Essa vida louca que a gente leva

Ando sumida, eu sei. Morro de saudade da blogosfera. De todos que me liam e que eu lia também.

Mas esse é um prejuízo da vida louca que dói um pouco, mas é menos prejudicial do que estar completamente infeliz e sozinha, como eu era até pouco tempo atrás.

A grande novidade é: eu não odeio o meu trabalho. Não posso dizer que amo, porque trabalho é trabalho. Não acordo feliz, jamais. Tem mil pontos contra: ganho mal e sem nenhum tipo de vínculo ou benefício, é instável, é meio longe de casa, é assessoria de imprensa.

Still.

Eu não odeio.

Primeiro porque eu amo as meninas que trabalham comigo. Amo como a gente se dá bem, como a gente partilha de tantos gostos e opiniões – três filhas únicas, vejam só!

Gosto dos chefes também. Me incomoda um pouco o ambiente extremamente “lá em casa”. E a falta de planejamento e de organização – eu tenho que adivinhar o que fazer, muitas vezes. Mas prefiro isso àquele ambiente hostil de antigamente. (Sim, continuo cheia de rancor da minha ex-chefe).

Do meio de setembro até agora, estou completamente entupida de trabalho, como nunca antes na história desse País. Vivo preocupada e estressada. Nos últimos quinze dias, apenas em 2 consegui fazer 1h de almoço completa. Na maioria dos dias comia enquanto dava informações no telefone e organizava tabelas de excel.

Isso porque assessoro um resort que está sendo inaugurado na Bahia por esses dias. Sem citar nomes pra não me rastrearem, sabem como é. Mas não é difícil descobrir, se você me tem no facebook, no twitter, no linked-in. (Não tem? Adicione-me agora mesmo! Os links estão na barra aí do lado direito!)

Enfim. Corri atrás de tudo dessa inauguração. De celebridades que topassem ir sem cobrar cachê, operadores de turismo, jornalistas. Pode parecer fácil fazer um jornalista ou uma celebridade topar ir pra um resort na Bahia com tudo pago – avião, hospedagem all inclusive e todo o luxo. Mas nem é, viu. Ainda mais para alguém que está de fraldas no mundo da assessoria de imprensa.

Descobrir quem assessora celebridade X. Ouvir um milhão de nãos da grande imprensa. Explicar trezentas vezes as mesmas coisas. Convidar prefeito, governador, ministro, secretário. E alguns deles toparem!

Enfim. Tá foda. E como se não bastasse, ainda me deram um outro cliente. Uma rede de restaurantes de alimentação saudável – que eu já curtia antes da assessoria. Todo dia chego pra trabalhar tensa com a quantidade de e-mails na minha caixa. 30 só quando abro. Se for depois de um fim de semana, uns 50.

Dei umas surtadas. Fiz DR com a chefe pelo MSN.

Mas a vida vai indo.

Engordei mais um pouco – rumo aos 90 Kg (tenho 1,61 m). Minha pele está uma bosta. Meu intestino (que andava controlado) não funciona há 4 dias – simplesmente porque não me sobra tempo de fazer cocô. Não menstruo há 2 meses – e não estou grávida. Fiz teste hoje e tô limpa.

STRESS, mano. Do mais puro e estereotipado.

Ah! E ainda tem o cursinho. Óbvio que das 10 aulas da semana, mato 7. Desencanei das de exatas – só assisto a aula quando for alguma coisa que eu saiba rolar um potencial em mim (assisti aulas sobre matriz, probabilidade, geometria, Newton…). Mas vou te contar que as aulas de história – mesmo que um dos professores seja uma anta conservadora e tapada – e de geografia são o que me mantém. Puta felicidade estudar duas matérias que eu amo.

Aliás, dia 28 de novembro tamos aí prestando geografia na USP. Pra quê? Pra continuar estudando algo que eu goste. Nem pretendo me formar nem nada. Só quero continuar estudando – e de graça.

Enquanto isso…

Nos fins de semana, sou uma outra pessoa. Mais devassa e errada do que jamais imaginei.

Meus amigos dizem que eu tenho o melhor aproveitamento da galera.

Juro.

Tô bebendo, tô pegando, tô curtindo, tô rindo. Tô conhecendo e experimentando (nada homossexual, que fique entendido. Mas nada contra: se rolar vontade e oportunidade, estamos aí).

Nisso, sábado um dos caras que peguei nos últimos tempos me ligou. PRIMEIRA VEZ QUE UM CARA ME LIGA NA VIDA. Te juro. Acho que essa semana ligo de volta pra combinar alguma coisa. É que como a gente ficou foi bizarro demais até pras mentes mais sórdidas – era um chá de bebê. Já começa bem. Aí tenho medo que ele só queira putaria.

E ó.

Mó legal pegar geral e se sentir minimamente desejada.

Mas o vazio é o mesmo – nem uma suruba com 20 nêgos resolvem a falta de amor.

Enfim.

Estou saindo com vários grupos diferentes. Tenho ido a baladas mil. Outro dia dancei “onda onda olha a onda”. Dias depois, fui no “Coração Sertanejo”. No fim de semana anterior, “Stones Rock Bar”.

E pra completar, ganhei um par de ingressos para o show do Green Day, semana passada, escrevendo uma frase para o site da Rolling Stone. Puta orgulho. Mandei bem.

É isso, meus queridos.

Beijo para todo mundo. Meninas do twitter, meninas blogueiras e do twitter, meninos e meninas stalkers. Todo mundo aê merece aquele abraço.

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4 comentários sobre “Essa vida louca que a gente leva

  1. Sabe que gostei MUITO desse post, como já há tempos não gostava de ler alguém feliz? É, vc tá feliz, mesmo que não assuma. Ponto.

    Mas, vc tá ligada que eu moro na Bahia e sou fotógrafa??? Se rolar um freela aí, me inclua. Faço foto e filmagem, e o precinho, ó…

    Xêro!

  2. Anaaaa… vive muito por mim e por você… porque né? Eu casei e pegação geral não vai rolar nunca mais… rsrsr saidas mil, bem o marido só não é mais caseiro pq ainda tem que sair para o trabalho e para a faculdade… rsrsr

    Mas nem posso reclamar… é a tampa da minha panela sem duvida alguma e ainda me deu o pestinha magrelo mais amado desse mundo…

    Mas ó… se diverto muito muito mesmo… porque mesmo que isso não sirva pra nada, vai servir pra vc rir de vc mesma daqui 30 anos…

    beijos e saudades de te ler…

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