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Frigidez emocional

Parabéns, universo: você conseguiu. Tanto me ferrei na vida, gostando de gente estranha, gente errada, que finalmente, FINALMENTE, parei de ter expectativas quanto às pessoas. Todas as pessoas, que fique bem claro, amigos, homens, desconhecidos.

Isso parece bom: com auto-estima mais ou menos em ordem, pego quem eu quiser (sério, Yes I Can é o lema do ano) e no dia seguinte fica só aquela sensação de leveza, sem qualquer questionamento sobre se ele gostou de mim, se ele vai dar sinal de vida. Vai, não posso reclamar. É bom, sim, curtir o momento sem medo do que vai acontecer depois. Isso porque não consigo mais conceber o tal depois: para mim é agora e pronto. Se tiver algo depois, ótimo. Se não, ótimo também.

Só que essa vida de biscate (não nego, assumo com orgulho!) tem um grandessíssimo problema: perdi a capacidade de me importar. Pior: perdi a capacidade de me apaixonar. Como não crio expectativas, não espero nada de ninguém. Em minha defesa, os caras que ando pegando não são nem-um-pouco o tipo namorável. Ou passaram os últimos anos em relações complicadas/sérias, ou não tão nem aí pra nada nem pra ninguém.

Parece que minha mente criou anticorpos (?) para combater ilusões. É impressionante: curto super o cara na hora, acordo feliz, mas passam 2 dias e já voltei à minha vida pacata e vazia de amores.

Só que ando sentido uma saudade danada de me apaixonar. A vida sem paixões é meio sem graça. É meio sem cores.

Se eu for sincera comigo mesma, vou me dar conta que tem uns 10 anos que não me apaixono… Cheguei a dar umas suspiradas essa ano, mas é claro que não deu certo, então assumi de peito aberto a tarefa de pegar e não me apegar.

Só que tenho medo de ficar cada vez mais frígida, emocionalmente falando. Tenho medo de, quando chegar alguém que realmente valha a pena, eu resista e deixe passar uma boa oportunidade de ser feliz.

Como lidar?