Ainda lembro do que passou…

Nossa, atualizei 3 meses seguidos!

Não tem nada pra fazer aqui no trabalho. Clipping é um puta trabalho de corno. Ou, em palavras mais simpáticas, serviço para pessoas menos dotadas de inteligência. E tipos, desculpe a falta de modéstia, mas se tem uma coisa que eu não sou é burra.
Clipping não é trabalho pra mim. Se por um lado eu tô no ambiente que eu quero, por outro o trabalho que faço é detestável. Mas beleza, dá-se um jeito. Pelo menos tô bem informada sobre a eleição e isso facilita o meu tcc.

Daí que preciso de distrações. Não tô com saco de postar no Se Mata, nem no .txt. Eu sei que poderia estar fazendo meu tcc,mas… Preguiça. Daí entrei no blip, queria ouvir a música Oriente do Gilberto Gil, mas não lembrava a porra do nome da música. Aí entrei aqui pra ver nos arquivos de 2006, pq eu tinha impressão que a tinha postado. Daí não resisti e comecei a ler, desde o 1º post de fevereiro de 2006.

Me dá prazer ler tudo que vivi e ver o quanto eu já fui feliz, principalmente naquele 2006 indescritível. É legal ver as mudanças que sofri. É bom rememorar o melhor ano, by far, que você já viveu.

Uma hora, quando não tiver nada o que fazer, leio tudo, desde 2003, e faço um balanço do que aconteceu comigo nesses 5 anos.

O post que eu tô lendo agora é exclusivamente sobre amor:

2006: Vamos lá, vou me abrir. Ciúmes, ansiedade, horas e mais horas de bate papos inúteis no MSN, mais ciúmes e mais ansiedades, indefinições, oscilação: horas em que sorrio sem motivo ou fico triste sem motivo. Medo.
Eu conheço muito bem esses sinais. Conheço melhor ainda o que significam.
É, criançada, tentei evitar, juro que tentei. Me esforçei, não me entreguei. Mas aí vi que já estava tudo perdido.
Tenho só 20 anos mas já me fudi muito mais do que gente de 40. Eu tenho medo de começar tudo de novo.
Mas já começou. Não vou dizer que INFELIZMENTE começou. Não é infelizmente; é muito gostoso se sentir assim, vendo a vida sob
essa perspectiva. Tudo é mais alegre, mais feliz. A vida se torna mais intensa.

2008: Não sei o que é isso na minha vida há séculos. Esqueci o que é se apaixonar, o que é amor. Tive uma paixonite recentemente, mas foi tão escondida, tão na moita que nem conta. Ele jamais desconfiou, e por mim nunca saberá.

Cara, que saudade de me apaixonar… Mas isso, definitivamente, não está nos meus planos atuais. Isso é o que fode, estou cada vez mais racional, meus sentimentos estão completamente podados. Não me permito mais exprimir qualquer tipo de emoção, tô muito dura comigo mesma. Tá foda.

A vida sem amor é meio chata, é tudo meio monótono… Tá certo que eu me fudi horrores com o Claudio e o Gu… o resto foi paixonite de criança.

Mas sinto tanta saudade daquela época… Eu lembro o quanto vivia ansiosa, paranóica. Mas tudo se dissipava quando eu estava com um deles (épocas separadas, note).

2006: Não sei se prefiro o nada absoluto ou essa explosão de sentimentos deliciosos e insuportáveis ao mesmo tempo.

2008: Hoje digo que prefiro a explosão, sem dúvida.

2006: Mas acho q a gente nunca amadurece no amor. Cada vez que acontece, é totalmente novo. As pessoas são tão diversas, se tratam de uma forma tão diferente!

Cara, eu tenho orgulho do meu eu 3 anos mais nova.

Se bem que… Cara, como o Claudio foi cuzão comigo, meu deus! Queria ter 100% de domínio da situação, vai se foder.

Mas felizmente eu dei a volta por cima, com o surgimento de um certo hippie-mendigo na minha vida, que também me enlouqueceu.

Cara, nem parece que faz mais de 2 anos isso tudo. Se eu fechar os olhos ainda posso sentir a textura dos fios de cabelo dele, da barba macia, do cheiro… (Gu)

Tipo, cheguei aos limites máximos com o Gu. Ódio supremo e paixão neurótica. Saudade, remorso, bode, enjôo, tudo. O mais legal é que ele não deve nem imaginar isso…

Tá bom, o Gu também foi um filhodaputa comigo, mas… So what? E quem não foi???
Nunca exigi porra nenhuma dele, então não posso falar nada.

Vou continuar a ler, tô em setembro.

Cara, já aconteceu com vocês de não perceberem uma coisa quando acontece, mas lendo sobre ela anos depois perceber uma intenção escondida? Cara, uma pessoa q não vou citar o nome queria me pegar. Nos vimos 2 fds seguidos – q foram intensos – e no 3º fds ele me ligou, mas não quis sair com ele. Como eu não me toquei na hora? Ia ser interessante.

Constatação 2: que puta relacionamentozinho bizarro com o Gu, cara. Se é que se pode chamar assim. E outra coisa: na época não dava pra saber, mas ele me curtia, não me resta dúvida. Sempre q a gente se via e não ficava rolavam uns poréns explicáveis. Antes eu achava que era ilusão minha pensar isso, mas hoje percebo que não. Tipo, como caralhos eu esperava que ele fosse dormir na minha casa qnd eu já tinha convidado um amigo pra dormir lá, por morar longe?

Ou como caralhos eu esperava alguma aproximação de uma pessoa megahipersuper estranha e tímida quando ficava só enchendo a cara rodeada de mulehr fofocando?
Pena que é tarde demais pra fazer essas constatações.

Bom. Ontem rolou o lançamento do livro da Marta Suplicy “Minha vida de prefeita – o que São Paulo me ensinou” na Livraria Cultura, na Paulista. Geral foi, tava bombando.
Ao falar com ela, pra assinar meu livro, fiquei super nervosa, tremi, gaguejei. Ridículo.
O que achei estranho foi a ausência completa de qualquer representante da classe artística. Fora isso, as pessoas de sempre.
O Supla também apareceu por lá. Tietei, tirei fotos… Foi divertido.

Minha vida social é igual ou menor que ZERO, então acho que minha próxima atualização vai demorar bastante. Tá foda.

Então adiós, companheiros
=*

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