Maranhão 2012 – São Luiz, Alcântara, Barreirinhas, Lençois Maranhenses

Mais uma viagem completada, mais um post atrasado. A gente faz o que pode.

Depois de voltar dos EUA e retornar à rotininha de sempre, comecei a bolar a próxima viagem. Aproveitei o feriado de Corpus Christi, em junho, e minhas 8 mil milhas da TAM Fidelidade expirando no mesmo mês e fui, sozinha, ao Maranhão. Passei muito calor, comi e bebi muito, andei mais ainda, conheci lugares incríveis, uns desertos e outros nem tanto e, o melhor, gastei pouquíssimo!

Quinta-feira, 7 de junho – 

Saí de casa sob chuva e 10ºC de temperatura e fui até o metrô Tatuapé pegar aquele ônibus lindo que faz o trajeto entre a estação e o aeroporto de Guarulhos por meros R$ 3,90, o Bus Service dos pobres. Fiquei decepcionadíssima com a TAM, pela primeira vez: em quase 4h de vôo (Maranhão é quase norte, gente, é longe), só serviram um bolinho xexelento da Bauducco e refrigerante. Jurei que ia ter almoço, poxa😦

Cheguei em São Luís 14 e pouco da tarde. No aeroporto, que é um puxadinho desprezível (tá em reforma para a Copa do Mundo), me informei sobre passeios pela cidade, atrações e festas juninas.

De busão público – não custou nem R$ 2,00 – fui até o centro histórico, onde ficava a pousada que reservei. Desci no ponto errado, me perdi pelo centro e morri de medo – a cidade estava ÀS MOSCAS. Moro em São Paulo, gente, esqueci que geralmente, nos feriados, os centros ficam completamente vazios.

Ou seja: me perdi, as ruas não tinham nomes e eram todas iguais (ruelas com casas antigas com azulejos) e não tinha UM SER VIVO pra perguntar. Isso sem contar os 33ºC, claro.

Sabe-se lá como, guiada pelos santos juninos talvez, cheguei à Pousada das Águias. Paguei R$ 180 por duas noites. E SOFRI. Primeiro porque o quarto tinha uma janelinha micro que dava para um corredor. Claustrofóbico. O Maranhão é quente feito rabo do diabo (com todo o respeito) e ficar num quarto sem ventilação natural É A MORTE. Just saying. O quarto era limpo, tinha ventilador, wifi, o café da manhã tinha bastante fruta, cereais, pães, tudo certo. O chuveiro era em temperatura ambiente – isso realmente não faz diferença, já que você não pára de suar um instante sequer e jamais cogitaria banho quente. Mas o lance da ventilação… Foi foda.

Sei que deu medinho sair andando pelo centro, estando aquele ermo, e preferi esperar anoitecer para ir à festa junina.

Saí no lusco-fusco. Ó que lindo o pôr do sol sobre a ponte que divide a cidade velha da cidade nova:

Organizada pela Prefeitura (e comemorando os 400 anos da cidade), a festa junina ocupava a Praça Maria Aragão e duraria até 1º de julho. Comidas típicas, produtos artesanais, apresentações de boi bumbá e várias outras coisas animariam a festa, cuja entrada era gratuita.

(lotaaaaaaaaaaado)

Comi arroz de cuxá (prato típico maranhense, a base de uma plantinha azeda, a vinagreira), comi bolinho de camarão, comi crepe, bebi bastante cerveja. Só passei o Guaraná Jesus.

Assisti algumas apresentações, lindas.

Cansada, fui andando em direção à pousada. No caminho, uma música forte de festa junina foi se aproximando. A segui e fui parar nesse lugar:

Igreja de Santo Antonio!

Me apaixonei. Numa pracinha fofíssima, locais – e apenas eles – se reuniam para festejar o cunho religioso da festa junina. Assisti um pouco, tomei mais cerveja e, finalmente, umas 23h, voltei pra pousada. E quase não dormi. Mesmo pelada, com o ventilador a milhão na cara, o calor era demais.

Sexta-feira, 8 de junho – 

Acordei cedinho para ir para Alcântara. Tomei café-da-manhã e fui até o pier, pegar o barco, que custou R$ 12. A travessia, de cerca de uma hora, foi desagradável, já que ficamos em um compartimento interno, fechado.

Chegando à Alcântara, penei. Bem na chegada, vários guias te abordam, se oferecendo para te acompanhar. Eu não sabia que guia era essencial, inclusive para almoçar e ir embora, e me ferrei.

Fui andando a deus dará, sem mapa, sem noção de localização. A sorte é que a vilinha é pequena, e que tinham alguns grupos passeando pelo lugar. Acabei seguindo um desses grupos, para pegar as informações que o guia contava [única fonte de informação possível, aliás; não há plaquinhas, descrições, nada].

Essa é a Praça da Matriz. Atrás de mim, as ruínas da primeira igreja de Alcântara, que data do século XVII.

Nessa mesma praça está a antiga Cadeia e diversos casarões, um deles, sede do Museu Histórico de Alcântara.

Custa só R$ 2,00 para entrar (estudante paga meia), com direito a guia, e é bem bacana. A fachada é toda revestida de azulejos até que bem conservados:

O museu recria a estrutura das casas no período colonial, com móveis, louças e artes, além das 2.000 peças de mobiliário e louças doadas por D. Pedro II.

Ainda seguindo o grupo, fomos à Igreja Nossa Senhora do Carmo, que tem um altar lindo revestido de ouro:

Depois, continuei seguindo o grupo para almoçar – o restaurantes acho que só abrem pra grupos.

Comi camarões, arroz de cuxá e pirão.

Alcântara também possui um Centro de Lançamento Espacial (pois é!), mas é loge da Vilinha, requer transporte e talz. Deixei prá lá, querendo voltar cedo pra São Luis. Só que não consegui: as passagens de volta são negociadas pelos guias; é difícil encontrar passagem para horário decente na agência, na frente do porto. E por isso me ferrei. Eram 14h, e só tinha vaga no barco das 17h!!! O sol tava tão quente, o calor tão… equatorial… que só pude me refugiar numa lanchonetezinha e ficar horas e horas moscando.

Quando finalmente voltei – dessa vez era um barco decente, um enorme catamarã – achei sinceramente que o barco ia virar. De lembrar me dá frio na barriga, te juro. A galera até gritava. Uns se achando num parque de diversão, outros com medo, mesmo. 1h de apreensão no mar super agitado – todos falam que a travessia não é nada segura.

Mas cheguei sã e salva, e aproveitei para passear pelo centro histórico de São Luis, apreciando um local que é tombado como Patrimônio Histórico, e que têm raízes portuguesas, holandesas e francesas. O centro mais bem preservado do Brasil. São mais de 3 mil imóveis tombados. Os azulejos, marca de São Luis, são uma invenção dos locais para diminuir o desconforto térmico por conta do calor, mantendo o interior fresco (a medida do possível). Muitos são sede de museus, restaurantes, pousadas, bares (todos cheios numa sexta a noite).

Optei por jantar no Restaurante do Senac, restaurante-escola famosão e super recomendado por todos. Comi risoto de queijo de coalho com carne seca. O prato tava lindo (não tirei foto, sorry), mas não era tão bom, assim. Meio sem graça, na verdade. Tampouco achei o preço tão razoável, como me recomendaram. Gastei quase R$ 40 – se bem que era a la carte; o esquema lá é buffet, mas só rola no almoço.

Minha intenção era ir no famoso Reggae da escadaria (não gosto desse tipo de música, mas tô na chuva tenho que me molhar). Só que ainda eram 20h e o Reggae só começaria lá pela meia-noite. Miei, é claro. Voltei para a Pousada e capotei, para ficar inteiro para os Lençois Maranhenses, no dia seguinte.

Sábado, 9 de junho – 

Por pura preguiça de madrugar, optei por ir ao Terminal Rodoviário de táxi. Lá se foram R$ 20 e poucos, mas tudo bem, faz parte. Já tinha comprado minhas passagens de ida e volta pela internet, no site da Cisne Branco, que faz o trajeto São Luís-Barreirinhas, e foi só trocar no guinchê e entrar no ônibus. Suave.

Foi uma loooonga viagem, cheia de paradas, no meio da estrada, inclusive. Saí às 9h e cheguei lá 14h.

Antes de viajar li que é fácil demais arranjar os passeios, que tem gente te pegando na rua e oferecendo pacotes: é verdade. Mal desembarquei do ônibus, procurando sinalização para achar a pousada, e já veio um cara perguntando pra onde eu tava indo, o que queria fazer nesses próximos dias. Deu até medo, mas ele tava todo uniformizado, e disse que trabalhava na pousada onde eu ficaria! Ó que beleza! Mais: me ofereceu carona de moto até a pousada.

– Desde os 3 anos de idade não subia em uma moto, me pelava de medo. Continuo com medo, mas foi delicioso passear 2 ou 3 minutos na garupa, com o vento fresco na cara… –

No fim fechei os passeios com esse mesmo cara, que era de uma agência chamada São Paulo. Inclusive, peguei um passeio – o “Grandes Lençois” para dali a poucos minutos. R$ 50 o tour que duraria o resto da tarde.

Foi o tempo de chegar na pousada – Vitória do Lopes, R$ 50 a diária, com café da manhã (humilde mas gostoso), ar condicionado no quarto e próximo ao Beira-Rio (onde fica o buchicho noturno) – trocar de roupa e subir no jipe que transportaria o grupo até a entrada do parque dos Lençois.

Atravessando o Rio Preguiças🙂

No jipe

A entrada do Parque dos Lençois. Atrás de mim, dezenas de jipes idênticos largando turistas (me perdi para achar o meu jipe depois!, juro). À frente, a imensidade do deserto nordestino

Uns 15 minutos de caminhada – com o guia sempre a frente, cuidado para não se desviar do caminho e se perder! sério! – e chegamos à Lagoa dos Peixes:

Lagoa dos Peixes – a única com bastante água e que demanda pouca caminhada, portanto, BOMBANDO.

A Lagoa dos Peixes tem esse nome porque – guess what – têm peixes. Muito louco isso, um lago no meio de um desertão com seres vivos! Criacionistas e evolucionistas piram!

Maranhenses dizem que essa época do ano era para os Lençois estarem cheios de água, mas que esse ano choveu muito menos que a média. Portanto, está tudo vazio, inclusive lagoas famosas como a Azul😦

A caminhada pelas dunas é tranquila. Claro que as subidas são tensas, porque o pé afunda até o joelho na areia fofa e surpreendentemente fresca.

Depois de me banhar, passear pelos arredores da lagoa e tirar mil fotos, voltamos para a entrada do parque, ver o pôr do sol:

Como dito acima, me perdi para achar o jipe do meu grupo, foi o caos. Mas sabe-se como achei. Só depois percebi que, mesmo idênticos, eles têm números de identificação na lateral. Aprendi pro resto da vida a decorar o número do meu.

Na volta, rola uma fila monstro para atravessar o Rio Preguiças na balsa movida à força humana. Te juro. Sorte que tinha uma galera vendendo tapioca – para eles, beijú.

Cheguei no hotel, tomei banho, tomei uma cerveja – mereço! – e fui para a Beira Rio jantar. Antes de decidir dentre as 10 ou mais opções de restaurantes, passeei por toda a orla – rio tem orla?. Tinha até apresentação de capoeira rolando (e turistas japoneses enlouquecendo).

Acabei optando pelo Restaurante Barlavento, porque tinha música ao vivo e tava uma delícia. Comi uma pizza brotinho de quatro queijos e cerveja. Achei que fosse explodir de tanto comer. Voltei para a pousada e dormi.

Domingo, 10 de junho – 

Já com o passeio comprado – R$ 50, dia inteiro, incluindo pequenos Lençois, Mandacaru e Caburé – umas 9h o jipe da agência de turismo me buscou no hotel, buscou outros turistas em outros hoteis, e nos deixou na marina, onde entramos nos barquinhos, ou “voadeiras”. São lanchinhas que praticamente voam pelas águas do rio Preguiças, tão velozes e leves que são.

Saindo de Barreirinhas. Chuva e calor.

Cerca de 1h de voadeira (trajeto super tranquilo, o bichinho não balança, só voa. De verdade) depois, chegamos à entrada dos Pequenos Lençois.

Imagem desértica. Esse lugar por onde pessoas caminham era para ser um lago =/

Como venta nos Lençois! Por esse motivo, a areia está sempre fresca e as dunas constantemente em movimento.

Um pouco depois, chegamos a Mandacaru, uma vila de pescadores onde um grupo de crianças disputa quase a tapa os trocos dos turistas para guiá-los até o farol, grande atração do lugar.

Essa é a vista de cima de seus mais de 50 metros:

Rio aqui, mar lá no fundo. Lindo demais.

Enquanto o grupo tirava foto até de escada, fui para o portinho onde nosso barco estava e sentei no bar, onde pedi uma caipirinha de cajá. R$ 5. Deliciosa!

O próximo passo foi Caburé, a vila que fica entre o rio e o mar. Saí andando sem rumo, até ficar totalmente só na paisagem: para qualquer lugar que olhava, não havia um’alma viva.

Andei, corri, deitei e fiquei olhando o nada e pensando que a vida é boa. Mas só às vezes.

Caburé tem pousadinhas e restaurantes, todas viradas para o rio. Almocei camarões, arroz e pirão em uma delas, e depois deitei em uma das centenas de redes do lado do restaurante – aliás, impressionante como tem restaurante com “anexos” cheios de rede pelo Maranhão!

Na volta cheguei a passar frio. O barco, totalmente descoberto, atinge uns 90 Km/h e o sol já estava de lado.

Cansada, voltei à pousada, tomei um banho e fiquei deitada na rede, lendo e bebendo cerveja. Jantei novamente no Restaurante Barlavento: peixe assado com legumes e capirinha de côco.

Segunda-feira, 11 de junho – 

No fim das contas, 4 dias inteiros em Barreirinhas é muita coisa. Além dos dois passeios que fiz, as outras opções são boia-cross pelo rio Preguiças (dizem ser um passeio bem besta), sobrevoo dos Lençois (deve ser maravilhoso, mas custa R$ 300 e dura MEIA hora) e passeio de… como chama aquele tipo de moto, só que de 4 rodas? – custa R$ 250 e acho completamente indispensável. Além disso, tem passeios incríveis que demandam muito mais tempo, como a travessia dos Lençois a pé, ir até Jericoacoara (Ceará), ou até o Delta do Parnaíba, que divide Maranhão e Piauí. Portanto, não tinha o que fazer na segunda-feira. Passei o dia  na vida mansa. Andei por Barreirinhas num dia útil – crianças na escola,  pessoas trabalhando no comércio – e fui pra praia do rio Preguiças. Torrei um pouco na areia clara e fina enquanto observava a movimentação da cidade.

Almocei num restaurante bem no fim da beira-rio, chamado Restaurante Marina Tropical. Tinha até um deck sobre o rio, delicinha. Almocei macaxeira e carne de sol, comi até ficar entupida. Voltei pra pousada e dormi. Acordei e fiquei na recepção a toa, deitada na rede, brincando com aplicativos inúteis do celular e vendo o tempo passar. A noite, fui jantar no restaurante A Canoa, também na Beira-rio. Tomei cerveja e comi aneis de lula a dorê – que eu tava morrendo de desejo. Fuck the diet total essa viagem! hahaha! Ainda tomei um sorvete antes de voltar pra pousada e dormir.

Terça-feira, 12 de junho – 

Já tinha fechado meu último passeio no dia anterior – R$ 100 um tour pela Lagoa Verde, passando pelo Canto do Atins – onde tem um restaurantezinho que faz um célebre camarão -, pela Foz do rio Preguiças, pelo povoado de Vassouras. Durou o dia todo e foi uma delícia! Até o grupo – tudo carioca – era gente boa, um casal de Petrópolis (RJ) e duas irmãs do Rio.

O tour foi bem mais emocionante que os anteriores, por lugares em que não encontramos nenhum outro jipe de turismo. Quase um rally. Passamos pelo meio de dunas, por dentro de rios que pareciam intransponíveis, pela vilinha de Vassouras, por Atins.

Na foto abaixo estamos no local onde o rio e o mar se encontram:

No mapa é mais fácil entender a ponta de terra que aparece na foto:

A Lagoa Verde demanda cerca de 1h de caminhada (2h, contando a volta), mas exige muito menos do físico que o passeio do primeiro dia. É que, embora com o sol a pico, é bastante fresco – venta muito o tempo inteiro, dá até frio sair da lagoa – e o terreno tem dunas bem menos inclinadas. Chegando lá… Que maravilha! Lindo demais!

E enorme, também! Aquele pontinho vermelho na beira da lagoa é nosso guia.

Eu gorda pra cacete. Finjam que só estão admirando a paisagem ^^

A água é transparente, e o impacto entre a brancura das dunas e o verde da água – fruto das muitas plantinhas que crescem no fundo da lagoa – é impactante. Êta Brasil maravilhoso ♥

No entanto, uma frustração: em nenhum ponto da lagoa a água submergia mais da metade do corpo. Ela é perene (não esvazia na seca), mas está muito vazia.

Momento fofura: não raro vemos pontos pretos e brancos nas margens da lagoa. São bodes da galera que mora nas redondezas dos Lençois, que vão até a Lagoa Verde beber água. Fofo. Esqueci de tirar foto disso (e de tantas outras coisas…).

Depois almoçamos o famoso camarão do Canto do Atins, que não é o famoso Camarão da Luzia, mas o camarão do irmão dela, ‘estabelecimentos’ (a varanda de uma casa) vizinhos.

O camarão é grelhado, com casca e tudo (sou fresca, não gosto da casca, tiro tuuudo) num molho meio agridoce. É super saboroso e fresquíssimo. Servido com arroz, feijão e pirão. Custa míseros R$ 20 (imagina, com esse calor você só come camarão micro e congelado em São Paulo!). Alguns do grupo não gostaram, acharam forte. FRESCOS. Eu não achei o melhor camarão da minha vida – acho que o título pertence ao Camarão Pistola vendido em Paraty-RJ – mas é inegável que o prato preparado nos Lençois é saborosíssimo.

A melhor parte do almoço, no entanto, foi conhecer os locais, que adoram bater papo com quem pára no Atins para comer camarão. Um deles, o mais falante, um tal de Raimundo, é guia para aventureiros dispostos a atravessar os Lençois, caminhada árdua de 65 Km e só para os fortes, que passa pelo maior povoado no meio do nada: Queimada dos Britos, que tem umas 50 famílias, de acordo com o guia. Fiquei morrendo de vontade de me jogar nessa trilha. O guia falou que cobra R$ 50 por dia (geralmente são 3), e que a gringaiada pira. E que franceses são realmente fedidos. (hehe)

O restaurante, aliás, é o último ‘estabelecimento’ antes de começar as dunas. Seu Franciso, dono do lugar, tem uma casinha onde hospeda aventureiros antes de começar a trilha – havia uma moça baiana lá, que iria começar a trilha no dia seguinte.

PIREI. Quero muito fazer isso um dia.

Umas 16h, começamos nosso trajeto de volta a Barreirinhas, depois de um dia delicioso.

Depois do banho, parti para minha última noite jantando na Beira-rio. E lá fui eu no Restaurante Barlavento de novo (até hoje sou prefeita do lugar, no 4square haha), onde comi peixe, novamente, regada a muuuuita cerveja. Bebi bem.

Voltando para a Pousada, fui deitar e… TINHA UMA BARATA NO BANHEIRO. Fui tentar matar. Daí apareceu outra. Não rolou. Fui até a recepção e pedi para o moço matar. De muita má vontade ele foi ao meu quarto – as desgraçadas tinham desaparecido e ele não moveu uma palha para encontrá-las. Me deixou ao deus dará. Deixei a luz do banheiro acesa a noite inteira, e fechei a porta. Sorte que 3 ou 4 horas depois estaria acordada.

Quarta-feira, 13 de junho – 

Tomei café-da-manhã e fiz check-out na pousada. Só de cerveja consumi 40 reais em 4 dias. Parabéns pra mim.

Andei até a Praça Matriz, ponto final do ônibus que faz o trajeto Barreirinhas – São Luis. Com passagem em mãos, entrei no ônibus e zarpamos. Dormi o caminho inteiro.

Cheguei em São Luis às 13h.

No guinchê de informações, me disseram direitinho sobre como chegar de ônibus até meu hotel. Atrás de mim, gringos faziam amizade e esperavam a vez deles para fazer perguntas sobre transporto público em São Luis. No fim, eles pegaram o mesmo ônibus que eu. E os encontrei novamente na festa junina, bêbados, a noite. Claro que não troquei um A.

Bom, cheguei ao centro e dei uma voltinha por lá, antes de ir para o hotel.

Passei pela Igreja da Sé, com um lindo altar todo de ouro:

Depois fui para o hotel, tomar um banho e me preparar para a última noite no Maranhão.

O Grand São Luís Hotel foi pago pelo meu pai. É o único hotel realmente bom no centro histórico de São Luís. Já foi considerado 5 estrelas, hoje é 4. A diária ficou em R$ 215, com café da manhã.

Pelo booking.com, reservei um quarto com cama de casal. Na hora, me deram um hotel com cama de solteiro. Além disso, era no 4º andar e o elevador estava quebrado. Pior: wifi não estava funcionando.

Fiquei puta da vida por um hotel caro desses criar tanto problema. Liguei na recepção e disseram que o wifi tava, sim, funcionando e que não em trocariam de quarto.

Desci na recepção e chamei o gerente. Mostrei o comprovante de reserva do booking, em que lia-se claramente (tinha até foto) que era cama de casal. Ele reclamou, reclamou, mas me mudou de quarto.

Ufa!

E não é que o wifi estava funcionando no quarto novo?

Tomei um banho e resolvi sair sem rumo, ou melhor: resolvi atravessar a ponte que liga cidade velha X cidade nova e descobrir o mundo moderno.

A ponte a ser atravessada:

Andei, viu.

Chegando do outro lado achei que era uma boa ideia ir até a Lagoa da Jansen. E fui. O caminho da ponte até lá era feio, e com um jeitão de “evite esse lugar durante a noite”. Mas chegando na lagoa, a recompensa:

Em volta da Lagoa rola uma pista de cooper. Em volta da lagoa, há riqueza, bares e restaurantes da moda, e há pobreza, passando por dentro da favela. Dei a volta completa (uns 6Km) e fiquei impressionada. Nos lugares ricos, empresários bonitões fazendo cooper. Nos lugares pobres, a pista tomada por crianças jogando futebol – ninguém dá a volta completa no lago, ao que parece.

No caminho, parei na Ponta D’Areia, uma das praias de São Luis (cujo forte não são as praias, que fique dito). Pôr do sol agradável🙂

Voltei também andando. Calculo ter caminhado uns bons 15 Km.

Ainda estava cedo e fui passear mais um pouco pelo centro histórico.

Jantei um macarrão com frutos do mar no Antigamente Bar & Restaurante. Custou caro, mais de R$ 30, mas era um prantão. Também tomei [algumas] cervejas.

Ainda andando, fui até a Igreja de Santo Antônio – o santo casamenteiro, era dia dele! Achei que seria interessante. E, se der sorte, é bem vinda!

Estava muito mais cheio que alguns dias antes, quando estive lá sem querer. Tinha até palco. Mas a galera preferia se apresentar no chão. Coisa linda!

Até entrei na igreja, acompanhando a procissão. Quem vê pensa! hahaha

Continuo ateia, tá, gente? Mas respeito as religiões e admiro [algumas de] suas manifestações, importantíssimas para o povo e para nossa cultura.

Depois, andei até a Praça Maria Aragão, onde tava rolando a festa junina da prefeitura – bem menos cheia que alguns dias antes.  Comprei um monte de besteirinhas, entre elas pulseirinhas de palha de buriti, lindas, e essa tiara, ótima para festas a fantasia e carnaval:

Descobri que turista podia ir no camarote, e fui lá, pagar de gatinha, com meu drink PAU DO HULK na mão. hahaha juro.

Lindas apresentações, com muita cor, brilho e dedicação dos dançarinos. Emocionante🙂

Sei que bebi bem – e já tinha bebido no jantar. Fiquei até a festa acabar, umas 2h. Voltei para o hotel de táxi – além de perto, não me atrevo a andar de madrugada por cidades que não conheço. Deu R$ 10, só.

Cheguei no meu lindo quarto 4 estrelas, liguei o ar condicionado no talo e desmaiei.

Quinta-feira, 14 de junho – 

Último dia. Ou melhor, última manhã. Me dediquei a curtir o hotel e fazer valer o dinheiro que meu pai pagou na diária: me entupi no café da manhã (completo, mas não tanto quanto poderia ser – não tinha tapioca, poxa!), e fiquei na piscina até o último instante possível.

Êta vida ruim

11h e pouco tomei um belo banho e fui embora. Ia pro aeroporto de táxi – tava limpinha e tava quente pra cacete – mas desencanei. Tava cedo e queria andar. Atravessei o centro histórico inteiro até a praça onde passava o ônibus para o aeroporto – e assim economizei uns R$ 30. O ônibus, é claro, estava mais quente que forno de padaria, mas tinha lugar pra sentar e entrava um ventinho quase agradável pela janela.

Cheguei no aeroporto e não tive dúvidas: um quiosque do Bob’s e um enorme anúncio do milkshake de ovomaltine sussaravam meu nome. Bênção!

14 e pouco o vôo decolou. Cheguei em SP umas 19h, com o tempo abafado e nublado. 30 minutos de ônibus + 30 de trem e metrô e cheguei em casa.

FIM.

4 comentários sobre “Maranhão 2012 – São Luiz, Alcântara, Barreirinhas, Lençois Maranhenses

  1. Ricardo Marinho disse:

    Confesso que este é o primeiro blog ao qual me dedico a uma leitura inteira, sem me cansar. Parabéns !!! Irei aos lençois no feriado de Corpus Christi e espero ter mais sorte com as lagoas. Pelo menos está chovendo todos os dias em Saint Louis (só pra fica mais xique..rsrs). Espero que esta chuva se estenda até os lençois para encher as lagoas !! Irei aproveitar a maioria de suas dicas, a exceção é o passeio até Aitins e o tempo dedicado ao nada (apesar de querer muito) pois não vou ter tempo (ficou redundante?!?). Depois passarei aqui para deixar minhas impressões sobre o passeio.

    Abraços !!

    • Que fofo você, Ricardo, obrigada por me dizer que não te cansei! E olha que o texto é enorme!
      Uma ótima viagem para você e boa sorte com as lagoas! Depois conte-me tudo🙂

  2. “Grande artigo e óptimo blog! Deixe aproveitar este seu espaço de comentários para apresentar Viagens em Marrocos.
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    Obrigado.
    Omar”

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