Em cada esquina uma saudade

As ruas de São Paulo (que não é MESMO a melhor cidade do mundo, mas é a MINHA cidade) exalam memórias. Não consigo passar pela Teodoro Sampaio sem lembrar vivamente do “Dia do Baixo”, quando fui com meus amigos, em 2002, procurar um baixo para um deles. Passamos a tarde entrando em lojas, mexendo em instrumentos musicais e rindo. Muito. O riso vinha tão fácil naquela época – em que todos eram amigos e os amores eram para sempre.

Não consigo andar pela Cardeal Arcoverde (paralela à Teodoro Sampaio, então sente o drama da região!) sem lembrar de vários fatos de 2006. Dos grandes porres, das caminhadas pela madrugada paulistana, dos meus sonhos que eram reais. Do documentário para a faculdade sobre arte urbana.

Não consigo andar pelo centro, nas imediações da Galeria do Rock, sem lembrar que eu já fui metaleira (ou quase), que andava pela galeria  com meus amigos e gastava todas as minhas mesadas acumuladas em cds – hoje tenho uns 200, que obviamente não ouço mais, mas não tenho coragem de me livrar deles. É muita memória. Cada música diz MUITO, mesmo que eu não ouça mais.

Não consigo passar pela Cardoso de Almeida sem lembrar de quando “roubamos” o carro do pai de um amigo e terminamos batendo contra o muro do cemitério, numa sexta-feira 13, ouvindo “Don’t worry, be happy”. Haha.

Isso sem lembrar das tantas ruas das imediações do Campo Limpo que registram lembranças a cada metro – onde tomei meu primeiro porre, onde tive minha grande primeira crise de choro por causa de um cara, onde amei, onde fui largada, onde cai bêbada…

É muita lembrança.

E puxa, como eu já fui feliz.

E meu deeeeeeeeeeeus, eu sou um museu.

9 comentários sobre “Em cada esquina uma saudade

  1. ai amiga, e a Augusta hein?
    altas historias pra contar, muitas risadas muita besteira …

    ainda quero tomar umas contigo!
    te contar minhas historias e ouvir as tuas!

    Minha São Paulo é linda!

  2. e. disse:

    Será q te conheço? morei no campo limpo, frequentei a galeria do rock e a vila madalena… mundo internético pequeno esse

  3. Nessas horas não bate a sensação que estamos um meio mto velhas, monte de histórias pra contar?rs

    Fico com essa sensação, e nada a ver, mas isso me lembra uma música do Rosa de Sarón. Doideira.

    ^^

  4. Todos somos um pouco museu…rs E cada esquina dessa cidade, cada rua faz despertar alguma lembrança em alguem… tenho otimas lembranças do Centro, da Liberdade, da Vila Madalena, Da Mooca, e de tantos outros lugares e ruas dai.
    Texto gostoso… memorias reais, e a vida que nos inspira

    Bjs

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