Eu amo o amor, mas o amor não me ama

Eu sou romântica. Eu acho lindo casamento. Eu me debulho de chorar com histórias de amor piegas. Eu choro com a cena mais mal feita do mundo quando tem amor envolvido. Eu choro com comercial. Eu choro com amores de BBB.
E olha só: eu nunca vivi algo nem próximo a um amor de novela. Na verdade, tudo que eu senti até hoje existiu somente dentro de mim, sem qualquer reciprocidade.

Cito aqui uma frase foda da Debra, personagem da excelente série DEXTER:

“Every time I’ve ever been naked with someone, we just fuck.” “This time it’s different. I hate saying this…it feels so cheesy. It feels like making love.”

Eu desconheço essa sensação nova que a Debra sentiu. Para mim, ALWAYS was just fuck. Foda.

Não é fácil amar o amor e sonhar com uma alma gêmea, sabendo que você é uma das poucas pessoas do seu círculo de conhecidos que está sozinha. E sempre esteve. E provavelmente sempre estará.

Porque eu não quero esperar para sempre. Eu não quero criar expectativas. Eu não quero passar a vida achando que metade de mim está perdida por aí.

E o pior de tudo é que eu realmente me sinto como se estivesse incompleta. Sinto que só estarei 100% quando puder me entregar a um amor. E não de amigos. E não de família. Isso já não me basta, embora seja essencial para manter meus pedaços em ordem.

Sábado eu estava à toa em casa e aí tava passando Friends. E aí que era o episódio em que o Chandler pede a Monica em casamento. Já vi esse episódio umas trocentas vezes, e não tem uma vez sequer em que eu não me debulhe em lágrimas. Porque é a coisa mais linda, mais romântica e mais sincera do mundo. É a felicidade no grau máximo. E tudo que eu queria para mim:

(ei você que não sabe inglês. Não achei vídeo com legenda. Mal aí.)

Olha, eu sei que eu estou sendo repetitiva. Já disse tudo que eu penso e mais um pouco aqui, mas quando incomoda, preciso falar.

Anúncios

Help! I need somebody! (Ou não)

You know how they say, “I can’t live without love“?
Well, oxygen is even more important.

Dr. Gregory House

Com essa frase incrível do House, da série (tem pra baixar num link aí do lado), começo mais um post reclamando da vida e da solidão. Então senta que vai começar.

Seguinte: várias amigas minhas que nunca tinham namorado, que não acreditavam muito na “tampa” de suas panelas e afins estão namorando. Claro que fico feliz por elas. Desejo tudo de melhor às minhas amigas. Mas essa não é a minha primeira reação ao saber. Antes de ficar contente por elas, fico possuída de inveja. Inveja pura. Não daquela maligna, que gera instintos assassinos e ódio, mas aquela que inevitavelmente te faz sentir como lixo, e que leva ao questionamento: “Porquê não eu?”.

Não sei até que ponto a inveja afeta o meu caráter. Por mais que eu me remoa de inveja direto, nunca fiz nem nunca farei nada para prejudicar ninguém. É uma coisa puramente interna, que machuca a mim e somente a mim.

O fato é que quanto mais envelheço, mais as pessoas ao meu redor engatam relacionamentos amorosos. No meu trabalho, não tem um ser vivo solteiro. Só eu.
Não vejo a hora em que vou sobrar totalmente </ironia>.

Depois das minhas desilusões amorosas (ou quase isso), me fechei. Primeiro, porque todo mundo que eu conheço e que me interessa:

1 – namora ou é casado
(queria ser anti-ética e ignorar sentimentos alheios, mas não consigo dar em cima de gente comprometida.)
2 – prefere a pessoa que está ao meu lado
(uma amiga, é claro. Só para eu me consumir de inveja mais um pouco).

Eu tenho duas opções: ou passo o resto da vida procurando alguém, numa esperança infrutífera, ou saio pegando geral, meanless mesmo. Pegando geral, leia-se: as sobras de amigas, os bêbados no fim da balada que não se importam com nada, os que comem qualquer coisa que não tenha volume excessivo entre as pernas.

Sério, peguei mais em 2009 que nos últimos 5 anos juntos. O que isso significou? NADA. N-A-D-A. Meanless, solidão, tons de cinza.

Pras pessoas ao meu redor, sempre tentei passar uma imagem de força, independência, desinteresse e desapego pelas causas amorosas. Felizmente, não tenho fama de mal-comida por esses motivos. Simplesmente porque eu NÃO sou comida. Mas enfim. Baixei o nível mais do que o necessário.

O fato é que eu sei (e não tão fundo assim) que eu preciso de alguém. Passo a porra da minha vida inteira esperando por esse alguém. E só de falar isso meus olhos enchem de lágrimas (obs.: estou no trabalho, escrevendo desgraça no blog, com os olhos marejados. GREAT.) Passo a porra dos meus dias inteiros desejando companhia. E não necessariamente a companhia dos meus amigos. Preciso de algo além. De um amor, sabem.

De mãos dadas, cinema, dormir abraçado, ouvir palavras doces. Tudo isso que 9 entre 10 pessoas que eu conheço já viveram.
Fato: única pessoa que eu tentei pegar na mão, um puta amigo que eu já tava pegando há um tempinho, se DESVIOU. Há testemunhas.

Posso dizer que não vivo sem amor?

Sim.

Eu não vivo sem amor. Mas, se não tenho um amor, que escolha tenho? Amor, como nosso grande House sabe, não é vital como o oxigênio. Me deixem a porra da vida inteira sem amor que eu continuo com a minha existência semi-completa. Mas me tirem a porra do oxigênio que eu morro.

Me convenço mais e mais, a cada dia que passa, que não sou do tipo de pessoa que vai casar e ter filhos. Preciso colocar na minha cabeça que isso não é pra mim, matar todas as esperanças do campo amoroso e as idéias românticas da alma gêmea e tentar ser feliz como dá, sem isso.
Das duas, uma: ou eu sou a pior pessoa da humanidade, aquela que fica sozinha pelo resto da vida por justiça mortal/divina OU eu não fui feita para isso. Simplesmente porque não pertenço a esse contexto.

Tendo a crer na segunda opção, uma vez que existe gente bem pior/mais feia/ mais gorda/mais burra/mais tanta coisa do que eu, e que ainda sim é realizada amorosamente falando.

Se a falta de alguém me faz infeliz? Não. Só que sem amor minha vida nunca vai ser 100%.

Sim, não vivo sem amor. Não consigo viver sem invejar casais. Não consigo viver sem querer mais atenção, e não só aquela que amigos podem dar.

Sorte que viver sem essas coisas não causa falência múltipla dos órgãos.

Não vivo sem amor e sem sexo, mas, que opções eu tenho?

#Procura-se um amor que goste de cachorros.

Câmbio, desligo.

Virei nerd. Beijo.

De alguma forma eu soube mesclar uma infância bem ativa brincando de polícia e ladrão, jogando bola, no parquinho, na piscina etc, com uma vida na frente da tevê. Assisti a todos os sucessos da Cultura que fez minha geração mais capaz do que a geração atual, tipo Glub Glub, Ratimbum, Castelo Ratimbum (oi, a Caipora é a minha tia e eu assisti a gravação de um capitulo!), Doug, Anos Incríveis, Confissões de Adolescente, além de Chaves, Chapolim, Carrossel… Isso sem contar as novelas da Globo. Não sei como eu conseguia dosar vida social com muita televisão, escola e sono, porque NUNCA dispensei uma soneca vespertina. Acho que pq nunca fiz balé, judô, inglês, o que seja. E agradeço aos céus por isso. Minha infância foi tudo.

Só sei que essa vida bem agitada era boa.

Já recentemente, com trabalho ocupando a maioria das horas do meu dia e com faculdade até o ano passado, fui perdendo minha vida social. Não consigo ser irresponsável a ponto de beber até cair se tenho que trabalhar no dia seguinte. Minha única ressaca em dia de semana foi forte o suficiente para provar isso: vomitar no trabalho NÃO é legal. Vomitar em qualquer lugar não é legal, mas como eu sou a rainha-mor dos PTs… Pelo menos evitemos eles durante a semana.

Enrolei para falar que essa vida de trabalhadora me tornou uma nerd. Não assisti nenhuma dessas séries que as pessoas assistiam no auge dos seus 12 a 15 anos – Friends, Dawson’s Creek, Buffy e mil outras. Porque eu gostava de passar a noite na quadra, na piscina, na casa dos amigos.

Só que comecei a trabalhar, a rotina mudou, veio a distância dos amigos que a vida adulta impõe e me joguei no que? NAS SÉRIES!

Comecei com Lost. Daí vi Heroes, que acabei desistindo no meio da 3ª temporada (trash demais). Ano passado, com TCC e trabalho de segunda a segunda, vi séries que nem uma louca como compensação. Vida social? Não rolou. Mas vi Prison Break, Dexter, Six Feet Under (melhor série do mundo) e tirei felicidade da ficção. Triste, não? Não sei. Mas me joguei na vida nerd com gosto. Tem muita série boa por aí. E a Stella me ajudou na escolha de quais séries assistir.

Esse ano piorou. Antes eu até lia bastante, mas agora só sei ver série. Tirei o atraso da adolescência sociável e vi todas as temporadas de Friends em tempo recorde. Agora estou assistindo The Office (para quem trabalha em escritório é ótima pedida), The Big Bang Theory, True Blood, Two and a Half Men (nem curto muito) e pretendo começar House e How I Met Your Mother.

Uma baita duma nerd.

—-
Se quiser saber o que escrevi sobre True Blood, Heroes e Six Feet Under clique nos links. Opiniões dadas no meu outro blog, o  .txt.