CONTINUANDO

Sábado. Amanheceu o tempo ruim, mas a tarde fez sol. Fomos pra praia e nos entregamos de corpo e alma ao sol. Torrei deliciosamente, como um lagarto. A tarde fui com a Sarah, Rodrigo e Ayla na cachoeira dos 3 tombos, onde tinha uma queda q é uma verdadeira massagem, delícia.
Voltamos pra casa. Eu capotei, pq meu olho tava fudido da lente, pra variar. Tomei banho, jantei macarrão, enchi a pança de coca cola, e fomos todos pra Vila tomar sorvete. Heitor pegou mais de ½ kg! Auhahauhauhau, o dono da sorveteria ficou com medo da gente, todos os sorvetes ficaram entre 7 e 11 reais, alastramos.
Depois, eu, Dê, Haidi e Sarinha compramos vodka e leite condensado pra fazer batida. Fomos todos pra casa, nós 4 fizemos a batida e fomos pra churrasqueira, beber, conversar. O Heitor foi junto, para “defender a causa masculina”, pq falamos mal de homens metade do tempo. Aí ficamos alegrinhas, começamos a falar de tudo possível… Foi divertido. Comentamos bizarrices puquianas, fofoquinhas, coisa e tal… Umas 3 e pouco, fomos dormir…

Domingo acordamos e arrumamos tudo: dia de partir, uó. Arrumamos nossas coisas, limpamos a casa e vazamos… Cheguei em casa umas 16h. entrei aqui e vi minha parede pintada de verde, meu armário mudado de lugar. Fiquei puta. Não falava com a minha mãe há dias, liguei lá já gritando, nem falei oi: ” O QUE VC FEZ COM A MINHA PAREDE? TÁ HORRÍVEL?”. Tá, confesso, fui bruta, me arrependo. Ela deu mó geral na casa e eu CAUSEI… Mas tá bizarro, uai. Daí fui me acostumando. O armário tava zuado mesmo, impedindo a passagem para dentro do quarto, aí eu arrumei. E capotei, pq ninguém é de ferro. Acordei e fui no Habibs. Comi e capotei de novo.

Segunda, 6 de Novembro: O COMEÇO DEFINITIVO DA ERA MURPHY.
Acordo e vejo o resultado da viagem: 2kg e pouco a mais. Culpa da Coca-cola, sem dúvida. A tarde fui andar na Sumaré, 2h30, pra perder essas banhas extras (já tenho mais do q o suficiente). Depois fui na dentista e, de lá, pra PUC. Na PUC, fui na biblioteca fazer o questionário de Crítica do Texto, ó q boa aluna! (Mentira, a consciência pesou. Viajar com Haidi, Ayla, Sarah, Heitor me deixou sentindo uma ultra vagabunda inútil bebum). Terminei. Quando estou saindo do Prédio Novo rumo à Comfil… CABRUMMMMM, desabaaaaaaaaaa o céu, como não chovia a tempos. Valeu, São Pedro. Esperei ½ hora, nada. Fui correndo. Cheguei ensopada na classe, vazia. Aula chata. Aí ele deu a prova, e começou o ato TRÁGICO. Eu não tava esperando um 4 (nota máxima), mas uma coisa melhor q o 1,25 da última prova. Aí vou lá: 0,75. Leio o q ele escreveu: “Ana Clara Lima Gaspar: você está se propondo a ser jornalista. Você não tem o conhecimento necessário e suficiente para falar de política. Leia mais, se informe mais”. Basicamente isso. Fiquei ROXO DE RAIVA. Como assim, passei 3 meses debruçada no caralho da política, lendo de AGORA SP até Correio Braziliense e o cuzão me vem com essas? Me deu uma nota cretina pq eu me debruçei num terreno em q ele JULGA q eu não tenho conhecimento? Eu ia deixar quieto, mas Miguel e Stella me convenceram a falar com ele. Esperei o povo sair e fui lá: “Professor, não vim discutir nota, nem certas reparações q eu devia ter feito, nem generalizações descabidas, e sim isso aki” e mostrei o texto q o FDP me escreveu. Ele com aquela cara arrogante dele, me olhando daquele jeito SUPERIOR, WALTER EGO de ser (apelido “carinhoso” dele por todos os alunos q ele já teve). Ok, o cara é um bom professor, é fato. Acontece que ele PENSA que é o sucessor do Chico Buarque musicalmente e intelectualmente, qnd na real, a experiência de vida dele é meramente acadêmica! Eu expliquei q trampei com política até agora, blábláblá, na maior “cordialidade” (palavra fdp q me traumatizou). E o fdp veio dizendo q mesmo assim eu não sou ninguém pra falar o q eu falei – mano, eu não falei nada demais, falei o q TODOS os artigos da mídia falaram, a respeito da divisão de votos q aconteceu no Brasil norte LULA, sul Alckmin – e ele veio dizendo q o 2º turno desmentiu essa teoria, e blablabla. Em cada frase q ele falava, ele arranjava um jeito de enfiar um “sem querer te humilhar” ou “sem querer te rebaixar” ou ainda “sem te menosprezar”. Ai, fdp. Só depois eu lembrei q eu fiz a prova no calor do 1º turno, 1 dia depois, pra ser exata. Eu tava falando do q tava ocorrendo NAQUELE momento político, e o fdp vem me cobrar de falar o q tava acontecendo no 2º turno? Se ele não corrigiu a prova em 1 mês, a culpa é minha? Ele queria q eu prevesse q o Alckmin teria menos votos no 2º turno do q no 1º? Mas só lembrei disso MTO deepois de ter ouvido aquele ser arrogante falando comigo. Só sei q fiquei puta, pq não conseguia botar pra fora minha raiva e nem argumentar com ele, com aquela cara de “sou superior e vc é um nada”. Não agüentei, chorei de raiva na frente dele. PUTA QUE PARIU, que merda ímpar. Sai de lá bufando, sem olhar pros lados. Atravessei a R. Monte Alegre xingando até o tataravô dele pra Stella e pro Miguel, quando olho pra frente e vejo a última pessoa q eu esperava ver NAQUELE MOMENTO, NAQUELA SITUAÇÃO: Gu. Eu, roxa de ódio, olhos vermelhos e ainda úmidos de lágrimas. E ele e o Vico lá. Abracei o Vico, dei um OI sussu pro Gu. O Vico perguntou o pq do meu estado, eu contei rapidamente, me sentindo mais ridícula ainda por estar chorando de ódio por causa de uma nota. Desencanei da história e segui a Stella, rumo ao Benjamin. Ela comeu, eu continuei bufando. Aí o Vico e a Lu apareceram, eu evitei recontar a história, mas falei pra Stella q não ia pra aula do Egon, ia ficar com eles.

Fomos eu, Lu, Vico e Gu pro Pátio da Cruz. Fumamos. Melhorei um pouco. Comecei a ouvir música, dei uma resumida sobre a viagem à Ilha Bela (comentários do Gu: “viajou com o pessoal da igreja?” e “parabéns, Aninha, já tá apta a fazer trilhas com a gente, sem chorar” – aí eu mandei ele tomar no cu). Ele contou q foi pra Cambury, e todas aquelas histórias drogas, álcool, caos a la Gu q eu já conheço bem.
Papai estava em casa, o que eliminou qq possibilidade de prolongação da noite, mas eu falei pra ele voltar na PUC no dia seguinte. Ele falou q voltaria, MAS A GENTE SABE COMO É. Mandamento 1: não confiarei na palavra de Luiz Gustavo Rocha Germano!

Terça: o trabalho de foto q o grupo tava planejando miou por completo. 9 pessoas totalmente diferentes? Não ia dar certo, separamos. Fernanda ficou puta, foda-se. Ela sabe q não ia dar certo, ela sabe q acabaríamos nos dividindo. Eu só tive coragem de FALAR isso.
Daí eu vazei e encontrei o Vico – sem o Gu, óbvio. Nem fiquei surpresa nem decepcionada. Melhor pra mim. Eu e Vico ficamos esperando a Lulu horas a fio, sem trocar um A, os 2 no maior bode. Ele pq não era chamado pra porra da Vila Country, eu pq tava percebendo a presença de Murphy.

Lu apareceu. Fomos no Pão de Açúcar (gente, Abílio Diniz é o detentor de TODA a minha mesada!) comprar coisas prum jantar. Viemos pra casa. Eles fizeram carne, vegetais e arroz. Vico comprou breja. Na PUC ainda, a Lu tinha me mandado uma msg assim: “Precisamos conversar”. CONHEÇO; Gente, eu sou a Ana Clara, sinto o sinal do perigo à distância, ainda mais em frases como essa. O Vico tava do meu lado. Eu perguntei se ele sabia, ele ignorou. Em casa, eu perguntei o q era. Ela olhou com uma cara de “não perto do vico”, mas depois falou: tá, na verdade… Ui, se preparem..
“É q o Gu tá gostando de uma mina, uma tal de Patricia” (eu lembrei da Lu ter falado q ele saiu com ela na terça passada; lembrei tb d o Gu ter falado o nome dela no dia anterior). Daí o Vico se meteu: “na verdade, não é que ele esteja GOSTANDO, é q tá rolando alguma coisa… Ele deixou d ficar com uma amiga dessa Patrícia por causa dele, ele não quer deixar d beijar ela por causa da outra. Eu acho, aliás, tenho certeza q ele ficaria com vc, mas acho q vc não devia mais ficar com ele”. Aí a Lu completou: “Pq ele não é das pessoas mais sensíveis… E vc, com essa sua paixonite… Não seria bom.”. Impressão geral minha: não desabei; não fiquei mal. Falei pra eles q esperava uma coisa do gênero alguma hora. Todo mundo falava q ele era incapaz de pensar nessas coisas, mas eu sabia que não. Eu senti, em alguns POUCOS momentos (mas existiram tais momentos) que ele era SIM capaz de sentir ALGUMA COISA. BUTTTTT, como Murphy se faz presente… Obviamente que não fui EU a escolhida, pra variar só um pouquinho.
Quando eu pensava em como terminaria essa história – aliás, quando QUALQUER pessoa tentava prever o final desse troço inominável – a gente pensava nas hipóteses: 1 – eu me apaixonar por outro, 2 – eu me cansar dele, 3 – ele se cansar de mim, 4 – ele se apaixonar por outra (na real, a última hipótese apenas EU cogitei). O mais provável era EU me cansar dele e dar um basta. Era o q todos pensavam… MAS, quando se trata de AZAR DE ANA CLARA, até o impossível se torna real, aquilo que ninguém imaginava.

Aí eu quis saber se a mina era doidona, tipo ele. Disseram q sim. Eu falei: “Pior, pq aí eles se deterioram mais ainda. Ele precisava de alguém pra concertar a vida dele… Uma pena. Mas whatever, que sejam felizes e não morram de overdose”. Falei de coração, sem ressentimentos. De verdade.
Claro que eu preferia se EU fosse “a escolhida do coração dele”, mas não fui, a vida é ingrata. Mas a notícia não me abalou tanto. Não passei 1 noite sequer sofrendo por causa disso… Nem pensando neles juntos, nem nada. Confesso q não sei qual a minha reação se eu visse os 2 juntos.
Mas calma lá, ninguém falou em FIM DOS TEMPOS, não tenho pressa pra nada. È isso q faz a diferença, tudo é passageiro, cara… Deixa ele com a mina lá, eu me viro aqui, tô sussu. Ninguém falou em casamento, nem namoro… Até pq ele continua pegando geral, mas tá meio envolvido com essa mina aí. Eis a questão. Tomara q ela faça bem pra ele, tá precisando d um rumo, o maldito…

Mas calma lá, ainda não chegou a hora de eu fazer a análise sobre ele, isso fico pro final. Ainda falta contar a noite Rê Bordosa a seguir.
Acabamos de comer, acabou a breja, atacamos de PITU com limão (não necessariamente caipirinha). Começamos a brincar de verdade ou desafio. Bom, os pouparei, dessa vez, de tamanha baixaria (mentira, nem foi TANTO assim, mas foi meio treta). Temo pelo q possa acontecer… mas tb, foda-se, estamos aí, essa q é a real. Foi bizarro. Perguntas bizarras, desafios CONSTRANGEDORES. Chega. Só pra concluir a noitada: dormimos os 3 na mesma cama. Mas calma, não rolou um sexo a 3, tb não é pra tanto.

Gente, minha vida realmente tá girando em torno de sexo e álcool! Que medo.

Quarta, dia nulo. De madrugada, Carolzinha e Miagy colaram aqui. Conversamos, interei eles sobre as paradas todas. Miagy desacreditou geral.
Quinta, zuado tb. Fiz um artiguinho de meia pataca, em meia-hora, e o professor gostou. Não sei se isso é bom ou ruim. Gu esteve na PUC, mas foi um desencontro GERAL (ah é, Murphy, valeu pelo esforço em conturbar a minha vida!). Vico e Lu ficaram em casa um tempinho, mas depois vazaram.

Sexta: aula chatinha. Casa. Vico e Lu colaram aqui. Macarrão, depois breja. Miagy colou aqui de terno e gravata, falando que faz isso para não se render ao sistema… e a gente só rachando o bico. Ai fumamos. E eu e o Miagy começamos com um papo bizarro – de maconheiro – a cerca dos gráficos e elementos padrões de jogos de videogame (Lu tava jogando marioworld). Putz, o Miagy é o cara. Taí, se a palavra FODA cabe a alguém, esse alguém é ele. Vai ser fofo, compreensível, amigo, inteligente, legal com TODO MUNDO, atencioso, tudo isso sem ser grudento e pentelho, lá na casa do caralho! Que sorte saber q é a Carolzinha que detém o coração de tal ser estupendo (ui, q dramático). De verdade, fico feliz, casal foda.
Nessas, a Jú loira me liga: “Ana? Vamo pra praia? Agora! Eu, Thamara e Arthur te pegamos e a gente vai!”. Mas nãããão, Murphy comanda e diz q eu não posso mais faltar aos sábados, quem manda encher a cara, ficar d ressaca e não conseguir ir pra aula de manhã? Miou a praia, que uóóóó máster.
Certo. Daí a gente foi pra Vila. Encontramos as figurinhas carimbadas, mas tava uó aquilo lá. O Miagy me deu carona pra casa depois, e, no mesmo carro, o maior desafeto da minha prima. Uó. Ok. Cheguei em casa às 4:30 e capotei. Acordei às 10 no dia seguinte e então me dei conta que a xavasca da minha carteira tinha sumido, olhei dentro da privada, dentro da galedeira, dentro de todos os casacos, bolsas etc q eu possuo e nada. Claro! Murphy comanda! Fui pra PUC com a última nota de 50 q eu tinha (lindo! Dia 11 e eu já gastei 75% da minha mesada), pq tinha q tirar xérox pruma prova. Daí me bateu a idéia: e se a carteira ficou no carro do Miagy? Será q Murphy seria bondoso comigo 1 vez só? Cheguei em casa, vasculhei O MUNDO de novo, e nada da carteira. Diante da dúvida, liguei em casa e comuniquei o extravio aos meus pais, q cancelaram o cartão de crédito imediatamente.
Umas 15h liguei pro Miagy e… PLIM! Miagy=Milagre (não a toa o chamam assim tb), estava com ele! E ainda me agradeceu, pq ele disse q a seda q tinha na minha carteira “salvou a vida” dele… Ai 🙂 menos mal.

Sábado a noite, fui pra casa da minha prima, sem bilhete único tive q andar até a Cardeal, às 22h, sozinha, pra não pagar 4 conto de bus (mas eu sou Eu, como já disse). Cheguei na casa dela, a ajudei com uma transcrição, conversamos enqnt ela tomava banho e daí o Miagy e a Carol colaram lá (sem a minha carteira, uó). Depois, o Catatau, e então Martché e André. Fomos todos comprar cerveja e depois rumo ao Butantã, na festa de uma mina da sala do meu primo – 3º ano de jornalismo PUC. 1º: a festa tava ULTRA bombando, tinha carro até na putaquepariu, tinha gente até no teto, nunca vi coisa igual, a gente ficou até com medo de entrar. Ah, nesse dia o Vico tava finalmente trabalhando na Vila Country, então não foi no rolê. Ok. Entro na festa e já vejo A RENCA conhecida: Victor da minha sala e namorada, galera da manhã em massa, galera do 3º ano, infernallll, cheio de puquianos! E eu enchendo a cara de cerveja. Ouvi um sambinha, vi mais gente conhecida – Thomé da minha sala, Amanda e uma renca do 1º ano… e continuei bebendo, tinha breja até o cu dar volta. Daí em diante, aluguei o casal Carol e Miagy, sem dó: começamos a falar, falar, falar. Quando menos percebi, tava bêbada e falando, pela 2000ª vez, sobre, adivinhem, minha vida sexual de A a Z! auhahauahua, ai meu deus. Só q com a Carol é diferente, pq nossos papos sexuais fluem MAIS AINDA. Aí ela e o Miagy ficaram cantando a bola total do q vai acontecer daqui em diante, e eu negando, pq aí já é demais… mas eles tem certeza. Já são 3 pessoas q apostam suas fichas nesse final? Nesse caos? Sei lá. NISSO AI. Beleza. Eles vazaram, eu continuei bebendo. E viva o matagal do Butantã hein, pq cerveja é ossada. Tá. Aí eu vi o Heitor! Finalmente uma pessoa amiga conhecida na balada! Mas eu tava breaca, e ele dançando tango(!) com uma mina, só dei um abraço e tchau. Já no fim de feira (quando, pra mim, é a melhor parte da festa) o povo resolveu vazar. No carro, comecei e ficar zuada. Porra, 7 latas de cerveja e eu fiquei zuada, que bosta de fígado de merda, sensível!

Não deu outra: chegamos no condô da Lu, olhei uma caçamba e não tive dúvidas: foi lá mesmo, auhauhauah. 2ª caçamba hein! Mas daí melhorei e voltei pra conversar com martché, André e Lu. Mas logo eu e Lu subimos. Eu gorfei mais um pouco e capotei, de brinco, colar, vestido, meia-calça, lente, tudo, FUDIDA. Êêê Ana… Rê Bordosa do caralho.
Acordei com meu pai me ligando, q tava vindo me buscar. Dei tchau pra Lu e desci. Fomos almoçar, eu, papi e mami num restaurante tailandês, deliciosamente surpreendente, mesmo com as comidas apimentadas… Mami atacou de papai noel e me deeu um brinco de ouro branco com 4 pontos de diamante!!! Segundo ela, “presente de 15, 18 e 21 anos”. Biuriful. Minha mãe tá maior boazinha! Já meu pai tá uó.

Passei o domingo lendo textos infernais da prova do Egon, matéria em que eu cabulei 95% das aulas, nas que eu fui fiquei o tempo necessário de CRIAR a lista de presença e nas que eu não fui, criei a lista de presença na AULA anterior. Pois é. E é uma matéria fudida, eu tava na lama, na roça, na merda, desesperada. Corri atrás do prejuízo, lendo os textos atentamente. Ideologia, Consciência Possível, Fait-Divers… PUTAQUEOPARIUINFERNAL.
Terminei os textos, entrei na net e li inteirinho o livro da Bruna Surfistinha, pra descontrair. Impressionante, gostei.

Segunda: encontrei Lu e Vico no Hobby Burguer, aki na frente. Botei pressão neles quanto à uma decisão sobre Salvador, mas acabamos tendo um atrito, e eles ainda queriam ficar em casa enqnt eu tava na PUC. Falei pra eles a real, q eu não ia ficar a vontade… Tinha q fazer prova, mas se soubesse q eles tavam em casa ia me apressar, pra ir com eles rápido, e ia fuder tudo na prova… Mas eles não aceitaram tão numa boa assim. Não falaram nada, mas ficou um clima bem chato, tanto quanto à negação como em relação à Bahia, tanto que estamos desde então sem nos falar. Tá, confesso que descontei um pouco do meu mau humor neles, mas a gente tá convivendo pra caralho, faz parte.
Aí pensei ter achado O TEMA para o trabalho final da matéria q eu tirei 0,75. Aí vou lá e o professor diz q não gostou! Uhuuuu, Murphy, Murphy, Murphy!
Faço a prova, cai uma questão sobre exatamente o texto q eu não li e que nem sabia q existia. Sobre o q eu mais sabia, CLARO que não caiu. Nem comento

Passei a madrugada no telefone com a Stella pensando no tema do trabalho do Walter, e NADA surgia.

Terça, no class. Fiz ginástica, vim pra casa e dormi. Tô dormindo 14 horas por dia. Minha vida é: dormir/beber/fumar/falar sobre e/ou fazer sexo. Gente do céu, assim não dá.

De noite, abro o Word pra fazer a matéria final, tema livre. Só me vem o título, largo pra depois. Vejo meu blog abandonado: fudeu. Quis atualizar, ainda mais qnd percebi q nem de setembro eu tinha falado. Comecei a atualizar, daí a Stella ligou e ficamos mais horas falando da merda do trabalho. Acabamos escolhendo um tema meio X e combinando q ela passaria o dia aqui no feriado, pra gente fazer a xavasca.

Hoje (ontem, 15) acordei 13:30. A Stella chegou às 14 e pouco. Já começamos a pensar, mas tava difícil. Umas 17h saímos pra comprar comida, afinal, somos NÓS, gulosas por natureza. Comemos e fizemos parte do trabalho. Às 22h, ainda faltava uma parte, desistimos por ora. Ela vazou, eu fiz a merda da matéria de tema livre, sobre “medo de dirigir”. Cretino, pra variar. Minha vida universitária é medíocre, por minha causa, lógico.

Daí vim escrever mais pro meu blog. Pensei em deixar um restinho pra escrever na aula NULA do LCRamos amanhã, mas não me agüentei, acabei mandando ver. E, resultado: 4:20 da manhã, pretendo acordar às 10 pra tomar sol. CU, só me empenho pra fazer coisa inútil.

Ihhh, tô reclamando demais da vida, hein.

Ah é, análise final sobre o Gu. Prometo ser breve. Mentira, não prometo não, jamais consegui ser sucinta.

Eu percebi que, na real, não cheguei a gostar dele. Se pá, nem paixão: era um encantamento imensurável, na verdade. Eu tava numa fase introspectiva, querendo desencanar do Claudio, dessa treta toda, querendo sei lá o que… Mas, ao mesmo tempo, mó down, mas sem deixar de pensar no Claudio. Eis, então, que surge aquele ser bizarro, diferente de todas as pessoas que eu já me relacionei na vida, daquela maneira, me deixando TRANSTORNADA de verdade, tanto que me entreguei de corpo e alma ao momento, e percebi que ELE me fez virar uma página na minha vida, recomeçar uma nova fase. Em um instante, eu nem lembrava mais de Claudio, nem Karen, nem enrolação. Desencanei de tudo, nem raiva, nem ressentimento. NADA restou, NADA.
Então é um fato que ele MEXEU comigo. Tá certo que eu ter me entregado totalmente ajudou, mas foi marcante. E é por isso que eu fiquei tão… gamada? Apegada? Sei lá, foi muito bom tudo. Tá certo, nem tudo, eu pequei um pouco. Sinto raiva de mim por não ter tido coragem de demonstrar a importância que ele teve naquele momento da minha vida. Sinto raiva por ter tido vergonha de me entregar por completo.
Eu fui aconselhada a não ficar mais com ele pq, se alguma coisa voltar a acontecer, vai ser claramente só pro interesse sexual. Mas será que não o foi até então? Será que não foi apenas “para ele, uma transa típica, o amor no seu formato mínimo”?
Olha, vou ser sincera e realista (parece ilusão, mas eu tenho certeza q é a real): eu tenho certeza absoluta que aquela 5ª vez não foi só isso. Foi completamente diferente das outras vezes, com CUMPLICIDADE. Não dá pra explicar. Eu senti.
Sei lá, viu, só sei que eu me diverti. Ele teve um significado ímpar na minha vida, no meu ano. Uma sintonia que eu não julgava possível.
Melhor ter terminado assim… Embora… Terminado o que? Chegou a começar alguma coisa? E será que é NUNCA MAIS? Não me arrisco a dizer o que acontecerá.

Na real, acho que é hora da fila andar, da roda da vida girar. Hora de dar uma mudada no círculo de amigos. Nada de estagnar nessa fase, que foi ótima, me proporcionou coisas que nos meus 20 anos eu ainda não tinha vivenciado/aprendido. Mas é hora de mudar, né? Viver outras coisas… Há um mundo a ser descoberto! Há tanta coisa pra acontecer! Tantas bocas, corpos, cheiros… Amores, paixões; Decepções e frustrações também, faz parte! Afinal, minha vida é assim, e que bom que é assim: INTENSA.
Porra, passei boa parte do meu ano ocupando meus pensamentos com Claudio/Gu! Caralho, eu só tenho 20 anos! Que bom que passaram pela minha vida, obrigada a ambos, de verdade, cada um com sua importância… Na real, eu sou um fragmento deles e de TODAS as pessoas que fizeram e fazem algum sentido na minha vida, tudo isso somado a uma boa dose de loucura. Mas, é hora de novas experiências!

E, em homenagem à RODA DA VIDA, a qual eu me entrego para que gire, coloco:
Cara, Chico Buarque não é foda, não tem uma palavra para designar…

Beijos, pessoas…

RODA VIVA

Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)

Anúncios

2 comentários sobre “

  1. mah disse:

    ana sua pirua!
    q labuta será ler tudo isso aki!
    mas me empenharei de tempos em tempos livres!
    =)

    :****
    thuuuuuuuuuuuuu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s