Europa vapt-vupt: Turquia e Romênia

Estou devendo esse post há dois meses. Vergonha. Mas vamos lá, antes tarde do que nunca.

Se você me segue no twitter sabe que em meados de novembro eu estive viajando com meu pai em mais uma das viagens bate-e-volta dele. Já falei outras vezes e repito: ele é fascinado por aviação, e a grande pegada, para ele, é antes um puta vôo, com boas comidas a bordo e bom serviço do que a parte terrestre da viagem propriamente dita. Além disso, ele gosta de viagens curtas: um, dois dias em cada destino e só.

Não é meu tipo ideal de viagem. Se posso escolher, gosto de ficar um tempo no lugar e conhecer bem, sem pressa. MAS VIAGEM CURTA É O QUE TEMOS, então não vou reclamar, claro.

A viagem se formou com a vontade do meu pai conhecer o castelo do Drácula (Conde Drácula, as in vampiro, mesmo), que fica em Bran, na Romênia. É que meu pai foi para a Romênia na época da União Soviética, mas o regime não autorizou a viagem do meu pai até o castelo. Ora vejam só, que coisa.

Pois bem. Uns 30 anos depois, a ideia volta. E para dar um up na viagem, meu pai decide que eu, que o acompanharia na jornada, deveria voar pela Turkish Airlines – na opinião dele, a melhor companhia aérea do mundo – e conhecer Istanbul, a cidade-limite entre Europa e Ásia.

Então lá fomos nós numa quarta-feira de novembro, mais precisamente dia 9.  Fomos para Guarulhos de metrô – morar do lado da mais nova linha amarela do metrô é bom demais. Faria Lima até República, de lá baldeação para a linha vermelha, desce na estação Tatuapé, pega um intermunicipal que pára em todos os terminais de Guarulhos. Preço total: R$ 7 por pessoa. Tempo: 1h. De táxi, custaria R$ 130 e demoraria pra lá de 2h. Um ótimo começo.

Diferentemente do meu pai, eu não tenho grande paixão pela aviação, não. Me amarro em sobrevoar lugares bonitos – costa africana, ilhas gregas, Malta… Muito foda. Mas confesso que não me sinto muito segura em avião, não. De qualquer forma, a Turkish Airlines é MUITO foda. Comissários super atenciosos, uma comida deliciosa – (as melhores comidas da viagem foram no avião, juro), uma bela seleção de filmes, séries, documentários, desenhos, TUDO naquela telinha individual genial. E até USB para ligar iPod/iPhone. SENSACIONAL.

Pois bem. Voo ok até chegar no meio do Atlântico, ali perto de onde o avião da Air France caiu. Lá por aquela área começou uma turbulência tensa, que só parou quando já estava chegando. Odeio turbulência, mó medo =|

Mesmo sabendo que avião é 2º transporte mais seguro do mundo, depois de escada rolante, dá um cagaço.

Enfim.

Chegamos em Istambul umas 17h do dia 10. Já era noite cerrada e garoava.  Um frio do cão. Cerca de 5ºC. Fomos para o hotel WOW – um puta hotel pertinho do aeroporto, razoavelmente barato para o alto padrão –  € 80 mais ou menos uma noite para meu pai e eu no mesmo quarto, breakfast included.

Jantamos no hotel um troço turco cheio de iogurte. Algo como almôndegas com iogurte. Bem gostoso. Enquanto isso, descobria as maravilhas de se ter um iPhone numa viagem – via roteiros, qualificação do hotel, dicas, mandava e-mails para a família e twittava loucamente. Isso que é vida.

11 de novembro – Istanbul (Turquia) – Bucareste (Romênia)

Acordei zuada. O banho piorou. O café da manhã embrulhou meu estômago mais ainda. Me sentia como se estivesse a 4 mil metros de altitude. Enjoo, cabeça estourando… Comi quase nada e deitei 10 min. Levantei um pouco melhor, mas correndo para ir pro aeroporto fazer nosso FREE ISTANBUL – a Turkish é tão foda que oferece para passageiros em conexão uma noite em hotel de graça OU um tour pela cidade. Optamos pelo tour.

Chato que o dia estava gelado e chuvoso. Istanbul ensolarada deve ser tão mais linda… Mas tiramos o máximo do tour, mesmo assim.

Nosso guia era um hippie turco. Ou quase isso. Atrás dele o Hagia Sophia.


Nosso grupo era uma coisa louca: Brasil, representado por meu pai e eu; um casal de americanos novaiorquinos que atualmente moram em Dubai; um cara da Geórgia (!); uma japonesa que mora na Etiópia (!!); e um cara do Uzbequistão (!!!).

Sob chuva e frio, às 9h, o passeio começou com um café-da-manhã turco. Recuperada do meu mal estar matinal, mandei ver:

Pepinos, tomates, azeitonas, um troço que parece apresuntado, uns queijos salgadíssimos que não se parecem com nenhum tipo de queijo que eu já comi, o bom e velho pão com manteiga e chá.

Depois seguimos para o centro histórico cercado pelas muralhas do Mar de Mármara, que protegiam Constantinopla (hoje Istanbul).

A primeira parada foi o Hippodrome, um espaço tipicamente romano onde se realizavam corridas.
No espaço cabiam  100 mil pessoas.
Da estrutura toda só restam o Obelisco Egípcio, o Serpentine e as Colunas de Constantinopla.

Em seguida fomos ao Blue Mosque, ou Mesquita Azul, construída em meados do século XVII pelo sultão Ahmet I.
Tava L-O-T-A-D-O de turistas. É uma mesquista imensa, e ainda assim não dava pra se movimentar lá dentro, de tão cheio. O exterior da mesquita. Bem no centro, acima do domo mais baixo, inscrições  do Corão em dourado. As pequenas torres com pontas chamam-se minaretes. O domo principal tem 22m de diâmentro!

O nome – Mesquita Azul – é por causa da coloração azulada das telhas, que produzem dentro do ambiente uma bonita luminosidade anil.

Os tapetes que cobrem o chão das mesquitas são sagrados e as tulipas desenhadas (na Mesquita Azul, a cor tambem predomina nas flores desenhadas, mas não é regra) têm toda uma simbologia para os muçulmanos. Por isso, só se entra sem calçados.

A próxima parada foi uma incrível  cisterna. Durante o império Bizantino muitas cisternas foram construídas debaixo da cidade para reservatório de água, que era trazida até elas por meio de aquedutos.  (Muito louca a inteligência e capacidade do ser humano, não?). Nesta cisterna que fomos, construída no século VI (!), os turcos fizeram colunas e vários ornamentos. No final do século XX a Turquia recuperou esta Cisterna, a maior e principal, chamada de Yerebatan Sarayi, e virou um belo ponto turístico. Olha que efeito incrível a iluminação nas colunas e no teto:

Várias carpas nadam silenciosas pela escuridão do subsolo turco…

Em seguida fomos à maravilhosa Hagia Sophia, que já foi a maior igreja católica do mundo (pré Basílica de São Pedro [Vaticano], off course), depois transformou-se na maior mesquita do mundo e continua, até hoje, sendo uma das grandes construções do ser humano, equiparável às pirâmides do Egito.

Para falar da Hagia Sophia preciso dar um breve histórico da Turquia: é um país que se orgulha da tolerância religiosa, que remete à história “troca-troca” do país, que já foi ocupado por persas, gregos, árabes, macedônicos e búlgaros. Mistureba de culturas, de religiões. Hoje, muçulmanos [maioria sunita, alguns xiitas] e cristãos convivem bem.

Pois bem. Hoje o Hagia Sophia tem um quê de católico e um quê de muçulmano. Foi construída, reconstruída, e re-reconstruída. Tudo começou em 390 A.D. (!!!). Em 532 D.C. tornou-se uma basílica católica. Em 1453 tornou-se finalmente uma mesquita. A basílica ganhou elementos islâmicos, como inscrições do Corão, e foram retiradas todas as imagens, de acordo com as leis muçulmanas. Mas muitos elementos católicos foram mantidos:

Tão vendo? Nas laterais, inscrições do Corão. No centro, uma imagem católica (acho que é Virgem Maria com Jesus no colo).

Eu posando no segundo andar da Hagia Sophia 🙂

Em seguida, fomos almoçar. Refeição xoxa, bons papos com a gringaiada do grupo discutindo suas línguas e culturas. Sempre em inglês, claro.

Por fim, como “brinde”, o guia nos levou ao Spice Bazaar, um mercadão de temperos, chás e muito mais, bem no centro da cidade. O maior desses centros é o Gran Bazaar, mas não dava tempo de ir até lá. Mesmo assim, fiquei encantada com a multidão, os cheiros, as cores do Spice Bazaar.

Diversidade de chás

Pimentas

Lanterninhas lindas que eu queria comprar para toda a galera, mas como raios ia carregar vários potinhos de vidro durante três dias de correria, troca-troca de transportes e hoteis? 😦

Não é maioria, mas encontramos com facilidade mulheres vestindo burca…

Antes de irmos embora de volta ao aeroporto, o céu abriu e o sol apareceu, só para termos uma bela vista da divisão Europa/Ásia:

Europa do lado de cá, Ásia do lado de lá. Boa parte da Turquia fica na Ásia, e faz fronteira com países como Iraque, Irã, Armênia.

O tour terminou onde começou: aeroporto. Fizemos o check-in e 17 e pouco partimos, também pela Turkish, para a Romênia.

Chegamos em Bucareste umas 19h. Obviamente, noite cerrada. E um frio sinistro (celular chegava a apontar temperaturas negativas!). Fomos para o hotel, Ibis Gare de Nord, de ônibus público. Custou $4 lei por pessoa. 1 £ = 4 lei (sim, mega desvalorizada a moeda romena).

Achamos que seria fácil achar o hotel, por estar localizado pertinho de um enorme terminal de trem em Bucareste, o Gare de Nord. Mas chegamos ao terminal e nos perdemos. Depois de uma ou outra informação – maior dureza achar gente nas ruas de Bucareste naquele frio e escuridão, ainda mais alguém que falasse inglês – mas no fim deu tudo certo. Achamos o Ibis, comemos no hotel mesmo e dormimos.

12 de novembro – Bucareste – Brasov (Romênia)

Acordamos cedo e dispensamos café-da-manhã (que, na Rede Ibis, não é incluso, e, pior: é caaaaro). Pegamos um táxi que por $ 20 lei deu um rolê pela cidade para nos mostrar os points. Andamos basicamente pela Calea Victoriei, que possui museus, prédios modernos e da época comunista, lojas e tal. Pena que o taxista falava um inglês bem toscão, ficamos sem saber várias coisas.

Passamos pelas principais construções do período comunista romeno, dentre elas a Casa do Povo, um prédio de mais de 350 mil metros quadrados. Enorme.
Durante o comunismo, abrigava todas as instituições estatais e o líder comunista Nicolae Ceausescu, que acabou assassinado pelo povo quando da queda do comunismo.

A foto tá ruinzinha, não dá a exata dimensão e imensidão do lugar, mas dá pra ter uma ideia da arquitetura quadradona, típica do período. Hoje o palácio abriga o parlamento.

Olha que graça uma igreja Otomana pertinho da Casa do Povo. Essa Igreja tem fortes ligações com a cristandade ortodoxa, e é comumente encontrada em países da Europa Oriental.

Um típico prédio da era comunista. Enormes blocos de concreto de cor cinzenta com milhares de janelinhas. Após a queda do comunismo, a maioria dos prédios sobreviveram, e os principais o capitalismo decorou: encheu de logos de multinacionais.

Bucareste me deixou a impressão de abandono. Por todos os lados vemos casas grandes e que um dia foram bonitas completamente abandonadas, cobertas de lixo e pichações.  Bucareste é uma cidade limpa, só que velha e melancólica. E coberta de pichações por todos os lados. Nem parece Europa.

Meu pai disse que após a queda do comunismo, a Romênia realmente esteve abandonada. Mas que recentemente passou por uma grande força-tarefa de restaurações. Só fico imaginando como Bucareste era logo após o fim do comunismo…

O táxi nos deixou na estação Gare de Nord. Compramos a passagem de trem para Brasov. Falta de informação é uma merda: ouvimos falar que cada passageiro pagaria uns 30 lei, acabou sendo 60 cada um. Também ouvimos que a viagem duraria 2h. Durou 4h30. Fuuuuuuuuu

Mas desgraça pouca é bobagem: o próximo trem só sairia em 2h e estava um frio de rachar cu na estação. Olhamos um lugar aberto e calefação – o que se destacou? MC DONALDS! hahahaha! Comi MC Donalds num país ex-comunista, gente! Isso é muito Fuck Yeah Capitalismo. ahhaha.

Mas a calefação salvou a pátria, tava tenso demais aquele frio. E MC tem wi-fi, então foi só diversão.

O trem tinha cabines, primeira e segunda classe e tal, mas nossos lugares, os mais baratos, eram meio zuados.

Mesmo longa, foi legal a viagem. Passamos por várias cidades, grandes e pequenas; vimos a vegetação mudando, vimos neve nas encostas; vimos pobreza e abandono.

Chegamos a Brasov 14h e pouco. Ficamos no hotel Pantex. Foi bem barato, coisa de $40 a diária para meu pai e eu, com café-da-manhã. Foi um bom hotel, com uma bela vista da sacada do quarto:

Aproveitamos a tarde para andar pelo centro, pertinho do hotel. Estava gelado, 2 ou 3ºC de acordo com meu celular.

Brasov está localizada na Transilvânia (reconhece esse nome? hehe). Tem um clima de cidade pequena, mas tem mais de 200 mil habitantes. Nos fins de semana, a cidade lota, por ser uma estância turística tanto no verão quanto no inverno (piscinas, pistas de esqui, teleféricos, trilhas para hiking…).

Desculpem aí pela foto grande que destoa do post, é que queria que o letreiro BRASOV no alto do morro Tampa – no melhor estilo Hollywood – ficasse visível. 

Nosso hotel ficava colado ao morro Tampa e ao começo da trilha que o corta. São 900 m de altitude, coisa pouca. Mas gostaria de fazer essa caminhada. Quem sabe um dia.

Piaţa Sfatului

Basílica Negra (foto roubada da wikipedia – não achava um ângulo que permitisse uma foto completa da igreja). Infelizmente já estava fechada, só vimos o exterior. O interessante dessa igreja, além de datar da Idade Média, é que a coloração escura das paredes é por conta de um grande incêndio que acometeu a cidade em 1689.

Papai observando a lateral da igreja

Daí começou a escurecer e esfriar cada vez mais. Antes de voltar pro hotel, combinamos com um taxista de nos levar ao Castelo de Bram – o tal Castelo do Drácula – no dia seguinte. Ele cobraria $ 80 lei (baratíssimo).

Jantamos no restaurante Transylvania, bem pertinho do hotel.

A lua estava cheia, o vento uivava e diminuía ainda mais a sensação térmica (certamente abaixo de zero). E cadê o Drácula, meu deus?

Jantar:

Uma cerveja tipicamente romena para começar. Não sou nada entendida de cervejas, mas achei essa Ursus um pouco mais leve que as nossas brasileiras comuns. Fora a cor – é tão clarinha!

Aperitivos romenos: pepinos, pimenta, frango, lombo, apresuntado.

Meu prato: não sou de viajar e pedir “filé com batatas”, tenho criatividade. É que a comida romena não é grande coisa. Meu prato era basicamente uma carne ao molho com polenta.

13 de novembro – Bran’s Castle – Bucareste (Romênia)

No café da manhã tinham vários tipos de pães, queijo, presunto, uns pratos quentes e até nutella. Lindo.

8h chegou o taxista pra nos levar pra Bran. 1h30 depois estávamos lá. Chegamos bem na hora de abrir e o castelo estava vazio.

Primeira impressão:

Que castelo pequeno!

E ao entrar, minha impressão aumentou: todos os cômodos são pequenos e apertados. Claro, não deixa de ser um castelo, mas não tem a imponência de outros espalhados pela Europa. Comparado ao Warwick Castle, que visitei em 2010 nos arredores de Londres, o Bran Castle é uma casinha geminada de dois quartos.

Mas os arredores compensam. O castelo fica no alto do morro e tem vista para toda a cidade, que tem resquícios de fortificações.

O castelo em si é decepcionante. Ainda bem que li a respeito antes, se não seria pior: só tem uma salinha nada a ver reservada às lendas de Vlad, o empalador – o tal Drácula, que diz-se que morou no castelo por alguns anos em meados do século XV.

A história, bem resumida, é a seguinte: Vlad era um imperador autoritário que acreditava em castigos severos para a falta de honestidade, roubos, preguiça (!!!)… O castigo: empalação. Sabe, empalar? Atravessar o corpo de uma pessoa com um pau?

E dizem que ele curtia assistir empalações enquanto comia.

Aí junta essa história real com histórias de espíritos que circundavam a Transilvânia, e acrescentemos a imaginação de Bram Stocker, escritor irlandês responsável pelo antagônico romance “Drácula” (que acabou inspirando desde romances de Anne Rice até os vampirinhos que brilham, hoje em dia – tudo surgiu com o DRÁCULA, de Bram Stocker – LEIAM, gente!).
A história do sugar sangue o autor pegou dos morcegos que vivem nos pampas sulamericanos que sugam sangue de bovinos; daí veio também a história do morcego se transformar no vampiro. E assim vai.

Enfim, voltando: todos os cômodos do castelo remetem à última moradora, uma rainha no século XX e sua família.

Uma foto do interior do castelo.

Uma das torres

Na área externa, o elemento mais Idade Média que vi no lugar. Uma cruz românica cheia de entalhes e símbolos.

Eu, a cruz e o castelo no alto do morro

Arredores do castelo. Olha que graça esse lago – e a água estava completamente congelada! Muito chique isso.

Depois meu pai fez um acordo com o taxista – que não falava patavina de inglês – e ele nos levou direto à Bucareste. $200 lei a viagem inteiro, €50 mais ou menos.

Chegamos no hotel de Bucareste – dessa vez um perto do aeroporto, já que nosso voo para Istanbul no dia seguinte era 7h da manhã – e demos uma bela dormida. Acordamos para jantar, no hotel mesmo.

14 de novembro – Bucareste – Istanbul – São Paulo

Dia de partir 😦

Viram como foi rápido? Mas bem aproveitado, não acham?

No controle de passaporte no aeroporto de Bucareste o cara da polícia federal olhava nosso passaporte e nossa cara-passaporte-cara-passaporte-cara. Me senti uma cubana entrando nos EUA. Isso porque eu tava saíndo do país dele! VAI SE FODER.

Já de volta a Istanbul, tínhamos 3h antes do vôo pra SP. Bom para comprar, já que o aeroporto é cheio de lojas. Foda que é tudo em euro. Preços de produtos em aeroporto já são caros, em euro, então! Ó céus. Mas comprei umas besteirinhas. Nada do que me pediram, infelizmente. Ou porque não tinha dinheiro, ou porque simplesmente não vendiam – por exemplo, nem na Romênia nem na Turquia achei lápis para vender! c/c Belmasc

Comprei basicamente chocolate e doces turcos.

E um sorvete de pistache da terra do pistache. O sorvete era denso e grosso, e com uma farofinha de pistache ainda por cima. DIVINO. E a barraquinha que vendia, que fofura.

Bom. O vôo foi completamente diurno.

Para passar o tempo assisti mil episódios de Friends, The Big Bang Theory e How I Met Your Mother que a tevê portátil da Turkish disponibilizava.

Serviram o almoço enquanto sobrevoávamos a costa oriental africana, ó que foda:

O almoço foi delicioso.

Tomei duas garrafas de vinho branco para comer o salmão grelhado com legumes e purê de batata, homus, saladinha e mousse de amêndoas (GZUZ QUE DELÍCIA). Meio beuba dormi.

Acordei com o balanço tenso do avião novamente passando pela área onde o avião da Air France caiu. Juro que não é minha imaginação.

O avião só se aproximou da costa lá pelo Espírito Santo e foi pelo litoral até o Guarujá, mais ou menos, mas do norte do Rio pra baixo, tudo nublado e chovendo. Uma pena, iamos passar por tooodo o litoral carioca e norte de SP.

Daí chegamos a GRU.

FIM.

6 comentários sobre “Europa vapt-vupt: Turquia e Romênia

  1. Bel disse:

    Ai, que eu viajei junto! Adorei os detalhes, mesmo com tanto palavrão! hahahahaha

    O castelo do Drácula não é meu tipo de programa, ainda mais depois da descrição que você deu… eu ficaria mesmo em Istambul! Quando estive em Veneza, tinha um outdoor cinco vezes maior do que o tamanho normal com uma propaganda de Istambul, que me fez babar pra conhecer. Um dia eu vou, mas com certeza não vou ficar lá só um dia! 😉

    E

    • anamyself disse:

      Pois é, Bel. Um dia ainda volto pra Istanbul e fico mais de um dia, com certeza! E daí procuro pelo seu lápis!
      ihihih

      =)

  2. Bel disse:

    Ops, entrou antes de terminar de escrever…

    Que pena que não teve lápis pra minha coleção… Bléh!

    Bjooooo

  3. alinemonteirohb disse:

    Oi, Ana!
    Adorei o seu passeio. Mesmo vapt-vupt, foi bastante rico, cheio de coisas interessantes.
    A Hagia Sohiia é um dos lugares que eu gostaria de conhecer, sem contar o castelo de Drácula. Além do livro do Bram Stoker, tem um muito bacana sobre a lenda, O Historiador. Foi um dos que eu mais gostei sobre o conde Vlad.
    Bjo!

  4. Marcelo Fernando Dellagnolo disse:

    Nunca li um depoimento com tamanha riqueza de detalhes.
    Parabéns mesmo; você aconselharia uma viagem para conhecer o tal castelo?

    • anamyself disse:

      Oi Marcelo,
      Que bom que gostou!

      Olha… Uma viagem só para conhecer o castelo acho que não. Mas para conhecer os entornos, passar uns dias em Bran e nas cidades próximas, e, claro, dar uma passada no castelo… certamente recomendo! 🙂

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