Europa 2014/2015 (parte 2: Praga)

Atenção: esse post é uma continuação desse.

27 de dezembro, Praga (República Checa)

Acordei totalmente destruída. Ainda era noite em Berlim quando peguei o ônibus para a estação central de trem. Cheguei cedíssimo. Aprendizado: para viagens de trem, não há a menor necessidade de chegar com antecedência maior do que 30 minutos. De modo que fiquei sentada num banquinho gelado que nem o demônio por quase 1h esperando o meu trem para Praga.

Estava lotado. Eu não sabia onde era o meu lugar. Não sabia onde enfiar minha mala – acabou ficando no corredor.

Bagulho louco de trem é a galera circulando pelos corredores procurando seu lugar horas depois do trem estar em movimento.

Um cara me ajudou a achar meu vagão. Outro cara me ajudou a achar meu compartimento. Outro, meu lugar. Foi complexo. A informação do lugar não está tão clara no bilhete…

Mas só tive problemas nesse trecho. Todas as outras viagens de trem que fiz (foram MUITAS) foram numa boa.

Viagem foi longa, mais de 6h. A paisagem? Neve neve neve neve neve neve depois mais neve, neve neve. Dormi boa parte do trajeto. Ah. Custou 78 euros porque eu fui burra e não sabia que poderia escolher a opção mais barata, que era 50 e pouco (achei que era restrito a alemães o desconto). Depois, quando fui comprar o trecho Munique-Zurique entendi: o desconto vale para todos, mas com o bilhete mais barato não há reembolso e otras cositas que eu não lembro.

Cheguei em Praga e já comprei a passagem de trem Praga-Munique para dali a 2 dias. Não dava para comprar pela internet. O site de trens alemães só permite imprimir os bilhetes que tem como origem cidades alemãs. Quando a origem é outro país, só se entregar pelo correio, o que acarreta uma puta taxa.

Descobri só em Praga que lá a moeda não é euro, é a coroa. 1 euro = 27 coroa checa. Troquei 350 euros, mas foi demais. Sobraram quase 200 coroas checas, que eu troquei de novo para euro depois. O hotel eu ia pagar com cartão de crédito. Só precisaria pagar alimentação e passeios.

Peguei informações na própria estação de como chegar ao meu hotel. Metrô-tram-caminhada. A parte sobre trilhos correu bem.

Meu primeiro contato de verdade com Praga foi ao sair da estação do metrô. Se liga:

Screen Shot 01-20-15 at 04.33 PM

Sim, a famosa Charles Bridge e o Castelo de Praga ao fundo. Lindo!

Só que na parte de caminhada foi osso. O centro de Praga é bem medieval, com aquele monte de viela e galeria sem nome que garantem que você se perca mil vezes. Em geral, eu sou ótima com localização, mas em Praga, mesmo com o mapa na mão, me perdi centenas de vezes. Em 3 dias na cidade eu não consegui acertar o caminho de TREZENTOS METROS entre a Old Town Square e meu hotel NEM UMA ÚNICA VEZ. Bagulho é tenso.

E lá tava eu num frio da porra arrastando minha mala (mesmo que leve, era uma mala grande) por ruas de paralelepípedo totalmente desertas. Ninguém pra perguntar. Dei muitas voltas até achar uma lojinha onde alguém pudesse me ajudar. A instrução: “primeira à esquerda, depois primeira à esquerda de novo”. Fantástico.

Cheguei na pousada meio puta de ter rodado tanto a toa.

Me hospedei no Pension U Lilie. Foram €125 por 2 noites com café da manhã incluso. Quarto e banheiro só para mim, finalmente.

Quarto bem pequeno, banheiro idem, mas era um hotel bem honesto. E por um bom preço – se bem que eu Praga geralmente as coisas são baratas.

Comecei a organizar minhas coisas e me bateu preguiça de sair. Dediquei meu tempo à planejar meus próximos movimentos. Eu faria um tour de cerveja naquele mesmo dia às 18h; no dia seguinte, um free walking tour de manhã e um tour no Castelo a tarde. Perfeito.

Saí para o tour da cerveja e, guess what: não achei o ponto de encontro. Em poucas horas em Praga eu já tinha me perdido duas vezes.

Na verdade, o ponto de encontro era em um dos cantos da magnífica Old Town Square, ou Staroměstské náměstí, em checo. Só que eu não sabia identificar os monumentos históricos, era noite cerrada, um frio do cacete e a praça estava entupida por conta de mais uma Feira de Natal. De modo que eu desisti do tour e fui andar pela magnífica praça, que tem uma iluminação linda, principalmente na igreja Church of Our Lady before Týn:

Screen Shot 01-20-15 at 04.34 PM

Tomei chocolate quente e comi um troço frito esquisito que todo mundo também estava comendo:

Screen Shot 01-20-15 at 04.45 PM

Era uma massa frita enorme (precisava das duas mãos para segurar), com uma pasta de alho, ketchup e bastante queijo ralado por cima. Não tive coragem de comer inteiro, muito gordo. E também não era grandes coisas.

Circulei por toda a praça, ouvi um coro natalino e achei, tarde demais, o ponto de encontro. No harm done: era o mesmo local onde eu deveria estar às 10h da manhã do dia seguinte para o free walking tour. Pelo menos agora eu sabia.

Fui andando sem rumo definido.

Entrei em uma rua linda que lembrava Paris, cheia de lojas de grife e um traçado que lembra muito a cidade francesa (não a toa, a rua chamava Pařížská).

Screen Shot 01-20-15 at 04.44 PM

Continuei andando até chegar à beira do rio. Fazia o maior frio que eu já havia sentido na Europa até então, razão pelo qual as fotos estão péssimas (tirar as mãos do bolso e bater foto sem tremer: não dá). Mas UAU, viu.

Screen Shot 01-20-15 at 04.34 PM 001

Voltei às vielas. Cada casa, igreja, monumento mais lindo que o outro, e eu sei ideia do que era o quê:

Screen Shot 01-20-15 at 04.46 PM

As ruas estavam apinhadas de turistas e, para a minha grande surpresa, muitos, muitos, MUITOS brasileiros.

Fui entrando em lojinhas aleatórias. Várias lojas de cristais. Centenas de lojas de souvenirs. Eu não tinha a menor noção de que Praga é tão turística assim. Isso porque estamos em pleno inverno, temperaturas negativas. Dizem que no verão Praga é insuportável de tanto turista…

Eram umas 21h quando voltei para o hotel, pronta para um merecido sono antes de um dia seguinte que prometia ser bem cansativo.

28 de dezembro, 3 tours em Praga

No meu único dia inteiro em Praga, tive que me virar nos 30 para fazer tudo o que eu queria: das 10h às 13h Free Walking Tour; das 14h às 18h Castelo de Praga e das 19h às 22h Beer Tour. Prometia ser um dia longo e extremamente cansativo. Mais: um milagre se tudo desse certo. Spoiler: deu tudo certo.

Acordei 8h e pouco e chequei a temperatura: -8ºC. hahaha. Da hora. Além de cansativo, seria um dia extremamente gelado: o pior na Europa até então (na verdade o pior de todos. À noite a temperatura alcançou -15ºC).

Tomei café da manhã, coloquei meu combo de roupas mais quentes e encarei as ruas geladas e apinhadas. Milhares de turistas, muitos deles brasileiros. GENTE. Chocada.

Para terem uma ideia, meu walking tour em Berlim tinha 10 pessoas. Em Praga, eram 5 agências de walking tours. Cada uma oferecia 4 horários de tours por dia. Às 10h, a agência do meu tour tinha 4  guias com grupos com 44 pessoas CADA. Gente pra caralho.

Uma parte do grupo que se dispôs a sair na foto. Eu sou um pontinho de gorro vinho lááá no fundo.

10885419_891315784235569_5825899410810808184_n

O guia era mais uma vez irlandês. Dessa vez, com um sotaque forte. Muitas coisas do que ele dizia eu não entendia. Ou não ouvia (44 pessoas…).

Começamos o tour pela Old Town Square, lógico.

Que praça lindíssima, gente do céu!!! Tombada pela Unesco.

Screen Shot 02-03-15 at 03.50 PM

Foto do Shutterstock.

Essa praça é muito louca. Fundada no século XIV, assistiu a importantes acontecimentos da história europeia e mundial ao longo dos séculos. Além disso, mescla prédios dos mais diferentes estilos arquitetônicos. Os mais fotografados são dois:

Screen Shot 02-03-15 at 03.37 PM 001

O relógio astronômico.

Algumas curiosidades sobre um dos monumentos mais fotografados da Europa (pq vocês não tem NOÇÃO da quantidade de gente apinhada a -10ºC para tirar foto do relógio):

– foi considerada uma das maravilhas do mundo durante a Idade Média

– eis uma das famosas obras que ficaram tão maravilhosas e perfeitas que quem pagou para ela ser feita mandou cegar o artista, para que fosse para sempre única.

– Há quatro esculturas nas laterais do relógio. Elas representam as grandes ansiedades da população de Praga durante o século XV:  Vaidade (figura com espelho), Ganância (com um saco de dinheiro), Morte (esqueleto) e Invasão Pagã (representada por um turco – risos).

– No relógio debaixo, não dá pra ver na foto ruim (sorry), há zilhões de nomes marcando todo o interior do círculo. São os nomes que os checos podiam batizar os filhos. Antes, era proibir fugir desses nomes. Agora, precisa pedir autorização se quiser dar um nome diferente para a criança.

Screen Shot 02-03-15 at 03.37 PM

E a belíssima Igreja de Nossa Senhora Antes de Týn

As torres claramente góticas podem ser vistas de longe, muito longe. Uma curiosidade: vêem que a torre da esquerda é menor e mais fina que a da direita? É de propósito. A maior simboliza Adão. A menor, Eva. O grandão protegendo a frágil. Ai ai.

Outra coisa: essas torres não lembram um outro castelo beeem famoso? Pois.

Estava REALMENTE frio. Não rolava tirar as mãos com luvas de dentro dos bolsos. Por tanto, esse dia carece e muito de fotografias.

Screen Shot 02-03-15 at 03.38 PM 001

Durante o tour ouvi uma menina canadense toda coberta de casacos falando para o namorado: “I don’t care how bad I look when is freezing”. É esse o espírito: não existe vaidade quando está um frio que faz até irlandeses reclamarem.

Praga também é conhecida como uma das capitais da música clássica na Europa. Mozart era habituê da cidade, adorava, e o amor era mútuo. Inclusive, fica em Praga o único teatro ainda em pleno funcionamento onde Mozart se apresentou!

Em Praga, tudo que é canto têm menções a Kafka. O autor dos clássicos “Metamorfose” e “O Processo” viveu em Praga boa parte de sua vida. O escritor dizia que Praga era como uma mãe: impossível se livrar das garras. hehe.

Outra parte visitada foi o quarteirão judeu, um dos bairros judeus mais bem preservados da Europa. Na região há seis sinagogas, uma prefeitura judia e um cemitério. E sabem porque isso tudo resistiu ao Holocausto? Não, Hitler não poupou os judeus checos. O que ocorreu de verdade: ele queria transformar aquela região em um “Museu da Raça Extinta”…

O mais chocante no lugar é o cemitério, que fica acima do nível da rua. Um dos maiores  e mais antigos cemitérios judeus do mundo, logo não havia mais espaço para enterrar os mortos. O que fizeram? Cobriram o cemitério inúmeras vezes e construíram novas camadas. Hoje, são mais de VINTE camadas de mortos sobre mortos!!!

Depois dessa loucura, hora de se aquecer. Tem jeito melhor de esquentar o corpo do que com comida? Não.

Almocei um prato típico da Europa Oriental: goulash. E vinho quente (sim, que nem da festa junina – eles tomam adoidado isso no inverno europeu!) para acompanhar.

Screen Shot 02-03-15 at 03.38 PM 002

Saí do restaurante e… me perdi de novo nas vielas do centro de Praga. Hahaha. Quando cheguei ao ponto de encontro para o tour ao Castelo não tinha mais ninguém lá. Fui ao centro de informações turísticas de Praga e o cara, muuuuito bonzinho, me falou que o grupo andaria até outro ponto, para cruzar a ponte a pé, e falou que se eu corresse, chegava. Deu certo!

Ah. É absurdamente impressionante como no inverno europeu a palavra CALORIA faz sentido. Me senti uns 15ºC mais quentinha depois de almoçar…

Nesse tour, o guia era local. Phillip, nascido e criado em Praga. Foi para ele que perguntei coisas como “por que vocês não usam euro” (pq não é economicamente interessante), “por que todos os guias são estrangeiros” (pq as agências preferem  pessoas com bom inglês e divertidas do que apenhas conhecedores, e “está muito frio?” (sim, demais, odeio trabalhar nessas condições – mostrou o celular, marcava -15ºC). hahaha

Tinha gente pra caralho subindo as escadas para o castelo. Notávamos no guia certa apreensão pela quantidade de gente. MUITA gente, juro. Parecia Disney em julho. Só que era Praga e tava -15ºC. Turismo é um bagulho muito louco.

Enfim.

QUE LUGAR MARAVILHOSO MERMÃO.

Primeira coisa a ser notada: tem uma vista incrível da cidade, claramente um paraíso arquitetônico.

Novamente, desculpe pelas fotos ruins.

Screen Shot 02-03-15 at 05.21 PM

Ok, mais uma foto do Shutterstock, para vocês compreenderem O QUANTO PRAGA É LINDA:

Screen Shot 02-03-15 at 06.47 PM

Screen Shot 02-03-15 at 05.20 PM

O castelo é cercado por muralhas. Óbvio. Na frente delas há guardas. No melhor estilo guarda real inglês.

Mas é que a sede do poder checo fica dentro dessas muralhas… O presidente mora dentro do Castelo de Praga. Que loucura, não?

O Castelo de Praga foi fundado no século IX (!!!) e abrigou gerações e gerações de monarcas e presidentes, além de uma verdadeira cidade dentro. Mesmo. Há trocentos palácios, igrejas, museus, vielas e tudo o mais dentro daquelas muralhas.

O Castelo está no Guinness Book como o maior e mais antigo castelo do mundo.

Bom, diante do frio satanástico, fomos direto para a principal igreja do lugar. Em estilo neogótico, a liiiiiiiiiiinda Saint Vitus Cathedral. Demorou quase 6 séculos para ficar pronta!!!

Screen Shot 02-03-15 at 05.22 PM

Mas valeu a pena, não?😉

O interior (mais uma vez completamente apinhado de turistas. muuuuuitos brasileiros).

Screen Shot 02-03-15 at 05.21 PM 001

Bem gótico: tudo muito alto, fazendo a gente se sentir um nada diante da magnificência da Igreja e de Deus.

Toda a área do castelo é fantástica. Vale uma visita mais longa. E talvez num dia não tão frio…

Voltando para a cidade, encontrei o grupo para o meu último tour do dia: Beer Tour.

É República Checa, né.

O guia – americano – falou que a República Checa é o país que mais consome cerveja no mundo. São, por ano, 143 litros por habitante. Incluindo quem não bebe. Para efeitos comparativos, no Brasil são 62 litros por habitante por ano (também é uma quantidade significativa).

Achei o Beer Tour meio dispensável. Queria saber mais sobre a cerveja e tal, mas na verdade o rolê era algo como um pub crawl. O pior é que meu grupo era velho e um bando de casal. Mas valeu, até porque eu não iria sair sozinha descobrindo cervejarias no centro histórico de Praga…

10391402_891396010894213_8006557658919778283_n

O grupo.

Das coisas interessantes que o guia explicou: a tradição do brindar checo: as pessoas se encaram por uns segundos, brindam (ainda olhando nos olhos) com a expressão “na zdraví“, batem a caneca de cerveja na mesa e bebem um bom gole.

Screen Shot 02-04-15 at 04.02 PM

Screen Shot 02-04-15 at 04.02 PM 001

Não lembro do nome das cervejarias. Só a segunda delas, a melhor e mais lotada, “Lokál”. É enorme, ocupa um quarteirão inteiro, mas está sempre cheia, principalmente de checos. Dizem que servem boas comidas da região. As cervejas são produzidas lá mesmo por um processo todo elaborado. Até para servir é meticuloso. A cerveja da “Lokál” é essa logo acima, com bastante colarinho.

E assim terminou o dia.

29 de dezembro, Charles Bridge

Já com passagem comprada mas sem horário marcado, eu poderia ir para Munique de manhã ou na hora do almoço. Pensei: poxa, falta muita coisa para ver em Praga. Assim, decidi ir embora um pouco mais tarde.

Levantei e olhei a temperatura: -8ºC. Olhei pela janela. Neve. Muita neve. MUITA NEVE.

Screen Shot 02-04-15 at 04.23 PM 001

Minha intenção era ir à famosa Karluv Most (Charles Bridge) e andar pela Karlovo náměstí (Charles Square). Metade de Praga é chamada Charles alguma coisa.

O cara – Charles IV – foi rei na Era de Ouro do mundo checo, no século XIV. Ele foi responsável  por tornar Praga a capital cultural da Europa Central e a tornou uma das cidades mais prósperas de todos os tempos. Também foi em seu reinado que alguns dos mais importantes monumentos da cidade começaram a ser construídos, como a Charles University (a primeira na Europa Central), a Charles Bridge e a Saint Vitus Cathedral.

Voltando:

A Charles Bridge é uma ponte gótica que liga a cidade antiga ao outro lado do rio. É lindíssima e adornada dos dois lados por 17 estátuas barrocas do século XVII. Nos dois extremos há torres, que ficam abertas na alta temporada e que oferecem uma vista bacana (dizem – estava fechado). Durante o verão, dizem² ser totalmente impraticável andar pela ponte, de tão lotada de turistas, músicos, vendedores de quinquilharias.

Screen Shot 02-04-15 at 04.22 PM 001

A torre

Screen Shot 02-04-15 at 04.22 PM

A ponte levemente coberta com uma camada da primeira neve do inverno checo ♥

Screen Shot 02-04-15 at 04.23 PM

A ponte com uma camada de neve, alguns turistas corajosos, as estátuas barrocas nas laterais e o castelo, lá no fundo, à direita.

Sim, com um belo dia ensolarado deve ser ainda melhor. Mas a neve tem um charme único, né?

Só que estava nevando cada vez mais, de modo que desisti de prosseguir o rolê. Fui até o fim da ponte e voltei para o hotel. Arrumei as coisas e parti em direção à estação central de Praga (antes me perdendo DE NOVO nas ruas do centro histórico até achar o metrô. Risos. Malditas cidades medievais).

A estação central de Praga parecia o Terminal Tietê dia 31 de dezembro. Entupido e com gente falando português por todos os lados.

O trem para Munique saiu na hora certinha. Dessa vez, encontrei fácil um lugar para mim e outro para deixar minha bagagem. Nada como a experiência…

Ainda estava aprendendo sobre o trem ser o melhor e mais seguro meio de transporte (a certeza veio na Suíça. Chego lá).

Só que o rolê Praga – Munique levou APENAS 6h30. A viagem deve ser bonita em um dia ensolarado, as paisagens da Bavária e talz. Mas nevava muito (a cântaros é só pra chuva, né?). A paisagem era: branco branco branco. depois preto preto preto (anoiteceu.)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s