1 saudade: #CopaMaravilhosa

Já se passaram 2 anos e meio e a certeza é cada vez mais forte: a Copa do Mundo no Brasil foi um dos melhores períodos da minha vida. Um mês inteiro de felicidade ilimitada.

Se tem uma coisa que me dói é conversar com alguém que diz, com orgulho, que não ligou a mínima para a Copa. “Foi bom para dormir” e coisas do gênero. Me dói, de verdade. Além da dor, é pena: essa pessoa não saboreou a alegria ímpar que só uma Copa no Mundo no país do futebol é capaz de proporcionar. Mais: uma Copa do Mundo no país que é conhecido por sua espontaneidade, por sua forma informal de tratar a tudo e a todos, de rir da própria desgraça.

Um dos lemas dos manifestantes anti-copa era “Copa Pra Quem?”. A Copa passou e podemos responder com segurança: COPA PARA TODOS NÓS. FOI LINDO.

Antes de mais nada, recomendo fortemente a leitura desse texto. Ia destacar um trecho, mas o artigo é todo maravilhoso. Leiam. Aliás, leiam todos os textos relacionados à Copa postados nesse site. Dá vontade de abraçar o computador, de tanta saudade ❤


Voltemos no tempo. Em 2007, quando foi decidido que o Brasil sediaria a Copa, eu fiquei genuinamente emocionada. Tal como Lula, Pelé e afins. Sim, depois caiu a ficha: corrupção, mandos e desmandos da Fifa, toda aquela podridão que estamos cansados de saber.

Aí o tempo passou, ~o gigante acordou~, veio toda a indignação. De todas as partes. Direita, esquerda, petralhas, coxinhas, corintianos, palmeirenses, flamenguistas, família, todos. Como um país cheio de gente pobre e carente de infraestrutura até em suas cidades mais ricas sediaria um grande evento como esses?

Não vou me alongar. Todos sabemos disso tudo e estou longe de ser uma boa pessoa para falar a respeito.

Só que eu nunca duvidei de que aconteceria e de que seria incrível.

Esse sentimento esteve guardado lá no fundo. Tão fundo que cheguei a esquecer. Até porque, imagine alguém dizendo, em junho de 2013, que a Copa seria incrível?

E aí chegou a Copa.


12 de junho de 2014

Acordei no feriado de 12 de junho, o dia dos namorados mais Dia dos Solteiros de todos os tempos, me sentindo diferente. (Ok, não só pela Copa, mas…)

No caminho para casa, senti a atmosfera de São Paulo totalmente diferente do que conheci até então, naqueles meus 28 anos de existência nessa cidade que a cada dia me surpreende.

Mas aquele clima me surpreendeu MAIS.

Todo mundo na rua. Vestindo amarelo (numa época em que usar a camiseta da seleção não tinha conotação política). Feliz. Genuinamente feliz.

Eu não sou a maior fã de futebol. Já tive fases de gostar, fui a estádios algumas vezes, mas nunca torci para ninguém e tampouco tive grandes emoções por conta do esporte.

Também não me lembro de estar tão eufórica com uma Copa do Mundo. As Olimpíadas sempre me motivaram, mas não a Copa do Mundo.

Em 2002, na Copa no Japão/Coreia do Sul, muitas vezes eu não me dava ao trabalho de acordar para assistir aos jogos no meio da madrugada. Em 2006, assisti a grande parte dos jogos sozinha em casa e a única coisa realmente interessante era ir para a aula na faculdade depois do jogo e ver todo mundo bêbado, até os professores. Em 2010, eu estava na Europa. No primeiro jogo do Brasil eu estava no trânsito para ir ao aeroporto. No segundo, estava em um passeio na Holanda e nem me importei. No terceiro, estava no show do Paul McCartney na Escócia com papai.

Diante desse cenário de total descomprometimento com o futebol, qual não foi minha surpresa em me pegar, logo na abertura da Copa, TOTALMENTE APAIXONADA E ARREBATADA? Pela Copa, é claro.

Agora que o evento passou faz tempo, sou só amor para falar a respeito. Assisti a grande parte dos jogos, sabia tudo o que estava acontecendo, conhecia os jogadores, torcia, sofria, pensava nisso o tempo inteiro.

Mas o grande lance não estava apenas dentro dos estádios. E é aí que o bicho pega. O clima das ruas nas cidades-sede era a coisa mais linda, impressionante, misturada, heterogênea e tantas outras palavras indescritíveis (de novo, leiam as matérias do site Trivela). Me dá um nó na garganta de tanta emoção. E tenho a mais absoluta certeza que foi a melhor Copa de todas.

Porque o povo brasileiro, apesar de todos os pesares e de todo o viralatismo das elites, é um povo maravilhoso, que faz o possível e o impossível para receber bem o turista – as Olimpíadas mostraram isso novamente.

Não sabíamos quem estava mais feliz com tudo: o gringo deslumbrado que descobriu as maravilhas e bizarrices da cultura brasileira ou os brasileiros descobrindo os gringos que queriam descobri-los etc etc etc ad infinitum.

Sabe qual é a merda de falar de algo que nos apaixona? É que as palavras não são suficientes. Acho que não estou fazendo jus ao que essa Copa proporcionou à minha vida. E à de outros. Cansei de ver amigos e conhecidos clamando aos quatro ventos o quanto a nossa copa foi sensacional, única.

Logo no 4º dia de Copa a imprensa internacional divulgou o primeiro texto falando bem – muito bem! – da Copa. Foi esse aqui, do Yahoo (o link original não existe mais)

Uma Copa de surpresas dentro do campo. Goleadas, grandes craques, hinos à Capela. América Latina viva e forte. Torcedores encantadores e encantados. Gringos de todas as partes invadindo todos os cantos de nossas cidades. Holandeses na Guarapiranga, Ingleses em Manaus, Argentinos em tudo que é canto, torcidas apaixonadas por suas seleções e curtindo TUDO que tem direito no Brasil.

Isso sem falar nas piadas incríveis, os memes, nas torcidas, na vibração.

O que tanta gente que diz que a Copa nem foi tudo isso jamais entenderá: o evento não se resumiu a futebol. Ainda que as partidas tenham sido, em grande parte, surpreendentes e maravilhosas, a Copa foi um momento ÚNICO na história do Brasil e de cada um de nós. Se você não viveu isso, APENAS SINTO. Sério.

Isso porque eu nem tive a oportunidade de ir ao estádio, assistir uma partida in loco! Imagina se tivesse ido!

A Copa foi maravilhosa. Obrigada por tudo. Nunca vou te esquecer, te amo eternamente ♥

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Foto tirada logo após o 7×1

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Z’Oropa 2010, parte 4 (final) – Londres

Olá, meu povo bonito!

Antes de mais nada, queria agradecer os comentários fofos do povo aqui, no twitter, no facebook… Não vou citar todo mundo, *medo* de esquecer alguém. Mas sintam-se abraçados 🙂

Agora é hora de finalizar o meu relato de viagem, beeeeeem atrasado, eu sei.

Então. Como devem se lembrar, fui de Glasgow para Londres de trem, numa segunda-feira. 4h de sono ininterrupto depois, chegava à estação de London Euston.

Me perdi um pouco para comprar o passe do metrô, acabei fazendo uma cagada em não comprar o bilhete semanal. O single, que faz apenas um trecho, é caríssimo:  £4. Lembrando que em São Paulo, onde o transporte urbano é falho e caro, o metrô custa R$ 2,65 por trecho (cerca de 1/3 do preço londrino). Enfim.

O metrô estava bombando e não demorei para ouvir brasileiros conversando. Já tinha consciência da quantidade de brasucas em Londres, mas ainda assim fiquei perplexa com a quantidade de compatriotas que trombei por lá, fosse no albergue, no restaurante, nas atrações turística.

Meu albergue ficava em Picadilly Circus, centrão de Londres. Próximo ao bairro boêmio de Soho, próximo ao Green Park e ao Hyde Park, perto de vários museus e da Trafalgar Square – o ponto central de Londres.

O albergue era caótico. Picadilly Backpackers, anotem aí. A localização não poderia ser melhor, mas… É Feio. Sujo. Camas barulhentas. Quarto apertado. Banheiro sujo e desagradável. Isso sem falar que a região inteira estava em obras. Acordava as 7h da manhã já com barulheira de bate-estaca. Um inferno. Ah! E não tinha café-da-manhã – até tinha, mas a £ 1 por 2 torradas SEM manteiga. Preferia sair de estômago vazio e comer uma coisa mais interessante (bagels, donuts e starbucks :D).

Mas voltando: já eram umas 18h. Larguei minhas coisas no quarto – compartilhado com outras 3 pessoas, ausentes no momento – e fui bater perna. Entrei num Starbucks pra tomar meu frapuccino querido na cidade onde o Starbucks nasceu. Lá, o atendente percebeu pelo meu sotaque que eu era brasileira. Ele também era. Me cobrou por um frapuccino pequeno, e me deu o maior deles. Nice. Valeu aí, brasileiro brother bonitinho.

Depois entrei numa loja de quinquilharias. O atendente TAMBÉM era brasileiro. E o ajudante também. ô raios. #melaaaarga.

Andei sem rumo até cair na Trafalgar Square, que é a praça mais importante de Londres. É onde o ano novo é comemorado. Onde as conquistas no esporte são celebradas. É como a nossa Av. Paulista.

Fui andando de volta para o albergue, sem saber bem o que fazer. Resolvi ir no Ripleys: Believe It Or Not, só porque era na esquina do meu albergue e eu estava cansada.

A atendente… brasileira, é claro. Contou que Vesgo, do Pânico, tinha estado lá dias antes e a entrevistado. Não que isso mude a minha vida nem a de vocês. – tô chata hoje –

O Ripleys Believe It Or Not é um museu de estranhisses. Quadros feitos de pennys (moedinhas de 1 centavo), esculturas de chiclete, vacas de três cabeças, uma estátua do cara mais gordo do mundo, e do mais alto. Eram sessões e mais sessões de bizarrices, bem legalzinho se você tem uma grana extra (custa £20 a entrada, pesado). A ala de instrumentos de tortura é bem interessante para quem curte história medieval.

Esqueleto de um ornitorrinco

Quadro feito de chicletes!

Saí de lá e tinham passado 3h! Eram 23h. Nem comi nada. Fui pro albergue, tomei um banho frio – simplesmente porque, descobri dia seguinte, a torneira de sair água quente era a torneira de água fria, e vice-versa. Mas é isso.

Antes de dormir conheci meus parceiros de quarto: uma italiana e um casal de irmãos suiços. Só lembro do nome do cara, era Sebastian. Roncava feito um porco.

Dia seguinte acordei sem planos. Tinha tanta coisa pra ver e fazer que eu não sabia nem por onde começar. Resolvi ser turistona e pegar o Big Bus (que a  Bel recomendou), uma das 300 empresas de ônibus de city tour vermelhinhos e de dois andares que rodam pelas principais cidades do mundo. Custou £ 24. Até ser a hora do primeiro ônibus, às 10h, fiquei conversando com o mocinho que me vendeu o ticket, um espanhol gatchéééénho que falava português super bem. Nem me importei de ser usada pro cara treinar o português dele.

O dia estava liiiiiiindo, e mas perfeito impossível, e o moço espanhol me alertou sobre o tempo: disse que faria 34º C (graus Célsius, thanks god. Mané ficar convertendo fahrenheit! estadunidense gosta de complicar).

Passei o dia no ônibus. Cada trajeto inteiro demorou horas, e fiz dois diferentes. Também fiz o passeio de barco (já incluso no preço). Passei por praticamente toda a Londres e fui marcando o que eu gostaria de ver nos próximos dias.

Umas fotos do passeio de bus:

Dia típico de cartão postal. Londrinos indo trabalhar e eu só admirando a cidade do alto do ônibus de dois andares.

Entrando na London Bridge!

Catedral St. Paul

Essa eu bati do barco \o/

Foi basicamente isso o meu segundo dia em Londres. Às 18h e pouco desci do ônibus perto do Green Park e fui andando pra Picadilly, pertinho. Tava vermelha do sol de quase 40º  o dia todo, desidratada e faminta. Comi no KFC, só pq morro de saudade daquele frango frito gordo e daquelas batatas smile (que, pra minha decepção, nem tinha). Voltei pro albergue eram umas 20h. Tomei banho e dormi. Ainda era dia.

3º dia em Londres. Decidi ir no Madame Tussaud, o museu de cera. £ 28 a entrada, beeeeeeem pesado. Tudo que economizei em Amsterdã tava indo. Mas valeu a pena. Divertidíssimo tirar fotos com os famosos de cera em tamanho natural. O Johnny Deep, aquele gostoso, é baixinho, ó:

#pegavafacil

Perfeito, embora o flash deixe muito aparente o brilho nada natural. Mas ao vivo dá medo.

Marley & eu.

Amy ♥

Shakespeare

Com a família real

Bonequinha de luxo

Enfim. Quando vi, já tinha passado boa parte do dia. Saí de lá e fui andando até o Museu Britânico, meio longinho. Passei num supermercado e comprei um sanduíche de salmão defumado + uma água + um pacote de batata frita por £1! Maravilha.

Os principais museus em Londres são gratuitos. E são obrigatórios por quem se interessa minimamente por arte e história – e eu me interesso muito. Taí o caráter extremamente intelectual da minha primeira vez em Londres.

AMEI o Museu Britânico. Muitos objetos essenciais para entender a história da civilização estão lá. Um deles é a Pedra de Roseta, que ajudou a traduzir os hieróglifos egípcios. Tinham várias alas. A de arte egípcia era incrível! Dezenas de sarcófagos e múmias.

Outra coisa bacana era uma ala para a história do dinheiro. Desde os primeiros objetos usados como moeda – corais, conchas, pedras – até moedas de ouro maciço, e notas de dinheiro grandes como uma folha A4… Incrível. E os instrumentos de tortura da Idade Média?

Cara, amo história.

Fico fascinada por essas coisas.  Me perco no tempo. Gastei 3h lá, mas poderia ter ficado 4 dias seguidos. Em várias alas, como a da Mesopotâmia, passei super rápido.

De lá, também andando, fui até a National Gallery. No caminho, passei por Soho e pela China Town.

Tinha meia hora para visitar a National Gallery. Fui pro essencial: Leonardo DaVinci e impressionistas. Quadros conhecidíssimos do Van Gogh estavam lá; do Monet também. Do Cezanne. De Renoir.

Nem sou muito ligada em quadros, não tenho sensibilidade de ficar analisando o tipo de pincelada e tal. Mas a estética me toca. Valeu muito a pena.

Entrada em estilo neoclássico da National Gallery

Às 18h, tive que sair já que estava fechando. Estava um sol forte e havia uma enorme concentração de gente na Trafalgar Square.  Dezenas de turistas de várias nacionalidades tiravam fotos até do chão. Pessoas de várias idades se sentavam nos degraus da entrada do National Gallery para ler um livro, conversar ou relaxar. E o mais importante: Muitos jovens comemoravam a classificação da Inglaterra para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Aliás, fiquei impressionada com o fanatismo deles por futebol. Em todos os prédios havia no mínimo uma bandeira da Inglaterra pendurada. No Brasil, vi até que poucas bandeiras.

Fiquei um tempão admirando a concentração na Trafalgar Square. Daí fui comer alguma coisa. Optei por Mc Donalds (é, eu sei. Trash). Mc Donalds no exterior é um lance muito popular, impressionante. Comi, fui pro hotel, tomei um banho e dormi.

Quinta-feira acordei cedão planejando fazer uma viagem de dia inteiro pra fora de Londres. Fui até a agência, na Victoria Station, pra descobrir que não tinha mais lugar em nenhum passeio interessante. Acabei comprando pro dia seguinte um passeio para Warwick Castle, Stratford upon Avon e Oxford.

Daí tive que planejar na hora o que fazer com o meu último dia inteiro em Londres. Nem pestanejei: fui direto pro Museu de História Natural.

Uma construção LINDÍSSIMA.

E uma fila enorme pra entrar, também. Além de muito turista, VÁRIAS excursões de escola com crianças pequenas.

Queria uma infância com mais cultura no Brasil também!

Logo na entrada, uma estátua de Darwin.

O Museu tinha muita coisa para criança. Sessões com linguagem bem didática, objetos antigos dispostos para que as pessoas pudessem tocar. A pirralhada ficava louca. Ótimo – história atraindo a atenção de crianças é um bom começo.

Museu de História Natural é um barato. Esqueletos de dinossauros, animais empalhados, botânica… O que me chamou muito a atenção foi a ala de minerais e pedras preciosas. Nunca tinha visto coisa parecida. CADA pedra que vocês não tem noção.

Algumas estavam dispostas como um arco-iris. Fantástico. Infelizmente, minha câmera vagabundinha não pegou nem 10% da beleza disso.

A seção dedicada ao espaço também era fodona.

É nítida a importância que o governo e iniciativas privadas dão a museus na Europa. Estão sempre cheios, as instalações são perfeitas e bem cuidadas, o staff é grande e atencioso.

Recorde: entrei às 10h no museu e saí às 16h rumo a mais um museu. O Imperial War, dica do meu primo, o @gustavofsalles.

A entrada era uma graça, dentro de um parque.

Pensei que seria um rolê cultural mais “de menino”. Essa coisa de tanques, e aviões… O hall de entrada também dava essa impressão.

Mas NADA a ver. Só deu tempo de ver rapidamente as alas das 1ª e 2ª Guerras Mundiais.

INCRÍVEL. Desde o uniforme usado pelos soldados, até símbolos da guerra, prataria, cartas e decalarações, material de publicidade da guerra…

Impressionante.

Voltei pra região de Picadilly. Dei uma volta por lá, procurando boas opções pra comer. Pensei em atacar de mexicano, mas nem tava afim de gastar £ 40. Acabei num pub gostosinho. Comi uma carne assada com batata, bem inglês, acompanhado de cerveja. Viajo sozinha mas passo bem.

Estufada, fui pro albergue. Até pensei em sair e ir prum bar ou algo assim, mas desisti. Morrendo de sono e sem pique de socializar.

Sexta-feira acordei cedão e fui pra Victoria Station fazer meu day trip por Warwick, Stratford e Oxford.

A guia era espanhola, e falava tudo em inglês e espanhol. Ótimo, porque assim o que não entendia em inglês entendia em espanhol.

A primeira parada foi Warwick Castle, onde morou Madame Toussand e outros. É um castelo bem medieval mesmo, você se sente nos desenhos da professora de história explicando sobre feudos. Tem um fosso ao redor do castelo, tem jardins, tem uma igrejinha. A cidadezinha cresceu ao redor do castelo.

Foto medonha com o sol na minha cara. Mas é só pra falar “eu fui”. haha (era dia de jogo do Brasil; isso explica a minha camiseta).

Quando estava indo embora, vi uma ave ENORME fazendo rasantes pelo campo do castelo. Estava no finzinho de uma exibição. Uma águia maravilhosa. E gigante. Puta bicho GRANDE.

De lá, fomos até a cidade de Shakespeare, Stratford Upon Avon. Sou uma pessoa sem cultura e nunca li Shakespeare. #medeixa. Mas um dia leio.

Uma graça a cidade. Nada Ó, QUE INCRÍVEL, mas foi bacaninha entrar na casa em que ele nasceu. Era uma família “com posses”, uma das poucas na cidade que tinha cama naquela época.

Fiquei viajando mesmo foi no jardim da casa.

No caminho para Oxford, nossa última parada, a guia fez um desvio para nos mostrar umas casinhas lidinhas típicas da região. Ela disse que esse tipo de teto é caríssimo e demonstra nobreza. Mas não entendi que raio de material que era nem em inglês, nem em espanhol:

Então, rumamos à Oxford, que é cheia de história e cultura, além de conter resquícios harrypotterianos ♥.

E aí a gente lembra do primeiro HP.

E a sala comunal, gente?

Malz pela foto ruim.

That’s it.

Fiquei em dúvida do que fazer na última noite. Acabei não fazendo nada e indo dormir cedo de novo. Raios. Isso é foda de viajar sozinha – alguém pra te chacoalhar e dizer: vamo pra gandaia que é a última noite. Sozinha o meu rolê é outro.

Mas tudo bem, porque madruguei no sabadão para conhecer a Porto Bello Road, feirinha de antiguidades, comidas, tranqueiras e muitas coisas mais. INCRÍVEL. Tem de tudo. É uma Benedito Calixto vezes um milhão. E mais. É um bairro inteiro.

Foi bom porque cheguei cedinho, eram 8 e pouco da matina. Tava vazio e pude bisbilhotar barriquinhas e sentir cheiros em paz. O que mais me impressionou foi a diversidade de barracas de comidas. Da óbvia (e não menos boa) italiana, com seus antepastos:

Até as mais bizarras, como a culinária de Uganda:

Saudável, né?

Ó a “entrada” da Porto Bello Road aí.

Para coroar, comi um belo de um waffle com mel. E rumei para a minha última parada antes de dar tchau. Uma outra pegada cultural, o Covent Garden: cafés, restaurantes, manifestações artísticas, lojinhas de artesanato se misturam. DELÍCIA de lugar. Pra passar um fim de semanas inteiro. Infelizmente, só pude dar uma volta rápida.

Depois, voltei pro albergue pra buscar minhas coisas. Fui pro aeroporto. Cheguei cedo. RÁ. Que merda. Mas beleza. Percorri as milhares de lojas do aeroporto – até uma micro Harrods tinha por lá. O Heathrow Airport é um puta dum shopping center, pra dar a real.

Enfim.

Meu vôo de volta era bizarro. Ia até Frankfurt, Alemanha, pra de lá vir pro Brasil.

Mas valeu a pena a esticada fora da direção. As colinas verdes e os lagos límpidos ao redor de Frankfurt me chaparam. Nunca tive muita vontade de ir à Alemanha até aquele momento. Que puta lugar lindo!

Cheguei atrasadaça. Thanks god que mó galera tava em conexão também.

Foi entrar na sala da espera que mudou o clima. SÓ BRASILERAIADA. Atendentes da TAM falando em português com a gente. No primeiro instante é sempre bom ouvir aquela língua tão sua. Mas passa 1 minuto e já dá saudade do inglês.

Puta zoeira no avião. Sentei do lado de um cara de Goiás, que devia ter uns 3 metros de altura. Delícia sentar do lado de gigantes na classe econômica. Ah! O vôo teria 14h. Mais delícia ainda.

Mas não sei por que cargas d’água consegui dormir bastante – vai ver porque o vôo inteiro foi a noite, e chegou em São Paulo 5 da manhã. Brisa louca ficar 14 horas sem amanhecer.

E assim acaba a minha história.

Até a próxima – que continua semana que vem, com uma viagem à Bogotá. Uma cidade perto, tida como muito bonita, mas que não desperta muito interesse dos brasileiros. Enfim. Quinta que vem tô colando lá e passo 4 dias.

Beijos a todos. Se alguém aí já foi pra Bogotá, entre em contato! 😉

Friday night

Então. Sexta passada fui de novo lá pra onde eu morava, ver o pessoal. Afinal, bar é SEMPRE lucro, ainda mais quando aceitam VR para pagar a cerveja.

Se foi um erro voltar lá depois de tudo que eu falei? De jeito nenhum. Gosto muito, muito, muuuuito deles, e me dá uma alegria gritante o fato de estar com eles. Às vezes me decepcionam, mas vou deixar de vê-los por causa disso? Não! Vou é me jogar.

E aí…

Olha, quando você bebe muito, fala demais e faz coisas vergonhosas mas tem amnésia, tá tudo lindo. O problema é quando você lembra de tudo detalhadamente. Tópicos da noite que começou às 19h30 e terminou às 11h30 da manhã do dia seguinte.

– Ana sexóloga. Porque, olha: quer prender a atenção de 15 pessoas (ou mais), basta sugerir um papo de sexo. O que eu fiz, basicamente, foi pedir a opinião das pessoas da mesa sobre o que elas gostam, não gostam, fantasiam e tal. Nada absurdo, mas o suficiente para deixar meninas cheias de fogo morrendo de vergonha.

– Ana boxeadora. Fomos para a casa de uns vizinhos de uma amiga, que nós não conheciamos, mas who cares?
República, parede de latas de cerveja e saco de boxe. Pra quê? Roxos até hoje, beijos.

– Pessoas abrindo cerveja presa entre meus peitos com os dentes.

– Acordar com o dia claro, ver que está sobrando e pedir para ir embora. Ninguém te dá a mínima nas 3 vezes, então você pega suas coisas e sai andando por um condomínio imenso que mal conhece. Na caminhada rumo à portaria, uma buzina, uma carona de uma estranha que ouve músicas evangélicas, de saia e cabelos compridos e adesivos “Te amo Jesus”. E eu com olheira, meibêbada ainda. perdida no mundo.
Sei lá, tem gente boa por aí.
A mulher não só me levou até a portaria, como também me levou até o metrô. E me deu um folhetinho da igreja dela, claro.
E aí meus amigos me ligam berraaaaando PQ VC FOI EMBORA blábláblá VAMOS AÍ TE BUSCAR blábláblá FICA AÍ blábláblá. 40 minutos depois, eles aparecem, discutimos meia hora, decidimos que eu vou pra casa, e de bus mesmo, porque tá todo mundo bêbado e minha casa fica longe. Aí fico muito puta, porque CAUSARAM pq eu ia de metrô, e no fim eu continuava com a opção de transporte público. Espero 30 minutos no ponto muito puta e desgostosa da vida. Mais 50 de trajeto até a minha casa. Chego quase meio dia e amargo uma porra de um dia inteiro numa das piores ressacas dos últimos tempos.

FIM.

Pelo menos a minha vida anda… ANIMADA.