2011: Vida nova, trabalho novo

Gente. Faz décadas que eu não posto, eu sei. Simplesmente não estava rolando.

Sei nem por onde começar. Tanta coisa.

A maioria boa.

Vejamos.

Vou falar nesse post só sobre o âmbito profissional. Se não vai ficar grande demais.

Eu realmente quase gostava do meu trabalho, a assessoria de imprensa (CSK) do hotel (Grand Palladium Imbassaí). Tava me sentindo bem trabalhando com turismo, um troço que eu curto muito. Também me apeguei demais às meninas que trabalhavam comigo. A Natália e a Camila. (beijo! Miss u2!)

Daí que entre os dias 4 e 7 de novembro aconteceu a festa de inauguração do resort, que foi em grande parte organizada por mim.  Convidei jornalistas, celebridades (sem cachê – só teve celebridade D, mas enfim), até agentes de turismo. Organizei quartos, organizei vôos. Treta, minha gente.

Depois de meses de correria e stress, rolou.  Não sem antes uma onda de stress me fazer chorar uma semana inteira.

Mas rolou.

O hotel estava hiper lotado, confuso e tive que dormir num condomínio nas proximidades do resort. Mas, tirando isso tudo, foi FODA. A experiência profissional mais foda da minha vida, com certeza. Curti tanto que pensei (e ainda penso) em fazer algo na área de eventos.

Ó que lindo o hotel, nessa foto, feita pelo assessor do secretário de Turismo da Bahia (que esteve presente!). Chique. Outras fotos bem bacanas e uma matéria de uma jornalista fofa que estava na inauguração aqui.

A sensação de poder que me acometia quando 10 pessoas me rodeavam para perguntar cada uma delas uma coisa era inenarrável. E os jornalistas/celebridades me aplaudindo no jantar em que reunimos toda a galera? Quase chorei. Juro.

Era uma correria insana. O top foi o segundo dia, que teve jornalistas correndo atrás de mim o dia todo e show da Margareth Menezes a noite. Trabalhei das 8h às 4h ININTERRUPTAMENTE. Não almocei, é claro. O jantar foi com jornalistas, então nem rolou relaxar muito – o que não significa que eu não aproveitasse cada respiro para beber alguma coisa alcoólica (não é toda hora que a gente acompanha um evento ALL INCLUSIVE, néam).

Nessas, eu e a Natália, do meu trampo e que foi pra inauguração ajudar (e foi essencial!), demos uma grudada. Pegada bem parecida a nossa. Idéias e revoltas. All the same.

Resumindo: experiência foda.

Depois disso, o trampo ficou um marasmo e começou a parte de assessoria de imprensa propriamente dita. Meu trabalho decaiu de qualidade, até porque comecei a notar que aquela pegada não era a minha. Achava simplesmente o fim aquele serviço que mais parecia (ou deveria parecer) telemarketing. Divulgar notícias sem qualquer relevância… Puta que pariu. Ficava louca.

Ainda mais, meus chefes estavam se separando. Meu trampo era uma empresa familiar, com os cônjuges sócios. Daí que a mulher estava fazendo 40 anos e surtando. O homem a traiu. E começou a merda. Ela chorando e passando dias sem entrar em contato com as funcionárias. Ele fingindo que não era com ele.

Depois da inauguração do hotel, ele não apareceu mais. E ela começou a batalha judicial pelo divórcio. Até aí beleza. O problema é que ela não sabia separar pessoal do profissional. Falava para seus 700 e poucos amigos do facebook (inclui-se aí clientes e jornalistas) que o marido a deixou com um rombo de R$ 60 mil, e que a tinha traído. Isso deixava a nós, funcionárias, simplesmente pasmas. Era um misto de dó, raiva e indignação.

Mas ainda é pior.

Ela chegou ao ponto de mandar e-mail para mim e para a outra assessora pedindo uma carta registrada nossa favorável a ela, no processo de divórcio.

JURO.

Depois meus pais dizem que reclamo de barriga cheia… Tsc, tsc, tsc.

Com isso tudo, não é surpresa que no fim do ano um dos clientes cancelou a conta. A coisa tava ficando feia e começamos todas a mandar CVs e ir a entrevistas, já que o futuro lá era turvo.
Depois do cliente sair, ela me chamou dizendo que se não rolasse outro cliente teria que me dispensar.

Nesse meio tempo, fui em algumas entrevistas e recomecei um contato com a secretária de comunicação de Osasco, que já havia me oferecido um trampo anteriormente, mas que eu recusei para ficar no trampo que ocupei entre junho de 2009 e maio de 2010, aquele infernal NADA IDEAL. Só porque era do lado de casa e a preguiça falou mais alto.

Daí que indiquei uma amigona para o cargo em Osasco, a Lu, brother da PUC. Ela entrou, ficou mais de 1 ano e amava a rotina. Me escrevia às vezes dizendo que curtia muito aquilo. Me dava um orgulhinho de a ter indicado. E vontade de também fazer parte.

Recentemente, soube que ela foi para Londres. Aí a comunicação de Osasco me chamou e…

Well. Here we are. Comecei hoje.

Eu quero praia

Já tive muito orgulho e paixão por essa cidade. O tamanho e o potencial de São Paulo sempre me encantaram, ainda hoje. Mas alguma coisa mudou.

Antes, quando eu viajava, voltar para São Paulo era prazeroso. Pousar em Congonhas era o máximo: ir reconhecendo os pontos de São Paulo e a imensidão da cidade: não tinha fim.

Para quem não sabe, São Paulo é a 5ª maior metrópole do mundo. São 11 milhões de habitantes. É coisa pra cacete.

Mas chega uma hora em que o amor se esvai, como tudo mais na vida.

Sexta foi feriado, e eu fui para Fortaleza, Ceará. Até porque eu tinha direito a passagens de graça e elas expirariam no final de novembro.

A família do meu avô paterno era toda do Ceará, aquela terra de sol, calor, gente simpática, solícita e paciente. A brisa do mar. É uma vida tão boa que simplesmente não cabe em palavras. O Nordeste se libertando de ACMs e coronelismos do gênero. Dá um orgulho! Rola um patriotismo intenso quando vou para o nordeste. Dá orgulho da cultura, do litoral maravilhoso que esse país tem, da alegria e solidariedade do povo.

Não que o povo paulista seja tudo filho-da-puta, mas tente puxar papo com alguém no busão lotado às 18h. A garantia de receber um olhar desagradável e a frieza monossilábica é de 99 em 100.

Quando passei um mês em Salvador (Bahia) em 2007, voltava da praia esmagada no busão lotado de gente voltando do trabalho. Não sei se o principal fator de não rolar stress é porque, ao contrário da Marginal Tietê e da poluição, os olhos baianos cansados do trabalho captam o mar. Só sei que era todo mundo animado. Estranhos começavam a bater papo com estranhos. Um começava a cantar, outro contava piada. E não por dinheiro, como é em São Paulo. Faziam isso por não ter o que fazer, mesmo.

E aí chego em São Paulo: céu cinzento e abafado, cheiro de Marginal Tietê, gente se xingando no trânsito em pleno domingão. Em São Paulo, reina esse individualismo/egoísmo doentio. Trabalha-se muito por aqui. É fato que em São Paulo a gente encontra tudo o que  quiser, quando quiser. Cinema, gastronomia de qualquer lugar do mundo, boteco vagabundo, balada de R$ 500, bar punk, balada de funk, samba, rock, axé, gospel. O que você quiser, tem aqui.

Mas e se eu quiser mais calor humano? E se eu quiser acordar e fazer uma caminhada a beira-mar?

Daí, decidi.

Meta de médio/longo prazo: me mudar para uma capital com praia. Cidade grande, sim. Mas chega de morar longe do mar.

Meu lance com a água é de uma amor imenso. Mergulho na água salgada e me dá uma paz de espírito, uma sensação de que pertenço àquilo. É isso que quero para o futuro: morar na praia.