USP e mais do mesmo

Bom, hora de atualizar.

A grande novidade da vez é que passei na USP.

Nem sei se cheguei a falar aqui no blog que prestei geografia. Comecei a fazer cursinho no segundo semestre do ano passado pretendendo fazer alguma coisa ligada a biologia, veterinária… Mas biologia realmente não é a minha. Não suporto biologia celular, não consigo decorar nome de nada e tenho a maior dificuldade do mundo até com as coisas fáceis da biologia.

Mas aí fui vendo que gosto muito de geografia… Até mais do que história. E a concorrência em geografia na USP era ligeiramente baixa. Coisa de 5 e pouco por vaga. Mesma coisa que jornalismo na PUC à época que prestei e passei.

Depois de 2 meses larguei o cursinho e me inscrevi para prestar geografia.

A primeira fase foi triste: fiz 34 pontos de 89 possíveis (cancelaram uma questão – que eu tinha acertado, by the way). A segunda fase, então… Só sentando e chorando. Meu resultado foi pífio. Depois das três provas da segunda fase, estava convencida de que não passaria.

Uns amigos que fazem geografia na USP me garantiam que em alguma lista eu haveria de passar. Mas até disso eu duvidava.

Até o dia 8 de fevereiro, quando cheguei para trabalhar e a @fer4 tinha anunciado no twitter que viu meu nome na lista de convocados da primeira fase da USP. Nem acreditei, mas tava lá:

Ahhhh malandro!!!

Se fiquei feliz? Não tanto assim. Fiquei é surpresa de mesmo tendo ido super mal ter passado. Mas fiquei orgulhosa de poder falar para o mundo: PASSEI NA USP 🙂

No dia seguinte liberaram o boletim de desempenho:

Nice. Orgulhinho.

Ah, o resultado pífio no segundo dia é culpa das exatas, obviamente. Deixei TODAS as questões de física e química em branco. Em branco MESMO. E de matemática só fiz (e acertei) os itens A e B (tinha A, B e C) de uma questão. O resto também deixei em branco. Mesma coisa em biologia: tuuudo em branco.

E ainda assim fui melhor do que a grande maioria e passei na USP!

É, a educação brasileira tem muito arroz com feijão pra comer.

Bom… O meu trabalho novo vai bem.  Sempre no começo é tudo lindo, então acho que só lá pelo 5º ou 6º mês poderei avaliar de verdade se gosto de lá.

Mas alguns fatos já adianto: apanho muuuuito da burocracia de um emprego público. Foi uma treta para ser enfim registrada. Tirando isso, gosto de trabalho externo. Semana passada acompanhei vice-prefeito em formatura de cursos de graduação cujas bolsas foram pagas pela prefeitura; acompanhei entrega de reforma de escola e uma entrevista do prefeito à TV Assembleia. E foi legal pra caramba. É um trampo cansativo, corrido, mas não é difícil. Basta acompanhar os eventos e depois escrever sobre eles. E também cuidar da imprensa, organizar pedidos de entrevistas e reclamações que envolvam a imprensa…

Acho que pela primeira vez na vida não vou ser uma profissional tão medíocre – no sentido literal da palavra, médio, regular, comum – como costumava ser em outros trabalhos. Mas é esperar pra ver.

Com isso vou aprendendo sobre administração pública e conhecendo bastante gente, mas o salário, ó.

As pessoas também são bem legais… Me dou melhor com dois caras, um fotógrafo bem gente boa e um outro jornalista que senta na minha frente. Tão atencioso e gentil que às vezes acho que é falsidade. mas não, acho que é só bonzinho mesmo.

Mas ainda sinto falta da Natália e da Camila 😦

O foda mesmo é o fato de GERAL ser noivo/casado. Sou a única solteira do ambiente da comunicação, que engloba umas 20 pessoas. So sad.

Aliás, minha solteirice está me incomodando de novo. De repente, para tudo que é lugar que eu olho, só tem casais. E só rolê de casal. Ontem fui num karaokê com amigas da faculdade e seus respectivos namorados: 3 casais e eu. Gosto muito delas, e dos namorados delas. E me diverti muito. Mas às vezes sentava e olhava ao redor: casais abraçados e eu sobrando.

Semana passada fiz um churrasco de aniversário. Churrascos de aniversário nunca me decepcionaram até então. Mesmo com situações adversas e às vezes irritantes, sempre acordava no dia seguinte feliz de reunir amigos.

Mas agora mudou.

Primeiro churrasco na minah vida que me fez repensar o ato de comemorar meus aniversários, coisa que eu sempre adorei.

Aquele monte de casal, cada um isolado num canto. E dois ou três solteiros perdidos.

Por mais que eu goste muito da maioria dos casais e sinceramente deseje um futuro próspero para eles, me incomoda pra caralho ver TODO mundo namorando e a vida me deixando para trás de novo… E cada vez mais gritando na minha cara: “VOCÊ FOI FEITA PARA FICAR SOZINHA: ONTEM, HOJE E SEMPRE”. Acabo de completar 25 anos sem qualquer relação. O máximo que tive até hoje foi uma situação em que eu era step, e durou dois meses, e outra situação em que eu era um… uma marmita, e durou 6 meses.

O chato é não ter como fugir dessa situação. E não estou solteira porque “antes só do que mal acompanhada”: posso baixar o nível até o esgoto, e ainda assim fico sozinha. É impressionante.

É só casal, é só namorado por tudo que é lado. E essa agonia e solidão que pelo visto, por mais que uma esperança idiota insista em dizer que não, sei que irá me acompanhar pela vida.

Sempre triste as pessoas me perguntando: “e os rolos?” e eu respondendo: “absolutamente nada”, não por naõ querer falar da minha vida, mas por não ter nada a contar, mesmo.

Hoje, sábado a noite, uma caixa de bombons pela metade e um convite para uma balada ruim em que eu posso pegar uns 20, mas que em NADA altera a solidão…

Amanhã (sim, domingo), eu trabalho. Aniversário de Osasco. Segunda começa a USP: e se renovam as esperanças de conhecer novas pessoas…

Maldita esperança. Odeio muito ficar cheia de espectativas e sempre… SEMPRE quebrar a cara. E SEMPRE continuar sozinha.

E só queria mandar tomar no cu com fervor as pessoas que disserem para eu ter uma atitude mais positiva, ou que disserem que isso é falta de deus no coração. Tanta gente negativa pra caralho que tá sempre namorando… Tanto ateu por aí casado e feliz… Então persisto com a pergunta: O QUE EU TENHO DE ERRADO?

Anônimos, conto com vocês para me dizer o que eu tenho de tão errado que faz com que ninguém no universo cogite qualquer coisa além de uma one night stand comigo.

Enfim.

Os anos passam e os desabafos continuam os mesmos.

Anúncios

Help! I need somebody! (Ou não)

You know how they say, “I can’t live without love“?
Well, oxygen is even more important.

Dr. Gregory House

Com essa frase incrível do House, da série (tem pra baixar num link aí do lado), começo mais um post reclamando da vida e da solidão. Então senta que vai começar.

Seguinte: várias amigas minhas que nunca tinham namorado, que não acreditavam muito na “tampa” de suas panelas e afins estão namorando. Claro que fico feliz por elas. Desejo tudo de melhor às minhas amigas. Mas essa não é a minha primeira reação ao saber. Antes de ficar contente por elas, fico possuída de inveja. Inveja pura. Não daquela maligna, que gera instintos assassinos e ódio, mas aquela que inevitavelmente te faz sentir como lixo, e que leva ao questionamento: “Porquê não eu?”.

Não sei até que ponto a inveja afeta o meu caráter. Por mais que eu me remoa de inveja direto, nunca fiz nem nunca farei nada para prejudicar ninguém. É uma coisa puramente interna, que machuca a mim e somente a mim.

O fato é que quanto mais envelheço, mais as pessoas ao meu redor engatam relacionamentos amorosos. No meu trabalho, não tem um ser vivo solteiro. Só eu.
Não vejo a hora em que vou sobrar totalmente </ironia>.

Depois das minhas desilusões amorosas (ou quase isso), me fechei. Primeiro, porque todo mundo que eu conheço e que me interessa:

1 – namora ou é casado
(queria ser anti-ética e ignorar sentimentos alheios, mas não consigo dar em cima de gente comprometida.)
2 – prefere a pessoa que está ao meu lado
(uma amiga, é claro. Só para eu me consumir de inveja mais um pouco).

Eu tenho duas opções: ou passo o resto da vida procurando alguém, numa esperança infrutífera, ou saio pegando geral, meanless mesmo. Pegando geral, leia-se: as sobras de amigas, os bêbados no fim da balada que não se importam com nada, os que comem qualquer coisa que não tenha volume excessivo entre as pernas.

Sério, peguei mais em 2009 que nos últimos 5 anos juntos. O que isso significou? NADA. N-A-D-A. Meanless, solidão, tons de cinza.

Pras pessoas ao meu redor, sempre tentei passar uma imagem de força, independência, desinteresse e desapego pelas causas amorosas. Felizmente, não tenho fama de mal-comida por esses motivos. Simplesmente porque eu NÃO sou comida. Mas enfim. Baixei o nível mais do que o necessário.

O fato é que eu sei (e não tão fundo assim) que eu preciso de alguém. Passo a porra da minha vida inteira esperando por esse alguém. E só de falar isso meus olhos enchem de lágrimas (obs.: estou no trabalho, escrevendo desgraça no blog, com os olhos marejados. GREAT.) Passo a porra dos meus dias inteiros desejando companhia. E não necessariamente a companhia dos meus amigos. Preciso de algo além. De um amor, sabem.

De mãos dadas, cinema, dormir abraçado, ouvir palavras doces. Tudo isso que 9 entre 10 pessoas que eu conheço já viveram.
Fato: única pessoa que eu tentei pegar na mão, um puta amigo que eu já tava pegando há um tempinho, se DESVIOU. Há testemunhas.

Posso dizer que não vivo sem amor?

Sim.

Eu não vivo sem amor. Mas, se não tenho um amor, que escolha tenho? Amor, como nosso grande House sabe, não é vital como o oxigênio. Me deixem a porra da vida inteira sem amor que eu continuo com a minha existência semi-completa. Mas me tirem a porra do oxigênio que eu morro.

Me convenço mais e mais, a cada dia que passa, que não sou do tipo de pessoa que vai casar e ter filhos. Preciso colocar na minha cabeça que isso não é pra mim, matar todas as esperanças do campo amoroso e as idéias românticas da alma gêmea e tentar ser feliz como dá, sem isso.
Das duas, uma: ou eu sou a pior pessoa da humanidade, aquela que fica sozinha pelo resto da vida por justiça mortal/divina OU eu não fui feita para isso. Simplesmente porque não pertenço a esse contexto.

Tendo a crer na segunda opção, uma vez que existe gente bem pior/mais feia/ mais gorda/mais burra/mais tanta coisa do que eu, e que ainda sim é realizada amorosamente falando.

Se a falta de alguém me faz infeliz? Não. Só que sem amor minha vida nunca vai ser 100%.

Sim, não vivo sem amor. Não consigo viver sem invejar casais. Não consigo viver sem querer mais atenção, e não só aquela que amigos podem dar.

Sorte que viver sem essas coisas não causa falência múltipla dos órgãos.

Não vivo sem amor e sem sexo, mas, que opções eu tenho?

#Procura-se um amor que goste de cachorros.

Câmbio, desligo.