Quem é você no trabalho?

O meu eu divide-se em dois: o eu pirado e o eu do trabalho. Acho que é normal as pessoas agirem meio diferente em ambientes profissionais, mas, como em toda a minha vida, nisso eu também sou radical. Se um amigo trabalhasse comigo, desacreditaria que eu sou eu, se é que vocês me entendem.

Exemplo: tem um conhecido da namorada de um primo que trabalha comigo. Comentei com a tal namorada, que acabou falando com o cara dias depois. O cara disse a ela que eu era super quieta, na minha. Minha prima, acostumada com a louca, boca suja e cheia de histórias bizarras pra contar e opiniões sobre tudo e todos que eu sou normalmente, desacreditou que se tratava da mesma pessoa.

E sempre foi assim.

Não que eu já tenha trabalhado muito. Foram 3 lugares até hoje. Mas era sempre a mesma coisa: eu suuuuper quieta. Super individualista, almoçando sozinha sempre, de pouca conversa, não vai a happy hour… Eu tenho uma imagem a zelar, sabe.  E sempre tenho uma impressão de q as pessoas q trabalham comigo não tem nada a ver comigo. Além disso, se a Ana bêbada e que adora contar detalhes sórdidos de sua vida existisse no trabalho… Bom, eu não estaria aqui.

Mas nos dois outros trabalhos que eu tive, assim que soube que ia sair, fui me soltando. Foi assim na Riot: durante 7 meses tinha gente que nem sabia que eu existia. E não as culpo, já que eu era uma alheia completa. Quando soube que meus dias estavam contados… Bom. TUDO mudou. E olha como a vida é: me apaixonei loucamente por tudo mundo lá. Pessoas legais pra caralho. Ótimas companhias de bar e papo e fofoca. E elas conheceram a bêbada tagarela que sou. Mas aí terminou. 😦
Na campanha eleitoral, em seguida, a mesma coisa: individualismo, silêncio, passividade. No bar final… Bom, foi um caos. U-M C-A-O-S. Terminou com o cobrador do ônibus me acordando no ponto final. Só isso tenho a declarar.

Tem só 3 meses que estou nesse trabalho atual. Até pouco tempo eu pouco me importava com pessoal daqui. Só que rolou uma mudança de lugares. Não que o povo seja animadão, mas melhorou, viu. Pelo menos rolam uns comentários durante o dia. E teve a festa de aniversário de 2 anos da empresa semana passada. Mas, ai. COMO sinto falta do pessoal da Riot. Povo mais animado no hay.

E vocês, representam um papel no trabalho, diferente do que costumam desempenhar “na vida real”?

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Só vexâme

Talvez eu devesse diminuir a quantidade de bebida.
Talvez eu devesse parar de beber.
Não, aí é exagero. Eu não sou nenhuma alcoólatra. É totalmente impensável para mim encher a cara sozinha. E posso perfeitamente sair e me divertir sem um pigo de álcool (ou coisas do gênero). Mas, por outro lado, não posso negar que uma bebidinha faz milagres.
E desgraças.

Tudo bem que recentemente os vexâmes tem sido cada vez menores, mas me assusta bastante pensar no que a Ana bêbada já fez. É sério.

Enquanto teenager, eu era meio quadrada. Não pegava ninguém, não bebia, não alastrava. Meu rolê era comer pizza com a galera, ficar conversando até altas horas, chorar por pessoas erradas, escrever cartas de amor, curtir um rock pesado, usar preto, não tomar sol. Oi, eu era uma revoltadinha de 5a. categoria.

Aí, com 16 anos, comecei a beber. Não, infelizmente o meu primeiro grande porre não está documentado nesse blog. Achei que ia pegar mal pros meus acompanhantes de 51 + Pepsi Twist. Sim, sou classuda pra cacete. Mas hoje falo sem medo: eu, meninos do Concórdia (Leandro, Rodrigo, Jean) e meninos do módulo (Bruno, Thiago e se tinha mais alguém eu não lembro, sorry). Fui assediada, deitei no meio da rua e, principalmente: primeira vez na vida que vejo o mundo girar de verdade. Anos mais tarde já cheguei a ver o mundo fazendo formas triangulares, mas enfim. Primeira vez é sempre primeira vez.

No começo eu não tomava cerveja. Mas dava vexâme de qualquer forma. Vomitar no metrô, ser ajudada por alheios na rua, foder o rolê de umas 15 pessoas e coisas do gênero. Ou praticamente desmaiar no meio do show dos Los Hermanos.

Aí comecei a beber cerveja. E descobri que era mais difícil passar mal com cerveja do que com bebida quente. Well, a ilusão durou pouco.
Ainda mais quando comecei a misturar tudo de vez. Vomitar no carro alheio, chegar em casa engatinhando, dormir no elevador (17 andares é foda, né), ser fotografada no melhor estilo “quem não bebe não tem história”, dormir na sarjeta, dormir com a cabeça na privada, vomitar pela janela, gorfar em caçamba… Enfim. Não prezo pela dignidade. Isso sem contar a parte sexual da coisa, tipo pegar pessoas e só depois perceber que são outras. Ou agarrar bêbados interessantes em banheirospor aí. Isso sem contar as coisas mais trashs ainda, que o horário não permite que eu conte.
OU SEJA.

Se eu me arrependo? Só quando isso envolveu trabalho pros outros, o que, pode não parecer, mas não foram tantas vezes. Ou quando deixei de fazer coisas por estar de porre. Se eu me orgulho? Só de algumas. hehe.

O difícil é acordar no dia seguinte se achando uma vadia sem eira nem beira, ou com uma ressaca monumental. Isso quando eu não perco, sei lá, o cartão de bater o ponto do trampo na balada.

Talvez eu devesse diminuir a bebida.

Ana, pense a respeito.