Boa noite senhoras e senhores.

É incrível como eu escolho as piores horas para atualizer isso aqui. Jogo horas e horas no lixo, fato. Nem estava com tanta vontade assim de escrever! Pior: nem tem o que escrever!

Minha vida estagnou. Minha rotina voltou a ser previsível. Melancoólicamente previsível. Tudo bem… Isso iria acontecer, eu sabia que aquele 2006 não ia se repetir assim, tão fácil.

Agora, uma pergunta: será que 2006 foi tão bom assim?
Tá certo que eu me senti oprimida, estressada, angustiada, puta da vida, deecepcionada… Teve momento pra tudo. E acho que essa é o x da questão. TEVE MOMENTO PRA TODO TIPO DE SENTIMENTO. Tanto os bons como os ruins.

Em “On the road”, Jack Kerouac, li uma frase assim: “eu era um escritor e precisava de novas experiências”. Para um mero mortal que não é filho de ninguém rico nem famoso e que pretende viver dee PALAVRAS (pobre de mim), é exatamente disso que eu preciso: EXPERIÊNCIAS. Não somente minhas, mas também de outras pessoas. Resumindo: preciso viver intensamente, perigosamente, conhecendo bastante gente, falando sobre esquisitices para, no final das contas, TER O QUE CONTAR.
E é justamente isso que tá faltando esse ano: emoção, experiências, pessoas. Em Abril do ano passado, eu já tinha feito tanta coisa! E até agora, conto nas mãos os momentos legais – que nem um pouco se assemelharam aos do ano passado.

Pois é. Mas não vou me exasperar, pq eu sei que uma hora isso muda. Eu também estou contribuindo para essa fase introspectiva pela qual estou passando. Eu não tô infeliz. Eu estou SEM EMOÇÕES.

Descobri uma coisa muito chata. Para os outros não é tão chato, mas para mim, com dificuldades extremas no setor, é. Eu preciso de PAIXÃO para ser feliz. Preciso estar apaixonada por alguém, por alguma coisa, alguma idéia, algum tipo de música, algum tema. De preferência, por tudo junto. VIVENDO INTENSAMENTE…
A paixão, principalmente por outra pessoa, torna a vida mais agradável, mais colorida. Por mais que isso resulte em decepção – o que SEMPRE aconteceu comigo – é a melhor coisa que existe.
Eu necessito de estar apaixonada. Eu preciso nutrir ilusões.

Em condições “normais” (como estou agora), jamais escrevia coisas como “Eu já sentia a respiração dele, o calor do abraço me envolvia e como me fazia bem! Nossos rostos se tocavam… Eu mal conseguia digerir o momento, um nirvana em que nada mais me preocupava. Eu não temia mais nada.”
Palavras que me dão certo orgulho, devo dizer (dá pra perceber, né?). Só que já se apaixonou sabe o poder que esse sentimento tem de tornar tudo mais belo, inclusive as palavras.

Eu já me apaixonei por um bom número de pessoas. Tendo 21 anos, foram… Hm… 4. Gostei mesmo de 4 pessoas, sendo que apenas com 2 alguma relação (conturbada, claro). Lendo as papeladas que eu escrevi sobre cada um deles (Gordo, Gui, Claudio, Gu – dá-lhe “G”!), percebo como meu sentimento amadureceu, eu tb, claro, as palavras, tudo. Sobre o Gordo, eu não tinha experiência nenhuma com o amor, só escrevia viadice, declarações mega exageradas. Sobre o Gui, pior ainda. Uma obceção incontrolável, frases feitas, músicas bregas. O Claudio, um bom tempo depois, mostrava uma grande incerteza quanto aos sentimentos, às palavras, às ações. O Gu foi o ápice. Eu já tinha uma experiênciazinha somada ao longo de sofrimentos passados, além de ter vivido perto de outros amores totalmente diferentes, tipo Thá e Victos, Má e Bruno/Gui, Carol e Gordo, entre outros e outros.
Portanto, com o Gu, eu já sabia medir as palavras perfeitamente para expressar cada momento. Somando-se ao encantamento que tive por ele, o efeito foi considerável, rendeu muita coisa produtiva. Textos criativos, com paixão e pornografia dosados de tal forma para não chocar os leitores xeretas (que de forma alguma repreendo – se fosse para manter em sigilo absoluto, jamais escreveria). Dramalhões tragi-cômicos bizarros. Enfim, foi a melhor época de escrita.
Outra época boa foi a do 3º ano do Concórdia. A paixão não era por uma pessoa, e sim por algo: o fundão. Eu admirava aquilo tal como uma entidade. Foi uma época maravilhosa, sem amor por homem nenhum, só as frustrações cicatrizando.

Caralho, começo a escrever e me empolgo! É sempre assim!

Hoje em dia percebo que não me arrependi de absolutamente de nada que eu tenha feito/falado. Exatamente o oposto: me arrependo de não te feito/falado mais!

Mudando radicalmente de assunto:
bem de saco cheio com a faculdade, não vejo a hora de terminá-la. Ainda faltam uns bons 20 meses, mas passa voando.
Observo meu primo, que tem muito talento para o jornalismo, se fudendo e não conseguindo nenhuma oportunidade de emprego decente. Ele está no 4º ano e não nutre esperanças. Além disso, sente que nasceu para a música.
Eu não em esforço como ele, em 5 semestres tirei apenas um 10, o resto tudo entre 6 e 7,5. Sou uma aluna medíocre. Nenhuma DP, mas também nada admirável. Escrevo bem, sim. Mas isso não é nada. Não me interesso pelo jornalismo propriamente dito. Não quero ser repórter, nem editora. Por mim, passaria a vida escrevendo colunas, em blog, qualquer coisa do gênero.

Pois bem. Já estou com tudo planejado para quando terminar essa xavasca. Provavelmente darei um tempo, uns 6 meses, para ver se pinta alguma coisa. Se não pintar – MUITO provável – vou me enveredar numa “retomada”. Aos 23 anos, idade que terei, vou fazer cursinho e tentar entrar na USP (pouquííííííssimo provável) ou vamos de PUC again de novo, mas dessa vez, psicologia. Não sei se para exercer a profissão, mas para conhecer. Sou aficcionada por essas coisas. Porra, tem nêgo que passou a vida mostrando que todas as nossas angústias, tormentos, felicidades, tristezas, têm um porquê científico. Têm explicações das mais diversas.
Algumas das conversas mais impactantes que tive na vida estão diretamente relacionadas à psicologia e/ou com estudantes de psicologia. Psicologia, cara, estudo da alma! Pensamentos! Muito louco. Estou cada vez mais certa disso.
Tá certo que eu vou terminar essa 2ª faculdade com quase 30 anos, mas não acho perda de tempo. NADA que a gente faz na vida é perda de tempo. Nada, acreditem.

Dessa vez, não vou escrever diário nenhum. Aliás, estou achando que cansei disso. Minha agenda desse ano está abandonada, escrevi uns 2 dias em cada mês… Claro que a falta de coisas novas prejudica, mas de qualquer forma, perdi a paixão pela agenda.

Também não quero ficar remoendo os últimos momentos com “ele”, pensando que eu deveria ter feito alguma coisa, falado alguma coisa. Devia, mas não fiz. Agora, azar. Nunca mais. Aqui o NUNCA se encaixa perfeitamente. Ele e a namorada vão ter um filho. MIOU, eu diria.

Também nem acho que adiantaria muito eu ter falado alguma coisa. No fundo eu e ele compreendíamos perfeitamente a situação. Ele sabia que eu tava nas nuvens, e que por mim, iria longe… Eu nunca demonstrei NADA, absolutamente. Nem ele. Mas a gente sabia.
Eu sabia que não teria muito futuro e, que por mais que ele gostasse (de mim? da situação? de ambos?), não ia dar.

Só sei que MIOU completamente, sorte e bênção pra ele. Vai precisar. Fica um agradecimento eterno, que não tenho mais vontade de verbalizar. Adiantaria de quê? Adicionaria o quê?

Ai Ai…

Ontem, sábado 14 de Abril os lixeiros entraram em greve. Eu escrevi sobre isso no meu fotolog.
Fico impressionada com uma coisa: apenas uma categoria de trabalhadores entra em greve e a vida de 17 milhões de pessoas é afetada diretamente! Olha o impacto disso! Imagino como seria se todos parassem de trabalhar. O mundo entraria em colapso e o homem se auto-destruiria em pouquíssimo tempo. Em “Ensaio sobre a Cegueira”, do José Saramago, a real é mais ou menos essa: todo mundo cego, óbvio que ninguém trabalha. Não há mais vida, é tudo um caos. Lixo por todos os lados, pessoas se matam por pedaços de comida podres, selvageria, cada-um-por-si.
E a pior das constatações: é esse o futuro da humanidade.]

Think about.

Agora vou-me.

Aos que ficam, meu salve, mano!

Beijos…

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Um comentário sobre “

  1. mah disse:

    ave… pra variar vc me da medo…
    tbm andei pensando em paixão… uma coisa/pessoa/situação que te faça um bem descomunal e crescer uma vontade intensa de continuar…
    escrevi alguma coisa no dia 11.04…
    parte:
    “não tenho nada a provar… tbm não tenho uma grande paixão ou fixação além do umbigo… procuro de tudo um pouco, inclusive uma grande paixão… música… cinema… amigos… não encontro nada que fique… gostaria de algo infinito por ser tão finita… será minha imaginação infinita? pq nao consigo parar de amá-la…”
    saudade…
    :*
    thu

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