Maggie, eu te amo

Desde pequena eu sou apaixonada por animais. Quando eu tinha uns 7 anos, eu e o Chris (sim, aquele) iamos na lixeira do condomínio resgatar os filhotinhos de gato que o zelador certamente envenenaria. Já mantive 2 gatinhos recém-nascidos no armário em casa durante 2 dias, sem minha mãe saber. Sem noção. Aí o Chris ganhou um cachorro, que eu amava como se fosse meu. O Mickey era preguiçoso e fofo. Bebia coca-cola, tinha um latido absurdamente estridente e não curtia muito fêmeas, não (que nem o pai).

Aí, aos 11 anos, depois de insistir desde sempre…
Um certo dia eu tava em casa vagabundeando (oi, novidade). Tocou a campainha, abri a porta. No chão, um cesto e um cachorrinho preto menor que a minha mão.

3201712172_35e1a82a9bMORRI.
O Chris e a Teté (irmã dele) foram convocados para mimar a bichinha também. Tinha nem 2 meses ainda. Não latia, os dentinhos eram de leite. Bafinho de leite. Frágil. Pretinha, pretinha. Nem curti o nome Maggie, que a Teté sugeriu depois de olhar seus próprios tênis – da Megara, do Hércules. Mas ficou.

E já no primeiro dia nos conquistou. Meu pai foi buscar pizza com ela NO BOLSO. Meu pai enchia o saco dela até ouvir um esboço do que um dia seria um latido forte e irritante. Não surpreende muito, mas ela é apegada ao meu pai de uma maneira quase doentia. E é recíproco.

Ela dorme na cama, junto com eles. A mania começou já no primeiro dia: ela estava chorando. Eu a coloquei na cama e ela sossegou. Nunca mais largou o bem-bom. Meu pai diz que, quando ela não está fazendo peso e incomodando, ao pé da cama, ele sente falta.

Ela come todo o tipo de comida humana. E canina também. É louca por chocolate. E sabe reconhecer a diferença entre um Bis e um Lindt. É uma malandra.

Hoje ela tem 12 anos. É fiel demais. Passeia sem coleira, porque ela obedece a todas as ordens. Ela não come o que a gente diz para não comer. Desvia de cachorros. Ela não curte muito cachorro, na real. Era apaixonada pelo Mickey, cachorro do Chris. Ele ia passear e ficava latindo. A Maggie ia na varanda e ficava em pézinha na murada, latindo pra ele também. (Soube há uns 2 anos que o Mickey tinha morrido. =/)

A Maggie parece entender tudo o que a gente fala. Sua presença foi fundamental para manter nossa família VIVA durante as crises da minha mãe, há alguns anos.

Daí que ela é uma bicha mimada pra cacete. MUITO mimada. Quando era bebê a gente deixava em hotel, deixava sozinha em casa por um tempão e tal. Hoje em dia meus pais não tem mais coragem de deixá-la sozinha. Pode parecer frescura, mas a Maggie nos traz uma felicidade imensa. Isso é o mínimo que podemos fazer em troca. E a alegria de voltar pra casa e encontrá-la sorrindo – sim, ela sorri, arreganha o lábio e tal. E a gente fala: “cadê o sorrisinho?” e ela arreganha mais.

Ela tá começando a envelhecer. Tem um monte de espinhazinhas pelo corpo e 2 verrugas. Já cairam alguns dentes. O bafo mata à distância. Mas ela ainda corre em espaços abertos como se tivesse 2 anos de idade. Ainda enxerga bem. Ainda ouve bem, embora não seja mais tão atenta quanto antigamente. Perdeu o interesse.

Ela tem uma personalidade fortíssima. É minha família cagada e cuspida. Puxou do meu pai a aversão a relações sociais.  Desconfia de todo mundo. Puxou de mim uma verdadeira paixão pelo sol. É a coisa mais linda. Desde pequeninha, é bater um sol e a gente fala: “Maggie, solzinho!” e ela corre pra varanda, pra tomar aquele sol forte na cara e ficar de língua de fora, delirando de prazer. É a coisa mais linda. Detalhe: há 2 anos moro num apartamente no 17º andar, com a murada da varanda vazada. Dá uma agonia GRANDE ver a Maggie lá.

Enfim.

Só quem tem, ou um dia teve um cachorro para entender o que eles significam na nossa vida.

Cada um tem sua própria história especial com um bicho desses. Gatos, cachorros, coelhos, tartarugas. O que for.

Só sei que quero ter cachorro sempre, mas cada um é insubstituível.

E você, me conte sobre seus animais, para eu me emocionar um pouquinho mais.

9 comentários sobre “Maggie, eu te amo

  1. Eu tenho um pastor belga e ela é enorme, não da para brincar,ela me derruba!
    Eu queria ter esse amor por cachorros, uma vez me falaram que é porque eu nao me identifiquei com uma raça especifica,que quando eu achar vo me apaixonar!
    Uma fofa,parece ser bem carinhosa!

  2. nossa, ó.
    eu ando bem “coração gelado” ultimamente, mas esse post me deixou emocionada.

    Chuinf.

    linda, linda, linda a maggie. Linda!

    e sim, eu tenho cachorro. Eu diria que é uma versão masculina da maggie, tem as mesmas características e a mesma “personalidade”. Acho que foi por isso que eu me emocionei com esse texto.

    ai ai, um viva aos cachorros! Viva!

  3. Tinha que ter uma plaquinha lá em cima avisando pra não ler esse post ‘em público’ =/ Li aqui no trabalho e quase chorei – quaaaaaase, já pensou se choro?

    De ver seu carinho tão grande ao escrever, Ana [e o maaaaaaaaaaaaaaar…] e de saber exatamente como é isso. Em casa tenho Dandara, que veio ficar comigo no auge da minha depressão…e, olha, até hj eu não sei quem cuidou de quem: se eu ou se ela. E, isso dá um post.

    Nada a ver, mas agora eu lembrei de uma coisa q li no site do G1 hj, absurdo – alguém que mata cachorros [acho que em SP] há mtos anos, com chumbinho e vidro moído…tem uma moça que já perdeu 2 ou 3 [tou confusa, kct] cachorros…E ninguém faz nada.o_O Absurdo né? Tb acho…e, parte o coração só de pensar… =~

  4. Eu queria ter cachorro, mas por enquanto não posso por n fatores. Quando eu era criança tinha muito cachorro na casa dos meus pais, mas eu era bem pequenina e não me lembro perfeitamente bem. O único que perdurou mais era bravo e eu tinha medo dele. =/

  5. Pri disse:

    Ana!!! Eu lembro da história dos gatinhos!
    Lembro que o Chris e vc ficaram ocm um filhote…e eu, a Mariana e acho q a Marina (putz não lembro quem era a trecira pessoa) ficamos com o outro filhote!
    Eram tão fofos e estavam órfãos!

    Fiquei triste ao saber do Mickey tb! Apesar de não ter tido tanto contato como vc! E a Maggie! tb lembro ela filhote!

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