Metamorfose ambulante (título clichê, oi?)

Passei metade da adolescência xingando pessoas ecléticas, mas. Hm.
Reflitamos:

Enquanto criança, ouvia o que meus pais ouviam: Beatles, Eric Clapton, James Taylor, MPB. E Xuxas da vida, porque eu era criança, né! As roupas? Qualquer coisa. Ou pelada. Como eu adorava ficar pelada por aí.

Aos 11, 12 anos, comecei a gostar de Lulu Santos e Rita Lee.
A convivência com o Chris me aproximou ainda mais do Pop-Rock nacional. Paralamas, Mutantes, Titãs, Skank. Roupas: uniforme. Passava o dia com o uniforme da escola, ou calça jeans e camiseta.
Uns 2 anos mais tarde, a gente entrou numa vibe CLUBBER, sem a parte de música eletrônica, que eu sempre odiei do fundo da alma. As roupas laranjas com escritas em rosa choque eram para festas e para usar no shopping (ugh, como eu era escrota, meu deus!). Ai Ai.

Adolescente = ROCK. Começou com Raimundos, e descambou para uma coisa mais pesada e internacionalizada: System of a Down, Korn, Limp Bizkit, Linkin Park, Metallica, Green Day, Offspring, Ozzy Osbourne, etc… A roupa sempre preta. Camisetas largonas de banda, blusa mesmo no maior calor, aversão a sol.

Uns 20 anos = voltei ao MPB. Comecei a andar com vários grupos de pessoas diferentes, entre eles um muito ligado à MPB (oi, prima?). Percebi que ESSA era a minha vibe. Nada melhor do que um sambinha de raiz. Chico Buarque. Elis. Paulinho da Viola. Gilberto Gil. E quando vi, já gostava até de Luiz Gonzaga. As roupas? Mudaram drasticamente. Vestidinhos floridos e curtos, sempre bronzeada, sandálias rasteiras e havaianas…

Pensando bem, tuuudo o que citei continuo ouvindo. Os gostos não foram se anulando, foram se somando.

Oi, eclética, eu? Imagiiiiiiiiiiiiiiina!

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