Escrever e falar

Acho que eu escrevo bem. É a única coisa no mundo que eu acho que faço certo. Mas isso não significa que eu possa escrever artigos científicos. E nem matérias jornalístas. A idéia de sair entrevistando gente e transformar isso em uma matéria BORING sobre, sei lá, meio ambiente, é absurdamente brochante. Mas escrever pra blog, descompromissadamente, é o maior tesão. Talvez por isso eu me alivie escrevendo em 500 lugares diferentes. E agora também no Corporativismo Feminino.

Falando nisso, escrevi esse post para lá e foi bacana. Fui linkada no Gordonerd, teve um montão de comentário e… uma senhora discussão. Começou a chover gente criticando o que eu tinha escrito. Povo que acha que eu quero destruir o mundo publicitário, revolucionar as campanhas, queimar sutiãs e coisas do gênero. Aff.

Depois eu que sou exagerada.

Mas tudo bem: respondi a cada um dos comentários me criticando numa boa (aproveitando uma semana de relativo ócio no trabalho). Argumentação legal, sem baixar o nível, sabe.

E aí parei MAIS UMA VEZ para pensar: eu não sei me comunicar oralmente. Se eu tivesse falado sobre esse post pra alguém e esse alguém começasse a me criticar, eu nem ousaria tentar defender o post. Não sei argumentar oralmente, não consigo organizar as idéias. Me expresso infinitamente melhor escrevendo.

Isso é muito bizarro?

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O que o ócio me levou a fazer

Durante meus 7 meses de desemprego tive tempo de fazer muita coisa inútil. Nada contra ficar deitada a toa, pensando na vida, mas fazer isso durante tanto tempo não dá. Assisti séries, li livros, vi filmes, sai para dar uma volta… Mas mesmo assim não dava pra preencher satisfatoriamente meu tempo. Então certo dia resolvi fazer uma lista das pessoas que eu já peguei. POIS É, galére.

Não vou falar em números, porque, né. Mas peguei mais gente durante 2009, ainda faltando 5 meses para terminar, do que na minha adolescência (dos 13 aos 18) toda. Talvez o fato de não beber e não sair para lugares diferentes naquela época seja a chave do problema. Ou solução, depende do ponto de vista.

Mas queria citar algumas conclusões da lista:
1- não sei como, mas eu já peguei até que um bom número de caras lindíssimos, daqueles que agradam a gregas e troianas.
2 – mas já beijei cada pessoinha também, que vou te contar.
3 – sou recordista em pegar gente em fila de banheiro unissex (isso vai render um post)
4 – Praticamente metade do povo que eu peguei eu nem perguntei o nome. A alguns até perguntei, mas me pergunta se eu lembro?
5 – “R” é maioria. Sério. Ra’s, Re’s, Ri’s, Ro’s BOMBAM. Só faltam Ru’s. Algum Rubens por aí? Hehe
6 – nunca peguei japonês. Nem gringos.

Ok, eu sou retardada. Já sei disso.