Longo, dramático e intenso.

Estou devendo falar um pouco sobre a terapia, né?

Anteontem foi FODA. Fazia um tempo que eu não ia, por causa de feriado, fechamentos, coisa e tal. E ontem valeu  como umas 10 sessões. A começar porque dei a ela a idéia que eu tenho de mim, esteticamente. E ela me deu bronca: “Pára de se colocar para baixo! De achar que tudo de bom que acontece com você é sorte!.”

Eu me acho feia. Não, eu SOU feia, e nada me convence do contrário. Não sou medonha, atualmente estou na categoria: “gente que não chama atenção”. Eu não chamo atenção. Se chamar, vai ser pelo lado negativo: pro ser feia ou gorda.

Na raríssimas vezes NA VIDA em que fui elogiada esteticamente, encarei como falsidade. Não me venha falar que eu sou bonita, porque eu não sou, e é uma puta duma mentira.

Quem se importa tanto com estética assim? A sociedade que me julga desde que eu me entendo por gente. Numa época, inclusive, em que eu realmente não era feia, mas me convenceram do contrário.E muito bem. Valeu aê, COLÉGIO MORUMBI SUL, destruidor de auto-estima e de adolescências.

O estranho é que “por dentro” eu me amo. Não me acho a pessoa mais foda do mundo, lógico que não. Nem a mais inteligente, mais ética, mais nada. Mas eu gosto de quem eu sou. Sou responsável, inteligente, sincera, verdadeira, escrevo bem… E podem dizer 1000 vezes que eu sou burra, desleixada, escrevo mal, vazia… Mas nada me convence que eu seja isso, porque meu eu interior está super bem formado e confiante. Mas a recíproca não é verdadeira na parte de fora. Gosto do que sou, mas não do que aparento.

A minha terapeuta sabe, e eu sei mais ainda, que auto-estima não é fácil de ser construída. E a minha vai precisar ser moldada a partir do zero. Ainda mais quando levaram mais de 20 anos para destruí-la. Mas estou na busca. Juro. Tento olhar pelo lado positivo, mas aí lembro que a vida é muito injusta comigo, ninguém se interessa por mim, nunca, eu só pego sobra  ou sou sobra.  Nunca que um cara bonito vai me escolher entre eu e qualquer amiga minha (já passei por essa situação algumas milhares de vezes, o bonitão nem me olha e pega a minha amiga. Faz parte). E esse tipo de coisa só me leva mais a crer que it`s all about a pretty face. Ou uggly face, no meu caso.

Já gostei de bastante gente na vida. Mas a recíproca nunca foi verdadeira. Na verdade, nem sei como raios já fiquei com gente bonita na vida. E algumas BEM bonitas, que até hoje eu tenho pra mim de que foi um conjunto de sonhos. O pessimismo me leva a crer que tem muita gente não-seletiva como eu por aí. Se eu não fosse insegura como sou, juro que perguntaria para esses caras pq raios ficaram comigo. E o medo de ouvir algo como “estava muito bêbado” ou até “aposta”?

Por outro lado, se dei sorte de pegar alguns caras lindos, não posso me dar ao luxo de seguir o padrão só pegar caras lindos. Na verdade, não posso seguir nenhum padrão: se eu começar a ser seletiva, não pego mais ninguém, nunca mais.

Porque tanta gente consegue namorados bonitos, inteligentes, com papo bom e que gostam, e eu estou fadada a estar sozinha?

Preciso pegar alguém? A rigor, não. Ultimamente, pego para diminuir um pouco do vazio. E ó, tenho pegado bastante. Mas, daquele jeito: critério zero. Não gosto  – nem fico afim de ninguém – há anos. É só diversão. Mas uns beijos alheios jamais substituiriam o companheirismo que eu tanto quero.

Não, não gosto de ser vítima. Mas não consigo assumir uma outra postura enquanto me olho no espelho e fantasminhas do passado perambulam pela minha mente, dizendo que a culpa de tudo que aconteceu de ruim comigo, de ninguém nunca ter me amado, de eu ser a única em qualquer grupo de amigos em que ninguém se interessa, de ser uma das poucas da minha idade que nunca namorou, de tudo, é porque sou feia.

Vai, tenta me dizer que estética não é a grande responsável disso.

E não me venha citar ensinamentos de “O segredo” porque, eu, aquariana e cética, não trabalho com isso. Eu só entendo coisa racional e concreta. Me ensina através de uma equação matemática aí que entendo. Me diz que mantras repetidos à exaustão vão melhorar minha auto-estima, e eu vou ter que rir.

Por hoje é só, amiguinhos!

Anúncios

O que o ócio me levou a fazer

Durante meus 7 meses de desemprego tive tempo de fazer muita coisa inútil. Nada contra ficar deitada a toa, pensando na vida, mas fazer isso durante tanto tempo não dá. Assisti séries, li livros, vi filmes, sai para dar uma volta… Mas mesmo assim não dava pra preencher satisfatoriamente meu tempo. Então certo dia resolvi fazer uma lista das pessoas que eu já peguei. POIS É, galére.

Não vou falar em números, porque, né. Mas peguei mais gente durante 2009, ainda faltando 5 meses para terminar, do que na minha adolescência (dos 13 aos 18) toda. Talvez o fato de não beber e não sair para lugares diferentes naquela época seja a chave do problema. Ou solução, depende do ponto de vista.

Mas queria citar algumas conclusões da lista:
1- não sei como, mas eu já peguei até que um bom número de caras lindíssimos, daqueles que agradam a gregas e troianas.
2 – mas já beijei cada pessoinha também, que vou te contar.
3 – sou recordista em pegar gente em fila de banheiro unissex (isso vai render um post)
4 – Praticamente metade do povo que eu peguei eu nem perguntei o nome. A alguns até perguntei, mas me pergunta se eu lembro?
5 – “R” é maioria. Sério. Ra’s, Re’s, Ri’s, Ro’s BOMBAM. Só faltam Ru’s. Algum Rubens por aí? Hehe
6 – nunca peguei japonês. Nem gringos.

Ok, eu sou retardada. Já sei disso.