Oriente Médio 2012 – Israel e Jordânia

Me meti a fazer uma viagem para o Oriente Médio no meio de [mais] um grande conflito entre Israel e Palestina. Antes que perguntem: não vi nada de estranho, além do grande número de militares fortemente armados em Jerusalém (dizem que é normal) e, no sábado, ouvimos sirenes anunciando possível ataque de bombas. Rolou friozinho na barriga, mas nada afetou a viagem, só deixou a galera no Brasil preocupada.

A verdade é que o povo do Oriente Médio está acostumado a viver sob constante tensão. Conflitos fazem parte da história deles. No Brasil, é o contrário. Não conhecemos guerra.

Enfim.

Essa viagem foi entre 15 e 20 de novembro, parte dela em companhia do meu pai (que, mais uma vez, pagou boa parte, entre passagens aéreas, hotéis e passeios), começou e terminou com voos longuíssimos e quebrei todos os recordes de tempo sem dormir.

Só lembrando: sou ateia, mas fascinada por expressões religiosas. Meu pai também. O intuito da viagem era sociológico e antropológico, por tanto.

Vamos à viagem.

15 de novembro – 

O voo da Turkish para Istanbul (onde faríamos conexão para Tel-aviv) saia às 5 da manhã, o que inviabilizou uma noite de sono. Depois de trabalhar o dia inteiro, cheguei em casa, arrumei “malas”, ou melhor, minha mochila velha de guerra com três camisetas, underwears, calça legging, blusa e coisas de higiene – vocês não imaginam o tempo que ganhamos em uma viagem curta quando não despachamos bagagem! – e 1h fomos pro aeroporto.

Vôo lotado, totalmente diurno. Não foi fácil.

Cruzando o deserto do Saara!

Pousamos na Turquia e fomos atrás de um hotel para passar a noite. Nossa conexão era só no dia seguinte.

Não consegui dormir direito. Meu pai roncava feito porca grávida e minha mãe ficava mandando mensagem falando pra gente não ir pra Israel porque ia ter guerra, daí deu medinho e fiquei caçando matérias na imprensa. A situação era ruim, mas não era pra tanto.

16 de novembro – 

O vôo para Tel-aviv foi rápido. O tal interrogatório tenso na imigração, de que tanto se fala na internet, não foi nada demais. Nos perguntaram para onde íamos, por quanto tempo e como elaboramos o roteiro de viagem (??? INTERNET, ALOU?). Só.

Por 26 shekel cada (a moeda israelense. U$ 1 = 3,8 shekel) pegamos um táxi coletivo para Jerusalém.

Ainda era cedo para check-in no albergue, então deixamos nossas coisas e fomos andando até a cidade velha, cerca de 15 minutos do hotel.

Chegamos lá e encontramos certo caos pelos arredores dos muros que dão acesso à Old City. Maior feira rolando. Era o povo se preparando pro o Shabat, dia sagrado judeu, que começa às 17h de sexta e termina às 17 h do sábado.

Entramos pelo Damascus Gate, que dá direto no quarteirão árabe. A luz estava péssima para tirar foto, então roubei uma imagem do google:

0_Damascus_gate_into_The_Old_City

Ao passarmos os muros, chegamos a túneis CAÓTICOS. Altas vielas que parecem dar em lugar nenhum, encruzilhadas sinistras, apinhadas de comerciantes vendendo de tudo um pouco: tranqueiras pra turistas, coisas falsificadas, roupas (típicas e comuns), brinquedos, comidas, temperos.

Como era véspera de Shabat, tava tudo meio vazio, ou fechando. Não achamos lugar para contratar guia (depois soube que só tem no Jaffa Gate, mas só até 12h, por causa do Shabat), não tínhamos um mapa decente, então fomos andando bestamente pelas vielas escuras.

De quando em quando, passava um grupo grande de turistas e seguíamos, aproveitando para pegar alguma explicação. Foi assim que chegamos às ruínas da Cardo Maximus, a avenida principal de cidades romanas. Um mural atrás de mim representaria a vida à época:

De lá, continuamos andando sem rumo até chegarmos ao Santo Sepulcro. Estava entupido de gente, o que contrastava muito com o resto da cidade antiga, vazia. Centenas de pessoas formavam filas para entrar num mausoléu de madeira, dezenas beijavam, choravam, rezavam sobre uma pedra no chão, outras centenas faziam fila numa escada.

Meu pai e eu boiamos completamente. Por mais que nos interessemos por religião, não soubemos o que significava aquilo, e não havia placas informativas.

Só depois pesquisei o que era o quê. A escadaria dá acesso ao Calvário, lugar onde creem que Jesus e outras duas pessoas foram crucificadas. A Pedra da Unção (local das devoções mais acaloradas que vi, exceto talvez pelo Muro das Lamentações) é onde o corpo de Jesus foi preparado para ser enterrado. O mausoléu tem em seu interior a tumba de Cristo e restos da pedra que acreditam tê-la selado. Também tinham outros trocentos monumentos lá dentro.

De lá continuamos pela parte cristã até cairmos na parte judia – um contraste absurdo com o resto da Old City. Na parte judia há bares e restaurantes chiquezinhos, é tudo limpo, arejado, organizado e sinalizado.

Assim, foi fácil chegarmos ao monumento mais sagrado da fé judia, o Muro das Lamentações.

Mulheres e homens rezam separado, há grades em cada lado.

Acredita-se que o muro seja remanescente da primeira sinagoga.

Sou um ser sem capacidade de sentir lances espirituais quaisquer que sejam, mas a fé dessas pessoas beijando, tocando, rezando na frente do muro é poderosa. Mexe forte com a gente. Fiquei sensibilizada. Tanto que fiquei até meio temerosa de bater foto. Acredito ser muito desrespeitoso fotografar manifestações acaloradas de fé como recordações de viagem. Acho mais válido ficar só na memória.

Só tirei essa foto meio sem graça para mostrar para minha avó, tia e mãe que os papeizinhos com pedidos delas foram devidamente enfiados no muro, junto com outros milhões.

Quanto a mim, me permiti tocar o muro e aliviar minha mente de todo e qualquer pensamento. Não fiz desejos, não agradeci. Só toquei a parede e senti aquela atmosfera densa.

Na parte masculina, pede-se que os homens usem quipá – o chapeuzinho judeu. Para quem não tem, há quipás de papel distribuídos gratuitamente.

Ó papai de quipá:

IMG_3768

Vista do Muro e a cúpula dourada do Domo da Rocha, já na parte árabe. A parte verde alta, ao fundo, é o Monte das Oliveiras (não fomos).

Essa porrada de carros brancos estacionados são militares.

Foto horrível para dizer “EU FUI”.

Voltamos por um caminho que passou pela parte armênia, lotada de lojinhas de vestimentas e comidas típicas. Incrível.

Almocei shawarma de falafel com suco de romã. Shawarma é um sanduíche de pão pita, mais comumente recheado de carne (nosso famoso churrasco grego) ou frango. Falafel é um bolinho de grão de bico delicioso. Para ‘molhar’ o sanduíche, muito iogurte.

 IMG_3772

Depois andamos em direção ao Jaffa Gate, até porque tudo estava fechando. Já eram umas 14h e o clima em Jerusalém era de rush, todo mundo apressado para chegar logo em casa. No caminho passamos pela bela Torre de David, mas estava fechada. Uma pena. O visu de lá de cima deve ser único.

Voltamos andando pela Yafo, uma avenidona. Ficamos estarrecidos: tudo fechado! Clima de 1º de janeiro, poucas pessoas perdidas pelas ruas, todas se dirigindo com pressa para algum lugar. Nada de transporte público, nem carros, nem nada. Numa das pouquíssimas lojas abertas, enquanto meu pai comprava um vinho e uma água, eu trocava ideia com o dono: “Que época que vocês escolheram para visitar Jerusalém, hein? Mas não se preocupem, nada acontecerá”, garantiu.

O albergue em que ficamos, Abraham Hostel, é super bem falado pela internet. Inclusive um moço que conheci recentemente me indicou. Só elogios à hospedaria, que tem aquele clima jovem de albergue mas sem ser caótico, que tem um lounge com bar delicioso, que tem uma programação ótima para turistas e que é razoavelmente perto das coisas. Sem dúvida o melhor em que já me hospedei, recomendo do fundo da alma. Meu pai e eu ficamos num quarto privado, com banheiro e uma mina-copa, com frigobar.

Pagamos por 2 noites de hospedagem, com café da manhã, U$ 134.

Melhor: o albergue deu vale-drinque de boas vindas pra mim e pro meu pai.

Umas 19h, já noite cerrada e cerca de 10ºC, saímos em busca de comida. Nada. Há, sim, alguns poucos restaurantes abertos no Shabat, mas ficavam longe. Desistimos e voltamos pro albergue.

Tava rolando jantar de Shabat, mas tinha que ter se inscrito antes. Diante disso, só nos restou apelar pro bar do hostel. Pegamos nossos drinks de boas vindas – cerveja, eu, e vinho, ele, nachos e pita bread com tahine. Misturei nacho com comida árabe, será que é pecado? hahaha

Meu pai vazou e eu fiquei bebendo. Tomei 3 canecas de chopp e ainda me deram de graça um shot de araq, uma bebida do Oriente Médio, a base de anis.

Sei que comecei a trocar ideia com pessoas por perto e logo colaram vários brasileiros. Impressionante, eu os atraio. A menina do bar, inclusive, era brasileira. E colocou pra tocar Claudinho & Buchecha e Los Hermanos. COMO PROCEDER? EM PLENO ORIENTE MÉDIO OUVINDO LOS HERMANOS!

Sei que voltei pro quarto altíssima, mal me importei com os roncos do meu pai e dormi o sono merecido depois de 3 dias inteirinhos só pescando vez por outra.

17 de novembro – 

Acordei revigorada e descemos para o café-da-manhã. O melhor que já tomei em hostel. Simples, mas sem frescura de “1 por pessoa”. Tinha queijo, pepino e tomate (como se come pepino por esses cantos!), suco, geleia, requeijão, nutella, chá, pão…

Umas 9h o guia nos buscou no hostel para o tour por Massada e pelo Mar Morto.

O Mar Morto tem esse nome porque não há vida nele. Recentemente descobriram que, na verdade, há sim um organismo que sobrevive, uma bactéria. Mas o ambiente é inóspito para qualquer outro ser. Isso por causa da alta concentração de minerais. São 29, enquanto, para efeitos de comparação, o Mar Mediterrâneo têm 5.

Os tantos minerais são altamente explorados por Israel, principalmente na produção de produtos de beleza. O Mar Morto tem propriedades medicinais únicas. Ajuda no tratamento de diversas doenças de pele.

Na ida, passamos na fábrica de uma marca de produtos de beleza. Tudo caro.

Um pouco depois chegamos a Massada, uma fortaleza romana construída no século I d.C, e que fica em cima de um morro – chega-se de bondinho, mas os aventureiros e desocupados podem subir pela “Trilha da Serpente” – uma escadaria sem fim.

Vista área de Massada, que roubei do google:

https://i1.wp.com/1.bp.blogspot.com/-g8-hGu-Zv24/UJGjI3pZiDI/AAAAAAAABOc/INvbxJI9iSY/s1600/23+-+national+geografic.jpg

A fortaleza ocupa todo o planalto do morro. Era uma verdadeira cidade, construída por Heródes, o Grande.

A fortaleza possuia 3 palácios, cisternas com água suficiente para 2 anos, piscinas, saunas… Majestoso define.

Atrás de mim: em cada fileira ficava um tipo de alimento. Era tanto que poderia durar por 5 anos!

Isso sem falar da puta vista incrível do Mar Morto, de um lado, e do desertão da Judeia, de outro:

IMG_3808

A ave preta, que achei que era um corvo, é híbrida – só existe nessa região. O nome é impronunciável. Hebraico é difícil.

O mais legal de Massada, no entanto, é que após a morte de Heródes, o forte foi tomado por um grupo judeu que se estabeleceu por lá com suas famílias. Alguns anos depois, com a iminente invasão romana, o grupo decidiu se matar, para evitar os horrores da guerra (que fossem escravizados, torturas, que suas mulheres e filhas fossem estupradas e afins) e morressem livres e com dignidade. Eram quase 1000 pessoas.

Cada homem matou sua família. Um sorteio definiu 10 homens que matariam a todos os outros. Desses, um foi selecionado para matar os outros nove, incendiar o palácio e depois, suicidar-se. O plano deu certo. Os romanos chegaram à fortaleza, no dia seguinte, e encontraram todos mortos.

Sabe-se da história porque duas mulheres, que não tinham maridos, escaparam, e contaram aos romanos o que havia acontecido. Recentemente, escavações acharam pedras com 10 nomes masculinos. Creem que sejam os 10 remanescentes.

Essa história enche os israelitas de orgulho: dizem que é símbolo de fé e de perseverança.

Depois de almoçar na praça de alimentação que fica na base do morro (tinha até Mc Donalds, que tristeza), fomos para o Mar Morto boiar!

Outra curiosidade do Mar Morto: é o ponto mais baixo da Terra. Está abaixo do nível do mar, a -422 metros de altitude!

Para se banhar no Mar Morto há várias regras. Se desrespeitar, azar o seu. Não devemos molhar a cabeça, muito menos os olho – vai arder. Nada de mergulhar. Um banho com água doce é fundamental logo após sair do mar.

Isso dito, lá fui eu boiar:

Bagulho é louco.

Experiência única na vida. É impossível morrer afogado. Você não boia porque quer, boia porque o mar te obriga. Dá pra ficar sentado. Qualquer movimento é difícil de ser feito, a água é muito densa. E oleosa. Você fica melado.

Se você tiver qualquer pequeno ferimento na pele, vai arder insuportavelmente.

Depois de passar por isso, tem toda a lógica ler na Bíblia que Jesus caminhou sobre as águas.

Além do mar, tem também o lance da lama medicinal.

Há vários baldes com lama. Você vai lá e se enlambuza todo, assim, sem medo. Favor ignorarem as minhas banhas. Sou contra postar foto de biquíni, mas essa é outra pegada. Essa pode.

Depois da lama, uma bela duchada tira tudo. Não imaginei que saísse tão fácil.

Se notei mudanças na pele? A oleosidade sinistra que faz parte do meu ser evaporou. A oleosidade no meu rosto só voltou quando retornei ao Brasil. Também fiquei mais… lisa?

Voltamos ao hotel e tomei uma cervejinha para me preparam para o jantar:

IMG_3829

Delicinha!

Jantamos no Restaurante Arcadia, acho que o jantar mais caro da minha vida. Foram uns bons U$ 250. Foda. Tava ótimo, é claro. Tudo feito com coisa orgânica, entrada, sobremesa, bebidas… Mas nada muito… israelense.

IMG_3831

Umas 21h voltamos pro hotel. Não consegui dormir 1 minuto se quer, até porque meia-noite zarparíamos. Papi de volta ao Brasil, eu rumo à Jordânia.

18 de novembro – 

Cheguei no aeroporto Ben Gurion cedíssimo – a ideia era eu esperar lá, porque o aeroporto doméstico de Tel-aviv provavelmente não tinha uma infra decente. Sentei numa cadeira e tentei dormir. Impossível.

A ideia era passar o dia em Petra, na Jordânia, e voltar a noite, direto para Tel-aviv, e passar o dia seguinte lá. Isso só seria possível indo de avião, então comprei o pacote de day tour em Petra e avião nesse site. U$ 450 a brincadeira. Mas é uma vez na vida. Não achei que houvesse outra oportunidade.

Umas 4h30 da manhã peguei um táxi e fui para o Sde Dov, o aeroporto doméstico, de onde pegaria o voo para Eilat, que faz fronteira com a Jordânia. ESTAVA FECHADO. Rysos eternos. Fiquei 40 minutos num frio absurdo sentada na calçada esperando abrir.

Abriu.

Para entrar no aeroporto – um galpãozinho – teve um questionário foda perguntando minha vida. Equipamentos de segurança que pareciam fazerem tomografia dos nosso pertences.

O avião – um teco-teco a hélice, fofo! – demorou quase 40 minutos para decolar. Chapada de sono, dormi o vôo inteiro, 45 minutos. No aeroportinho de Eilat, um motorista me aguardava com duas alemãs. Ele nos levou até a fronteira, que atravessamos sozinhas.

IMG_3837

Tão fácil entrar, tão difícil sair…

Na Jordânia, o grupo – um casal holandês velho, um casal australiano bem jovem, um americano gordo jovem, dois brasileiros e o guia, jordaniano, nos aguardavam.

O micro-ônibus rodou por pouco mais de 1h, passando por um desertão inóspito, até chegarmos perto.

Atrás de mim, tudo que é marrom faz parte de Petra, a cidade de pedra.

IMG_3851

Petra é uma cidade com arquitetura greco-romana oriental construída inteiramente na pedra, dentro de um grande vale. Foi criada pelos Nabateus (árabes) no século 3 a.C., e foi descoberta por arqueólogos só no século XIX! É porque de longe não dá pra ver, como podemos reparar nessa minha foto acima. Só adentrando o vale e caminhando por lá vamos aos poucos descobrindo os tesouros de várias civilizações que por lá viveram durante séculos – os últimos moradores, no século passado, foram beduínos, até a UNESCO declarar Petra Patrimônio da Humanidade e expulsar a galera de lá.

IMG_3877

Casas, igrejas, tumbas, tem de tudo um pouco aí.

Petra é enorme. Andamos por 4h e não vimos nem metade. Não deu tempo de entrar em nenhum lugar, só ver de longe. Petra continua sendo explorada, é um sítio arqueológico importantíssimo, estudiosos de todos os lugares a visitam. Acredita-se que apenas CINCO PORCENTO da cidade são conhecidos!!!

E tchã-nã-nã-nããããã

O monumento mais conhecido e fotografado de Petra, usado como cenário em Indiana Jones: A Câmara do Tesouro,  Al Khazneh. Não se sabe direito o que ela é: uma tumba, uma igreja, tudo isso?

Mas o mistério maior é como algo construído há milênios – lá pela época de Jesus – é tão perfeito. A simetria, os detalhes helenísticos, é impressionante.

IMG_3871

Não, não andei de camelo. Fiquei com pena. Eles são muito judiados.

IMG_3879

A Cardo Maximus de Petra.

IMG_3876O anfiteatro

Para terminar, uma imagem área que vi num livro:

IMG_3944

Umas 15h30 fomos almoçar num restaurante de comida jordaniana. Estava incluído no pacote. Aquelas coisas de sempre: muito pão pita, tahine, iogurte, pepino, grãos… Ou seja: delicioso!

Daí o guia e o motorista começaram a se desesperar. Ia chover. Muito. A região de Petra inunda com a maior facilidade – é um vale, afinal de contas.

Chegamos a Aqaba, a cidade que faz divisa com Eilat, e nos deram uns minutos para dar um rolê pelo centrinho.

Fiquei assustada. Me perdi do grupo por um instante, e foi atravessar a rua para eu sentir de verdade o clima árabe homem X mulher. A Jordânia é um dos países mais tranquilos em relação a isso, mas ainda assim é chocante.

Já tinha sentido, na trilha de Petra, altos árabes me secando de uma forma nada comum. Já não sou muito de ser olhada, ainda mais daquela forma. Mas até aí, lá tinha muito vendedor e pra vender vale tudo. Mas em Aqaba foi sinistro. Atravessei a rua e TODOS os homens me olharam. E vocês viram a minha roupa: legging preta, blusa preta, tênis. Nada muito absurdo. Sei que você se sente como se estivesse comendo uma banana na frente de uma obra. Não é um lance de admirar mulher bonita. É um misto de estranheza (acho que por estar sozinha) e puríssima luxúria. Fiquei com medo e decidi nunca visitar um país árabe sozinha.

A Jordânia é sunita. As mulheres só cobrem os cabelos, nada de burca. Usam até roupas normais, ocidentais. Então não sei bem o que rola.

Uma curiosidade da Jordânia: 90% dos casamentos são arranjados entre os pais. Oferecem-se camelos e aquela história toda. Nosso guia, Hussein, se casou assim, e diz estar muito feliz.

Tudo lindo, mas queria logo ir pra Tel-aviv dormir.

Ao chegarmos à fronteira, um clima estranho e muitos ônibus de turismo parados. Em pouco tempo vieram nos dizer: Israel fechou a fronteira. Culpam um alagamento. Só abririam na manhã seguinte. Teríamos que passar a noite em um hotel. Com isso, perdi a passagem de volta para Tel-Aviv, gastei U$ 50 na hospedagem no Mina Hotel, sendo que dividi quarto com uma brasileira, a carioca Altaíra, gastei uns U$ 20 no jantar e mais uns U$ 100 no dia seguinte para atravessar a outra fronteira e voltar para Tel-Aviv, mas chegarei lá.

Fudido por um, fudido por mil.

A minha situação, ao menos, não era tão desesperadora. Só perdi dinheiro. E o brasileiro, do Mato Grosso, que ia encontrar os pais (que não falavam nada de inglês) na Turquia no dia seguinte? E as alemãs, que iam voltar pra Alemanha também no dia seguinte? Meu vôo para o Brasil era só às 5 da manhã do outro dia, então não me desesperei.

Fora que eu estava com a minha mochila com tudo, coisas de higiene e roupas limpas, carregador de celular… O povo todo tinha largado as bagagens em Israel. Day tour, quem anda com mala em day tour? Daí lá foi a galera comprar sabonete, escova de dentes, roupa… Que situação!

Fora que a moeda jordaniana, o dinar, vale mais que o dólar. 1 dinar = U$ 1,5 Mais câmbio, mais dinheiro indo pro lixo.

Mas já que estávamos na merda, fomos ao menos curtir a noite em um restaurante agradável quase na esquina. Troço louco: SÓ homens nas mesas e ABSOLUTAMENTE TODOS ELES fumando narguile. Meu grupo (australianos, brasileiros e americano) também quis tentar.

IMG_3890

IMG_3882

Amo narguile!

Jantei carne de carneiro com tahine, porque sou a favor de provar as coisas regionais. Tava foda! E para beber, um chá gelado com baunilha MARAVILHOSO.

19 de novembro – 

Acordamos e tomamos o café da manhã do hotel – ótimo. Nos encontramos com o guia, como estava marcado, e soubemos que a fronteira com Eilat continuaria fechada, e que ficaríamos esperando abrir. A cada hora o novo boletim do guia dizia a mesma coisa: vamos esperar até 10h. Depois: até 11h. Depois: até 12h… Daí começou a rolar um desespero.

As alemãs desencanaram da bagagem inteira em Eilat, gastaram U$ 300 cada uma e conseguiram um táxi para levá-las até a fronteira norte, Allenby Bridge, de onde pegariam outro táxi para o aeroporto de Tel-Aviv, tudo para não perderem o voo de volta à Alemanha.

Como nenhum de nós queria nem podia gastar tanto, decidimos esperar.

O guia, vendo nossa frustração, nos levou para dar uma voltinha.

IMG_3896

Triste foi que estive à beira do Mar Vermelho e nem o vi! Se eu soubesse que ia ficar uma manhã inteira em Aqaba, podia ter curtido melhor o dia.

O guia nos pagou um café num lugarzinho bacana e nos apresentou a uma menina palestina linda, ruiva. Não sabia que isso existia. Sempre pensamos em árabes como um povo moreno. A menina, de 16 anos, bem poderia ser, sei lá, escocesa.

Ela não usava véu na cabeça. Nos explicou que era escolha pessoal. E que quando se casasse e tivesse filhos, talvez repensasse. Foda, né?

Às 13h nos arranjaram um ônibus para irmos até a fronteira norte, a mesma que as alemãs cruzaram, já que a fronteira com Eilat permaneceria fechada. Era isso ou cruzar pelo Egito! Imagina.

E daí lá se foram mais 50 dinar (U$ 75) para o ônibus e para a fronteira.

Mas o visual era incrível!

IMG_3903

IMG_3910De volta ao mar Morto, dessa vez do lado jordaniano. Uma linda imagem do sol se pondo.

Chegamos à fronteira e ficamos um século esperando carimbarem nossos passaportes e nos liberarem. E começou a chover. Foi nesse momento, presos no ônibus na fronteira Jordânia X Israel, de noite e chovendo, que o americano falou a frase que marcou a viagem: “Didn’t you all ask for a super hard experience trip? Here you go” hahahaha Morri!

Sei que atravessamos a fronteira e nos separamos do grupo. A outra brasileira e eu pegamos um táxi para Tel-aviv com um casal canadense, porque Tel-aviv era bem perto dessa fronteira. Todo o resto pegou um ônibus até Eilat – SEIS horas de viagem, depois das 5h que já tinhamos feito. hahahaha! Que bacana.

O que me deixou indignada foi a agenciadora dessa viagem, que queria que eu e a brasileira retornássemos a Eilat e pegássemos o avião para Tel-Aviv – para manter o pacote que acertamos. Hahaha, que piada.

Cheguei no Central Hotel às 21h, com apenas um dia inteirinho de atraso! US$ 161.50 por duas noites (sendo que usei por quatro horas! hahahah!)

O hotel na verdade é um albergue, mas com quartos privativos. Quartos? O menor que já entrei na vida, incluindo na conta o de Nova York. Para entrar no banheiro tinha que subir em cima da cama. Mas era limpo e agradável.

Liguei em casa para falar que estava viva e dormi.

Acordei 1h, tomei um belo banho e fui pegar meu táxi na recepção. Nisso, entendi um papo inteiro em hebraico, sinistro. O taxista tava falando que só aceitava shekel (moeda israelense) e o cara do hotel dizia que eu só tinha dólar, daí eles combinaram que eu chegaria no aeroporto e trocaria dinheiro. COMO CARALHOS ENTENDI ESSE PAPO???? Não me perguntem. 

Tava indo embora e o moço do hotel, que era outro do da hora que cheguei, me cobrou minhas diárias, sendo que eu tinha pago na chegada. Pior: eles já tinham cobrado as duas diárias no cartão do meu pai, no ato da reserva, mas o cara da recepção disse que não tinha dinheiro nenhum e que eu tinha que pagar a outra diária. Comecei a ficar irada – até isso dando errado? Daí ele falou NÃO CHORE. Mano, vontade de esmurrar aquele judeu filho da puta.

Sei que com muita discussão ele me deu o cartão do hotel, pra passarmos os comprovantes do cartão de crédito, e eles devolveriam. ATÉ AGORA NÃO DEVOLVERAM NADA, BOOKING DOS INFERNOS.

Fui pro aeroporto pela primeira vez na vida LOUCA de vontade de chegar em casa. Para esse meu Brasil maravilhoso. Patriotismo batendo forte depois de visitar um país mais neurótico que os EUA (ok, entendo o motivo da neura, mas isso não é desculpa), um país que vive em conflito com seus vizinhos, que tem inimigos no mundo.

No aeroporto, passei por 500 revistas e entrevistas para entrar no embarque. Por que Jordânia?, por que entrei por uma fronteira e saí pela outra?, porque Turquia?, o que faço no Brasil?, cadê minha família?, por que sozinha?, quanto ganho?. Revistaram EVERY-FUCKING-SINGLE-ITEM da minha bagagem. Passaram coisinhas nos meus sapatos para identificar sabe deus o quê. Já tava tão fudida, puta, faminta e cansada que nem me importei. Nem me estressei. Atingi um nível de calma estranho, depois da quase explosão com o recepcionista do hotel.

Depois dos trâmites de segurança (meu pai não passou por nada disso. É sempre aquilo: brasileira, jovem, sozinha SÓ SE FODE), dei um rolê pelo incrível free shop do Ben Gurion, que se diz o maior do mundo. É de fato grande. Comprei uns creminhos para dar de presente e chocolate.

Depois fui jantar:

IMG_3917

Falafel com tahine, berinjelas e cerveja. EU MEREÇO nível um milhão.

20 de novembro – 

O voo entre Tel-aviv e Istanbul estava completamente vazio. Me estiquei na poltrona tripla e dormi. Acordei pousando em Istanbul. Tudo nublado, não vi nada da cidade.

Nem deu tempo de passear pelo magnífico aeroporto de Istanbul, que tem uma loja de coisas típicas foda. Já embarquei direto naquele voo entupido de brasileiro classe média descobrindo o mundo. Nada contra. Mas o brasileiro tá de fato viajando, viu. Pelamor.

Interessante dessa viagem é que perdi meu medo de turbulências. Altas turbulências no meio do oceano, e eu nem me importei. Antes eu ficava gelada, apertando a cadeira com força. Mó cagaço. Mas passou.

Pousei em Guarulhos 19h e pouco, estraçalhada de cansaço. A imigração não foi tão demorada. Peguei o ônibus pro Tatuapé, de lá peguei metrô e cheguei em casa 21h e pouco.

Foi isso.

Maranhão 2012 – São Luiz, Alcântara, Barreirinhas, Lençois Maranhenses

Mais uma viagem completada, mais um post atrasado. A gente faz o que pode.

Depois de voltar dos EUA e retornar à rotininha de sempre, comecei a bolar a próxima viagem. Aproveitei o feriado de Corpus Christi, em junho, e minhas 8 mil milhas da TAM Fidelidade expirando no mesmo mês e fui, sozinha, ao Maranhão. Passei muito calor, comi e bebi muito, andei mais ainda, conheci lugares incríveis, uns desertos e outros nem tanto e, o melhor, gastei pouquíssimo!

Quinta-feira, 7 de junho – 

Saí de casa sob chuva e 10ºC de temperatura e fui até o metrô Tatuapé pegar aquele ônibus lindo que faz o trajeto entre a estação e o aeroporto de Guarulhos por meros R$ 3,90, o Bus Service dos pobres. Fiquei decepcionadíssima com a TAM, pela primeira vez: em quase 4h de vôo (Maranhão é quase norte, gente, é longe), só serviram um bolinho xexelento da Bauducco e refrigerante. Jurei que ia ter almoço, poxa 😦

Cheguei em São Luís 14 e pouco da tarde. No aeroporto, que é um puxadinho desprezível (tá em reforma para a Copa do Mundo), me informei sobre passeios pela cidade, atrações e festas juninas.

De busão público – não custou nem R$ 2,00 – fui até o centro histórico, onde ficava a pousada que reservei. Desci no ponto errado, me perdi pelo centro e morri de medo – a cidade estava ÀS MOSCAS. Moro em São Paulo, gente, esqueci que geralmente, nos feriados, os centros ficam completamente vazios.

Ou seja: me perdi, as ruas não tinham nomes e eram todas iguais (ruelas com casas antigas com azulejos) e não tinha UM SER VIVO pra perguntar. Isso sem contar os 33ºC, claro.

Sabe-se lá como, guiada pelos santos juninos talvez, cheguei à Pousada das Águias. Paguei R$ 180 por duas noites. E SOFRI. Primeiro porque o quarto tinha uma janelinha micro que dava para um corredor. Claustrofóbico. O Maranhão é quente feito rabo do diabo (com todo o respeito) e ficar num quarto sem ventilação natural É A MORTE. Just saying. O quarto era limpo, tinha ventilador, wifi, o café da manhã tinha bastante fruta, cereais, pães, tudo certo. O chuveiro era em temperatura ambiente – isso realmente não faz diferença, já que você não pára de suar um instante sequer e jamais cogitaria banho quente. Mas o lance da ventilação… Foi foda.

Sei que deu medinho sair andando pelo centro, estando aquele ermo, e preferi esperar anoitecer para ir à festa junina.

Saí no lusco-fusco. Ó que lindo o pôr do sol sobre a ponte que divide a cidade velha da cidade nova:

Organizada pela Prefeitura (e comemorando os 400 anos da cidade), a festa junina ocupava a Praça Maria Aragão e duraria até 1º de julho. Comidas típicas, produtos artesanais, apresentações de boi bumbá e várias outras coisas animariam a festa, cuja entrada era gratuita.

(lotaaaaaaaaaaado)

Comi arroz de cuxá (prato típico maranhense, a base de uma plantinha azeda, a vinagreira), comi bolinho de camarão, comi crepe, bebi bastante cerveja. Só passei o Guaraná Jesus.

Assisti algumas apresentações, lindas.

Cansada, fui andando em direção à pousada. No caminho, uma música forte de festa junina foi se aproximando. A segui e fui parar nesse lugar:

Igreja de Santo Antonio!

Me apaixonei. Numa pracinha fofíssima, locais – e apenas eles – se reuniam para festejar o cunho religioso da festa junina. Assisti um pouco, tomei mais cerveja e, finalmente, umas 23h, voltei pra pousada. E quase não dormi. Mesmo pelada, com o ventilador a milhão na cara, o calor era demais.

Sexta-feira, 8 de junho – 

Acordei cedinho para ir para Alcântara. Tomei café-da-manhã e fui até o pier, pegar o barco, que custou R$ 12. A travessia, de cerca de uma hora, foi desagradável, já que ficamos em um compartimento interno, fechado.

Chegando à Alcântara, penei. Bem na chegada, vários guias te abordam, se oferecendo para te acompanhar. Eu não sabia que guia era essencial, inclusive para almoçar e ir embora, e me ferrei.

Fui andando a deus dará, sem mapa, sem noção de localização. A sorte é que a vilinha é pequena, e que tinham alguns grupos passeando pelo lugar. Acabei seguindo um desses grupos, para pegar as informações que o guia contava [única fonte de informação possível, aliás; não há plaquinhas, descrições, nada].

Essa é a Praça da Matriz. Atrás de mim, as ruínas da primeira igreja de Alcântara, que data do século XVII.

Nessa mesma praça está a antiga Cadeia e diversos casarões, um deles, sede do Museu Histórico de Alcântara.

Custa só R$ 2,00 para entrar (estudante paga meia), com direito a guia, e é bem bacana. A fachada é toda revestida de azulejos até que bem conservados:

O museu recria a estrutura das casas no período colonial, com móveis, louças e artes, além das 2.000 peças de mobiliário e louças doadas por D. Pedro II.

Ainda seguindo o grupo, fomos à Igreja Nossa Senhora do Carmo, que tem um altar lindo revestido de ouro:

Depois, continuei seguindo o grupo para almoçar – o restaurantes acho que só abrem pra grupos.

Comi camarões, arroz de cuxá e pirão.

Alcântara também possui um Centro de Lançamento Espacial (pois é!), mas é loge da Vilinha, requer transporte e talz. Deixei prá lá, querendo voltar cedo pra São Luis. Só que não consegui: as passagens de volta são negociadas pelos guias; é difícil encontrar passagem para horário decente na agência, na frente do porto. E por isso me ferrei. Eram 14h, e só tinha vaga no barco das 17h!!! O sol tava tão quente, o calor tão… equatorial… que só pude me refugiar numa lanchonetezinha e ficar horas e horas moscando.

Quando finalmente voltei – dessa vez era um barco decente, um enorme catamarã – achei sinceramente que o barco ia virar. De lembrar me dá frio na barriga, te juro. A galera até gritava. Uns se achando num parque de diversão, outros com medo, mesmo. 1h de apreensão no mar super agitado – todos falam que a travessia não é nada segura.

Mas cheguei sã e salva, e aproveitei para passear pelo centro histórico de São Luis, apreciando um local que é tombado como Patrimônio Histórico, e que têm raízes portuguesas, holandesas e francesas. O centro mais bem preservado do Brasil. São mais de 3 mil imóveis tombados. Os azulejos, marca de São Luis, são uma invenção dos locais para diminuir o desconforto térmico por conta do calor, mantendo o interior fresco (a medida do possível). Muitos são sede de museus, restaurantes, pousadas, bares (todos cheios numa sexta a noite).

Optei por jantar no Restaurante do Senac, restaurante-escola famosão e super recomendado por todos. Comi risoto de queijo de coalho com carne seca. O prato tava lindo (não tirei foto, sorry), mas não era tão bom, assim. Meio sem graça, na verdade. Tampouco achei o preço tão razoável, como me recomendaram. Gastei quase R$ 40 – se bem que era a la carte; o esquema lá é buffet, mas só rola no almoço.

Minha intenção era ir no famoso Reggae da escadaria (não gosto desse tipo de música, mas tô na chuva tenho que me molhar). Só que ainda eram 20h e o Reggae só começaria lá pela meia-noite. Miei, é claro. Voltei para a Pousada e capotei, para ficar inteiro para os Lençois Maranhenses, no dia seguinte.

Sábado, 9 de junho – 

Por pura preguiça de madrugar, optei por ir ao Terminal Rodoviário de táxi. Lá se foram R$ 20 e poucos, mas tudo bem, faz parte. Já tinha comprado minhas passagens de ida e volta pela internet, no site da Cisne Branco, que faz o trajeto São Luís-Barreirinhas, e foi só trocar no guinchê e entrar no ônibus. Suave.

Foi uma loooonga viagem, cheia de paradas, no meio da estrada, inclusive. Saí às 9h e cheguei lá 14h.

Antes de viajar li que é fácil demais arranjar os passeios, que tem gente te pegando na rua e oferecendo pacotes: é verdade. Mal desembarquei do ônibus, procurando sinalização para achar a pousada, e já veio um cara perguntando pra onde eu tava indo, o que queria fazer nesses próximos dias. Deu até medo, mas ele tava todo uniformizado, e disse que trabalhava na pousada onde eu ficaria! Ó que beleza! Mais: me ofereceu carona de moto até a pousada.

– Desde os 3 anos de idade não subia em uma moto, me pelava de medo. Continuo com medo, mas foi delicioso passear 2 ou 3 minutos na garupa, com o vento fresco na cara… –

No fim fechei os passeios com esse mesmo cara, que era de uma agência chamada São Paulo. Inclusive, peguei um passeio – o “Grandes Lençois” para dali a poucos minutos. R$ 50 o tour que duraria o resto da tarde.

Foi o tempo de chegar na pousada – Vitória do Lopes, R$ 50 a diária, com café da manhã (humilde mas gostoso), ar condicionado no quarto e próximo ao Beira-Rio (onde fica o buchicho noturno) – trocar de roupa e subir no jipe que transportaria o grupo até a entrada do parque dos Lençois.

Atravessando o Rio Preguiças 🙂

No jipe

A entrada do Parque dos Lençois. Atrás de mim, dezenas de jipes idênticos largando turistas (me perdi para achar o meu jipe depois!, juro). À frente, a imensidade do deserto nordestino

Uns 15 minutos de caminhada – com o guia sempre a frente, cuidado para não se desviar do caminho e se perder! sério! – e chegamos à Lagoa dos Peixes:

Lagoa dos Peixes – a única com bastante água e que demanda pouca caminhada, portanto, BOMBANDO.

A Lagoa dos Peixes tem esse nome porque – guess what – têm peixes. Muito louco isso, um lago no meio de um desertão com seres vivos! Criacionistas e evolucionistas piram!

Maranhenses dizem que essa época do ano era para os Lençois estarem cheios de água, mas que esse ano choveu muito menos que a média. Portanto, está tudo vazio, inclusive lagoas famosas como a Azul 😦

A caminhada pelas dunas é tranquila. Claro que as subidas são tensas, porque o pé afunda até o joelho na areia fofa e surpreendentemente fresca.

Depois de me banhar, passear pelos arredores da lagoa e tirar mil fotos, voltamos para a entrada do parque, ver o pôr do sol:

Como dito acima, me perdi para achar o jipe do meu grupo, foi o caos. Mas sabe-se como achei. Só depois percebi que, mesmo idênticos, eles têm números de identificação na lateral. Aprendi pro resto da vida a decorar o número do meu.

Na volta, rola uma fila monstro para atravessar o Rio Preguiças na balsa movida à força humana. Te juro. Sorte que tinha uma galera vendendo tapioca – para eles, beijú.

Cheguei no hotel, tomei banho, tomei uma cerveja – mereço! – e fui para a Beira Rio jantar. Antes de decidir dentre as 10 ou mais opções de restaurantes, passeei por toda a orla – rio tem orla?. Tinha até apresentação de capoeira rolando (e turistas japoneses enlouquecendo).

Acabei optando pelo Restaurante Barlavento, porque tinha música ao vivo e tava uma delícia. Comi uma pizza brotinho de quatro queijos e cerveja. Achei que fosse explodir de tanto comer. Voltei para a pousada e dormi.

Domingo, 10 de junho – 

Já com o passeio comprado – R$ 50, dia inteiro, incluindo pequenos Lençois, Mandacaru e Caburé – umas 9h o jipe da agência de turismo me buscou no hotel, buscou outros turistas em outros hoteis, e nos deixou na marina, onde entramos nos barquinhos, ou “voadeiras”. São lanchinhas que praticamente voam pelas águas do rio Preguiças, tão velozes e leves que são.

Saindo de Barreirinhas. Chuva e calor.

Cerca de 1h de voadeira (trajeto super tranquilo, o bichinho não balança, só voa. De verdade) depois, chegamos à entrada dos Pequenos Lençois.

Imagem desértica. Esse lugar por onde pessoas caminham era para ser um lago =/

Como venta nos Lençois! Por esse motivo, a areia está sempre fresca e as dunas constantemente em movimento.

Um pouco depois, chegamos a Mandacaru, uma vila de pescadores onde um grupo de crianças disputa quase a tapa os trocos dos turistas para guiá-los até o farol, grande atração do lugar.

Essa é a vista de cima de seus mais de 50 metros:

Rio aqui, mar lá no fundo. Lindo demais.

Enquanto o grupo tirava foto até de escada, fui para o portinho onde nosso barco estava e sentei no bar, onde pedi uma caipirinha de cajá. R$ 5. Deliciosa!

O próximo passo foi Caburé, a vila que fica entre o rio e o mar. Saí andando sem rumo, até ficar totalmente só na paisagem: para qualquer lugar que olhava, não havia um’alma viva.

Andei, corri, deitei e fiquei olhando o nada e pensando que a vida é boa. Mas só às vezes.

Caburé tem pousadinhas e restaurantes, todas viradas para o rio. Almocei camarões, arroz e pirão em uma delas, e depois deitei em uma das centenas de redes do lado do restaurante – aliás, impressionante como tem restaurante com “anexos” cheios de rede pelo Maranhão!

Na volta cheguei a passar frio. O barco, totalmente descoberto, atinge uns 90 Km/h e o sol já estava de lado.

Cansada, voltei à pousada, tomei um banho e fiquei deitada na rede, lendo e bebendo cerveja. Jantei novamente no Restaurante Barlavento: peixe assado com legumes e capirinha de côco.

Segunda-feira, 11 de junho – 

No fim das contas, 4 dias inteiros em Barreirinhas é muita coisa. Além dos dois passeios que fiz, as outras opções são boia-cross pelo rio Preguiças (dizem ser um passeio bem besta), sobrevoo dos Lençois (deve ser maravilhoso, mas custa R$ 300 e dura MEIA hora) e passeio de… como chama aquele tipo de moto, só que de 4 rodas? – custa R$ 250 e acho completamente indispensável. Além disso, tem passeios incríveis que demandam muito mais tempo, como a travessia dos Lençois a pé, ir até Jericoacoara (Ceará), ou até o Delta do Parnaíba, que divide Maranhão e Piauí. Portanto, não tinha o que fazer na segunda-feira. Passei o dia  na vida mansa. Andei por Barreirinhas num dia útil – crianças na escola,  pessoas trabalhando no comércio – e fui pra praia do rio Preguiças. Torrei um pouco na areia clara e fina enquanto observava a movimentação da cidade.

Almocei num restaurante bem no fim da beira-rio, chamado Restaurante Marina Tropical. Tinha até um deck sobre o rio, delicinha. Almocei macaxeira e carne de sol, comi até ficar entupida. Voltei pra pousada e dormi. Acordei e fiquei na recepção a toa, deitada na rede, brincando com aplicativos inúteis do celular e vendo o tempo passar. A noite, fui jantar no restaurante A Canoa, também na Beira-rio. Tomei cerveja e comi aneis de lula a dorê – que eu tava morrendo de desejo. Fuck the diet total essa viagem! hahaha! Ainda tomei um sorvete antes de voltar pra pousada e dormir.

Terça-feira, 12 de junho – 

Já tinha fechado meu último passeio no dia anterior – R$ 100 um tour pela Lagoa Verde, passando pelo Canto do Atins – onde tem um restaurantezinho que faz um célebre camarão -, pela Foz do rio Preguiças, pelo povoado de Vassouras. Durou o dia todo e foi uma delícia! Até o grupo – tudo carioca – era gente boa, um casal de Petrópolis (RJ) e duas irmãs do Rio.

O tour foi bem mais emocionante que os anteriores, por lugares em que não encontramos nenhum outro jipe de turismo. Quase um rally. Passamos pelo meio de dunas, por dentro de rios que pareciam intransponíveis, pela vilinha de Vassouras, por Atins.

Na foto abaixo estamos no local onde o rio e o mar se encontram:

No mapa é mais fácil entender a ponta de terra que aparece na foto:

A Lagoa Verde demanda cerca de 1h de caminhada (2h, contando a volta), mas exige muito menos do físico que o passeio do primeiro dia. É que, embora com o sol a pico, é bastante fresco – venta muito o tempo inteiro, dá até frio sair da lagoa – e o terreno tem dunas bem menos inclinadas. Chegando lá… Que maravilha! Lindo demais!

E enorme, também! Aquele pontinho vermelho na beira da lagoa é nosso guia.

Eu gorda pra cacete. Finjam que só estão admirando a paisagem ^^

A água é transparente, e o impacto entre a brancura das dunas e o verde da água – fruto das muitas plantinhas que crescem no fundo da lagoa – é impactante. Êta Brasil maravilhoso ♥

No entanto, uma frustração: em nenhum ponto da lagoa a água submergia mais da metade do corpo. Ela é perene (não esvazia na seca), mas está muito vazia.

Momento fofura: não raro vemos pontos pretos e brancos nas margens da lagoa. São bodes da galera que mora nas redondezas dos Lençois, que vão até a Lagoa Verde beber água. Fofo. Esqueci de tirar foto disso (e de tantas outras coisas…).

Depois almoçamos o famoso camarão do Canto do Atins, que não é o famoso Camarão da Luzia, mas o camarão do irmão dela, ‘estabelecimentos’ (a varanda de uma casa) vizinhos.

O camarão é grelhado, com casca e tudo (sou fresca, não gosto da casca, tiro tuuudo) num molho meio agridoce. É super saboroso e fresquíssimo. Servido com arroz, feijão e pirão. Custa míseros R$ 20 (imagina, com esse calor você só come camarão micro e congelado em São Paulo!). Alguns do grupo não gostaram, acharam forte. FRESCOS. Eu não achei o melhor camarão da minha vida – acho que o título pertence ao Camarão Pistola vendido em Paraty-RJ – mas é inegável que o prato preparado nos Lençois é saborosíssimo.

A melhor parte do almoço, no entanto, foi conhecer os locais, que adoram bater papo com quem pára no Atins para comer camarão. Um deles, o mais falante, um tal de Raimundo, é guia para aventureiros dispostos a atravessar os Lençois, caminhada árdua de 65 Km e só para os fortes, que passa pelo maior povoado no meio do nada: Queimada dos Britos, que tem umas 50 famílias, de acordo com o guia. Fiquei morrendo de vontade de me jogar nessa trilha. O guia falou que cobra R$ 50 por dia (geralmente são 3), e que a gringaiada pira. E que franceses são realmente fedidos. (hehe)

O restaurante, aliás, é o último ‘estabelecimento’ antes de começar as dunas. Seu Franciso, dono do lugar, tem uma casinha onde hospeda aventureiros antes de começar a trilha – havia uma moça baiana lá, que iria começar a trilha no dia seguinte.

PIREI. Quero muito fazer isso um dia.

Umas 16h, começamos nosso trajeto de volta a Barreirinhas, depois de um dia delicioso.

Depois do banho, parti para minha última noite jantando na Beira-rio. E lá fui eu no Restaurante Barlavento de novo (até hoje sou prefeita do lugar, no 4square haha), onde comi peixe, novamente, regada a muuuuita cerveja. Bebi bem.

Voltando para a Pousada, fui deitar e… TINHA UMA BARATA NO BANHEIRO. Fui tentar matar. Daí apareceu outra. Não rolou. Fui até a recepção e pedi para o moço matar. De muita má vontade ele foi ao meu quarto – as desgraçadas tinham desaparecido e ele não moveu uma palha para encontrá-las. Me deixou ao deus dará. Deixei a luz do banheiro acesa a noite inteira, e fechei a porta. Sorte que 3 ou 4 horas depois estaria acordada.

Quarta-feira, 13 de junho – 

Tomei café-da-manhã e fiz check-out na pousada. Só de cerveja consumi 40 reais em 4 dias. Parabéns pra mim.

Andei até a Praça Matriz, ponto final do ônibus que faz o trajeto Barreirinhas – São Luis. Com passagem em mãos, entrei no ônibus e zarpamos. Dormi o caminho inteiro.

Cheguei em São Luis às 13h.

No guinchê de informações, me disseram direitinho sobre como chegar de ônibus até meu hotel. Atrás de mim, gringos faziam amizade e esperavam a vez deles para fazer perguntas sobre transporto público em São Luis. No fim, eles pegaram o mesmo ônibus que eu. E os encontrei novamente na festa junina, bêbados, a noite. Claro que não troquei um A.

Bom, cheguei ao centro e dei uma voltinha por lá, antes de ir para o hotel.

Passei pela Igreja da Sé, com um lindo altar todo de ouro:

Depois fui para o hotel, tomar um banho e me preparar para a última noite no Maranhão.

O Grand São Luís Hotel foi pago pelo meu pai. É o único hotel realmente bom no centro histórico de São Luís. Já foi considerado 5 estrelas, hoje é 4. A diária ficou em R$ 215, com café da manhã.

Pelo booking.com, reservei um quarto com cama de casal. Na hora, me deram um hotel com cama de solteiro. Além disso, era no 4º andar e o elevador estava quebrado. Pior: wifi não estava funcionando.

Fiquei puta da vida por um hotel caro desses criar tanto problema. Liguei na recepção e disseram que o wifi tava, sim, funcionando e que não em trocariam de quarto.

Desci na recepção e chamei o gerente. Mostrei o comprovante de reserva do booking, em que lia-se claramente (tinha até foto) que era cama de casal. Ele reclamou, reclamou, mas me mudou de quarto.

Ufa!

E não é que o wifi estava funcionando no quarto novo?

Tomei um banho e resolvi sair sem rumo, ou melhor: resolvi atravessar a ponte que liga cidade velha X cidade nova e descobrir o mundo moderno.

A ponte a ser atravessada:

Andei, viu.

Chegando do outro lado achei que era uma boa ideia ir até a Lagoa da Jansen. E fui. O caminho da ponte até lá era feio, e com um jeitão de “evite esse lugar durante a noite”. Mas chegando na lagoa, a recompensa:

Em volta da Lagoa rola uma pista de cooper. Em volta da lagoa, há riqueza, bares e restaurantes da moda, e há pobreza, passando por dentro da favela. Dei a volta completa (uns 6Km) e fiquei impressionada. Nos lugares ricos, empresários bonitões fazendo cooper. Nos lugares pobres, a pista tomada por crianças jogando futebol – ninguém dá a volta completa no lago, ao que parece.

No caminho, parei na Ponta D’Areia, uma das praias de São Luis (cujo forte não são as praias, que fique dito). Pôr do sol agradável 🙂

Voltei também andando. Calculo ter caminhado uns bons 15 Km.

Ainda estava cedo e fui passear mais um pouco pelo centro histórico.

Jantei um macarrão com frutos do mar no Antigamente Bar & Restaurante. Custou caro, mais de R$ 30, mas era um prantão. Também tomei [algumas] cervejas.

Ainda andando, fui até a Igreja de Santo Antônio – o santo casamenteiro, era dia dele! Achei que seria interessante. E, se der sorte, é bem vinda!

Estava muito mais cheio que alguns dias antes, quando estive lá sem querer. Tinha até palco. Mas a galera preferia se apresentar no chão. Coisa linda!

Até entrei na igreja, acompanhando a procissão. Quem vê pensa! hahaha

Continuo ateia, tá, gente? Mas respeito as religiões e admiro [algumas de] suas manifestações, importantíssimas para o povo e para nossa cultura.

Depois, andei até a Praça Maria Aragão, onde tava rolando a festa junina da prefeitura – bem menos cheia que alguns dias antes.  Comprei um monte de besteirinhas, entre elas pulseirinhas de palha de buriti, lindas, e essa tiara, ótima para festas a fantasia e carnaval:

Descobri que turista podia ir no camarote, e fui lá, pagar de gatinha, com meu drink PAU DO HULK na mão. hahaha juro.

Lindas apresentações, com muita cor, brilho e dedicação dos dançarinos. Emocionante 🙂

Sei que bebi bem – e já tinha bebido no jantar. Fiquei até a festa acabar, umas 2h. Voltei para o hotel de táxi – além de perto, não me atrevo a andar de madrugada por cidades que não conheço. Deu R$ 10, só.

Cheguei no meu lindo quarto 4 estrelas, liguei o ar condicionado no talo e desmaiei.

Quinta-feira, 14 de junho – 

Último dia. Ou melhor, última manhã. Me dediquei a curtir o hotel e fazer valer o dinheiro que meu pai pagou na diária: me entupi no café da manhã (completo, mas não tanto quanto poderia ser – não tinha tapioca, poxa!), e fiquei na piscina até o último instante possível.

Êta vida ruim

11h e pouco tomei um belo banho e fui embora. Ia pro aeroporto de táxi – tava limpinha e tava quente pra cacete – mas desencanei. Tava cedo e queria andar. Atravessei o centro histórico inteiro até a praça onde passava o ônibus para o aeroporto – e assim economizei uns R$ 30. O ônibus, é claro, estava mais quente que forno de padaria, mas tinha lugar pra sentar e entrava um ventinho quase agradável pela janela.

Cheguei no aeroporto e não tive dúvidas: um quiosque do Bob’s e um enorme anúncio do milkshake de ovomaltine sussaravam meu nome. Bênção!

14 e pouco o vôo decolou. Cheguei em SP umas 19h, com o tempo abafado e nublado. 30 minutos de ônibus + 30 de trem e metrô e cheguei em casa.

FIM.

EUA 2012 – parte 2 – Orlando (Disney/Universal)

Continuando minha viagem pelos EUA (leia aqui a 1ª parte)

25 de março – 

Nosso trajeto entre Miami e Orlando foi feito de ônibus. Foi SUPER barato. Ele nos pegaria na esquina do albergue e nos deixaria perto   do aeroporto de Orlando – onde alugaríamos um carro. Perfeito. Compramos via GoToBus e pagamos meros U$ 23 cada! Por um trajeto de 4h!

E guess what? O motorista era brasileiro. Soubemos na hora. Ao colocarmos a mala no bus, ele gritou um belo PUTAQUEPARIU (ele estava meio atrasado).

Chegamos em Orlando 11h. A Pri se desesperou pq a bolsinha em que ela guardava a carteira de motorista, bijuterias e uns trocos tinha sumido. Paramos num MC e ela revirou a mala dela. Acabou achando a bolsinha. E eu perdi uma nota de 20 dólares que estava no meu bolso e caiu. Coisas da vida.

Até o aeroporto foi tranquilo. O problema é que havia 30 locadoras de carro, e todas eram MUITO mais caras que a internet dissera. Deixamos mais de U$ 500 por 7 dias de carro, com todos os seguros inclusos.

Isso porque, descobrimos naquele momento, estávamos no meio da Spring Break. Nem sabia que essa merda existia. É uma semana de férias escolares entre o fim de março e o começo de abril, em TODO O HEMISFÉRIO NORTE. Ou seja: tudo caro e lotado.

Sei que demoramos pra fechar o carro,  nos perdemos pra chegar ao hotel, o GPS tava doidão…

Gente, e o nosso carro, aquele lindo? Todo automático, só faltava falar. E era o modelo mais simples e popular! Sente só:

O hotel: optamos por ficar num HOTELmesmo em Orlando. Ficaríamos destruídas com os parques, precisaríamos dormir bem. Sorte que a oferta de hospedaria por lá é imensa, daí tudo é barato. Ficamos em um cerca de 5 Km da Disney, com piscina e café da manhã (não deu tempo nem de olhar a piscina). Destiny Palms Hotel. Um bom hotel. R$ 650 (sim, REAIS) 7 dias para duas pessoas! Baratíssimo! Compramos via Submarino, e deu tudo certo.

Bom, teríamos ao todo 7 dias em Orlando, e nos viramos para conseguir ver tudo. Os parques da vizinha Tampa (com montanhas-russas maiores e mais emocionantes e parques como um da NASA e um da LEGO) ficaram de fora da lista, por falta de tempo.

Decidimos comprar um pacote de 5 dias de Disney + parque aquático (1 dia para Hollywood, 1 Magic, 1 Epcot, 1 parque aquático e 1/2 Animal) = U$ 340; um dia (meio, na real) de Sea World = U$ 72; e dois dias de Universal = U$ 146. Compramos tudo pela internet, nos sites oficiais dos parques, com cartão de crédito internacional. O dólar ainda estava na casa do R$ 1,76. O IOF pesou um pouco, mas ainda assim é melhor do que deixar para comprar na bilheteria, na hora.

Sei que só às 18h no livramos de tudo e saímos rumo ao primeiro dia noite na Disney.

Optamos pelo Hollywood Disney Studios, por ser menor. Só teríamos 4h pra curtir o parque e nada de espaço na agenda para voltar.

O clássico chapéu de “Fantasia” domina o parque 🙂

Nos focamos na lista de atrações escrita por um amigo da minha tia, que já foi guia turístico.

Não lembro em qual brinquedo fomos primeiro – talvez o ride de Toy Story?

Sei que a Disney É tudo aquilo. É tudo lindo, bem feito, caprichado, perfeito. É tudo meio que… um sonho. Sei que é brega, mas é verdade.

Os brinquedos mais legais do Hollywood Studios foram o Rock’n Roller Coaster, que é super rápida e inteira no escuro e a The Tower of Terror, o famoso elevador que despenca – brinquedo que tava tão vazio que pudemos ir duas vezes seguidas!

Gente, e as lojas? Saídas diretamente dos seus sonhos consumistas mais ousados. Tem tudo. Tem loja de Starwars, de Toy Story, de TUDO MESMO. E os preços não são tão salgados. Bichinhos de pelúcia de ótima qualidade por U$ 15! Vontade de comprar mil e revender aqui… hehehe

E as roupas? Assessórios? Tudo incrível!

Olha essa bolsa que vimos, não é fantástica? Custava U$ 40.

E essas orelhas estilizadas?

A Pri perdeu as estribeiras nas compras. Já eu só ficava encantada, sem comprar nada. Minha pegada é com roupa, sapato, perfume. Coisas que ficam na estante tomando espaço e fazendo poeira não são a minha pegada. Mas entendo o fascínio.

A noite teve um show de água e luzes. Liiiiiiiiiiiiindo. Todos os principais personagens da Disney num espetáculo cheio de… glamour. Me falta outra palavra.

E assim descobrimos que na Disney faz MUITO calor durante o dia e bastante frio durante a noite.

That awkward moment em que sua câmera (na verdade, celular – só levei meu iPhone nessa viagem) não capta bem esse tipo de imagem. É o Mickey (vestido a la Fantasia) ali em cima da pedra, controlando as águas com magia. Lindo!

Na volta, tudo que era restaurante no caminho estava fechado, exceto Mc Donald’s (que estávamos tentando evitar) e um tal de Denny’s, que a Thais, amiga da Pri de Miami, tinha falado bem.

Mandei um saladão lindo e belo. Que saudade de quando eu tinha pique pra manter dieta…

Voltamos pro hotel e morremos.

26 de março – 

O café da manhã do hotel era bem meia boca. Nada de frutas. Tinha cereais, sucos industrializados, baggels e muffins. Mas dava pra quebrar um galho.

Decidimos ir ao Magic Kingdom, o parque-símbolo da Disney. Aquele do Castelo da Cinderela.

Ó ele lá no fundo, que belo:

Se vê na foto, e na realidade era pior: o parque estava CHEIÃO. Definitivamente, SPRING BREAK IN ORDER.

Mas a Disney tem um sistema incrível para que evitemos [um pouco] as filas: o grande, amado e idolatrado FAST PASS. É o próprio ingresso de entrada à Disney (um cartão que você mantém pelos dias que comprou e que lhe dá acesso a todos os parques). Você insere o cartão na máquina referente à atração que deseja visitar, e a máquina cospe de volta um papelzinho indicando um horário para voltar. De posse do papelzinho, você pode passar na frente da fila toda! Uma MARAVILHA!

O Magic Kingdom tem um lance muito bacana: toda hora o parque pára porque vai começar um desfile. E daí tudo pára MESMO.

É tudo lindo. As crianças piram. Olha o Aladdin aí!

O Magic Kingdom se destaca principalmente pelas coisas pra ver. Os desfiles, o castelo, a mansão assombrada, a ride dos Piratas do Caribe, o teatrinho  da evolução da Disney e da família americana. Uma atração, em particular, me emocionou: Mickey’s PhilharMagic, que é um filminho 4D com grandes cenas da Disney. Rei Leão, Branca de Neve, Bela Adormecida, Fantasia: estão todos lá. Até arrepiei.

Se bem que o Space Mountain, uma montanha russa no escuro, só com pontinhos distantes que simbolizam estrelas, é demais.

Passamos um perrengue para comer. Ou era caro, ou era obeso. As frutas eram caríssimas e tão NHÉ, se liga:

Muita gente comia umas tais de TURKEY LEGS. Pareciam ogros. Flagrei uma moça mandando dois desses, ó que coisa mais HAGAR O BÁRBARO:

Antes do parque fechar, tudo pára de novo para o grande desfile final, o Electrical Parade. Antes, porém, há um show de projeções no Castelo da Cinderela. Magnífico. O castelo vai mudando de cor, vai ganhando texturas… É um show de cliques fotográficos ao seu redor, e é difícil estabelecer qual das projeções é a mais bela. No centro do castelo eram mostradas fotos tiradas pelos funcionários da Disney durante o dia. Casais em lua de mel, crianças, amigos…

O desfile “elétrico”, propriamente dito, também vale a pena.

Dizem que debaixo da Disney há uma outra Disney, e ainda maior, para fazer a Disney de cima funcionar. Que é uma loucura o tamanho e a quantidade de gente trabalhando pros DREAMS COME TRUE – lema do lugar.

O show acabou depois da meia-noite, foi tenso. Novamente, só MC e Denny’s estavam abertos. Repetimos a noite anterior no Denny’s. Chegamos no hotel e caímos mortas. Poucas coisas no mundo cansam tanto como passar o dia na Disney.

27 de março – 

Podres que estávamos, perdemos a hora. Sem condições. Nem a cabeça nem o corpo funcionavam. Daí decidimos fazer um programa mais light nesse dia e ir ao parque aquático. A Disney tem dois parques aquáticos. Optamos pelo Blizzard Beach.

O parque imita uma Flórida nevada. Diz a lenda que uma nevasca atingiu a Flórida sabe deus quando, daí as pessoas ficaram se divertindo brincando com tobogãs. Bom, vocês entenderam o espírito da coisa.

A real é que o parque é pequeno, não há tantas atrações e, as que tem, não são lá essas coisas. Conhecedora e admiradora do Beach Park (em Fortaleza), digo que ISSO o Brasil faz melhor. O Beach Park é mais bonito, às margens do oceano, mais seguro, mais prático – é um saco ter de ir ao armário pegar dinheiro pra comer (no Beach Park a gente carrega um cartãozinho pré-pago e é só passá-lo nas lojas); e até os brinquedos são melhores. A queda do INSANO, do Beach Park, é a maior do mundo – e a do Blizzard Beach me ralou toda, aliás.

Eu adoro parques aquáticos e achei a experiência bem agradável. Mas digo e repito: sou MIL vezes Beach Park.

Parque aquático fecha cedo. Ainda passamos num mercado, onde compramos um jantar (nosso quarto tinha microondas! – mandei um Mac & cheese, puta troço que sinto falta), frutas – bananas vendidas por unidade, coisa de 2 dólares a banana!!! – e passamos numa lojinha de tranqueiras com motivos da Disney.

Voltamos ao hotel cedo e ficamos de papo pro ar, tentando descansar para mais uma maratona no dia seguinte.

28 de março – 

Taí um parque que cansa as pernas mais do que qualquer outro: o Epcot. É lá que fica o pavilhão dos países (é clichezão, mas é bonitinho).

Não sabiamos e só descobrimos na hora, mas o pavilhão dos países só abria ao meio dia. Por tanto fizemos um esquema para ver metade da Epcot primeiro, depois ir pros países e descolar uns FastPass enquanto isso, e depois terminar os brinquedos do Epcot. Um dos primeiros que fomos foi o Mission Space: experiência única (de ruim) na vida. Nunca tinha ficado mal num brinquedo, mas esse foi tenso. Ele simula um lançamento espacial.
Numa câmara escura e muito apertada, você senta numa cadeira e fica completamente preso pelo tórax. Uma tela muito próxima do seu rosto piora a situação de desconforto. Daí sei lá o que o bagulho faz, que seu corpo vira 90º e sua cabeça quase explode pela pressão.

Nenhum outro brinquedo deixava TÃO claro que pessoas com problemas de claustrofobia, cardiacos, pressão e talz NÃO devem entrar. Dava até medo.

E foi justificado.

Credo, nunca mais chego perto.

Sabem quando tudo fica preto e você está prestes a desmaiar? Acho que mais 1 segundo no brinquedo e eu realmente desmaiaria.

Por outro lado, o Soarin’, que simula um passeio de asa-delta, é libertador. Tem também o test-track, que é como um simulador de como os carros reagem em altas temperaturas, curvas muito fechadas ou muito abertas, planos inclinados, batidas e acelerações extremas. MARAVILHOSO. Nunca achei que ia gostar, e me surpreendi. A fila de espera chegava a 2 horas – sinal de que o bagulho é bom.

O Epcot estava com um especial primavera. Tudo florido, tinha até um borboletário. Olha que lindo:

Na parte dos países, vimos tudo meio correndo. É tudo muito grande, e a lojas… MEU DEUS, AS LOJAS. De tequila, no México; de cristais, na Alemanha; de tranqueiras japonesas, no Japão… E as comidas? Margueritas e nachos, sushis, chop-suey, macarronadas, chocolates…

Almoçamos no Japão:

(meio fracote, por sinal. O shoyu é mega aguado e o peixe não é das coisas mais frescas)

Acabei aprendendo a que país pertence cada desenho da Disney. “Carros” é EUA; “A Bela e a Fera” é França; “Branca de Neve” é Alemanha (nem imaginava!); “Dama e o Vagabundo” é Itália. Ó que lindo:

Outra atração interessante é o famoso globo, na entrada. Nem sabia que era uma atração.

Você viaja num carrinho pelas grandes descobertas do século XIX. E no final fazem uma brincadeirinha com as pessoas:

Para encerrar, teve o espetáculo Reflections of Earth no lago, um show de laser e fogos incrível!

29 de março – 

Dia de SEA WORLD & ANIMAL KINGDOM. Optamos começar pelo Sea, que era longe do hotel. Chegamos na hora da abertura do parque, e estava tudo super vazio. Começamos primeiro pela fantástica montanha russa Manta – uma das melhores que fui nesses 7 dias em Orlando. Loopings sensacionais, com direito aos pés raspando na água. Maior legal!

A montanha russa Kraken e o splash Journey to Atlatis – que despenca do nada numa queda com boa inclinação, e molha pra valer – também valem a pena. Daí têm os incríveis shows – só assistimos ao das Orcas e dos Golfinhos, que fazem malabarismos que encantam, e têm uma relação fantástica com seus treinadores – , um enorme galpão que simula o pólo norte, com paredes de gelo, ursos polares e talz, e tanques com arraias e tubarões.

Sei que valeu a experiência da Pri para nos fazer passar apenas metade do dia no Sea World. É um parque incrível, que vale a pena, mas deu pra ver quase tudo em algumas horas.

Lá pelas 13h rumamos para a Disney, dessa vez para o Animal Kingdom.

LOTADO.

Almoçamos e começamos a correr contra o relógio. Conseguimos ir nas principais atrações graças ao FAST PASS, aquela bênção. Isso porque o parque estava super cheio e as filas passavam de 1h. Todas. Na entrada de cada atração tem um relógio marcando o tempo estimado de demora nas filas.

Os mais legais foram a montanha russa Everest, que tem até Yeti e bagagens de escaladores hehehe, o Safari foi bacaninha, embora bem quadradão e óbvio, e o mais legais MESMO foi o Kali River, um splash PORRETA. Sai molhada até os ossos –

Foi ainda mais legal porque no barquinho tinha uma menininha de uns 6 anos curtindo MUITO a molhadeira. Riamos com ela.

Ficou faltando um monte de atração – o parque fecha cedo, e não deu tempo. Não vimos nada do caráter “zoologico” do lugar. Há várias exposições de animais incríveis, dizem. A árvore da vida, uma belíssima árvore esculpida – também doeu não visitar:

30 de março – 

E chegou o grande dia de conhecermos o parque o Harry Potter, na Universal.

Já na entrada percebe-se que a Disney está a mili-anos a frente em termos de organização. Não que a Universal seja ruim, mas não é a Disney. Inclusive as lojas,que são muito bacanas, mas caras, e porque rola uma ausência acentuada de banheiros e bebedouros (o que não acontecia na Disney).

Enfim: chegamos e fomos correndo ao parque do Harry Potter, que já estava entupido. Milhares de crianças com roupas de bruxo. Nerdaiada da porra! ahahahaha

Sei que o lugar é uma graça. Uma ótima simulação de como Hogsmeade seria (baseado nos filmes, não nos livros).

Fomos logo à montanha-russa, que estava absolutamente sem filas. Coisa linda.

Depois entramos numa fila ABSURDA para tomar a famosa cerveja amantega – HORRÍVEL. Pri e eu dividimos um copo, e ainda assim 3/4 foi pro lixo. É absurdamente doce, NÃO desce. O primeiro gole até vai, o segundo é detestável, o terceiro dá ânsia.

Também comprei suco de abóbora:

Também doce e enjoativo, mas dá pra encarar num momento de sede.

Daí fomos pras lojas: a Zonko’s, com várias quinquilharias de zoação relacionadas aos gêmeos Weasley; a Honeydukes (comprei feijõeszinhos de todos os sabores – U$ 10 a caixa!; um sapo de chocolate também U$ 10! e só); enfrentamos uma fila de mais de 1h para ver a apresentação das varinhas – era aniversário da menina que foi escolhida para o show – 11 anos! isn’t it cute?; na loja de varinhas a Pri perdeu as estribeiras. Comprou varinha, comprou objetos de colecionador, enfeites, bichos de pelúlia (uma Hedwig; um cachorro de 3 cabeças) e mais mil coisas. Ela deixou mais de U$ 200 *-*

Como já disse, curto ver essas coisas, mas só gosto de coisas úteis, que uso ou que como. Por isso gastei pouco. Uns U$ 40 no máximo.

Chegamos a entrar no Bar Três Vassouras para almoçar, mas estava cheio e o cardápio nem apetecia muito. A real é que comida britânica é sem graça. Só carnes ao molho, batatas e legumes.

Então fomos para a atração principal – o castelo de Hogwarts, onde rola uma espécie de montanha-russa-simulação.

Descobrimos que assim como a Disney tem o FAST PASS, a Universal também tem – mas é pago. Mas nem tudo está perdido: para economizar tempo em filas, uma ótima ideia é se desvencilhar dos amiguinhos e ir nas atrações sozinho. A fila do HP era superior a 1h. Entrando como “single ride” (sozinho), eles te encaixam no primeiro lugar que aparece. Não demorou nem 10 minutos!

O problema é que a merda do brinquedo quebrou no meio do “ride”. O som pifou e a montanha russa chegou a travar por uns instantes. Fuck.

O castelo inteiro é uma atração foda. Cada detalhe feito com esmero, para os fãs se deslumbrarem. A loja do castelo também era incrível. A Pri deixou mais uma grana, e até eu comprei lá minhas coisinhas.

Daí nos aventuramos a ir de novo no ride – dessa vez funcionou, mas a surpresa já tinha ido pro saco. Triste isso.

Ainda fomos na montanha russa levinha, que passa pela casa do Hagrid. Novamente: tudo lindo, feito com esmero. Tem até um bicuço amarrado no fundo da cabana 🙂

Almoçamos e continuamos vendo os parques do Island of Adventure: a parte da Marvel – o elevador que despenca é fraquinho; o filme 4D do homem aranha levou todos os meninos/homens à loucura; e a montanha russa do Hulk foi o brinquedo mais foda que fui em Orlando – suuuuuuuuuper rápida, enlouquecedora!

Depois a parte dos desenhos animados, que incluía um splash que nos molhou até os ossos.

Depois fomos até o Jurassic Park, que infelizmente é restrito aos pequenos. Mas é um ótimo lugar para tirar fotos!

É realista demais! Fantástico!

Já de noite nos demos conta que tinhamos acabado de ver o parque inteiro e ainda tinhamos umas 2h. Voltamos ao parque do Harry Potter para tirar mais fotos e andar de novo na montanha russa.

Ó o Ford Anglia selvagem, que demais:

Ainda vimos um showzinho de ilusionismo antes de o parque fechar e a rua principal do lugar virar uma baladona (?). Sinistro.

Jantamos no Denny’s de novo – faltou 1 dia pra eu virar mayor no Foursquare. hahahaha

31 de março – 

Último dia e último parque – UNIVERSAL STUDIOS. Ufa!

Mas antes de começarmos a Universal, demos mais uma passada no Island – no fim, ficaram faltando dois ou três brinquedos, incluindo um show do deus “Poseidon”, ou quase isso.

Também fomos no splash do Jurassic Park – parecia que seria estrondoso, e no fim só fiquei com uns chuviscos na cara.

Depois almoçamos num restaurante gracinha na rua principal do parque. Comi um paad thai, um macarrão tailandês que eu amo. Achei chique ^^

E o garçom que nos atendeu falava português!

Nisso, começou um temporal. Avassalador. De fechar brinquedos e nos impedir de sair do lugar. E não passava nunca.

Resolvemos arriscar. Mas não rolou: só corremos até uma loja próxima, onde compramos capas de chuva por absurdos U$ 10 dólares (mas tinham logos do Harry Potter heheh). Daí fomos pro Universal – e uns instantes depois parou de chover. SEM GRAÇA.

Estreamos o parque com o Shrek 4D – bonitinho.

Também passamos pelo Twister – uma atração bem velha, mas é divertido ver a destruição de um tornado.

O ride dos Simpsons era BIZARRO. Era uma projeção de montanha russa. como a Pri bem definiu: “a montanha russa do futuro”.

Sei que o parque dos Simpsons rendeu muita foto!

O brinquedo de Men In Black era incrível: uma competição para matar ETs com arminhas de laser.

Infelizmente não deu pra irmos na montanha russa da Universal, que parecia ter uma queda alucinante: estava fechado por conta da chuva, sem previsão para abrir.

Pri e eu, podres, resolvemos abdicar do resto, e do show final, e fomos embora, arrumar mala.

1º de abril – 

Acordamos não tão cedo, acabamos de arrumar nossas coisas e fomos pro aeroporto. Depois de devolvermos e pagarmos o aluguel do carro, começou a aventura do check-in do vôo para Nova York. Daí que a passagem não incluía despache de bagagem – custou U$ 40 e tinha um limite (acho que 30 Kg – minha mala tava com uns 27). A Pri, carregada de compras na Disney e no parque do Harry Potter, teve que abrir a mala e refazer inteira, de modo que o peso fosse diminuido. Algumas coisas ela passou pra minha mala, outras ela colocou na bagagem de mão.

Sei que com isso QUASE perdemos o vôo pra Nova York. Entramos no avião e a aeromoça disse “que bom que conseguiram”. Foi TENSO, brother.

A decolagem foi liiiiinda. O dia estava sem nuvens, o que permitiu uma visão perfeita do Cabo Canaveral – onde tem lançamento de foguetes! – Ó que incrível:

Assim que entramos no oceano dormi e só acordei quando estávamos pousando no JFK.