso que digo: matemática é pra frustrados. Eles aliviam seus problemas quebrando a cabeça com cálculos.
No dia seguinte… Acordamos, tomamos café da manhã e ela finalmente se resolveu com o namorado, depois de dar uma de detetive e vasculhar o mundo em busca do telefone de onde ele tava. Incrível.

A tarde fomos andar pelo M.Sul, enquanto conversávamos e tentávamos planejar algo pra sair de SP nesse fds. A gente precisava viajar de qualquer maneira! Depois voltei pra casa e não aconteceu mais nada. Minha intenção era ir pra Perdizes, mas o PCC tava que tava… Tinha queimado váááários ônibus. Até na VILA queimaram ônibus! Aí nem sai…

Na sexta eu fui pra Perdizes, e foda-se o PCC. Eu precisava pegar dinheiro, comprar pílula (depois do stress que passei durante o Corpus Christi, prometi para mim mesma nunca mais parar de tomar pílula) e carregar o meu celular… Depois fui na Praça do Pôr-do-Sol, mas a minha prima nem tava lá… Mas sentei num canto e esperei o sol se pôr. Daí… Quem vejo andando lá embaixo no miolo da praça? Ele! O Gu! Desde a festa junina eu não o via, nem ouvia falar dele. E foi foda. Não consegui reprimir um sorriso daqueles que as meninas de 15 anos dão quando falam do menino que elas estão apaixonadas. Vai, nem tanto… Mas eu realmente dei mó sorrisão. Sabe quando corre mó arrepio saudável no seu corpo? Foda. E só fiquei lá, admirando o finzinho do pôr-do-sol e ele. Bem isso…
Depois fui na casa da minha prima e fiquei enrolando… Eu ia pro M.Sul pq a Marilia tinha chegado. Mas, ao mesmo tempo, não queria ficar na casa da Jú bebendo e fumando a noite inteira… Queria sair… Na indecisão, levei horas. Lá pelas 21h, no limite, decidi ir pro M.Sul. Quando fui pra cozinha me despedir da minha tia… Lá está ela fazendo panquecas. Injusto. Broxei na hora de ir embora. Fiquei lá e me deliciei com os crepes. Depois a Maria Amélia levou nós todos (eu, Lu, Vico, Gá, Marina) no Big Small, pra jogar sinuca. A Jufi também foi. A minha primeira vez na sinuca até que não foi 100% catastrófica. Também, com um parceiro como o Vico…O cúmulo da paciência! Bebi cerveja pra caralho, já tava alegrona. Foi maior legal. Adorei jogar sinuca! E o melhor: Ju e Lu acharam uma nota de 50 reais, que bancou nossa noite! Uhuuuu! A-D-O-R-E-I!!!
Voltamos de táxi pq a Lu tava passando meio mal… Eu capotei rapidamente.

No dia seguinte… Acordei, arrumei minhas coisas e fui pra casa, Altos. E lá dormi, pq é a melhor coisa a se fazer. Acordei, tomei banho e o Caju chegou. Marilia, Carol e Jú tinham saido… Eu e Caju ficamos conversando, sem nada pra fazer. Depois jogamos uma sinuquinha. E minha prima me ligou chamando pra ir numa baladinha de uns amigos da Jufi. Topei na hora o rolê perdido. E detalhe que já eram 22:30. Ainda passei em casa, peguei artigos de 1ª necessidade e sai. Passamos na Jú, mas elas 3 estavam capotadas. Não queriam nem levantar da cama, quanto mais ir até Pinheiros…
Daí eu e o Caju descemos voando. Fomos até o Term. João Dias e lá descobrimos que não tinha mais ônibus aquela hora que subisse a Teodoro Sampaio… Fudeu. Mas o tiozinho da SPTrans deu a luz, disse pra gente ir até a Sto. Amaro e lá pegar o LAPA, q passava até 00:40. Fomos. Só dava a gente, meia-noite na Sto. Amaro vazia. Mas o ônibus milagroso passou. LAPA 875R salvador.

Chegamos à rua lá e o Vico e a Lu estavam esperando por nós. Entramos na casa. Eu, pensando que era A mansão e que tava rolando A BALADA me surpreendi com 7 ou 8 pessoas jogando imagem&ação, bebendo água e comendo hambúrguer! hahaha Eu e Caju jogamos truco contra minha prima e Vico. Jogar truco com o Caju é o que há de mais insuportável no mundo. É inexplicável, só vivendo!
Daí o Gu apareceu por lá. Sentou atrás de mim e ficou cantando o meu jogo pro Vico, aquele maldito! Ele tava mó brincalhão. Puta saudade que eu tava, que foda!
Beleza. Depois a galera do Imagem & Ação se animou, depois de ter dado uns pitel. Resolvemos ir até algum bar na Vila. Andamos a Cardeal inteira.

Fomos a um bar chamado “Até que enfim”. Foi simplesmente FODA. Eu bebi cerveja como nunca havia bebido. Sério, perdi completamente a conta. Parei de contar se pá no 15º copo. Foi o dia em que eu descobri que é sim possível gorfar com cerveja. Só sei que eu fiquei conversando com 3 amigos da Jufi, nem lembro o nome, mas a cerveja me deixou extremamente extrovertida… Eu nem conhecia os caras e tava lá no MAIOR papo. Nem dava bola pras pessoas que eu realmente conhecia na roda (Ju, Caju, Lu, Vico, GU). Merece destaque citar o dono do bar. Figura. O Gu tava bebendo conhaque numa caneca. O dono do bar, mais bebum q sei lá o q, chega, pega a caneca, cheira e pergunta se pode dar uma “bicada”. O Gu permite. O cara dá um gole e fala: “Dreheir! Como vc tem coragem de entrar com essa bosta no meu bar? Só pq vc me deixou dar uma bicada, eu vou te deixar experimentar uma coisa realmente decente” e trouxe uma caneca com uma mistura d um conhaque um pouco melhor e guaraná, que rodou a mesa inteira. O Gu tava maior fechadão, como sempre, mas os meninos faziam questão de chamá-lo de LOS HERMANOS e JESUS. Disseram, inclusive, que ele era o Jesus e nós eramos os 12 discípulos (o número era essa mesmo). Da hora.
Uma hora eu, mais bêbada que uma vaca, comento pros amigos da Ju: “Nossa, como vcs estão coloridos!” pq um tava de amarelo, outro de vermelho e o outro de azul. Um deles respondeu: “É pq somos os POWER RANGERS!” E eu ri como quase nunca tinha rido na vida. E ainda falaram pro Vico: “E não ri, não! Vc é o POWER RANGER BRANCO!” hahahahhahahahahha
Depois desse caos todo, meu deus, eu tava realmente bêbada. E só de cerveja. Eu, Ju, Gu e Caju voltamos de táxi. Até o taxista deu risada da minha situação. Deixamos o Gu na casa dele, depois a Ju e eu e Caju ficamos por último.
Em casa, fomos imediatamente deitar. Mas foi só deitar q eu comecei a ver o mundo girar. Levantei e fui pra sala… Comecei a passar mal. E fui pro banheiro e forçei… E gorfei… E voltei pra sala… Daí peguei um balde. Dormi na sala, encostada no balde, caso passasse mal novamente. Bêbado é UMA DESGRAÇA. No dia seguinte, estava numa ressaca master. O Caju comprou café da manhã e depois foi embora. Eu comi e resolvi ir pra casa… mas tava um dia lindo e eu resolvi pegar o bus na Cardeal. Só que fui andando. Andei, andei. Só sei que acabei indo até a Praça do Pôr do Sol, onde deitei e capotei… Fiquei horas morgando sob o sol fraco… DELÍCIA.
Depois Lu, Vico, minha tia e 2 amigas (Inês e Moniquinha) colaram lá. Vimos o pôr-do-sol e depois fomos na padaria (o Vico não). Lá começamos a papear. Mulheres reunidas numa padaria nunca dá certo, já percebi. O CÚMULO as amigas da minha tia, da idade dela perguntando se o Gu era “gostosinho” ahahha, q vergonha, que constrangedor! Papo vai, papo vem começamos a falar de trabalho. Ótimos contatos, como verão mais adiante.
Elas me deram carona ate o Potato”s Lake. Fui pra casa, cheguei quase 10 da noite.

Segunda-feira foi O DIA. Marília me ligou cedo. Fomos até o parque conversar sobre a vida. Ela me ensinou a jogar pôquer e jogamos presidente. Depois encontramos a Jú e comemos churros. Aí fomos na boca! cara, experiência única na vida entrar numa favela…
Depois fomos na Jú e ficamos de bobeira. Minha prima me ligou chamando a gente pra ir num samba. Estávamos prontas já quando ela disse q tinha miado; combinamos de nos encontrar, então, no Seu Zé, em Pinheiros.

Fomos na casa da Thâmara, pq ela tb ia… Buscamos uma amiga da Thamara, Andréia. Depois o Arthur, num bar no Morumbi. Ficamos mó cara lá, conversando, causando. E fomos pra Pinheiros, enfim.
Minha prima e Vico demoraram ANOS. Enqnt eles não chegavam, o povo todo ia enchendo a cara. Vodka e Suco de Caju e, depois, Sprite com VOdka. Só sei que Vico e Lu chegaram mas ficaram na deles… E um pouco depois, quem me aparece descendo a rua? O Gu! Uhuuu. mas a essa altura já nos encontravamos num estado DEPLORÁVEL. Tão bêbada q eu tava, falei pro Gu, logo de cara: “Vc cortou o cabelo!”. Ele deu um sorriso gostoso e uma piscadinha. Me derreti… Daí demos uma fumadinha num beco lá… Tenso. Depois Thâmara, Arthur e Andréia foram embora – sem antes o Arthur comentar: “Seu amiguinho de barba é uma graça!” ahhahahahahahahaha

Beleza. Os remanescentes – eu, má, jú, lu, vico, gu – fomos jogar sinuca mais pra cima da Cardeal. A Jú e a Má nem jogaram… E eu tava bêbada d+, tava tenso.
Só sei q certa hora a Lu fala: “sua amiga de cabelão tá passando mal no banheiro!”. Não acreditei. A Marilia é A MAIS FORTE! Ela nunca tomba!
Mas era fato, não vou comentar o estado em que a Má tava. Já falei + do que devia, aliás.
Só sei que esperamos ela melhorar… Íamos pra casa mas ninguém tinha 1 puto pra pegar táxi e já não tinha bus há horas. Então, o q aconteceu? Lu e Vico foram embora, andando, pelo caminho oposto. Eu, Má, Jú e Gu – que mora perto de mim e parte do caminho é o mesmo – nos acompanhou. Detalhe que estávamos em meio aos ataques do PCC só dava nós 4, às 3 e pouco da manhã, andando na Sumaré DESERTA.
E foi A JORNADA. Andamos ANOS. Cardeal, Sumaré. Paramos na Sumaré, ficamos de bobeira numa praçinha, o Gu com teorias completamente esquisitas. Eu falei pra ele dormir lá em casa, mas ele disse q nem ia, só ia nos acompanhar até lá mas depois iria pra casa dele…
Pois bem.
Continuamos a andança. Paramos mais uma vez, onde ficamos 30min completamente em silêncio. Só de maldade, eu e Gu combinamos de subir o escadão que dá para a R. Monte Alegre, pra fazer elas ficarem PODRES. ahahahha. Chegamos em casa, enfim. O Gu entrou e já puxou o colchão… Mudou de idéia, então? Óbvio q não falei nada…
Só ajudei Má e Jú a fazer pipoca, pq a última refeição tinha sido pedaços de pastel do Largo da Batata. Ê vida dura.
Elas se entupiram de pipoca. O Gu colocou “Ray Charles” pra tocar. Elas comeram e capotaram no sofá. antes, a Má me puxou pra cozinha e falou, indignada: “meu, vai lá sentar do lado dele!”.
Eu dei um tempo e fui. Ficamos lá no colchão, de bobeira… Quando eu já pensei que ele tivesse dormido, ele repentinamente se levanta, vai até a porta do meu quarto e fica lá, de pé, no escuro. Eu levantei e perguntei pra ele se ele queria deitar na cama. “Lógico!” ele respondeu. Entramos no quarto, ele apagou a luz. E aí ficamos deitados um do lado do outro, horas… E fomos nos aproximando devagarinho, e blábláblá… E vcs sabem o que aconteceu eu seguida. São espertos para adivinhar.
No dia seguinte, acordamos às 10 com todos os telefones tocando desesperadamente. Era a minha prima falando: “O Gu tá aí, né? A Meca (mãe dele) tá procurando ele!”
Imediatamente, o Gu ligou pra casa dele, falou com a mãe e tal. Ficamos uma carinha conversando no quarto ainda. Aí ele falou que ia pra praia naquele dia ainda e reiterou o convite: “vcs vão pra praia domingo, né?”. UHuuu.

O resto do dia, foi inútil. Eu, Má e Jú ficamos de bobeira conversando, dormindo ou comendo. A noite, fomos pro M.SUL. Antes passamos no Módulo pra falar com o Thi e com o Bruno.

No dia seguinte, nós 5 – Má, Jú, eu, Bruno e Thi – fomos no shopping Market Place pra ir no cinema, mas acabamos broxando e optando por apenas comer. Enquanto eles comiam Burguer KIng, eu comia uma saladinha esperta. Style.

Não aconteceu mais nada de relevante. No sábado 22 de julho (só pra gente não se perder no tempo) fui andando até o Shopping Eldorado encontrar Júl e Sân. Conversamos, combinamos outro churrasco, fofocamos, COMEMOS, óbvio. Depois fui pra casa, tomei banho e fui pra casa da Lu, com a minha mochila pronta pra praia. De lá, fomos pra casa do Tiago (ex-dela). Ficamos os 3 jogando Donkey Kong e Super Mario Kart, maior legal. Por HORAS a fio… Mó bom. Depois fomos pra vila, encontrar Vico, q tava com um povo. Maior chato, ficamos pouco. Fomos os 3 pra casa da Lu. Dormimos eram 4 e pouco. Acordamos às 7 pra ir pra praia. A minha tia e a Inês, amiga dela, iam fazer um bate-volta à praia. Aproveitamos a carona.
Chegamos lá e tava um dia lindo, todo mundo acordado já. Gu deitado na rede tocando violão, Jú e Gui de papo pro ar. A casa era uma delícia, 3 quartos, uma sala gigante, com redes, um quintal… A casa é da Jú, namorada do Gui que é irmão do Gu. Sacaram a bicona que eu sou?
Fomos pra praia, blablabla. Delicia. Mais tarde minha tia e a Inês foram embora, e a irmã da Jú e os amigos tb. Ficamos só os 6: Gui, Jú, Gu, Lu, Vico, Eu. Ainda fomos andar nas pedras. Depois fomos pra casa e jantamos churrasco. A ala “diurna” como chamarei Gui, Jú, Gu capotou antes das 21h. A ala “noturna” – eu, vico, lu, fomos longe. Ficamos conversando no quintal, vendo as estrelas, fumamos, comemos. A casa tinha 3 quartos. Eu fiquei com 1, Lu e Vico no outro, Jú e Gui no outro, o Gu na sala.
Antes que eu me esqueça de citar uma informação relevante: eu não fui pra praia com A INTENÇÃO de ficar com o Gu. Eu fui pra sair de SP, pq eu amo praia, pra viajar com amigos. Se acontecesse alguma coisa além, ótimo. Mas nem era POR ISSO que eu tinha ido.
No dia seguinte, o Gui acordou a ala diurna cedo, com uma buzina irritante, chamando a gente pra ir pra uma cachoeira. Eu topei. Vico e Lu não quiseram ir. Tarde d+ eu entendi o pq da desistência deles.

Caminhamos até as pedras. Fomos de Cambury até Boiçucanga pelas pedras – q não eram aquelas pedras gostosas de se caminhar. Eu me sentia numa escalada, mas totalmente desprotegida. Altas pedras escorregadias, várias ribanceiras, lugar onde vc tinha que escalar DE VERDADE – “a mão nessa fenda, o pé naquele buraco”… E a melhor parte: eu descalça. Me ralei toda, chegamos à Boiçucanga e eu tava toda fudida já… E os 3 na maior empolgação. Andavam nas pedras como se fossem macacos, pulando de uma pra outra. E eu nem sou tão iniciante assim… Porra, já fui pra Chapada Diamantina, andei 7km + uma súbida verdadeiramente INGRIME até a Cachoeira da Fumaça, sou acostumada a andar pra cacete, sempre ando nas pedras nas praias em que vou… Eu pensava que poderia acompanhar o ritmo deles.

Quando pisamos na praia de Boiçucanga, eu pensei que seria um alívio. Não, foi uma dor descomunal. Meu pé gritava socorro, tava furado das pedras, sangrando. O cansaço era de menos. E ainda atravessamos a praia e entramos na cidade, que tb atravessamos inteira, andando naquelas estradas de areia com pedra, sabem? Nossa senhora, foi aí que começei realmente a perceber o que era sofrer. E os 3 lá na frente, andando super rápido, descalços naquele chão parecendo que andavam confortavelmente sobre uma grama. E ainda tinha a estrada até a cachoeira, só de pedras. Chegamos à entrada da cachoeira, numa placa q indicava “1ª queda à esquerda. 2ª e 3ª à frente.” Fomos em frente. À essa altura, eu já estava indo além das minhas forças. Eu caminhava e meus olhos lacrimejavam incessantemente tamanha dor. Um sofrimento imensurável. Juro que nunca senti tanta dor. E o caminho não terminava nunca. Subidas, chão escorregadio, BORRACHUDOS. E eu EXAUSTA. Cheguei ao meu limite, além daquilo eu não agüentaria mais. O Gui, coitado, até tentava me ajudar a ir em frente. Mas não dava, simplesmente meu corpo se negava a ir além. Tudo tremia, latejava de dor. E eu deveria guardar forças para a volta! Só de pensar, me dava vontade de morrer, juro. Então, finalmente, sucumbi. Disse para eles irem em frente, e eu ficaria na 1ª queda da cachoeira. Fui lá e não me importei em deitar no chão cheio de lama e formigas. Não me importei em beber metade da água da cachoeira – e foda-se se não fosse água própria para o consumo humano. Nem me importei em ver meu corpo borbulhar agora de picadas de borrachudos. Fiquei imóvel, ainda chorando de dor. Meu pé estava roxo. Minha coxa tremia. Eu não conseguia mais me manter de pé. Minhas mãos também doíam (da escalada nas pedras). Meu corpo agora começava a coçar, mas a dor era tamanha que coceira não significava nada.
Um tempo depois, um povo colou lá e falou q tinha encontrado os meus amigos na 2ª queda. Os caras me chamaram a acompanhá-los até um estacionamento próximo. Fui, até pq eu não poderia ficar na cachoeira para sempre. Já estava ficando frio.
Então fiquei lá no estacionamento, conversando com os caras, esperando Gu, Gui e Jú. Então a fome começou a apertar. Mas eles chegaram, enfim.
Caminhamos até um supermercado próximo, onde compramos 2l de Coca-Cola, 2 fatias de presunto, 4 fatias de queijo, 4 tomates, 5 pães e 1 chocolate. Fizemos nossos sanduíches e comemos sentados na sarjeta como mendigos, principalmente na aparência. Voltamos pra Cambury de ônibus. Ninguém agüentava mais, eu menos ainda. Em Cambury, passamos no supermercado e compramos pão, carne moída e outros pertences pra fazermos hambúrguer caseiro. Eu tava BEM melhor, mas o problema agora residia no interior da coxa (sem putaria!). Minhas coxas grossas rasparam uma na outra durante O DIA INTEIRO. Tinha formado uma crosta de ferida. Chegamos em casa, enfim.
Sério, acho que esse dia foi uma penitência divina por todas as falhas, injustiças, mentiras, hipocrisias, maldades que eu cometi na vida. Certeza que foi. A partir daquele dia minha concepção de DOR mudou drasticamente. Nunca mais vou reclamar das dores de excesso de abdominais, ou da dor da panturrilha por ter andado d+. Isso não é NADA, nem um ínfimo 0,1% da dor que senti nesse dia.
Quando chegamos em casa, vi na expressão da Lu e do Vico que eu não precisava falar nada: eles sabiam exatamente o que tinha acontecido. Eles sabiam que eu não aguentaria ao ritmo dos rolês dos 3.

Jantamos o hambúrguer feito por Jú e Gú, tava gostoso. Depois fomos todos à praia. Eu mal conseguia me mexer, tudo doía.
Naquele dia, dormi rápido, mas penei durante o sono. Nenhuma posição era confortável.
No dia seguinte continuava com o corpo doendo. Mas o dia foi tão sussa que nem liguei. Ficamos enrolando em casa, depois fomos pra praia. Eu e Lu ficamos cantando e tomando sol enquanto os outros jogavam futebol. E o Paco sempre conosco, pra cima e pra baixo- ainda não falei do Paco! Paco é o cachorro da Jú. É simplesmente o cachorro perfeito. É grande e tem cara de mau, mas é um amor com a sua família e com amigos. Porém é protetor, late para os estranhos. Super carinhoso, um amor, fiquei apaixonada pelo Paco. Fora a semelhança do Paco e do Gu! HAHAHA. Era mto engraçado. Os 2 na praia, deitados ao sol, um do lado do outro, na mesma posição. A diferença é que o Gu é humano ahahahha.
Uma hora eu e Lu resolvemos enterrar o Vico na areia. Depois eu joguei areia nas costas dele, ele revidou. E o Gu se meteu: começou a chutar areia na cara do Vico. E tudo mundo começou a jogar areia no Vico, infantilidade máster. Ele podia ter morrido sufocado! E a gente só rindo. Quando ele enfim se livrou, foi pro mar puto. Ficou quietão HORAS. Voltamos todos pra casa. À noite, jantamos macarrão e bolinho de arroz. Maior staile. Depois da almo-janta, brincamos todos de memória valendo dose de pinga pura. Eu tenho uma memória foda, mas pro jogo eu sou uma desgraça. Perdi 3 vezes. Combinamos que o vencedor e o perdedor dividiriam a dose. Eu e Gui dividimos todas…
Eles foram dormir, eu Lu e Vico continuamos zuando, só virando dose, fumando, causando. Estávamos realmente exaltados, tanto que o Gu levantou e disse q ia dormir no quarto q eu tava, onde tinha + 1 cama, pq tava foda o barulho q a gente tava fazendo. Beleza. Quando eu fui dormir, MTAS HORAS DEPOIS, adivinha quem estava SENTADO na cama? Ignorei e fui dormir. No meio da noite, acordei me coçando horrores. Aí ele falou: “mta coceira?” Ignorei de novo e dormi. Porra, o cara não dorme, não? Qual era a dele? Se quisesse alguma coisa, que falasse! Eu tava de buenas, viu…
Quarta-feira fomos à praia, ficamos lá de bobeira… Voltamos pra casa. Jú e Gui se trancaram no quarto, Lu e Vico foram fazer compras. Eu fiquei de bobeira na rede e o Gu lá dentro, tocando violão. Depois ele fez uma caipirinha, foi lá pra fora, puxou uma cadeira e sentou do meu lado… E puxou papo. Ele estava se comportando de maneira diferente… A noite, depois de jantarmos arroz, carne moída, farofa, e tudo mais (nossa alimentação tava ótima!), Lu e Vico foram atrás de um bar para ver o jogo do SP. Eu, na hora, broxei de ir. Eu, Gui, Gu e Jú ficamos sentados na cama do Gu, na sala, fumando no escuro e ouvindo Billie Holiday. Que viagem, que delícia. PAZ. Só sei que eu simplesmente CAPOTEI lá mesmo, de tão chapada. Acordei, Gui e Jú já tinham ido dormir. Quando a Lu e o Vico chegaram, fomos à praia. O Gu foi tb e ele e o Vico ficaram tocando violão e cantando. Ah, que delícia… AMO, simplesmente.
Na quinta-feira, a mesma coisa… A gente matando o tempo em casa, bestamente. A tarde íamos à praia… A noite, jantar. Dessa vez foi chique, Gu e Jú fizeram um Yakisoba excelente. Depois Lu e Vico foram tomar banho e morreram por lá, só pode. Gui e Jú tb morreram no quarto. Esses casais… Ai Ai. Tava uma noite deliciosa, eu tava quase levantando pra ir dar um passeio na praia. Aí o Gu passa e fala: “Tô indo na praia. Vamo ae?”. Era o incentivo que eu precisava. Fomos. O Paco foi junto. Paco e Gu não desgrudavam. E foi estranhíssimo. A praia deserta, a maior escuridão. Nós 2 sentados um do lado do outro sem falar 1 palavra, durante um LONGO tempo, só olhando o mar e as estrelas. Sério, a gente é bizarro. Se eu fosse mais atrevida… Se eu tivesse atitude… Olha o clima que eu desperdicei, meu deus.
Aliás, esse é um problemaço meu, principalmente com o Gu. Tenho vontade de fazer várias coisas, e nunca faço nada. Nunca digo nada. Mas foi bom aquele silêncio, não foi constrangedor. Voltando pra casa, ele quebrou o silêncio: “é tão bom ficar em silêncio…”
Eu sabia que estávamos pensando a mesma coisa… E também sabia, assim como ele sabia, que no último momento iria acontecer alguma coisa.
O último dia foi maior legal. A maconha, que no primeiro dia era uma enormidade incrível, havia acabado faltando 3 dias para irmos embora. A grana tava escassa, a pinga tb. Certo. No último dia, amanheceu um tempo feio. Eu, Lu e Vico fomos andar pela praia. Fomos até Camburizinho, fomos nas pedras. Logo o trio apareceu também. A situação tava foda. A gente gastou um tempinho nas pedras procurando pontas para formar um baseado inteiro. Que situação!
Em seguida, fomos até um bar jogar uma sinuquinha. Joguei com o Gui. Ainda bem que ele é bom… Depois voltamos pra casa. Alguns, começaram a fazer o jantar: peixe, purê de batata, arroz, farofa. Eu, obviamente, nunca estava ligada à atividades diretamente ligadas ao fogão. “Sou um tsunami na cozinha”, como chama uma comunidade no orkut.
Como era o último dia, a galera se empolgou. Jantamos e saímos para jogar sinuca num boteco. Era um boteco realmente ralé, só os tio caiçara véio. E a melhor parte: as músicas. A trilha sonora era música sertaneja velha que TODO MUNDO sabe cantar, inexplicavelmente. Coisas como: “Estou apaixonado/Este amor é tão grande/Estou apaixonado e só penso em você a todo instante” ou “Alô galera bate a mão e bate o pé!” ou “É o amooor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim”. Aí vc mistura à essa trilha sonora 6 pessoas jogando sinuca, bebendo cerveja e caipirinha. O melhor era eu, Jú (maior hippie!) e Lu cantando as músicas, impagável!
Dessa vez fiz dupla com o Gu, ele se fodeu.Estava com azar e eu tava jogando pior do q o costume. Voltamos pra casa e depois fomos pra praia, com violão, canga e tudo mais. O Gu fez um “energy drink” – pinga, ovo, mel. CAOS. Só que daí começou a cair umas gotas de chuva e fomos pra casa. Gui e Jú foram dormir. Eu e Lu fomos fazer um bolo. Gu e Vico ficaram tocando violão e bebendo o quase ½ litro de “espírito de minas” remanescente. Só os 2! Acabaram com a garrafa. E beberam escondidos de mim, filhos da puta. E o Gu ainda inventou de beber um vinho… Só sei que os 2 estávam super bêbados… E o Gu ainda colocou Luiz Gonzaga pra tocar… Ele tava todo animado, falando num tom de voz 1000 vezes mais alto do que o costume. Vico e Lu ficaram dançando os forrózinhos e eu sentei na cama do Gu. Daí começou a chover. Nisso já eram umas 2 da manhã. Lu e Vico resolveram ir deitar. Eu fui levantar da cama do Gu pra ir deitar tb mas ele disse: “fica aí, vamos ouvir + música.” Sentei de novo. Aliás, deitei na transversal. Ele colocou Elis Regina pra tocar, uma das músicas mais lindas e marcantes que já ouvi, “Oriente”. Eu fiquei viajando. Ele, mais ainda. Deitou do meu lado e começou aquela situação que sempre precede as nossas ficadas. É sempre assim: ele começa a me olhar muito, fixamente. Mesmo que eu o encare, ele mantém o olhar fixo em mim. Quando isso começa, eu já sei no que vai dar. Pois então. Enquanto ele olha, é possível ler seus pensamentos. Ele fica tentando pensar numa desculpa para se aproximar. Fica pensando: “E agora, o que eu faço para ela entender as minhas intenções?”. Tô PhD em entender esses sinais do Gu… Daí ele foi se aproximando… E Elis tocando, a chuva caindo lá fora. Breu completo. Enfim, ficamos encostados um no outro. Daí ele perguntou se eu queria deitar… Eu levantei, ele deitou e abriu o edredon para eu deitar do lado dele… E aí foi bizarro. Ficamos, é óbvio. Mas foi estranho, ele tava muito bêbado… Fiquei até com raiva. Depois, peladão, ele foi fumar um cigarro lá fora. Olhava a chuva, enquanto pensava. No que, será? No que tinha acabado de acontecer? “Eu tento dormir/Você tenta esquecer”, como diz Marisa Monte? Não sei, só sei que ele voltou à sala e disse que ia dormir. Eu falei pra ele ir dormir no quarto, ele recusou. Eu levantei, fui pro quarto. Ele disse um “Boa Noite” e eu nem respondi. Eu tava puta, NUNCA recebo uma porra de um pouco de atenção, vai se foder. Fiquei horas sentada na cama, no escuro, xingando ele por dentro. Pensando que já tinha dado o que tinha que dar (em todos os sentidos), que essa última vez tinha quebrado o encanto – obviamente, a importância que ele teve, em nada mudaria.
No dia seguinte, todo mundo acordou de mau humor. Eu tinha deixado um chupão nele, como sempre. Não era intenção, mas foda-se também, tava me lixando pra ele. Só sei que o Gui falou pro Vico que “é um absurdo vcs virem pra praia pra fazer as mesmas coisas que fazem em SP. Vcs não sabem aproveitar.” O Vico ficou puto e respondeu que “meu conceito de “aproveitar” é diferente do seu, Gui.” Tava todo mundo super mau humorado, sem contar q estava um puta frio e chovendo. Tomamos café da manhã, enrolamos MTO e umas 14 e pouco, eu, Vico e Lu resolvemos ir embora. Com sacolas de supermercado na cabeça calças dobradas e cheias de lama, andamos até o ponto de ônibus, que demorou APENAS 3 horas pra passar. Pra matar o tempo, eu Vico e Lu fizemos de tudo. Mas a melhor brincadeira foi a “qual é o animal”. Um pensava num animal, os outros 2 iam fazendo perguntas tipo: “têm penas?”, até alguém descobrir o bicho. Incrível era a nossa burrice em biologia. Tipo: “É carnívoro?” resposta: “sabe que eu não sei? Se pá é.” Ou: “têm escamas?” resposta: “não sei. Aquilo é escama?” auhuahauhauhauah.
O Ônibus enfim veio. Chegamos em SP a noite, 10 e pouco. Meu pai me buscou na estação Sumaré do metrô. Vim pra casa, comi e dormi o sono dos deuses, sem antes me olhar num espelho de corpo inteiro para avaliar os estragos da viagem: arranhões inúmeros, hematomas, cicatrizes, roxos, sangue coagulado, kilos a mais. É, foda.
Uma coisa de destaque nessa viagem: a convivência com o Vico, dessa vez, não foi tão pacífica como tinha sido em Salvador. Agora a gente se conhece bem e é BEM intimo… Toda hora a gente pegava no pé um do outro e acabavam saindo umas farpas… Mó relação de irmãos, nós 2.

Agosto foi uma bosta suprema, em sua maior parte. Um dia Thais e Bruno vieram aqui em casa e ficamos HORAS conversando, matando as saudades e informando as novidades. Outra merda do mês de agosto é que a partir de agora tenho aula aos sábados, o que fode a minha vida inteiramente. Tomei bastante sol no Palmeiras, mó bom estar bronzeada em pleno inverno… É que o calor tava foda…
Comecei um regime tenso tb, com remédio e tudo. Do dia 8 até agora foram umas 4 kg e pouco.
*Interrompendo: ouvindo “Correnteza”, Djavan. Só sentando e chorando!
Mês inútil, pelo menos a 1ª quinzena. Mas, se aproximando do final do mês…

Sábado, 19 de agosto, a Carolzinha veio pra cá e nós fomos pra casa da minha prima. Só pra lembrar: eu não sequer ouvia falar do Gu desde a viagem. E a gente nem se despediu… Voltando: eu, Lu e Carol fomos encontrar Catatau, Miagy (amigos da minha prima) e Vico numa pizzaria. De lá, fomos atrás de algum rolê interessante. A galera queria “transcender”, “NADA DE SEU ZÉ, PESSOAL!”. Daí o Miagy ligou prum contato dele e nos enfiou numa festa, lá na Aclimação. Tirando o fato de que nos perdemos, chegamos lá e ficamos ABISMADOS. Uma PUTA casa. Na entrada, piso de vidro sobre uma cachoeirinha. Cerveja escura e normal, whisky red label, amendoim, rondelli de queijo, tudo na faixa. E uma galera bizarra: hippies e pattys, num só ambiente. Era festa da irmã do amigo do Miagy… E ele foi na festa levando 8 pessoas! 8!!! Uma hora, a dona da festa perguntou pra gente quem éramos nós. O Miagy: “amigos do Johnny, seu irmão!”. Ela: “Ah! Sintam-se a vontade, então”. Foda.
Miagy ficou com a Carolzinha, como já era de se esperar. Saímos da festa depois dos docinhos. Tinha um doce que eu apelidei de “crocantinho”: tipo brigadeiro, mas com uns MICRO nescal ball ao redor. Simplesmente A MELHOR coisa, mandei meu regime às favas. E só dava nós 8 – 2 amigos da Luisa chegaram lá tb, a Mell e o namorado – na porta da cozinha esperando os doces. Foda, né?
Era tão chique que enjoou. Fomos então até a casa do Vico, depois fomos num lugar lá fumar. Eu, Miagy e Catatau – q reclamou a noite inteira, uma FIGURA! ficamos com uns papos bizarrérrimos de gente chapada. Falamos da revolução na comunicação que sites como o YOUTUBE estão proporcionando, falamos de internet, televisão (é q o Miagy faz Multimeios – Audiovisual ou Radio e Tv, como preferirem – na PUC).
Eu, Miagy e Carol pegamos um táxi. O Miagy ficou na casa dele, eu e Cá viemos pra casa. Eu continuava super brizada. E comecei a pensar, enquanto a Carol já dormia… pensava no Gu e sentia uma angústia. Ao mesmo tempo em q já sentia falta da convivência com ele (eles todos, na real), também percebia a complicação que seria eu gostar de alguém como ele, alguém que não dá satisfação para absolutamente ninguém, e que é maior complicado… Eu fiquei imaginando como seria namorar alguém como ele, eu foi ótimo pensar nessas coisas, pq eu cheguei à conclusão que o ideal seria eu viver a minha vida e foda-se o resto…
No dia seguinte, amanheceu chovendo. Quando eu e Cá estávamos indo embora, o céu abriu e resolvemos ir pra Praça do Pôr do Sol. O Miagy apareceu por lá, como mágica. Depois do sol se pôr, ele o e Gá Setúbal, outro amigo da Lu super gente boa, nos deram carona até o Largo da Potato. No bus, eu e Cá ficamos comentando sobre a noite de ontem e sobre o Miagy – como ele é incrivelmente fofo. Ele dá atenção a absolutamente todo mundo, ele é um AMOR com todo mundo.
Aí comecei a pensar que eu paga muito pau pra todos os amigos da minha prima. Paga pau no bom sentido, não significa que eu queira beijar todos, não, nem fodendo. Só acho eles pessoas únicas, todos MUITO foda. Cada um é completamente encantador sob algum ponto de vista.
Legal, estou chegando ao final! Mal posso acreditar.

Semana passada, a noite, me liga a amiga da minha tia que estava na padaria, a mesma que perguntou se o Gu era “gostosinho”, a Inês, perguntando se eu queria um emprego. Ó, bons contatos! Daí ela me passou o telefone de um cara. Liguei pro cara no dia seguinte, como indicado. Ele pediu que eu redigisse um texto para que ele conhecesse minha redação. E marcou um encontro na Faria Lima com a JK para conversarmos. Moral da história: fui contratada, 1º emprego da minha vida! O trabalho consiste em, de segunda à sexta, das 3 às 6 da MADRUGADA, ler tudo o que os principais jornais do Brasil irão publicar, separar as coisas mais relevantes e fazer um resumão… Na real, a empresa presta serviços à campanha do Aloizio Mercadante, e a gente presta serviço informando sobre as principais matérias do dia, e quais são relevantes para a campanha. Isso significa que estou trabalhando na área que mais gosto, Política. Me fascina, eu AMO. Um prazer passar horas lendo que a campanha do Alckmin tá um caos, que PFL e PSDB estão com uma puta disputa interna e com várias brigas a respeito do rumo da campanha do Alckmin; ler sobre CPIs, greves, ler os editoriais, ler as colunas do Clóvis Rossi (Folha de S.Paulo) e Dora Krammer (Estadão), que eu aprendi a admirar incondicionalmente pela qualidade dos textos que eles publicam diariamente.
Ok. No busão, de volta pra casa, conheci um cara que dava horrores em cima de mim, mas era super gente boa. E o melhor: baiano! E conhecia o Pirajá! Trocamos email, telefone, tudo, bizarro.
Chego em casa e entro na internet, para ter a terceira surpresa COLOSSAL do dia: scrap gigantesco do Claudio! Simplesmente não acreditei, até entrei de novo no orkut pra ter certeza. Daí li:

Claudio: ae Ana… dizer que ninguem le perfils grandes eh um equivoco, pois quando se admira uma pessoa e ve algo escrito por ela que ocupa mais q poucas linhas, pelo menos pra mim, quer dizer q existem coisas q nao seriam capazes de caber em poucas linhas….
Talvez vc estranhe esse meu scrap… talvez jah esperava isso acontecer novamente… afinal jah “sumi” de sua vida uma vez antes… mas o q posso dizer eh q mesmo longe sempre estive por perto e sempre te adimirei…
A Ju chegou a me falar de um churras, mas infelizmente eh no dia do niver do meu primo.
Sobre e ter sumido um pouco, vc deve ter refletido e deve ter compreendido minha situaçao… fikei com muita vergonha de falar com vc… mesmo sempre ter deixado claro a vc tudo q se passava comigo. Hoje sei o motivo pq que tudo isso aconteceu… mas essa eh uma historia que nem gostaria de contar…
Ana… saudades…
bjs

E reli. Fiquei abismada, mas confesso que nem me afetou. Tanto que nem respondi, não tem o que responder… Acho que aconteceu o que tinha que acontecer. Ainda bem q ele tá com a Karen, ainda bem q a gente nem ficou mais… E melhor ainda: ainda bem que eu conheci o Gu, e fiquei com ele várias vezes…

Ok. Comecei a trabalhar naquela noite mesmo. Foda que zuou com os meus horários: 14h acordo e tomo café da “manhã”; 18:30 “almoço.”; 1h “janto”; 6h “lanche da noite”. 7h vou dormir. Eu que pensava que ao trabalhar ia ter que acordar cedo, ia mudar tudo… É, aconteceu justamente o contrário, fudeu ainda mais com a minha organização diária. Mas como é só até 1º de outubro o meu trampo (e, caso haja 2º turno em SP, o q acho quase impossível, até 29 de outubro), tô na paz.

Sexta-feira não tive a última aula. Eu, Amandinha, Vico e Lu fomos andando a Cardeal inteira até a Vila. No caminho, “escalamos” na casa da Tânia, amiga da Jufi, onde teve a baladinha “imagem e ação” em Julho. Fumamos e papeamos um pouco… Depois continuamos a jornada, até o Genésio. Amanda e Lu comeram uma salada, beberam cerveja e eu fiquei só olhando, tava mó bodiada… Umas 3h, liguei pro meu pai me buscar. Ele foi, PUTÍSSIMO por ter q ser motorista. Mas é 1 vez na vida só, nunca peço pra ele me buscar em lugar nenhum…

Sábado fui capotada pra PUC. Passei a aula lendo um texto do Fernando Henrique Cardoso – que antes de ser presidente, foi um sociólogo super respeitado. Afinal, não podemos negar, ele é um fdp arrogante, convencido mas é inteligente pra caralho, assim como a maioria dos tucanos. Afinal, a base do PSDB é formada por professores da USP e intelectuais renomados. Acontece que os tucanos se transformaram num bando de hipócritas que se dizem honestos, mas na real, não há ninguém 100% limpo na política. Eduardo Azevedo, importante membro tucano, que o diga: está envolvido até a cabeça num mar de corrupção, com nome na CPI e tudo mais. E ficam posando de coitadinhos. Isso que é foda…Eu até respeitava o PSDB até a era COVAS. Eles lutaram contra a ditadura, são instruídos, eram da esquerda. Mas olha no que deu…
Não estou defendendo o PT, hein! Vou votar Lula, Mercadante, Suplicy, tudo do PT, mas não com aquela paixão de antes. Não isento o PT da culpa que carrega. A falha do PT foi acusar corrupção em tudo que é governo e chegar lá e fazer a mesma coisa. Mas ainda assim, sou PT. Até pq acho que Heloísa Helena não passa de uma bela presidente de Centro Acadêmico Estudantil, ela não saberia conduzir o Brasil. As mudanças não podem ser realizadas como ela ACHA que podem. Lula que o diga. Primeiramente, estamos numa democracia, não numa ditadura. Ou ela dá um golpe de estado ou fica à mercê de um congresso burocrático e que vai votar contra TUDO o que for do interesse dela. Ela tem até propostas boas, só que ela precisa ser realista. Não dá pra ser assim e ponto. Votar nulo também não adianta; vai anular uma eleição para fazer outra JUSTAMENTE IGUAL? Gastar mais recurso público ainda para fazer uma eleição idêntica? Ah não, gente, que ilusão!
Ai Ai, lá estou eu falando de política… E ouvindo Elis Regina. É, galera, tô maior intelectualizada. Isso pq não falei o q tô lendo: “Mal-estar na civilização”, do Freud. HAHAHAH…

Voltandoooooo aos assuntos frívolos… No sábado eu ia pro RJ passar o dia com o meu pai, pq ele tá com crédito na Varig – ó a roubada. Aí fomos pro aeroporto. E lá descobrimos q os créditos só podem ser utilizados por ele! Legal, peguei o bus e fui pra casa dormir.
Acordei, almocei e já eram 20 e pouco. Fiquei em casa bodiada e assim pensei q seria o final do sábado, até q eu resolvi mandar uma msg de texto pra minha prima: “o q faremos hj?”. Ela respondeu dizendo que tava no condô dela jogando sinuca com Martché, Vico, Jú, Gui e Gu! Porra, a essa altura, fazia quase 1 mês q eu não via o Gu… Pensei até que passaria bem mais tempo sem vê-lo. Diante da situação – eu de pijama, sábado a noite vendo TV, resolvi ir pra casa da minha prima. Cheguei lá e estavam todos jogando sinuca de fato.
Mal cheguei e o Gu falou pra eu ir com ele até o carro pegar maconha e parar o carro em outro lugar – o carro é da mãe dele e o irmão q tem carta, o Gu não tem. Mano, maior treta, o Gu não olha pra trás pra dar ré, maior caos ele dirigindo, mto comédia. Voltamos pra sinuca pra descobrir q já eram 22h, e não podia mais jogar deepois das 22. E pior: ninguém tinha seda.
Fomos, então, os 7 de carro – Gu no porta malas contando como é passear num camburão (eu mereço!) – na casa do Vico fumar maconha. Eu fiquei DOIDAÇA, como nunca fiquei na minha vida. Eu, Gu e Gui fizemos uma roda em q 2 baseados tavam passando… Tipo, ninguém ficava sem fumar por mto tempo,e só nós 3 acabamos com os 2 baseados, pq o resto miou mó rápido ou nem fumou.
Aí o Gui deixou a minha prima na casa dela e depois o martché na casa dele, mas nos perdemos por SP e o Gui é mtoooo sem noção! Cara, eu vi a morte. Só o farol do ônibus e a buzina na nossa cara, QUE MEDO, minha gente… Mas eu tava TÃO chapada que só ria.
Aí combinamos q ainda não ia acabar a noite: eles iam cada um pra sua devida casa e depois voltariam para a minha onde fariamos uma baladinha. Isso pq tava chovendo, frio, e ninguém tinha grana pra sair.

Vim pra cá e fui ler o material do meu trampo, só pra distrair. Nem botava fé que eles voltassem, tava de boa me entupindo de club social pq a larica tava tensa. Tinha uma matéria sobre o que aconteceu com a política, a descrença nos partidos, q me fez pirar… Eu tava doidaça digitando um texto sobre isso, só pq me deu vontade. Eu pirei no texto, aquilo me fez acordar para a realidade política brasileira. A falência da Democracia brasileira. Ninguém mais luta por um partido; está tudo individualizado. Eu já sou fascinada por política. Chapada, piorou. E foi uma brisa maravilhosa… O tipo de brisa criativa.A brisa em que os músicos se encontram qnd compõem as melhores canções… Foda. Resolvi mandar tudo pra Marilia, pq é a Marilia e ela entende as minhas viagens… Então…

Aí toca o interfone: “Ana? É o Gu”. Eu abri a porta crente d q encontraria Gu, Gui e Ju. Mas ele estava SOZINHO. Ele entrou, ficamos conversando d buenas um tempo, enquanto eu terminava um email MAIS NORMAL pra Marilia…
Aí eu coloquei Chico Buarque pra tocar, e entrei no orkut. Ele disse: “vai se foder”, desligou a tela do computador e pediu pra apagar a luz… E deitou na cama. Eu fiquei na janela olhando a chuva e depois deitei na cama tb, onde ficamos os 2 viajando ouvindo “Construção” do Chico, foi maravilhoso. Aí foi indo e indo. Aqueles sinais de sempre… Eele me abraçou, me beijou. Foi maravilhoso! Eu percebi que estava MORRENDO de saudade dele… E percebia pelo comportamento dele, que ele tb tava sentindo a minha falta. Ele tava mto carinhoso pros padrões Gu… Foi MTO bom, indescritível… E depois, Chico ainda tocando, a chuva caindo, eu deitada no peito dele, fazendo carinho no pescoço, na nuca (cara, eu sou mto carinhosa, fico acariciando o cara até ele dormir), e ele pegou na minha mão, e ficamos d mãos dadas, o q é uma novidade SIGNIFICANTE. Ele tava realmente mto fofo, mto carinhoso… Me abraçava, me procurava toda hora… E eu percebi… Ele tava com saudade de mim tb… Ele gosta de ficar comigo e eu sei q eu tô indo no caminho certo. Não importa o que ele sente por mim ou deixa de sentir. Importa é que ele gosta de ficar comigo, que outro motivo explica 5 vezes e, mais ainda: o comportamento estranhíssimo dele comigo naquele dia?
Ficamos naquele nirvana mais um tempo. Daí eu me toquei que o povo tb viria, liguei pra minha prima, q falou estar vindo. 2h depois, quando eu estava arrumando a cozinha e o Gu capotado no sofá, podre (entendo o cansaço heheh), eis que chegam: Vico, Lu, Amandinha e Martché, com salgadinhos, hortelã, limão, rum. Fizeram mohitos, beberam todas. Mas eu só fiquei zuando junto, mal bebi. Tb tava podre. Ficamos nessas, bebendo, jogando pôquer, conversando, falando bosta, fumando até 7:30 da manhã! Eles foram embora, eu arrumei a casa, varri, lavei louça e capotei.
15 e pouco acordei. Almocei e fui andar na Sumaré. Eu tava viajando, poderia explodir de felicidade, com certeza. Tudo estava mais belo, mais agradável. As pessoas na rua, os pássaros, as flores, o céu. As nuvens. É a constatação óbvia: a paixonite se abateu. Ah meu, não tinha como! Mas é uma paixonite diferente de todas as outras. Não tenho pressa, não tenho medo. Sei da situação complicadíssima, mas não me abalo. Nem ligo. Pq eu aprendi a viver o momento e não pensar nas conseqüências. O que importa é o momento que a gente está junto. Não vou ficar me remoendo de ciúmes todo dia, pensando com quem ele está, se está beijando outra menina. Estando ou não, foda-se. Não quero exclusividade e também não serei exclusividade. Eu não temo o futuro. Não temo um pé na bunda, até pq isso seria a última coisa que aconteceria. A tendência é irmos ganhando intimidade, o que é bom. E é essa a minha tática, ir indo aos poucos, sem pressa, sem desespero, sem ciúmes. Se fosse qualquer outra pessoa… Mas é ele. Vou vivendo a minha vida. Se aparecer alguém interessante e eu estiver afim de beijar, eu beijo… Assim como ele também faz, creio eu.
Não vou me declarar, não vou cobrar atitudes, não vou fazer pressão, nem cobrar decisões. Pq eu aprendi muito nesse tempo todo. Aprendi a ter calma, dar tempo ao tempo. Não vou ficar planejando o amanhã.
Só sei que ele é encantador… E como o Vico disse, numa conversa que tivemos (a primeira e única) sobre o Gu, logo após ele e a Lu lerem algumas das dezenas de folhas que eu escrevi sobre ele… O Vico falou: “O Gu é uma pessoa maravilhosa e merece isso tudo”. Pois bem…
Só sei que estou feliz, não tenho do que reclamar. Não estou obcecada, não vivo mais em função de ninguém. O estágio de paixonite em que me encontro só melhora na minha felicidade, pq sob a ótima do amor tudo é mais belo. As músicas, as feições, o céu, as estrelas. Tava pensando agora, ó as principais músicas que me fazem lembrar dele:
Sossego (Tim Maia) – 1ª vez q a gente ficou. Indo para casa, no carro do Cuspe, Sossego tocando e nós 2 animadíssimos, cantado e pulando, sendo seguidos pela PM que em seguida nos daria um enquadro.
Oriente (Elis Regina) – 3ª vez q a gente ficou. Praia, chuva, escuro. Elis Regina. “Se oriente rapaz, pela constelação do cruzeiro do sul”. Coisa mais linda!
Construção (Chico Buarque) – 5ª vez q a gente ficou, a mais recente. Uma música com mais de 10 min, que acompanhou toda a evolução: eu deitando do lado dele, ele me abraçando, se aproximando, nossos corpos se entrelaçando, nossas bocas se tocando, o momento se tornando mais envolvente.

Sabe… Mesmo que não aconteça ABSOLUTAMENTE mais nada – vai saber, ninguém prevê o futuro – eu não vou me frustrar. Só com o que eu vivi e aprendi com ele – sem ele ter mera noção disso – já sou plenamente grata a ele.

Chega de falar dele um pouco.
Ontem fiz uma matéria CRETINA sobre a Av. Paulista. Em 2h fiz o q deveria ter levado 2 semanas de pesquisas e entrevistas. Jornalista de meia pataca que sou, forjei entrevistas. Inventei nomes, personagens, enchi lingüiça. E quanto tirei? 10! HAHAHAHAH

Semana que vem tem feriado, graças a deus. Credo, só de pensar na PUC me dá bode.

Acho que vou parando por aqui, tá foda, preciso dormir. 6:20 da manhã, as porras dos passarinhos já estão cantando…

Cara, tô feliz não só por mim…Todos – ou quase – os meus amigos estão solteiros. Uns com rolos alheios aqui, outros só solteiros e felizes ali… Outros deixando o tempo passar… Uns vivenciando pela primeira vez o nirvana, o ápice da vida a dois, outros se satisfazendo com uma noite de conversas animadas com amigos… O horizonte se mostra propício. VIVAM! Sejam felizes!

Aqui vai uma música que me atormentava pelo título e pela frase destacada o mês de agosto inteiro. Mas tive respostas aos meus questionamentos. Não, agora eu tenho certeza: não sou mais uma na multidão.
Mais Um na Multidão
Erasmo Carlos/Marisa Monte

Guarde segredo que te quero
E conte só os seus pra mim
Faça de mim o seu brinquedo
Você é meu enredo
Vem pra cá
Te quero,
Hum! Te espero
Não, não vai passar
O amor não falta estar
Você pensa em mim e eu penso em você
Eu tento dormir, você tenta esquecer
Longe do seu ninho
Meu andar caminho
Deixo onde passo
Os meus pés no chão
Sou mais um na multidão?
O mar de sol no leito do lar
E nem um rio pode apagar
O amor é fogo e ferve queimando
Estou ferido agora e sigo te amando
Você pode acreditar
A mesma carta, o mesmo verbo
Em sonho só viver pra ti
Quem tem a chave do mistério
Não teme tanto o medo de amar
Me cego
Te enxergo
Não vai passar
O amor não tarda estar
Te quero,
Hum! Te espero
Não vai passar
O amor não falta estar
Você pensa em mim e eu penso em você
Eu tento dormir, você tenta esquecer
Longe do seu ninho
Meu andar caminho
Deixo o óbvio e faço
Os meus pés no chão

Sou mais um na multidão
Sou mais um na multidão
Sou mais um
Eu sou mais um na multidão
Sou mais um na multidão
Eu sou mais um na multidão

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2 comentários sobre “Me perdoa se eu me excedo em minha euforia…

  1. mah disse:

    dividi em duas partes…
    li ateh “sou acostumada a andar pra cacete, sempre ando nas pedras nas praias em que vou… Eu pensava que poderia acompanhar o ritmo deles.” no dia q vc atualizou… e só hoje li a outra parte XP
    mas vc sabe q eh impossível comentar td q eu keria…
    adorei sua viajem… tanto essa q vc conta aí da praia e talz, como a q vc me escreveu akele dia d madrugada ants do gu xegar aí… XP
    adoro como a gente eh tão incriveumente parecida… putamerdamente falando… como as coisas se parecem… axo q como parecemos em atitudes e opiniões acabamos atraindo pessoas e situações similares neh…
    deve ser…
    “O horizonte se mostra propício. VIVAM! Sejam felizes!”
    TOTALLY! XP

    soh pra citar uma ultima partezinha dessa ultima parte q li agora…

    “Ai Ai, lá estou eu falando de política… E ouvindo Elis Regina. É, galera, tô maior intelectualizada. Isso pq não falei o q tô lendo: “Mal-estar na civilização”, do Freud. HAHAHAH… ”
    AHUAUHAUHAUHAHUAHU BESTAAAAAAAAAAA
    XP

    “A tendência é irmos ganhando intimidade, o que é bom. E é essa a minha tática, ir indo aos poucos, sem pressa, sem desespero, sem ciúmes. Se fosse qualquer outra pessoa… Mas é ele.”
    poh… putamerdamente parecidas…
    XP

    :* minha nega
    thuuuuu

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