MURPHY COMANDA A MINHA VIDA!

(25 páginas de word em times 12!)

Eu deveria estar fazendo um dos inúmeros trabalhos finais que eu tenho que fazer, mas não consegui me controlar…
Primeiro pq entrei no meu blog por curiosidade, e fiquei pasma ao ver que a última atualização foi no começo de setembro! Porra, é IMPRESSIONANTE as coisas que acontecem em apenas 2 meses. É tanta coisa que eu não pude evitar de começar a escrever.
Outro motivo é pq eu, finalmente, estou passando por uma fase BEM RUINZINHA. O ano não poderia ser 100%, isso não seria HUMANEMENTE possível. Aí, como estou mal-humorada, fudida com a PUC, me sentindo maior sozinha, resolvi atacar com a minha terapia, a da escrita, que vcs tão bem conhecem.
E fora que relembrar as coisas vai me fazer bem, perceber que essa 1 semana não é nada, o saldo continua HIPER positivo😉

Bom, vamos lá. Que treta, quanta coisa! Tenho que reler o troço inteiro pra saber o que falar… Nossa, palavras-chave da atualização: SEXO, BEBIDA (CERVEJA EM ESPECIAL), CAOS, RÊ BORDOSA, PÃO-DE-AÇÚCAR, PRAÇA DO PÔR DO SOL. Not good, me sinto uma inútil.

Tá. Setembro foi um mês meio bizarro. Tive que me privar de algumas baladas por causa do meu trampo – que rendeu bem, me diverti fazendo. Amo política.

Já lá pro meio de setembro, quando eu já estava a 2 meses sem álcool, resolvi alastrar. A Carolzinha veio aqui numa noite e eu acabei cabulando aula e indo com ela, Miagy, minha prima e sei lá mais quem numa balada numa faculdade no centro q eu nunca tinha ouvido falar, “Escola da Cidade”. foi bom pra Carolzinha, q ficou com o Miagy. Pro resto, foi a coisa mais miada do universo. Saimos de lá e fomos pra Vila Madalena – aí sim! – comer espetinhos e depois no Genésio. O Vico tava com uma garrafa de Orloff. Não pensei 2 vezes, tomei várias doses PURA. Lá pelas 2 e pouco, FOFO do jeito q é, o Miagy inventa de levar a Carolzinha na casa dela, no M.Sul. Fomos todos junto, rolou uma sauna BÁÁÁÁÁSICA… Na volta, fui na frente, pra mostrar o caminho. Daí começei a enjoar e pingar de suor – tava um putaaa frio. Não deu outra: em plena marginal pinheiros gorfei pela janela do carro. Triste, hein? Mas eu tava na abstinência há tanto tempo q até foi lucro. Cheguei em casa torta, me arrastando. Gorfei +, pedi meu baldinho, “o baldinho da Aninha” como já está famoso, e capotei. Lu e Vico ficaram “se reconciliando” na sala.

Dia seguinte, sábado, eles foram embora e eu fui andar, pra passar a ressaca. Voltei e a Má tava aqui. Conversamos, comemos e fomos no samba do Miagy – primeiramente para q eu pedisse desculpas e agradecesse por ontem. Mas não tinha ninguéééém lá ainda. Daí eu e a Má pedimos caipirinhas de morango, e o Miagy apareceu. Ele ficou surpreso ao me ver bebendo, quando, há menos de 24h, tinha me deixado em casa quase inconsciente por causa de bebida.

No samba foi sussa. Conversei bastante com a Má, em primeiro lugar. Nós e nossas paixonites problemáticas ocuparam a maior parte da conversa, se não toda. Também falei com Amandinha, Vico, dei OI pro povo q eu conhecia… E qnd vi já era hora d ir pra casa, pra trabalhar, em pleno sabadão. Eu e Má comemos esfihas, ela capotou e eu trampei. Terminei, capotei e quando acordei, ela já tinha ido embora…

Semana seguinte: sábado foi aniversário da minha prima, dia 23. Fomos eu, ela, vovó (com a perna quebrada), Patrícia, Gá e Marina, Márcio e Maria Amélia (q não se viam há 1 ano e quebraram o jejum em prol da Lulu). Almoçamos no Mestiço, comi beeeeeem, uma delícia.

Eu e Vico estávamos combinando, a semana inteira, um jantar surpresa pra minha prima em casa no sábado… Ele chegou em casa com as comidas todas, depois veio a Mell, a Jufi e uma tal de Paula, que eu não conhecia. Daí veio chegando: Rô e Bruna (primo da minha prima e namorada), Tiago, Catatau, Amandinha, Fagali, João. Aí chegou a hora de inventar um jeito de fazer a minha prima ir pra casa. Que desculpa arranjar, sendo q ela tava chamando todo o povo pra ir na casa DELA comer um bolo, e somando-se o fato de que estava chovendo? Combinei com o Gá, irmão dela, um esquema, q acabou dando MEIO certo:

eles 3 (Gá, Lu e minha tia) sairam pra comprar breja e refri, e eu ligaria pedindo uma carona, já q eles já estavam na rua… Aí eles passaram aqui, mas a Luisa não queria entrar… Eu insisti, dizendo q ainda tava descalça. Maior mongol, eu com uma lata de cerveja na mão, mó na cara1 E ela nem percebeu. Daí ela entrou e ZAZ: pula uma galera de trás do sofá, de trás da geladeira, do quarto, de tudo q é canto. Ela ficou sem reação, foi animal. Aí toda aquela galera jantou e ainda chegou mais um povo: Miagy e Carolzinha (união cada vez mais estável!), Martché, Gui (óbvio q o Gu não apareceu…), Cuspe, o namorado da Mell e altassss horas depois, a Pri e uma amiga. Minha casa tava bombando, gente zoando por todos os lados, enchendo a cara de cerveja, foi uma delícia! Comida e bolo da mãe do Vico, brigadeiro branco (famooooso!) do Tiago, mais tarde RUM e um detetive mais legal, cujo DEUS era o Martché. Foi uma coméééédia. E eu bebi tanta cerveja, mas tanta… Meu deus. E comi tanto… Uns 5 Kg de comida e bebida só naquele dia, certeza.

A galera FINAL vazou às 7 da manhã. Eu capotei, a Pri e a amiga dela tb dormiram aqui. Elas vazaram, eu acordei e dei uma gorfada ímpar, para aliviar, pq tava foda, eu não conseguia me mexer, de tão entupida… Não era enjôo, era excesso mesmo.

No dia seguinte, dormi praticamente o dia inteiro. Enquanto estava acordada, chegava à conclusões nada legais sobre certa pessoa…

Na segunda-feira, tive uma aula sobre Freud que me deu um novo ânimo sei lá pra quê, várias idéias surgiram. A aula esclareceu um monte de dúvidas minhas, foda. Psicanalise é foda.

Tá, pulemos para a sexta-feira seguinte, 29 de setembro. Acordei às 15h, não fiz nada de importante, exceto não conseguir dormir a madrugada inteira, nervosa por causa do churrasco, a comemoração oficial do niver da minha prima, no sábado. Levantei às 7 da manhã, sem ter dormido NADA e fui caminhar pela Sumaré. Voltei, tomei banho, me arrumei e fui pra casa do Vico. Logo a Lu chegou e fomos pra casa da Florinha, onde seria o churrasco, lá no Butantã. O churrasco foi a coisa mais bizarra, triste, solitária, bêbada, cretina da minha vida. tava marcado pras 14h, mas, até parece… O povo começou a chegar às 17h… e não era o povo q eu conheço, que eu converso. Não falava com ninguém, tava mó alheia lá. Aí começei a beber cerveja. Nunca bebi tanta cerveja na minha vida, perdi a conta na 17ª lata. Mó deprimente: eu sentada numa escada, sozinha, bebendo e mandando mensagens de texto para deus e o mundo, procurando alguém que me salvasse…

E mano, vergonha alheia, pq quando menos percebi, eu tava bêbada como uma vaca, mas triste. E minha família inteira me vendo encher a cara… A mulher q me arranjou o trampo me vendo encher a cara! Nessas, eu já tava na fase “banheiro alugado”. Cerveja é uó. Eu mal levantava da privada já vinha a vontade de mijar de novo. Daí a Marilia me ligou e fez-se a luz.
=). foi a minha salvação…

Tanto q quando ela desligou e eu desci, rumo à mais uma lata de breja e à minha escada, minah prima diz q “Martché e Gu chegaram”. De fato, lá estava a pessoa que tava faltando, não apenas um na multidão. No meio da minha embriaguez, foi como se um holofote estivesse em cima dele. Mas aí percebi q eu não tinha coragem de ir falar OI! auhhauahauhuauhau. Verdade! Fiquei meia-hora ainda na escada, e o maldito com certeza nem tinha me visto. Até o Martché já tinha ido falar oi… Até q uma hora, lá estou eu PUTA DA VIDA, escrevendo mais uma mensagem, sei lá pra quem, dizendo q ele nem tinha ido falar oi… Nisso, sinto uma mão me tocar, um rosto (barbudo) roçando o meu e um OI bem tímido. Ignorei e continuei na mensagem de texto. Quando me toquei, ele já tinha descido a escada. Olha a situaçãããão! A pessoa que eu mais queria falar, ver (triste constatação: eu tava daquele jeito o tempo todo pq ele não tava lá – ok, e ninguém mais q eu conhecia bem tava lá) me falando OI e eu ignorando!!! PUTA QUE PARIU.

Aí me revoltei comigo mesmo. Desci, abri mais uma cerveja e fui conversar com qq panelinha q aparecesse na minha frente. A escolhida foi a da sala da minha prima, o povo ded Sociais da PUC. Quando menos percebi, lá estava eu contando pela 900ª vez a minha vida sexual inteira, num tom bem alto, diga-se de passagem. Daí começou o samba… Me alegrei. Martché arregaçando, como sempre… Ele, ali do outro lado, feliz e contente com a música. Que visão linda…
Daí rapidamente o samba miou, um monte de gente vazou. E eu doida atrás de carona, pq teria q trampar logo menos. Aí o maldito falou: “relaxa q eu vou com vc”. Um tempo depois, eu voltei a procurar carona, e ele repetiu q iria comigo… Mas tava estranho aquilo. PQ A GENTE SABE COMO É. Mandamento 1: não confiarei na palavra de Luiz Gustavo Rocha Germano!

Continuei nos papos com o povo da Sociais, fiquei amigona d um povo. Viva o socialize da cerveja! Aí vi q um cara pegou a ultima lata de cerveja e sentou. Não pensei 2 vezes: nem conhecia o cara, mas sentei ao seu lado e falei “e aí amigo, dá um gole de cerveja?” e ele disse: “é uma honra! vamos compartilhar!”. Aí começamos a maior conversa, quando eu percebo umas pessoas me olhando torto. Eu tava dando bola pro cara q a mulher q me arranjou emprego paga pau!!!
Gente, eu só faço merda.

Sai de lá e ela ocupou meu posto rapidamente.

Daí vi a cena mais perturbadora da noite. Ainda meio zonza da breja, e com as muitas horas não dormidas, vi: Gu sentado do lado da Giuliana (japa girl amiga da namorada do irmão do Vico, gente boa ela), jogando nelas as MESMAS idéias que jogou pra mim, na primeira vez q a gente ficou!
Meu mundo desabou, ainda mais depois de a minha prima dizer: “ihhh, milésima vez que eu vejo o Gu com essas idéinhas pra cima de alguém”.

Broxei geral, fechei a cara.

Nessas, ele fala q estavam indo embora, e eu descubro q tavam, na verdade, indo pra casa do André : Pajé (mano do vico) e mina dele, Gu e Giuliana. Nem falei nada, só fiquei mais puta ainda. e daí vi mais uma cena nada legal: o Gu chamando a Giuliana de “benzinho”. Ela olhou torto. Ele tentou abraçar ela, dizendo: “prefere q eu t chame de amorzinho?”, ela se desvincilhou do abraço e disse: “me chame de giuliana que já tá bom demais.”. Mesmo com a negativa dela, foi uó. Mano, eu tava atrás dele, insensível para caralho, impressionante. Mas, na real, ele nem sabe q eu mantenho qq tipo de interesse por ele, eu demonstro justamente o contrário… Sei lá, é bizarro.

Acabei pegando carona com o Tiago (o do brigadeiro branco). Passei no Habibs pra comprar brigadeiro (cafeína para me manter acordada para as 3 horas de trabalho a seguir). Saí do habibs e, do nada, DESPENQUEI DE CHORAR! Entrei em casa soluçando, quase sem conseguir respirar de tanto q eu chorava, uma BAD totallll. Fiquei umas 2 horas chorando, sem entender se era por causa do excesso de bebida, se era por causa do Gu, se era por causa das quase 40h acordada direto ou se era uma soma disso tudo. Não chorava desde março. Botei pra fora tudo, TUDO. E já era quase hora de trampar: entrei no MSN e o Caju veio todo fofo falar comigo. Dei uma patada injusta nele, porra, eu não tava na pegada de falar com ninguém… mas foi foda. A única coisa que fiz foi mandar um e-mail desesperado para a Marília pedindo ajuda…
Trampei, comi e fui votar. Cheguei pra votar 7:50, ainda tive q esperar abrirem as seções. PT, pt, pt, tudo pt. Vim pra casa, comi um monte de carolina – mulher é foda, só fica bem com chocolate – e, ao meio0-dia e meia, 45 horas depois, FINALMENTE dormi…
Quando acordei, li o email da Marilia, q FODA. Por essas e outras, eu considero demais essa mina. Má, te amo, tá ligada! É tão bom uma opinião de uma pessoa q a gente considera…

Na segunda-feira, teve prova do Walter. Sai até satisfeita com a minha análise política – tendo em vista os 2 meses q passei debruçada de corpo e alma no assunto. Na terça, fui buscar meu primeiro salário, aquele cheque LINDO. A noite, fui pro Altos e passei na casa da Carolzinha, pra inteirar ela do churrasco e tal. Mais tarde, o Bruno colou no Altos e conversamos um pouco, depois de séculos… Puta saudade… Caralho, eu amo o Bruno. E ele me contou o marasmo q anda tudo por lá, e as tretas entre eles, a banda, tudo…

Ele foi embora, eu subi, jantei e tentei dormir, mas, não: passei a noite lendo “MAUS”, de Art Spiegelmann. Animalll! Nos 2 sentidos😉

Quarta nulo.

Quinta, 5 de outubro, aniversário da Thais. Ela me ligando achando q eu não ia dar parabéns pra ela! auhahuahu, ai ai. Depois, na aula de Planejamento Gráfico, a turma toda sofrendo, e o professor dizendo q nós somos a pior sala dele em 20 anos, sem sombra de dúvida. De fato, somos bem incompetentes. Mas eu até tava MEIO q conseguindo, qnd meu celular vibra. Mensagem de texto. Ler. “Luisa diz: Gu e Vico na puc!”. Juro por tudo que é mais sagrado. Eu esqueci onde estava, esqueci o que estava fazendo. quando me recuperei, olhei o page maker. nada fazia sentido. Tentei recobrar a atenção no que eu tava fazendp; em vão: eu estava tremendo. Não tinha o que fazer: levantei, sai da sala e fui ao encontro deles, no pátio da cruz. Ao vê-lo, não foi tão impactante, mas certamente esqueci completamente TUDO o q tinha se passado no sábado, tudo o que eu escrevi pra Marilia e o que ela me respondeu, me aconselhou.

Os segui até o PURO SUCO, onde tomamos cervejas, conversamos, sussu. O clima melhorou. Na indecisão de irem embora, de irmos no pão-de-açúcar comprar comida, o Gu viu uma conhecida dele e a fez dar carona pra Lu e pro Vico. e eu crente q os 3 pegariam carona… Até q o vejo ao prostrado ao meu lado, e a Lu gritando do carro um BOA SORTE. Ficamos os 2 parados na Homem de Mello. Daí eu falei para irmos no pão-de-açúcar comprar alguma coisa. Fomos. Ida num silêncio completo, q caracterizou nossa “relação” até então. Só q a Thais me ligou, então só ELE ficou em silêncio. O melhor era Thais perguntando: “ondee vc tá?” eu: “pão-de-açúcar”. ela: “com quem?” eu: “…” ela: “o queeeeeeeeeeeeeeeee? qnts pessoas?” eu: “2”. ela: “O GU TÁ AÍ? SÓ VC E ELE?????????????” eu: “é…” hauhauhauahuahuahua e ele do meu lado… ai ai.
Compramos breja e fomos pra casa, CONVERSANDO!

Primeiro ele perguntou quem era essa amiga. Eu resumi rapidamente a Thais. Isso é complexo, mas eu o fiz. E já aproveitei e engatei os problemas amorosos dela, POR CIMA, claro. Falei do colar de ouro com ametista q ela ganhou… falei umas coisas q cabiam perfeitamente a mim tb, mas me referindo somente a ela… Q burra q sou. Qnd terminei, ele só falou: “ISSO é um problema?”. Aí percebi q ele realmente não sabe o q é sofrer por amor/paixões.

Depois começamos a falar de política, ele me contou q anulou tudo, eu falei q achava burrice, ficamos numa discussão amigável acerca disso até chegar em casa. Colocamos as brejas no freezer. Pedi a ele pra colocar uma música no computador. Ele ficou olhando sem nem saber como ligar. Liguei. Falei pra ele entrar na uol. Disse pra ele clicar no “internet explorer” e entrar na uol. Ele clicou e escreveu UOL. auhhauhahauauuahuahu, meu deusssss! eu começei a rir e perguntei se ele não tava brincando… Mas não tava. Aí facilitamos: ele abriu o WMPlayer e colocou tudo de GIL q tinha pra tocar. Eu fiquei aflita, andando pelo quarto, sem saber se arrumava alguma coisa, se sentava do lado dele na cama, se bebia água, se fazia xixi. Daí ele falou: “relaxa, senta aqui”. Daí eu apaguei a luz e sentei. Ele abriu a janela, tava uma noite agradabilíssima. Mas ficou a maior invasão de privacidade, qq apê do MUNDO podia ver TUDO q acontecia no meu quarto. Nem tudo pq tava escuro… Mas era estranho. Comentei isso com ele, q falou: “e daí?”. meu deus, como é desencanado da vida!

Aí nem teve enrolação: eu já sentei/deitei colada nele, ele me abraçou, sem enrolações. 6ª vez não precisa mais, né? Mano, detalhes bizarros q eu não vou conseguir contar… Mas q eu TIVE q contar a ele, que apenas riu. Cara, homem é um ser bizarro.

Daí a gente ficou ouvindo Gil e bebendo as cervejas, q tinham gelado nesse “meio tempo”. E começamos a conversar, como JAMAIS tinhamos feito… Falamos de experiências vividas, de preferências, de praia, campo, coisas engraçadas, sonhos… Puta, foi uma delícia. Estamos adquirindo certa cumplicidade, VIVA! Daí eu sentei na janela, ele continou deitadão na cama… E começou a tocar mais uma música marcante, “Esotérico”, do Gil. Eu cantava a letra e olhava pra ele… Mano, tá foda. “Não adianta nem me abandonar/Pq mistério sempre há de pintar por aí/Pessoas até muito mais vão lhe amar/Até muito mais difíceis que eu pra você/ Que eu, que dois, que dez milhões, todos iguais/” gente do céu, que momentos maravilhosos…

Ele nem dormiu aqui, pq meu pai viria cedinho. Not god meu pai encontrar eu e ele dormindo juntos na cama nus… NADA LEGAL. Óbvio q eu não consegui dormi, fiquei nas nuvens… Porra, na mesma semana, olha o q acontece! Foi do -10 ao 1000 em 4 dias! Porra, moleque estranho…

Na sexta, arrumei minhas coisas e fui pra Vila Mariana encontrar a Jú loira, pra irmos pra Taubaté com o pai da Má… Metade do caminho, foi falando com o seu Janiãoo sobre política, e a Jú boiando, auhahuahua, comédia.

Chegamos em taubaté e fomos pro estágio da Má. Conheci o malditinho dela… gente, nunca vi a Marilia desse jeito por causa de alguém… QUEM DIRIA!
Fugimos do estágio dela e fomos numa rua alheia “dar uns tapas”. Eu fiquei doidaçaaaaaa. Acabei escrevendo um e-mail para eu mesma sóbria, no laboratório da UNITAU, enqnt a Má fazia umas parada lá e a Jú ficava com o Andreolli, friend da Má.

A noite, nós 3 fomos na PADOCA, tomar a famosa caipirinha colorida. E o senhor cor do pecado auahuahau, tava lá… Depoism fomos eu, Má e Jú pro Lado Direito, só os tio véio, auahuauha; bebemos uns troços lá mas eu nem fiquei alterada. Eu tava podre, precisava dormir… Ainda teve a cena “Jú com seu cachimbinhooo” uhahauahuahuauhahauha…

Fomos pra casa da Má e sonhei com os anjos barbudos, mendigos, p… opa. vcs entenderam auhahuahuauhauazuauhauauhauh. Tá, sábado:

durante o dia, não fizemos NADA, só descobrimos um point no condô da Má que é O LUGAR pra fumar. Um bosquezinho tudo de bom. Só q eu dei uma puxada q estourou a minha garganta, começou a latejar de dor e não parou mais… Pelos próximos 5 dias, não parou. E isso me deixou de mau-humor, mais cansada, podre, sem ânimo pra nada.
A noite encontramos os friends da Má no Lado Direito. Joguei uma sinuquinha cretina em parceria com o Thiagão. Depois o senhor Vitão da Má chegou.
Um tiozão bebum pagou várias biritas pra gente, mas depois fomos pro Casarão. Rolê em prol da Marilia, pq a Jú tava podre e só queria fugir do Andreolli; eu tava podre, desanimada e com a garganta em chamas; os meninos, na deles. E Má e Vitão se divertindo…
Até q não deu mais: pedimos pra Má pra ir embora, ainda comemos um sanduba do tamanho do universo e voltamos de táxi, pq sem condições de andar… Fiquei me sentindo mó mal pro estar tão desanimada e miada, mas meu corpo não me deixava fazer nada, só queria ficar deitado. Meu corpo dominou minha vontade.

No domingo, não fizemos NADA de útil, só comemos uma lasanha deliciosa e fomos ao “bosque” dar uns tapas de novo. Mas até isso me desanimava, com a minha garganta naquele estado. Depois fomos embora. No bus, cheio, eu e Jú fomos separadas. Eu capotei. Em SP, pegamos o metrô mas eu fiz baldeação e ela não. Vim pra casa. Cheguei e capotei, mas não consegui dormir. Meu pai veio pra cá e comprou uns remédios de gripe, mas nem melhorou porra nenhuma. Tive q trampar naquele estado… No dia seguinte, eu chorava de tanta dor de garganta, na terça também. Pastilha nem porra nenhuma adiantou. Tive q apelar: farmacêutica receitou um anti-inflamatório. parecia q tinha uma bola de tênis na minha garganta, pelo incômodo e pela consistência. Horrível.
Na quarta, já tava bem melhor. e já alastrei: fui no Palmeiras, tomei sol, fui na piscina.

Na quinta, a Má veio pra cá. Fomos no pão de açúcar comprar biritas e comida. Comemos a lasanha de 4 qjos e mandamos ver meio litro de smirnoff numa caipirinha zuada, que terminamos com garra, virando durante um TRUCO esperto. Daí Vico e Lu colaram aí, depois Thamara e a irmã, e Bruno, Jú, Arthur, Carol… e eu, bebendo.
Tá, fácil de imaginar: terminei na privada. Depois, baldinho. Em seguida, eu e Carol deitadas na cama, fudidas, falando de SEXO, pra variar. Porra, minha vida é só SEXO e BEBIDA? Lu e Vico foram embora. Daí a Thais chegou, mas ficou pouco, e levou a Má com ela… A Thamara e a outra vazaram. Arthur, Carol, Bruno e Jú capotaram pelos cantos. E eu, na ressaca, tive q trampar :-S. E o Vico, q ligou aqui umas 2 e pouco perguntando se eu tava BEM e falando q eu tinha q trabalhar? Mto fofo!

No dia seguinte, o povo vazou e o DORMIIII. Acordei e fui na casa da minha prima jogar uam sinuquinha, mas joguei TÃO mal q fiquei maior deprê. Depois comemos uma pizza na LA GALLEGA e o pai do Vico nos deu uma carona até a casa dele. Lá fumamos e eu me entrreguei de corpo e alma à umas revistas que eu achei lá no porão. eram várias revistas com tiras do Angeli, do Calvin, do Adão, vários cartunistas foda. Cara, descobri uma outra fonte de felicidade na minha vida, juro! Eu ria que nem uma hiena, era perfeito. Isso pq eu ainda não tinha chegado na Rê Bordosa, uma personagem doidona do Angeli que mudou a minha vida. E eu ria tanto… E me descobria a cada quadrinho. Demais, cara. É de um humor inigualável, jamais visto. Ácido, que pega fundo na hipocrisia da sociedade… Fala dos temas mais tabus tirando a maior onda, tipo o Geraldão, q tem um complexo de Édipo real – ele QUER comer a mãe dele, vê ela pelada, bate uma pensando na mãe, embebeda a véia pra tentar levá-la pra cama… È foda, cara.
E a Rê Bordosa é uma caricatura minha, só que mais avançada… Eu daqui alguns anos, talvez?
Não dá pra explicar as coicidências, só lendo. É simplesmente FODA. É muito mais do que foda.
Ok, depois de devorar TODAS as revistas, inclusive uma q tinah um teste: “veja se vc é um escroto” com uma pergunta tipo: “qnd vc se masturba na sala, você: a) limpa no sofá? b) limpa na roupa? c) vai no banheiro e lava a mão?” auhahauahuahuahahahuhaauh, genteeeeeeeee! O q é isso! d+. então, daí assistimos SIMPSONS e, não satisfeitos, resolvemos fazer a merda do século (mais uma pra minha coleção): pegar o carro do pai do Vico, escondido, pra dar uma volta. Detalhes pertinentes: ninguém sabe dirigir; estava chovendo; eram 3 da manhã; o carro tem câmbio automático; é velho e tem que empurrar. Pois é. Ficamos 2 h empurrando o carro pra fora da vila onde o vico mora, pra ligar e não fazer tantooo barulho. funcionou, mesmo com a chuva, o stress, o cansaço. Vico dirigindo: “estou nervoso, vou dar uma volta no quarteirão pra ver se sei dirigir”. Música tocando: “DON”T WORRY, BE HAPPY” uhahuauhauhauh. Idéia: me levar em casa, depois a Lulu, depois ele voltar pra casa.
Tudo indo bem.
Na Heitor Penteado, tinha polícia. Mandei o vico por o cinto. Ok. Na Dr. Arnaldo, eu e minha boca: “nossa vico, vc tá dirigindo super bem… eu nem tô com medo! nem to preocupada!” auhaauhau. 5 seg depois, ele faz a curva pra entrar na Cardoso MTO aberta, derrapa na pista molhada, perde o controle e … DIRETOOOOOOOOO NO MURO DO CEMITÉRIO, a 60km/h. Perdi a noção de tudo por um instante, meu corpo parou de funcionar. Mas 1seg dedpois, tudo passou e percebemos a MERDA q tinha acontecido.
O carro tava fudido na parte da frente. Ninguém se machucou (só um roxo ou outro), mas o carro FUDEU. Mas tiramos inúmeras lições disso. 1º: se não desse merda agora, ia dar uma merda maior depois, pois a gente insistiria na idéia. 2º: o acidente foi sussu: o Vico poderia ter freado, aí capotaríamos e eu nem quero pensar no q aconteceria…

Daí o Vico ligou pra mãe dele, 4h da manhã: “alô, mãe? fiz uma merda”. eu e Lu nem quisemos ouvir o papo. Voltamos e o Vico tava malzão, chorando, desesperado. Na merda. Ele disse pra gente ir embora q ele resolvia tudo sozinho, e tinha tido aos pais q tava sozinho. Eu e Lu pegamos um táxi e fomos pra casa dela. Ficamos na preocupação até o Vico ligar e dizer q tava tudo sussa, q o pai ficou puto mas depois compreendeu, q um PM apareceu e meteu um revolver na cabeça do Vico, q tava olhando o chão do cara, pensando q era um ladrão; sei lá, foi uma merda geral.

Umas 6 da manhã fui pra casa, pq ia pro sitio de carona com Jorge e Rosana. No sítio eu comi e dormi, isso eram umas 14 horas. Acordei com o jantar pronto. eu disse: “já? Almoçamos agora a pouco!” Eles: “não, vc é q dormiu d+: agora é quase 1 da manhã”; UOU. Comi e dormi de novo.

No dia seguinte fiquei torrando no sol, delícia. Cheguei em casa, SP, e dormi mais. Depois fui na casa da Lu, onde eu, ela, Vico, Gá e Rô jogamos sinuca, nem TÃÃÃÃO mal dessa vez. A minha tia me trouxe pra casa, ainda bem.

Ta. Eis uma semana de plena inutilidade intelectual: segunda-feira fui pra aula mas não prestei atenção em nem 10% da aula. A 2ª aula, cabulei com a Stella, ficamos comendo no Benjamin Abrahão. E VIVA o Milkshake de ovomaltine + gostoso, maior e mais barato q o do Bob”s!

Terça-feira eu e Stella iamos fazer o trabalho de TGS, mas nos sentamos na praça de alimentação, começamos a comer, as idéias não vinham… Foi qnd chegou Vico e Luísa, aí miou de vez. A Stella resolveu ver como tava a aula de foto, eu nem me preocupei. Fiquei lá na Praça de Alimentação com os 2, falando mtaaaa merda (os papos de sempre), das 20 até às 23:30!!! Entre baratas, isqueiros explodindo e aulas cabuladas, jogamos um stop inovador, com o ítem: “eu faria sexo com…” uhahuahaua. Certa hora caiu a letra G e não me vinha nenhum nome. Depois percebi como eu sou uma imbecil completa, pq a maioria dos caras q eu já tive alguma queda/paixão/sei lá tinha G no nome (ou apelido): Gordo, Gui, Gu. E eu não lembrei de nenhum, eu sou A IDIOTA. Mas sussu. Nos divertimos…

Quarta eu cabulei geral de novo, fiquei andando pela PUC, conversando com um, com outro… Quinta fui pra aula, o professor tinha ido embora. Aproveitamos para boicotar a 2ª aula. LINDO. Nesse meio tempo, comecei a escrever umas neuroses ímpares. Nunca tinha chegado a tal estado de doidera. Cheguei a fazer esquemas com probabilidades a cerca de certo indivíduo, enchi uma folha de perguntas que eu gostaria que fossem respondidas, também sobre ele. Mas o negócio dos tópicos com as probabilidades me assustou. Era um pouco de estatística, com pura loucura. Setas, balanços, se era positivo, negativo. Doidera. Credo.

Sexta, o dia. Eu e a minha prima, num dos nossos momentos de ânimo exarcebado, tipicamente GASPAR, nos excedemos e planejamos um jantar pra sexta a noite. Gastamos mó grana cada uma, ela chamou mó galera, da sala dela e do geral. Eu chamei o Bruno tb, pra ele dar uma socializada com o povo daqui. Achei que faria bem, além do que esse povo é foda, não tem como não se divertir. E, mudar de ares, é a melhor coisa do mundo.
Então combinei de encontra-lo na Paulista a tarde. Aproveitei e comprei meu MP3, uhuu. Viemos pra casa andando, 20 minutinhos sussu. Adoro morar na civilização.

Lú e Vico demoraram horas para chegar com os pertences do jantar (incluindo os pratos de macarrão à parisiense DIVINO q a minha tia faz). Mas chegaram. Larguei o Vico aqui, com chave e tudo. Lu, eu e Bruno fomos pra PUC. Ele foi assistir a aula de Política comigo, mas prestamos atenção a algo como 5% da aula. De resto, conversas políticas, emocionais, pessoais de sempre… E assim ocupamos o tempo. Daí da PUC fomos numa vendinha comprar pinga, limão e maracujá pra fazer caipirinha. Viemos pra casa. Toco o interfone pro Vico abrir, uma voz alheia atende. Eu mando abrir. Entro em casa e quase meu queixo cai de surpresa. Eu tava crente que o Vico estaria sozinho ouvindo uma músiquinha, tomando uma breja… ou estaria algum alheio tipo Catatau, ou sei lá, alguém do gênero. Mas não: entro e vejo 3 cidadãos sentados na cozinha, bebendo cerveja: Vico, com o cavaquinho na mão. Gu, fumando. Frica, famooooso, só causando. Bizarro.

Só sei que o tempo passou rápido. Ficamos os 5 (eu, Bruno, Vico, Gu, Frica) na sala, fumando, bebendo caipirinha e cerveja, ouvindo música, conversando… Até q meu pai abre a porta de casa, pra pegar umas coisas (eu já sabia q ele passaria aki rapidão, mas só falei em cima da hora pra não assustar os rapazes auhahuahaua). Meu pai entrou e foi uma das coisas mais engraçadas do mundo. Bruno, sussu, único amigo meu no mundo q meu pai não trata com a maior hostilidade, o cumprimentou. Vico, que já viu meu pai algumas vezes, tb falou um oi tranqüilo. Mas Frica e Gu se desesperaram. Os 2 pegaram uma revista, sem nem saber o q era, e fingiram ler. O Gu só depois percebeu q a revista estava de ponta cabeça auhahuahuahua. Bizarro. Mas meu pai foi-se embora com a velocidade de um raio.

Daí o Vico comentou comigo: “eu tb ficaria assim se eu comesse a filha do cara” auauahuahuahuauha, fdp! Auhuahuahuahauhahauau… Ai, deus. Eu mereço. Nessas, eu já tava começando a ficar no grau. Aí o Frica, doidão, começou a mostrar os brincos, pulseiras e afins q ele tinha feito e q ele e o Gu vendiam nas noites da Vila Madalena. Enquanto mostrava pra mim e pro Bruno, ia contando sua história ultra-hippie (daí entendi o pq da idolatria q o Gu tem pelo cara), e coisa e tal… Meu deus, q figura.

Até então, eu pensava q os 2 faziam os artesanatos, mas na conversa percebi q a esmagadora maioria – senão tudo, era o Frica quem fazia. Virei e falei pro Gu: “Seu safado, entra na sociedade só pra ganhar grana!” Aí ele me mostrou os brincos q ele tinha feito, um deles em formato de folha de maconha. Eu disse: “Sério q vc q fez? Maior legal, mó bem feito! Deve demorar anos!”. Ele: “Q nada, ½ horinha!” Eu duvidei. Ele, então, tirou um arame do bolso, um alicate, começou a torcer o arame e disse: “então eu faço um pra vc, benzinho”.
Bizarro, até fugi, fui em busca de outras pessoas para atormentar. Achei o Bruno enfiado no computador, tomando uma biritinha. Não resisti: “Brunooooo, ele tá fazendo um brinco PRA MIMMMMMM”. Coitado do Bruno, tão acostumado com os meus ataques histéricos de paixonite… Nem falou nada (que eu me lembre).

Quando terminou, me deu: um único (não o par), uma folha de 7 pontas, “transcendental”
😉 . Não lembro a minha reação, juro.

Um tempo depois, A GALERA colou em casa… Um povinho da sala da Lu (inclusive um carinha q eu pagava um pauzinho) e um povo do Equipe, q, tamanho o grau de álcool no meu sangue, já não eram possíveis de ser reconhecidos, só lembro da Amandinha e da Mell, sei lá quem mais tava.

Certa hora, conversei um pouco com o povo da classe da Lu, inclusive com o cara q eu pagava um pauzinho… Ele tava maior fofo comigo, chegava várias vezes pra conversar, perguntando coisas, mas eu nem dei a mínima, só queria saber daquele fdp (não q eu quisesse; não pude evitar). Eu sou uma imbecil, sabia? Só faço merda, impressionante.

A Amandinha aproveitou pra distribuir convites pra baladinha de niver dela, na semana próxima. A gente simplesmente devorou o delicioso macarrão. Daí qnd a breja miou e a pinga tb, eu comecei com um movimento de achar gente pra ir comigo ao Pão-de-Açúcar ( que seria de mim sem o Pão-de-Açúcar 24h???). Adivinhem quem foi? Frica e Gu! Gente do céu, sofri. 1º pq o Gu estava mil vezes mais solto do q jamais eu havia visto. Me chamava de benzinho, amorzinho, me mandava calar a boca… É q o Frica tava junto. Sabe quando vc percebe q uma pessoa paga MTO pau pra outra, e faz de tudo para impressiona-la? Pois é, foi o que eu vi na relação do Gu com o Frica. De fato, o Frica é foda… Sei lá, eu tava mto bêbada para fazer uma avaliação sociológica e psicológica da relação dos 2 uhahauauh.

Certa hora, na ida ainda, eu comentei com o Frica sobre a voz dele: “ui, que voz rouca e sexyyy, devia se casar com a Cicarelli” auhahauhahu; Sério, nunca ouvi uma voz como a dele, mtoooo engraçado, mtoooooo rouca! Aí o Gu falou: “Uiii. Vcs deviam transar”. ?????? Não entendi nada, mas foda-se também.

No Pão-de-Açúcar, compramos 2 PITU, crentes d q voltaríamos e a galera ainda estaria EM MASSA, causando. Compramos tang de abacaxi, fanta laranja e leite condensado, pq o Frica falou q ia fazer A BIRITA.

Voltamos pra casa e metade tinha ido embora, outro povo tb tava debandando. Acabou sobrando: eu, lu, Vico, Gu, Frica, Bruno. O Bruno experimentou a birita e, um momento depois, sumiu. Capotou na minha caminha e desencanou de viver, auhahuaa. Mas ele deu uma boa socializada, até foi convidado pra balada da Amanda, a qual ele confirmou presença!

Ok. Fomos bebendo a birita. Certa hora da madrugada, começaram os papos típicos DAQUELA hora da madrugada e DAQUELE estado de sobriedade. Eu, Frica e Gu discutindo a existência, Deus, morte, suicídio, o sentido da vida, felicidade, drogas, e daí em diante. E, pela primeira vez na minha vida, fiquei de contraponto: ambos defendendo o “suicídio à prestação”, dizendo q a vida não vale a pena, dizendo q bebem, fumam, etc e tal para encurtar a vida, já q não têm coragem para se matar, blábláblá, e eu dizendo q a vida valia sim a pena, q acontecia um monte de bosta, mas até por isso valia a pena: para aprender, para crescer, para conhecer coisas, pessoas, situações novas., Que um pôr-do-sol, que as estrelas, as praias, tudo isso dá esperança à vida, dá vontade de viver… BIZARRO, tô positivista demais pro meu gosto.

Daí o Frica começou a falar q ele, com 25 anos, só tinha vivido experiências cruéis, q a vida sentimental era a pior possível – e aí falou A FRASE QUE ELUCIDOU TUDO – “por isso q eu queria ser q nem o Gustavo: comer todas e não estar nem aí”. Se o Frica falou isso, quem sou eu pra discordar? Pronto, é bom q eu paro de me iludir.
Mas continuando: daí eu falei q a minha vida amorosa tb era cretina, amores platônicos, experiências com pessoas erradas nas circunstâncias erradas, futilidades alheias, nada mto feliz… Mas q, pela primeira vez, eu não tinha do q reclamar, tava feliz com o meu momento “afetivo”. (Detalhe q o Gu estava ouvindo o papo).

Aí, eu q tava sentada sozinha no sofá pequeno, causei: sentei bem no meio do sofá grande (espaço vazio entre o Gu e o Frica), falando q queria calor humano. Auhahauhauha. Aí continuei o papo com o Frica. Não tardou para o Gu se levantar e sentar no colchão com a Lu e o Vico, no chão, no fatídico corredor da sala. Aí eu estendi meu pé sobre a mesa e vi q minha tornozeleira tinha arrebentado. Tirei, olhei o meu pé e falei para mim mesma: “apesar de tudo, eu gosto do meu pé. Vc é não dos mais feios” auhhauahu. Aí o Frica falou: “seus pés são lindos”; tirou a tornozeleira da minha mão e ele mesmo a amarrou novamente. Eu tava mega-bêbada, mas tava percebendo a bizarrice da situação. Mas nem fiz nada, queria ver como acabaria.

Só q fiquei um pouco mais sóbria, aí sentei no lugar q tava vago, o espaço no meio do sofá ficou vazio. Aí o Frica vem e estica a perna em cima de mim. Tirei imediatamente, e falei: “ei, calma lá, tá achando o q?”. Aí ele colocou de novo e disse: “Calma, eu não vou fazer nada”. Aí continuamos com nossos papos existenciais, dessa vez, discutindo a beleza. Ele defendendo q não existem “razoáveis”. Tem FEIO e tem BONITO. E eu, surpreendendo a mim mesma novamente na noite, defendendo q as coisas nunca são assim no extremo. Eu, a mais 8 ou 80 condenando o extremismo!!! Tô com medo de mim.
Enqnt isso, os 3, quietos no colchão. Um hora, voltei a ficar num grau altíssimo de álcool no sangue; foi quando o Frica falou alguma coisa, q eu JURO q não entendi e emendou: “ninguém nunca te disse isso?”. Eu perguntei: “O QUEEE?”. Ele só repetiu o “ninguém nunca te disse isso”. Eu perguntei a 1ª parte, ele ficou quieto. E não falou mais nada, e miou geral a conversa, até pq eu comecei a ver o mundo girar e não ouvia mais nada. Mas q raios, dava tudo pra saber o q o maldito falou…

Só sei q eu tava zoada. Levantei e fui pra cozinha. Direto pro meu baldinho, uhuuu, viva o meu baldinho salvador da pátria. Gorfei beeem.
Quando voltei à realidade, na sala, Gu e Vico tavam fazendo um samba! 4 da manhã! O Vico no cavaquinho, Gu batendo no balde de roupa suja… UM CAOS. Entraram no quarto em q o Bruno dormia e começaram “E O CABELEIRA, LÁ NA CASA DA ANINHA…” batucando, cantando… caos, animados. Nisso, a Carolzinha me ligou dizendo q vinha dormir aqui.

Olhei a situação: Frica capotado no sofá grande. Bruno (q tinha acordado com o samba) capotou no colchão no meio da sala. Lu e Vico no meu quarto. Sobrava o sofá pequeno e 1 colchão. Não tive dúvidas, aproveitei o meu estado ainda meio alterado e falei: A Carol dorme no sofá, Gu, vc dorme comigo. UHUUUU, vivaaaa.
Ele: “tá, leva o colchão pra cozinha” auhahuahahuauhahuahauhauhahuauh. Ai Ai, um pior q o outro. Levei e capotei, não tirei a lente, nem liguei pra cozinha estar um jaz, imunda. Um tempo depois, ele vai e deita do meu lado… Aí já não teve mais aquela mágica das últimas vezes, fui mais hm… não sei a palavra; bom, mas bizarro, diferente. Acho q tb minha paixonite se esvaiu, se pá… “Alguma coisa aconteceu, tá tudo assim, tão diferente”. É, o MEU sentimento mudou. Ele quer carne? Legal, agora eu tb, só quero carne. Aliás… Ah, depois eu faço essa análise sentimental, deixa eu contar o resto da história.
Ele ficou lá comigo e daí a Carol ligou falando q tava vindo. Ele olhou pra minha cara e falou: “sobrou pra mim abrir a porta pra moça, né?”. Eu disse: “pois é, benzinho. Que bom q vc é esperto.” Aí a Cá chegou, finalmente conheceu o Gu. Ficamos conversando na cozinha (eu NUA, auhahuahuaha), enqnt o Gu foi comprar cigarro. Já tinha amanhecido. Daí ele voltou, ela viu aquele jaz q tava e capotou no sofá. O Gu deitou comigo e todo mundo dormiu de vez…

Sábado, 9 da manhã. Frica levanta e começa a reclamar: “Minha vida é uma merda! Eu sou um bosta, um imbecil!” auhauahuahuauhuahuha e assim foi. Aí entrou na cozinha e viu aquela cena bizarra: Gu e eu dividindo um colchão pequeno, eu com o braço por cima das costas dele, minhas costas nuas e descobertas. Aahuahauhauaha, parecia coisa de novela. Ah, e roupas jogadas pela cozinha toda, em meio à imundice. Cara, eu sou a Rê Bordosa. O Frica viu aquela cena e ficou mudo. Ficou olhando fixo e não falou mais 1 palavra; abriu a geladeira, pegou uma água e voltou pra sala, onde voltou a reclamar.
Um tempo depois, ele voltou na cozinha e acordou o Gu. Eu mandei ele sossegar, jaja eu tinha q ir pra PUC e aí td mundo levantava e ia embora junto… Mas ele continuou reclamando, e o Gu mandando ele calar a boca. Calou, momentaneamente.
10h todo mundo levantou. Eu fui caçando minhas roupas pela cozinha, cena ridícula. Até perceber q minha calcinha tinha sumido (cara, eu não devia falar dessas coisas num blog, mas eu quero mais é que se foda). Legal, minha calcinha se perdeu pela cozinha. Rê Bordosa!!!
Na maior ressaca do mundo, a galera vazou. Bruno e Carol prum canto, Frica e Gu pro outro, eu pra PUC. Cheguei podre, e só o ovomaltine do Benjamin evitou mais uma gorfada. Eu tava verde de sono, de ressaca. Mas não conseguia parar de me perguntar: O QUE DIABO O FRICA DEVE TER COMENTADO COM O GU? Pq é fato q ele comentou alguma coisa, e é fato q com o Frica o Gu não é tããão reservado. Certeza q o Frica perguntou, ou comentou alguma coisa. Diabos. Nunca saberei… Mas sinto que foi coisa boa. Whatever, isso realmente não muda muita coisa.

Assim q voltei pra casa, arrumei TUDO, a casa toda e achei a minha calcinha atrás da geladeira (não me perguntem como ela foi parar lá). Acordei Vico e Lu, deitei entre os 2, q começaram a me encher: “e esse sorrisão?”. Aí a Lu me contou q o povo da sala dela perguntou se eu tava tendo alguma coisa com o Gu. Cara, zuado q eu tô transparecendo desse jeito. Odiei!
Daí os 2 foram no Pão-de-Açúcar, compraram carne, shimeji e brócolis, comemos um rango delícia… Daí foram embora e eu capotei. Desencanei do sábado, dormi direto, das 15h até 12h do domingo! Auhahuahauh

Domingo Murphy começou a reaparecer na minha vida. Programa de Rádio com Heitor, Ayla e Sarah (da PUC), ao vivo. Para falar de política. Foi uma merda, eu descobri q tenho pânico de falar de um modo não informal para qq tipo de público. Moral da história: travei. Só conseguia falar: “tipo… a mídia, tipo, aborda meio q, tipo” cretino, nojento, me senti a pior das criaturas. E mano, política, meu assunto preferido! Foi uma merda. No carro, carona com Sarah, fui convidada à ir pra Ilha Bela com eles no feriado de Finados. Topei. Mas o troço da rádio ainda me fazia mal, ainda mais deepois do controlador de áudio da rádio dizer: “vc precisa melhorar”; CUZÃÃÃÃÃO. Acabou comigo.

Cheguei em casa e desabei de chorar, horrível. Peguei meu mp3 e fui pra Praça do Pôr do Sol, ver se aquilo me fazia melhorar. Melhorou, pq eu encontrei o Miagy e fiquei horas conversando com ele. Daí vim pra casa. Entrei na net e tive A CONVERSA que eu sempre quis ter com a minha prima sobre o Gu, mais peças para o quebra-cabeça.

Pulemos mais alguns dias de uma semana inútil:
Quinta-feira, 26 de outubro. Fui andando até a Praça do Pôr do Sol. Minha prima e o Vico não tardaram. Ela acabou nos levando pro mau caminho: eu cabulei PUC, Vico cabulou Groove. E fomos tomar Açaí; depois fomos na casa do Vico. Fumamos e, qnd menos percebi, lá estava eu ENTREGUE DE CORPO E ALMA na leitura das revistas da Rê Bordosa. Minha prima se interessou, começou a ler uma e falou: “Agora entendi o pq d vc gostar tanto, se divertir TANTO com ela: ela É VOCÊ!”.
Comi 3 pratos de um macarrão com brócolis divino que meu priminho do coração fez. A minha tia me deu carona pra casa…

Sexta-feira, 27 de outubro. Vico foi em casa, “prima, posso ir aí fazer um jantar pra vc?” tem coisa mais fofaaaaaaa? Ele fez carne com legumes, uma delícia. Daí eu, ele e Lu fomos pra Balada da Amanda, num lugar bizarro na Cardeal. Gente bizarra, música bizarra, tudo bizarro. Mas o Bruno tava lá, companhia eterna. Fomos no Pão-de-Açúcar da Teodoro (viva o Pão-de-Açúcar) comprar biritas, ficamos uma hora conversando com a Luzona, uma amiga da minha prima estranhona, bizarro. Também foi nesse meio tempo q a Má me manda uma mensagem de texto bizarra, que só com um email – bloco de notas eu fui capaz de perceber q a Marília se surpreende e me orgulha. Foda. Mas tô aprendendo… Aliás, a gente passa por situações emocionais semelhantes, sempre. Bizarro.

Voltamos pra casa 5 da manhã, andando. E capotamos.
Sábado acordamos 14 e pouco, comemos um pão e ficamos conversando, jogando videogame… Depois fomos na Praça do Por do Sol, de lá ele foi embora. Eu encontrei o Miagy e fiquei horas conversando com ele, de novo. Depois fui na casa da minha prima, e lá eu, ela, Vico e Jamila (amiga gente boa da minha prima) jogamos uma sinuca. Eu joguei pior do que nunca, Murphy jogando por mim. Ficou abalada e desisti, tava quase chorando de raiva por ser tão ruim na sinuca. De lá, fomos no Seu Zé, tava rolando um samba. Depois fomos comer espetinhos, depois no Pão-de-Açúcar (eee). De lá, eles iam pra casa da Jufi (q foi pra Bahia com a gente…). Eu falei: o bus q passar 1º eu pego. Passou LAPA875R, q significa q eu fui na Jufi com eles. Lá ficamos assistindo “A Ilha” e panguando, maior friaca. Pra ir embora, loucura: fui ANDANDO, 3h da manhã, pra casa, sozinha. A Jufi mora do outro lado da Sumaré, pertinho, mas 3h da manhã e aqui ainda, é zuado, mais ainda pra mulher. Mas eu sou EU, fui na fé. 15 minutinhos e eu tava em casa. Fiquei jogando vídeo game até às 7 da manhãããã! Vagabunda?

Umas 15h, meus pais me deram carona. Votei em 1 seg e fiz eles me levarem na Praça do Pôr do Sol. Meu pai se rendeu aos encantos do lugar: adorou. Daí eu sentei lá, e depois vi que tinha A RENCA junto com Lu e Vico… mas fui lá. Tava Miagy, Catatau, Cuspe e irmão gêmeo, Pajé e Aninha, Giuliana, Luzona, Gá Setúbal… UMA RENCA, enfim. Anoiteceu e ficou uma friaca IMPAR. Fomos pra casa da minha prima, eu e ela só. Vimos q o Lula ganhou, animal a cidade MORTA, num clima fúnebre por conta da derrota do Alckmin auhahuaha. Ficamos acompanhando os votos do PR, q tava cabuloso: 50% a 50%, teve uma hora q a diferença de votos era de 500 d um pro outro candidato! 500!!! Eu junto as pessoas que eu conheço e já dá mais do que isso! Animal.

Tá… Aí eu miei geral qq programa. Fui pra casa, dormi, acordei e descobri q não precisava ter acordado às 4, pq o trampo tinha acabado. Ê lêlê infernal. Fui pro videogame…

Nossa, não falta tanto. Terça-feira, 31 de outubro, foi animal. Lançamento do livro do meu pai, com artigos de vários secretários q trabalharam na gestão 2001/2004 na prefeitura de SP (com a Marta), fazendo um balanço do q foi positivo, negativo, o q faltou, o q opoderia ter sido feito, o que foi bom de verdade pra SP… Da hora. Eu fui andando até o lugar, o Teatro Ágora, na brigadeiro. A imbecil aqui, pensou q era prum lado… fui andando até cair na VERGUEIRO. Só então percebi q era pro outro lado, voltei tudo. Eu dee saia, um puta calor, mó decotão… E aquele bando no viaduto me torrando, puta q pariu, inferno, cheguei no lugar suando e puta da vida. Já encontrei minha vó, toda a minha família: Elaine (tia por parte d mãe) com Gu e Rodrigo, filhos dela; Mame e Márcio (pais da Lu), com Lu, Gá, Marina (namorada do Gá), q tava com o pai; Vico e dona Zu (mãe dele); Vó Márcia (vó paterna) e Patrícia (caipora). E só as figurinhas. Como comentamos eu e Luisa: todo o eleitorado do PT em SP tava na festa. Tinha umas 200 pessoas, fácil. E quem tava lá tb? Marta Suplicy. Mano, ela é chique, viu. Tava com uma roupa linda, divina. E olha q eu não ligo pra chiquezas. E meu pai me apresentou à ela! UHUUUU. Chique. Tudo chique. E tinha cada comidinha… Um pão preto com salmão, uns mini quiches com 4 qjos… Hmmm. E o melhor: champagne. Eu e o Vico não pensamos 2 vezes. ENCHEMOS a cara. Eu fiquei breaca, no monte de gente chique e no meio da minha família inteira. Bebi uns 15 copos de champagne, fácil. E a minha mãe, falando pra Dona Zu q eu tava vermelha d tanta bebida? E a Dona Zu falando pra minha mãe q o Vico não ficava vermelho pq tinha cara de pau? Auhauhauhauahuuah, ai ai. Uma hora eu e Lu fomos pedir pro DJ colocar uma coisa pra gente animar… Ele disse q não podia, vizinhos chatos… Uó. E um outro cara elogiou minhas unhas! BIZARRO.
Qnd esse povo foi embora, comecei a conversar com a Elaine, minha tia. Combinamos dee sair juntas, de ir num samba. Aí comecei a conversar tb com um cara q só depois soube q era meu primo de 2º, q caos… De fato, família onipresente. Só sei q combinei CERVEJA E SAMBA com metade da galera, auhahuahuah.
Depois fiquei horas conversando com Gu e Digo, primos maternos… HORAS mesmo, falando de vááárias coisas. Mano, foi bizarro. Meus primos maternos e paternos não ficavam juntos num recinto há uns bons 15 anos, no mínimo. Tanto q a Luisa nem reconheceu o Rodrigo, nem o Gu! Só o Gá reconheceu o Gu. Q caos.
Estranho foi o Gá e o Gu combinando de almoçarem juntos, um dia! Auhahuahau. Viva o “intercâmbio de amizades”, no caso, familiares.
No final, só sobrou a nata da família. Demos carona pra Marina e pai e Gá. Eu fui pro Altos com os véio. Comi e capotei.

Quarta, 1º de novembro. Passei na DEFATO pra buscar meu din-din; miei uma balada em casa com minha prima, Gu e Vico pq ia viajar; passei a tarde fazendo uma prova cretina de sociologia, depois arrumei minhas tralhas e fui pra facul, onde descobri q tinha vagado um lugar no carro da Sarah e eu tava indo imediatamente pra Ilha Bela! Eu, ela, Heitor e os pais dela. No carro, a maior empolgação, fomos conversando o tempo inteiro, sobre PUC, música, PUC, PUC, PUC, comida, música. Mas foi legal. Eu, Sarah e Heitor fomos descobrindo afinidades…
Tão bom ver o mar, mesmo q de noite… Uma brisa boa tava batendo, qnd atravessamos o mar na balsa. Chegamos na casa (muy buena), demos uma geral, comemos e capotamos… Eram umas 4 da manhã.

Quinta: Ayla, Rodrigo (namô da Ayla), Desirrè e Haidi IRROMPEM quarto a dentro acordando malévolamente Heitor e eu. O tempo tava miado. Tomamos café da manhã e fomos pra praia, mesmo com o céu CiNZA. Mas tava um mormaço considerável. Marrrr, delícia. Ilha Bela é tudo. Comecei a perceber o quanto o Rô (da Ayla) é engraçado, meu deus do céuuuu, que figura. Daí fui andar, qnd abriu um micro solzinho. O Heitor foi atrás de mim, um tempo depois, e começamos a nos aventurar pelas pedras. Fomos andando sem rumo, nós 2 não conhecíamos o lugar e estávamos na raça lá, andando.
No começo tava sussu, mas depois começou a parecer a fatídica trilha de Cambury. Pedras HIPER escorregadias, íngremes, lugar onde tínhamos q andar como macacos, ou arrastando a bunda. E o melhor era EU dando dicas para o Heitor d como passar por determinados lugares! Ó a Ana expert em pedras! Porra, Cambury e o sofrimento serviram… O Heitor falou q eu sou mó aventureira… auauahauha. Andamos mó caraaaa, até q vimos UM PUTA cachorrão nas pedras, e o Heitor morre de medo de cachorro, ainda mais pq o bicho claramente era um pitbull. Resolvemos voltar, retorno sussa. Fomos pra casa e tava rolando um churras. Comi q nem o demônio, e enchi a cara de cerveja. Aliás, eles compraram 4 caixas para a viagem. Eu sozinha tomei, no mínimo, a metade.
Daí eu comecei a torrar o saco de todo mundo pra q o dia seguinte fosse dedicado a uma cachoeira. Pq ir a Ilha Bela e não ir numa cachoeira é pecado.
A noite fomos pra Vila, uó, Oscar Freire à beira-mar. Tomamos um sorvete e voltamos, 7 pessoas num carro.
Eu e Heitor decidimos ir pra praia. Ficamos umas boas 2h lá, conversando principalmente sobre relacionamentos. Pela 1000ª vez, contei minha vida sexual de A a Zinco auhhauhau, falei resumidamente do Gu, da situação, da minha passividade irritante. Ele me contou a vida dele inteira, tb. Bem legal.
O foda é q o povo ficou mó preocupado, achavam o cúmulo irmos à praia a noite. “Perigoso”. Ihhh, daí já percebi q o povo não era EXATAMENTE da minha pegada…

Sexta, 3 de novembro. Acordamos 7h pra ir… Pra cachoeira! Uhuuu! Eu, “aventureira” q sou, levei mochila, maças, água, repelente, CHINELO (nunca vá a lugar algum sem chinelo). A cachoeira q fomos era parte da trilha pra praia do Bonete, uma praia q só se chega a pé, e a trilha demora APENAS 7h. Meu sonho de consumo de ecoturismo… Um dia, quem sabe. Até a cachoeira da Laje foi 1h e pouco. Poderia ser menos, mas a galera era lerdaaaaaaaaaa… Cara, olha q bizarro: eu, no dia anterior, dizendo como o Heitor deveria se prender às pedras. Naquele dia, EU na frente o tempo inteiro na trilha, sem cansar, sem suar.
A cachoeira era divina, a água, congelante. Tava chovendo, uó. Mas sussa. Tobogã natural, nos divertimos. Maçãzinha e água salvadoras. Ficamos mó cara lá. O foda era a Haidi de mau humor. Mas sussa. Na trilha da volta, eu cheguei a ficar a uns 10 min de distância – a frente – do resto do grupo. Mto aventureira, tô feliz. Tô pegando o espírito “rolês do Gu”. Whatever…
Na trilha da volta, vi 2 caiçaras tacando umas pedras no chão. Estranho. Me aproximei: tavam matando uma cobra CORAL VERDADEIRA! Como eu sei q era verdadeira? Discovey channel knowledge, beibes! A cobra tinha a barriga tb com anéis coloridos. A falsa tem a barriga branca e os anéis não são perfeitos, nem se estendem até a causa. A mãe da Sarah veio correndo quando eu gritei “GENTEEEE, UMA CORAL VERDADEIRA!”. Encasquetou de enfiar a cobra morta numa garrafa, pra levar pros alunos, em São Caetano. Conseguiu.

Ok. Chegamos em casa, comemos mais churrasco, enchi a cara de breja. Mas aí o sono bateu: de terça pra quarta, 6h. quarta pra quinta, 3h. Quinta pra sexta, 4h. Aí não! O povo foi pra praia, eu capotei. Era cansaço mental. Meu corpo tava inteiro, mesmo com as pedras e a trilha! Enquanto isso, o Heitor tava podre, costas doendo, mãos fudidas. Cara, tô orgulhosa de mim!

Eles voltaram. A noite, o Rô fez uma espécie de “pizza de pão”, delícia. Enchi o cu de coca-cola. Aliás, eles levaram 27 litros de coca, pra 7 pessoas, 4 dias. DETONAMOS TUDO! A noite, jogamos MASTER, foi uma comédia. Eu peguei “artes”, me fudi a torto e direito. Eu respondia, para qq pegunta, ou: Mozart, ou Van Gogh ou Picasso. Auhahuahuahuauha. Acabou eu e o Rô jogando. Ele ganhou. Mas foi uma comédia. Bem de nerd, mas foi engraçado.

CONTINUA tão grande q o blig não aceitou!

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