2013: melhor ano

Tá tarde pra fazer balanço de 2013? Tô nem aí.

2013 – melhor ano. É inegável.

Amei [parte da] minha adolescência, amei o Fundão®, amei a Era dos Churrascos®, amei o Caos®, amei muita coisa na vida. Já fui muito feliz, despite it all – e já teve muita, muita, MUITA merda – inclusive os últimos dois dias de 2013, mas isso não apaga de modo algum o fato de ter sido o melhor ano da minha vida.

Enfim: 2013 foi único.
Foi um ano em que eu entrei no mundo da música erudita, por causa do Theatro Municipal. Foi um ano de viagens ótimas (México e Áustria). Um ano de muito aprendizado. Um ano de pegações e descobertas. De novos e velhos amigos.

Comecei o ano saindo de um emprego que não ia mais render muita coisa – a Prefeitura de Osasco. Foi bom enquanto durou, conheci gente bacana (que está distante, infelizmente), mas foi bom ter acabado, também.

Fiquei 2 meses desempregada, curtindo cinemas, cultura, vida saudável.

E daí a Editor surgiu na minha vida, por intermédio de uma grande amiga de um emprego anterior. Passei maus bocados no começo. Atender cliente de saúde, fazendo assessoria de imprensa, foi tenso. Odiei a experiência. Cheguei a ter uma crise e querer largar TUDO. Mas depois ganhei o Theatro Municipal. Ganhei é a palavra certa – porque mesmo tendo trabalhado muuuuuito e ganhado poooouco, o Theatro me trouxe tanta coisa boa…

OBRIGADA THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO.

Me proporcionou ótimos amigos; grandes aprendizados pessoais e profissionais; mudou meu modo de pensar e raciocinar. Revolucionou meu ser.

Sou do samba. O samba me alegra, me completa.
Mas aprendi a entender a calma que a música clássica proporciona. E gostei disso.

Mas tem mais. Eu, que sempre fui rejeitada e pegava as sobras (quando muito), escolhi a dedo o que queria:
como diria @intense_, wishlist está completa.
Peguei caras que sempre foram sonhos de consumo – ou que representavam alguma coisa que eu queria descobrir – e outros que nunca imaginei. Me senti bem tratada, me senti desejada.
E recebi o melhor beijo da minha vida.
Nunca fui de eleger tops, mas esse foi. Ele nunca vai saber, mas eu sei e isso é um pequeno talismã dentro de mim. Mesmo as coisas tendo terminado cagadas no nível mil. Nada disso destrói o fato de 2013 ter sido foda.

É esse o lance de quando a gente está feliz. Mesmo quando merdas muito cagadas acontecem, elas apenas resvalam na gente. Não ficam nos remoendo por meses a fio. 

Me apaixonei depois de 7 anos de frigidez emocional; chorei bastante, ri mais ainda, me diverti muito; conheci gente incrível; soube equilibrar físico e emocional; consegui manter meu peso o ano inteiro.

Trabalhei muito, mas também vadiei (no sentido Zeca Pagodinho mesmo) muito. Extravasei. Me descobri.

Daí infelizmente terminou o contrato do Theatro municipal – não gostava do trabalho cotidiano de assessoria, mas acompanhar entrevistas em inglês, ser babá de artista, conhecer gente foda… Era incrível. Fora que dizer “trabalho no Theatro Municipal” me enchia de orgulho.

Fiquei menos de um mês desempregada. Numa sorte bizarra, consegui trabalho como editora e diagramadora (!!!!!!) de um jornal de uma empresa que lida com o mercado imobiliário. É um trampo puxado, às vezes bem boring, além  da certeza de que ninguém lerá o que você escreveu; mas é um salário bacana – coisa que não vemos com frequência no jornalismo -; não tem plantão de fim de semana e tive 15 dias de recesso de fim de ano \o/

Mas durante a semana é bem puxado. Cheguei a entrar as 10h e sair às 22h dois dias seguidos.

Ainda estou me adaptando às pessoas – são bacanas, mas mais velhas, casadas e tal – e à rotina. Mas tá rolando. Mesmo que eu seja uma diagramadora pífia.

2013 foi um ano com vida social intensíssima. Vi todos os meus círculos de amigos, saí muito. Fiz amigos que já me marcaram profundamente, mesmo conhecendo há poucos meses.
Perdi o medo de ser julgada, passei a gostar mais de mim.
Perdi o medo de sair da rotina – fiz coisas que nem no alto dos 20 anos eu teria feito, como passar noites sem dormir e trabalhar duro no dia seguinte. Parei de me auto-infligir a velhice e o mundo foi legal comigo.

Foi um ano intenso.

E eu só tenho a agradecer.

Terminei 2013 com a certeza de que aquele ano – as experiências, os aprendizados, as pessoas que conheci – me marcaram profundamente. E é por isso que sou tão grata.

2013. Melhor ano.

5 comentários sobre “2013: melhor ano

  1. Oba!!!!!!!!!!!!!!!! Bom ter um ano assim né? Pensa, são 365 dias pra lembrar
    (ou pelo menos boa parte deles!!). Segura a bola pra que 2014 seja ainda melhor!!!! Feliz Ano Novo! Bj.

  2. Oooown, Ana… como é bom ler uma retrospectiva positiva de 2013! Até onde eu tinha visto, foi um ano não-tão-bem pra maioria das pessoas de minhas relações.
    Eu só queria saber (via e-mail) quais foram as “cagadas no nível mil” que aconteceram no final do ano. Me conta, pfvr???
    Beijo e um 2014 lindo procê!!!

  3. ahuhauhauhaha tou feliz de ter sido ~citada no post. olha, completar a wish list é coisa muito importante. a sensação que eu tive quando ‘fechei’ ela foi a de: pronto, agora eu vou escolher quem eu quero de verdade. hahahaha….demorou, mas chegou a hora🙂

    2013 foi o melhor ano até agora. acho que muita coisa que aconteceu esse ano vai se refletir pelos próximos, como vc se aceitar melhor, perder o medo do julgamento, descobrir a força que temos (como trabalhar dias seguidos sem dormir direito) quando nos apaixonamos e etc…são coisas que irão te acompanhar pela vida toda.

    que bom que 2013 foi um ano bom pra mais alguém, até agora eu só sabia de mim mesma que gostou do ano. 🙂

  4. Ana, que bom ler uma retrospectiva tão feliz, fico realmente mto contente por vc. Meu 2013 não foi excelente, mas de certa forma, foi um ano incrível. Conhecer vc e tomar aquele porre que planejamos foi uma das melhores coisas, com certeza!

    Que 2014 nos traga novas experiências e o melhor, que possamos sempre estar aqui, participando.

    Muitos beijos :*

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