Comprar, comprar, comprar

Ó, taí uma coisa que eu não sou: consumista.

Ao contrário de 90% das mulheres, não passo meus dias sonhando com AQUELA bolsa, AQUELE sapato. Sou uma pessoa básica  – um vestidinho e uma havaianas bonitinha me fazem feliz – e, acima de tudo, meio mão de vaca. Na verdade, não vou deixar de sair para não gastar dinheiro, mas evito táxis (dinheiro mais desperdiçado do mundo) e nem encho a cara em balada em que a cerveja custa R$ 5 a lata. Sou mais boteco. O clima é mais agradável e a bebida é mais barata. 

Daí que sexta recebi meu salário. Sábado fui trocar uma calça, e resolvi ser consumista uma vez na vida. Comprei biquini, comprei lingeries, comprei blusinhas, comprei calça… Olha, se eu fosse rica, transformaria o ato de comprar em terapia. Realmente é bom. Acontece que meu salário não comporta esse tipo de luxo.

consumo

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Metamorfose ambulante (título clichê, oi?)

Passei metade da adolescência xingando pessoas ecléticas, mas. Hm.
Reflitamos:

Enquanto criança, ouvia o que meus pais ouviam: Beatles, Eric Clapton, James Taylor, MPB. E Xuxas da vida, porque eu era criança, né! As roupas? Qualquer coisa. Ou pelada. Como eu adorava ficar pelada por aí.

Aos 11, 12 anos, comecei a gostar de Lulu Santos e Rita Lee.
A convivência com o Chris me aproximou ainda mais do Pop-Rock nacional. Paralamas, Mutantes, Titãs, Skank. Roupas: uniforme. Passava o dia com o uniforme da escola, ou calça jeans e camiseta.
Uns 2 anos mais tarde, a gente entrou numa vibe CLUBBER, sem a parte de música eletrônica, que eu sempre odiei do fundo da alma. As roupas laranjas com escritas em rosa choque eram para festas e para usar no shopping (ugh, como eu era escrota, meu deus!). Ai Ai.

Adolescente = ROCK. Começou com Raimundos, e descambou para uma coisa mais pesada e internacionalizada: System of a Down, Korn, Limp Bizkit, Linkin Park, Metallica, Green Day, Offspring, Ozzy Osbourne, etc… A roupa sempre preta. Camisetas largonas de banda, blusa mesmo no maior calor, aversão a sol.

Uns 20 anos = voltei ao MPB. Comecei a andar com vários grupos de pessoas diferentes, entre eles um muito ligado à MPB (oi, prima?). Percebi que ESSA era a minha vibe. Nada melhor do que um sambinha de raiz. Chico Buarque. Elis. Paulinho da Viola. Gilberto Gil. E quando vi, já gostava até de Luiz Gonzaga. As roupas? Mudaram drasticamente. Vestidinhos floridos e curtos, sempre bronzeada, sandálias rasteiras e havaianas…

Pensando bem, tuuudo o que citei continuo ouvindo. Os gostos não foram se anulando, foram se somando.

Oi, eclética, eu? Imagiiiiiiiiiiiiiiina!