EUA 2012 – parte 3 – Nova York

E chegamos à parte final desse longo post e dessa deliciosa viagem, iniciada em Miami, continuada em Orlando e terminando em Nova York, meu objetivo primeiro, embora a viagem inteira tenha sido ótima.

Chegamos à Nova York pelo aeroporto JFK. Primeira coisa notada: ROMERO BRITTO. O aeroporto tem ilustrações e esculturas do pernambucano por tudo que é canto. No centro do Desembarque havia uma enorme “big apple” com texturas do artista. Aliás, em Miami, há várias lojas com objetos a la Romero Britto, e até personagens da Disney. Tá com tudo o cara.

Fomos procurar transfer para o hotel (U$ 25 cada, mais ou menos), mas nos indicaram um táxi: como estávamos em 2, seria vantajoso, além de mais confortável e rápido. Na realidade, custou U$ 50. Mas a rapidez compensou. Além de que andar nos famosos  e tradicionais táxis amarelos é uma parte importante da cultura novaiorquina.

NY estava gelada. Coisa de 5ºC, tempo fechado e ameaçando chuva. Ainda assim, apaixonante.

Chegamos ao albergue de tardinha. O HI NY é muito bom. Um dos melhores em que já fiquei. Localizado em UPTOWN, lá pela 103 th street (mas isso não é tão longe como parece). O quarto – premium, para 6 pessoas, misto, com café da manhã incluído – custou U$ 245,00 por pessoa, para 5 noites (NY é muito cara, gente). O banheiro era fora do quarto, mas de ótima qualidade. Assentos de privada descartáveis, secadores nos banheiros, boxes sempre limpos, com sabonete líquido. Aliás, o hotel inteiro era limpo, agradável e aconchegante. Não chegamos a participar de nenhuma atividade promovida por eles (tinha coisas incríveis, incluindo gospel no Harlem, mas a Pri não quis ir =/), mas percebe-se que eles são muito organizados e preocupados com nosso bem estar. Além disso, os funcionários também eram super prestativos.

Largamos nossas coisas e fomos dar uma volta pelos arredores. Pensamos em ir até o Central Park, mas erramos o caminho e acabamos em outro parque, o Riverside Park. Ó que coisa mais novaiorquina gostosa, minha primeira foto por lá:

Andamos um pouco no parque e daí começou a chover. Já estava anoitecendo e resolvemos ir para o albergue, comer alguma coisa e dormir cedo. Uma ótima escolha.

Para nosso tour por Nova York, compramos o City Pass. Já tinha utilizado o livrinho de vouchers em Toronto (Canadá, 2004), e gostei da ideia. Como primeira visita à cidade, e poucos dias disponíveis, o livrinho ajuda a organizar nosso tempo e nossos interesses. Além disso, as filas são menores e, geralmente, o preço vale a pena. Por U$ 72 por pessoa, tínhamos 7 ou 8 atrações, entre museus e passeio a Statue of Liberty. Inauguraríamos o livrinho no dia seguinte.

2 de abril – 

Depois de um café-da-manhã com bagel, chocolate quente e banana, pegamos o metrô e fomos até a famosa Times Square. Nos perdemos um pouco para chegar até a lendária esquina, mas foi bom. Olha só na frente do que tirei foto:

Sede do The New York Times 🙂

Também entramos em lojinhas e grandes lojas, tiramos fotos na entrada do museu de cera Madame Tussaud (não rola gastar U$ 40 pra entrar, gente), e com o cartaz do musical de Mary Poppins:

Até que, eis a Times Square, cheeeia de turistas, moradores, trabalhadores, gente do mundo:

Continuamos passeando até nos depararmos com uma fantástica e enorme loja da MM’s. TRÊS andares de produtos da marca, além de todos os tipos e cores de mm’s possíveis.

Saí de lá com MM’s de coco, de amêndoa, mentolado, de frutas vermelhas… Paraíso dos gordos. Incrível ♥

Rumando ao 30 Rockfeller Center, ainda passamos pela loja da Nintendo World – o sonho dos nerds, viciados em games e tal – que não despertou grandes paixões em mim, ainda que eu entenda o apelo, curti mesmo foi o segundo andar, onde rolava uma exposição da história da Nintendo – a evolução dos consoles, do Mario Bros., do Donkey Kong.

E a famosa pista de patinação no gelo, na frente do Rockfeller Center? Queria ir, mas era caaaro e estava sempre cheio!

Enquanto não dava nosso horário para subirmos ao Top of the Rock (o topo do 30 Rock), almoçamos pizza, tomei um Starbucks e entramos na esplêndida catedral neogótica de St. Patrick’s.

E os seriemaníacos, tão na área? Reconhecem essa imagem? 😉

Finalmente, hora de admirar NY no Top of the Rock!

E não podíamos ter escolhido um dia melhor. Claro, azul e sem névoas. Perfeito! E soltem os cabelos!

Ó o Central Park dominando a cena. E o rio Hudson.

Do outro lado. No cantinho superior direito vemos a ponta do Empire State, nossa próxima parada!

Ok, na verdade, nossa próxima parada foi a loja da Lego World. Depois, mil lojinhas de souvenirs, entre as quais, achei essa preciosidade:

Chegamos ao Empire State no lusco-fusco. Achamos que seria uma boa ideia matar os dois passeios panorâmicos no mesmo dia, e aproveitar que era segunda-feira (e a esperança de menos filas). RIGHT. Saca só a entrada do Empire State pra turistaiada ir no topo:

O INFERNO NA TERRA. Ficamos mais de 2h na fila, anoiteceu, batemos papo com brasileiros, brigamos com adolescentes americanas fura-filas e, horas depois, fomos ao topo do Empire State.

UM FRIO DO CAPETA.

Isso é tudo que consegui com uma câmera nada ideal para fotos panorâmicas noturnas e tremendo de frio.

Cinco minutos depois estávamos de volta ao saguão.

E nisso já eram umas 21h. Pegamos o metrô e, quando vimos, nossa única opção de jantar era Mc Donald’s. E assim foi.

3 de abril – 

Depois do café-da-manhã, fomos andando até o Museu de História Natural de NYC.

1º: indignação. Que porra de mapa sulamericano é esse? Desde quando o Brasil inteiro é dominado pela Amazônia? Hello, geografia, prazer.

Tirando isso, foi muito legal ver um dos maiores acervos de esqueletos de dinossauros do mundo:

Mamute e eu

Saímos do museu e fomos andar no Central Park, aproveitando a tarde linda que fazia.

Também visitamos o cantinho que é uma homenagem a John Lennon, o Strawberry Fields:

E, claro, passamos na frente do The Dakota, onde John Lennon foi assassinado há mais de 30 anos.

Depois de jantar Subway e voltar ao hostel, descobri que tinha perdido meu NY City Pass. Azaaaaaaaaaar. E descobri que não tinha como pegar outro. Me fodi bonito. Mas a gente pensou num esquema para eu não me foder tanto, e deu certo, no fim: iriamos nos museus em dias em que a entrada é mais barata; e uma alemã do nosso albergue me disse que no MOMA ela conseguiu pagar meia só com o boleto da faculdade, provando que é estudante. E todo em alemão. Como eu tinha levado pros EUA comprovante de matrícula da USP (com medo da imigração), pude aproveitá-lo.

4 de abril – 

Acordamos cedinho para ir à Estátua da Liberdade. O dia estava azul, agradável e lindo. Mas a fila para os barcos que vão até a ilha onde está a estátua era assustadora. Algo em torno de 2h. Mas fazer o quê, né…

Na fila, demos uma de americanas e comemos um pretzel bem gooooordo e grande:

O passeio de barco tava incluso no city pass, mas como perdi os vouchers, tive que comprar. Sem drama: custou U$ 13, só. Incluindo ida e volta e parada no museu da imigração da Ellis Island.

Bom, a primeira percepção da estátua da liberdade é a seguinte : QUE PEQUENA.

Nós, acostumados com a imponência do Cristo Redentor, nos impressionamentos com a Estátua da Liberdade, que tem mais nome que tamanho.

A volta pela ilha é bem rápida. Parando para tirar mil fotos, não dá mais de meia hora.

Mas o legal mesmo da ilha é a vista do skyline de Manhattan –

E as frondosas árvores floridas, na própria ilha – 

O museu da imigração é bem interessante. Mostra como a galera se ferrava na chegada aos Estados Unidos – ficavam em quarentena em verdadeiras prisões, eram catalogados como animais, coisas assim.

É bem deprimente, mas é história viva. É o sangue que ajudou a construir os Estados Unidos.

Olha um esquema de como era a inspeção para entrar nos Estados Unidos –

Ao voltar para NYC, já no finalzinho da tarde, resolvemos visitar o Memorial do 11 de setembro. No lugar das torres destruídas pelo atentado, fizeram uma fonte com o nome de todos os 10 mil e tantos mortos. Impactante.

Mas sabe a grande escrotidão? A MEGA RÍGIDA segurança ao redor do memorial. Passamos por raio-x, apalpações, uma fila quilométrica pra ver a porra da fonte.

Uma paranóia fodida. E irritante.

Próxima parada: metrô.

No caminho, nos deparamos com uma lindíssima igreja no melhor estilo história de terror, com cemitério do lado e tudo:

Na igreja estava começando uma missa. E tinha canto gregoriano! Incrível!

Depois fomos bater perna pela Times Square e entrar em lojas. Sephora, Victoria Secrets, H&M e tantas grifes que fazem os consumistas – not us – pirarem.

Impressionante como as coisas são baratas.

Comprei S-E-T-E produtos da Victoria Secrets, entre sabonetes líquidos, hidratantes, gloss e talz, por U$ 35! Coisa linda.

Começo a entender gente que viaja só pra fazer compras, viu.

Jantamos fast food vagabunda em um muquifinho da 6th avenue.

5 de abril – 

No nosso penúltimo dia em NYC, decidimos fazer um mega combo, incluindo zoológico, almoço bom (pra variar), MOMA e Broadway.

Começamos com o zoológico do Central Park. Pequeno, mas muito interessante. Rola um ambiente fechado que simula regiões tropicais – e é simplesmente incrível! Uma mini-floresta super úmida, com várias aves tropicais lindas, sapos venenosos, baratas, cobras… E era quente mesmo! Tiramos nossos casacões – tava uns 5ºC na rua – e até sentimos calor.

Na área externa, uma piscina enorme tinha várias focas felizes e saltitantes. Também tinha o tanque dos ursos polares, e tinha um lince maravilhoso 

A loja do zoológico é incrível, bichos de pelúcia de tudo que é animal. Ó que lindo o povão que a Pri viu (mas não comprou):

Depois fomos para a Times Square tentar comprar ingresso para um musical da Broadway. 1h e pouco de fila e conseguimos: U$ 80 dólares cada para assistir “O Fantasma da Ópera”, na mesma noite.

Daí almoçamos no Planet Hollywood. Sempre incrível, com peças, assessórios e roupas usados nos filmes. Já na entrada tinha o clássico vestuário de Charlie Harper (Two and a Half Men) e um enorme coringa (fase Jack Nicholson). Almoçamos bem e seguimos adiante, rumo ao MOMA – Museu de Arte Moderna de NY, sede de algumas das principais pinturas da humanidade, tipo:

“Starry Night”, meu quadro preferido EVER, do Van Gogh;

Persistência da Memória – o quadro dos relógios vazando, do Salvador Dalí (tão pequeniniiiinho o quadro)

Roy Lichtenstein;

Isso sem falar de uma porrada de arte contemporânea bizarra, tipo Marcel Duchamp:

(não curto essa história de pegar uma privada e falar que é arte)…

Vimos tudo super correndo.

Na volta, passamos numa loja fantástica do Lindt, uma das melhores marcas de chocolate do mundo. De falar em Lindt minha boca saliva. É bom demais. Comprei algumas barras bizarras – tinha uma de pimenta (ok) e outra com um leve toque de sal marinho (!!!) que dei pro meu pai e ele A-M-O-U (de fato, era interessante).

Próxima etapa: O FANTASMA DA ÓPERA.

Olha… Muito bonito, mas SOOOOOOOOOOOOOOOOO FUCKING BOOOOOOOOOOOOOOORING. Puta merda, que troço chato.

Primeira consideração: não entendi metade da peça;

Segunda consideração: B-O-R-I-N-G.

(minha tia atriz me deu bronquinha por ter ido no Fantasma da Ópera. Ela disse que valia mais a pena ver Mary Poppins, Rei Leão, qualquer coisa.)

Terminou tardão. Antes de voltar pro albergue mandamos um MC Donalds (é, eu sei).

6 de abril – 

Última dia de hostel. Último dia da Pri em Nova York. Penúltimo dia meu.

Ainda tava faltando irmos ao Metropolitan Museum of Art, e foi nele que gastamos o dia inteiro – deveriamos ter passado uns 5 dias lá, isso sim. Tantas alas que não deu pra ver!

Pinturas, esculturas e objetos que são marcos da humanidade, que que remetem a séculos de descobertas das civilizações oriental e ocidental. Um dos grandes museus do mundo.

Vang Gogh:

Monet:

Peças árabes:

Sala dos tapetes turcos:

Uma ala ENORME e apaixonante do Egito (só não tinha múmia, pena).

Isso sem falar da enoooorme ala greco-romana, das salas com armas medievais (INCRÍVEL), da arte da Mesopotâmia…

É um puta museu. Vale a pena (se você curte museus – eu amo).

Saímos de lá – com muito ainda para ser visto, infelizmente – e fomos comer Cheesecake em uma bakery recomendada pelas nossas roomates alemãs do hostel, o Magnolia Bakery.

Mandei um “Caramel Pecan” dos deuses. Que delícia (pagando U$ 7 dólares o bolinho devia até ser de ouro).

Já no lusco-fusco, voltamos para o albergue para as mudanças de hoteis. Primeiro levei minhas coisas para o Mayfair New York, no coração da Midtown, em plena 49th. A minha última noite foi outro presente do papai. Bom mesmo, porque custou U$ 190 UMA NOITE, sem café da manhã. Falei que NYC é cara, gente.

Os funcionários eram SUPER prestativos, me ajudaram muito com tudo. Mas o quarto era um cubículo, mal coube minha mala. O que importava mesmo era uma cama e um banheiro só pra mim.

Em seguida voltei ao metrô e fui com a Pri para a Chinatown, onde ficava a espelunquinha em que ela passaria a última noite.

No metrô, uma mulher esnobe nos recriminou por estarmos indo com mala e cuia para Chinatown durante a noite. Ótimo, pq a Pri já estava morrendo de medo de passar a última noite lá, e implorou para ficar comigo – além de eu me recusar, o TAMANHO DO MEU QUARTO também recusou. Mas nem em sonho caberíamos nós duas e todas as bagagens no quarto.

Uma vez na Chinatown, jantamos em um asiático por lá, e vejam que coisa, foi a refeição mais saudável em 6 dias de Nova York.

Suco de frutas N-A-T-U-R-A-L (vcs não sabem a dificuldade de se achar um suco natural nos EUA) e uma espécie de yakisoba, só que mais gostoso.

Depois disso voltei para o meu hotel e dormi feliz e contente na minha cama grande, sem roncos, sem bagunças (além da minha), com banheiro só pra mim.

7 de abril – 

Último dia 😦

Acordei bem cedinho para aproveitar minhas últimas horas. Tomei um bom banho e desci pra recepção, onde o moço recepcionista  super atencioso me explicou como chegar até o limite da ponte que liga Manhattan ao Brooklyn – meu programa do dia seria atravessar seus quase 2 km de extensão.

Estava um dia lindo, e acho que metade da população mundial resolveu fazer o mesmo passeio que eu. Com isso, tirar fotos ficava difícil. Verdadeiras multidões passando por tudo que era lado.

Fora que a Brooklyn Bridge tava em reforma. Vários pedaços com tapume, mó triste. Ainda assim, foi um passeio fantástico, até porque gratuito.

Se liga no ‘visu’, que incrível! E no dia radiante!

NYC é só amor ♥

Brooklyn Bridge acá e Manhattan Bridge acolá.

Daquelas fotos que a gente sente orgulho:

Cheguei no Brooklyn e dei um pequeno rolê pelo parque que fica no fim da ponte.

Voltei pra NY e já tinha passado do meio-dia. Meu plano era ir no Museu do Sexo , mas saber que a entrada era mais de U$ 20 e seu acervo não era tudo isso, me bodiou. Acabei só visitando a lojinha. Incrível. Tinha um vibrador de U$ 250 (POIS É) que funcionava ao toque. Tipo, apertar forte, vibrava forte. Incrível. Fora bavárias invenções bizarras e coisas com formatos esquisitos.

Já no caminho de volta descobri uma feira de rua incrível, não lembro se na 6th ou na 7th avenida, sei que tomava quarteirões e mais quarteirões, e vendia desde comidas estranhas, sucos, bebidas, a vinis raros, roupas de brechó… Dava para gastar um dia inteiro.

Voltei ao hotel, peguei as malas e pontualmente no horário marcado pela internet, o shuttle para o aeroporto de Newark foi me pegar.  Cheguei no aeroporto mega cedo: 17h. Meu vôo era só às 21h e pouco. O jeito: conhecer CADA CENTÍMETRO QUADRADO e CADA LOJA do aeroporto – check, depois comer no restaurante japonês do aeroporto, com direito a drinque, e, por último, cervejas na chopperia, do lado do portão de embarque.

E assim terminou minha viagem incrível. =)

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