A terapia? Vai bem, obrigada.

Na verdade, nas últimas duas sessões eu chorei bastante. Não curto muito chorar na frente das pessoas, não gosto de mostrar fraquezas… O problema é que fica tudo acumulado, e do nada explode.

Ontem chegamos à conclusão que eu não quero crescer. Eu já tinha falado sobre isso aqui.

No fim de semana, fui com umas amigas pra praia. Entre assuntos bestas, muito papo sobre futuro. Pós-graduação, casamento, cursos mil… Nada, nada me atrai. Enquanto as três faziam planos para o futuro, eu só pensava o quanto a vida adulta é chata.

Adultos se distanciam dos amigos – todo mundo mora longe, trabalha/estuda muito, namora/casa e raramente tem tempo para outras coisas. E eu vou me isolando cada vez mais. Um saco.

Tô meio cansada de reclamar das mesmas coisas, por isso que esse blog tá tão às moscas.

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3 comentários sobre “

  1. Nao desista de colocar seus pensamentos aqui,é seu espeço,mesmo que as pessoas leem seu blog,ele é seu cantinho.
    É bom desabafar,por para fora,a terapia esta me ajudando muito nisso.
    Eu por vezes reclamo das mesmas coisas,ate se resolver,vao permanecer na minha cabeca e eu vou falar dela sempre…entao…se voce esta citando os mesmos problemas é que nao esta resolvido…eu penso assim.

    Bjaum bunita

  2. Srta! / Bee disse:

    Que raiva!! Não coloquei o email e perdi todo o comentário anterior. O que eu tava dizendo, em resumo, é que não é o medo de crescer, nem fugir de crescer… o que está na essência dessa sua postura ante a vida é, na verdade, a incapacidade de lidar com a incerteza. Porque só qdo somos adultos vivemos com os olhos no futuro. Ou achamos que deveríamos viver. Porque ninguém realiza tanto, está construindo tanto a própria vida, o próprio destino quanto o adulto. O velho, se é ranzinza, o é por viver com os pés e coração no passado, lamentar o que se foi… e não por ter algo a esperar. Para a criança, tudo é tão mágico, que a felicidade, a tristeza e tudo o mais que houver se encontra no presente: também não há o que esperar. Para o adulto, é outra história. Não é o distanciamento das coisas que vc falou, embora, num olhar mais superficial, possa parecer. É, na verdade, o medo de perder o controle. O medo do desconhecido. É, sobretudo, a incerteza. A coisa que vc teme é ter de administrar a incerteza. E quando a gente TEM um futuro (não temos nem a certeza de que o teremos – consciência da morte, fragilidade, vulnerabilidade física, etc surgem aqui), a gente espera algo, muitas vezes sem nem saber o quê… e nem sabe se vai MESMO se realizar. Trabalhe isso, que as coisas vão mudar.

    Abraço.

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