A vida não tá fácil

Não tá.

Desde que voltei de viagem, em 9 de janeiro, conto nos dedos de uma mão os momentos realmente felizes do ano (na real, só lembro de dois: Casamento de um amigão; Carnaval/Sambódromo; bar semana passada com os brothers. [não, meu aniversário não consta nessa lista pq, mesmo que muita gente que amo tenha ido, muita gente que amo NÃO foi e nem deu justificativa. fiquei mal).

Tenho impressão que gastei a cota de felicidade do quinquênio na minha viagem…

De resto, um misto de melancolia, desânimo e desgosto marcam meu primeiro trimestre de 2015.

O Trabalho.

O trabalho está uma merda. Graças à economia brasileira toda fodida e à crise da água em São Paulo, a construção civil foi reduzida em um volume assombroso. Como meu trabalho está diretamente ligado ao mercado imobiliário, que é um dos que mais sentem essa crise, tenho passado longos períodos de ócio não-remunerado (só ganho pelo que produzo). Em fevereiro, tive o pior salário até agora nesse trabalho. Até menos do que costumava ganhar quando era estagiária, juro. Tudo indica que abril será parecido. A coisa tá feia. Meus colegas de trabalho estão tensos. A chefe está mais tensa ainda.

O Brasil. 

Me deprime. Me dá vontade de gritar, de chorar. Essa onda de conservadorismo está me dando um desgosto sem precedentes com o fato de ser brasileira e morar no Brasil. Manifestação pedindo impeachment, pedindo golpe militar. Não consigo olhar a bandeira do Brasil ou ouvir o hino sem sentir repulsa.

Gente boicotando novela porque gays se beijam. Gente pedindo a morte de uma presidente eleita pela maioria (não esmagadora, ok, mas ainda assim) da população. Gente que grita “Abaixo Maria do Rosário, Viva Bolsonaro”. Enfim. Vocês lêem jornal, sabem do que eu tô falando.

Nunca tive vontade de sair do Brasil. Até 2015.

Se acho que outros países são melhores? Depende. Há lugares e lugares. O que eu não aguento é gente com boa educação pedindo ditadura e apoiando feminicídio.

O que me impede de vazar? Um trabalho mais ou menos decente. Nem fodendo que saio daqui pra limpar bunda de bebê – até porque não curto criança. Seja finlandesa, ugandense ou canadense. Não gosto. São folgadas, são mimadas, são inconvenientes. Tô fora.

A Vida.

Minha vida social está em coma na UTI. Ninguém tem grana pra nada, ninguém quer fazer nada, quem sai só sai com cônjuge/namorad@, chega fim de semana e todo mundo só quer dormir. Eu inclusive.

Meus pais não param de jogar na minha cara o fato de eu estar sozinha e sem amigos. Sempre pra cima a opinião dos meus pais.

Vida está chatíssima e desmotivadora.

O Amor.

Rysos altos do mais puro sarcasmo. Em resumo: sou uma completa imbecil sem amor próprio e que não canso de me humilhar. Mas não sigo em frente porque a vida está tão chata, tão desmotivadora, que me apegar a três ou quatro frases agradáveis por semana é o que me resta para não sucumbir de desgosto.

Ok, é uma maré que vai passar.

#Oremos para que passe logo.

—-

Mas nem tudo é desgraça. Em exatos 15 dias vou fazer uma viagem bacana com o meu pai. Tô pobre pra caralho e não teria condição de ir nem até a Praia Grande, mas como meu pai está pagando a parte aérea e eu tinha dinheiro vivo sobrando da última viagem… Vou pra Dubai passar meros 2 dias, com meu pai, e daí ele volta pro Brasil. Eu sigo para Paris, onde ficarei com meu primo e a namorada, que moram lá.

***

Se você estiver à toa na região central/oeste de São Paulo, faizfavô de me chamar pra uma cerveja. Sério. Por favor. anamyself@gmail.com

😉

Nada é tão ruim quanto parece

Leitores assíduos (ou nem tanto) do meu blog devem estar percebendo uma das minhas grandes e piores características. Ainda mais depois do último post, sobre a minha mãe. Aliás, um milhão de agradecimentos a todos que comentaram no blog, me mandaram e-mail, me twittaram alguma coisa. Sério, gente. Terapia em grupo, é o que é esse blog 🙂 ♥

Mas então. A tal característica: sou sempre vítima. Como assim? Não sou agente ativa da minha vida, sou agente passiva. Sempre tomando no cu, e não enfiando no cu dos outros, num português claro – e condizente com a minha vida. Pior do que isso: tenho uma certa necessidade – e mania-  de fazer os outros sentirem pena de mim. Daí a quantidade de desgraça que eu conto aqui.

Nenhuma dessas histórias é mentirosa. Todas me afetaram e ainda afetam. Não é e nunca será fácil ser eu.

Mas essa minha mania de despertar dó nos outros é a coisa mais deprimente que alguém pode fazer consigo mesmo. Não me orgulho. Por outro lado, PRECISO escrever e desabafar. E não vejo muito sentido em desabafar sobre coisas boas que acontecem.

No fundo, sei que consigo despertar outros sentimentos nas pessoas além da piedade. Vocês, por exemplo, caros leitores (a maioria, nem conheço pessoalmente): sei que vocês me lêem não só por pena, ou pela minha vida tragicômica, ou por curiosidade, mas porque simplesmente gostam de mim/do que escrevo.

Né não?

#DizQueMeAma

Mas sei lá… Eu só conto desgraça. São raros os posts em que falo de coisas boas. E, pode não parecer, mas não sou tão infeliz e miserável quanto pode parecer.

Na verdade, há um bom tempo, vivo na inércia. Alguns dias são legais, alguns dias são ruins e a maioria dos dias é simplesmente boring.

Mas já vivi MUITOS momentos bons, mesmo com mãe louca, mesmo com a auto-estima fudida, mesmo sempre sentindo falta de uma cara metade. Já viajei pra cacete, já conheci gente maravilhosa, já aprendi muito, já ri muito, já me entreguei de corpo e alma. Tenho MUITA coisa boa para lembrar.

Enfim. Esse post é só para saberem que nem tudo é tão ruim quanto parece. Consigo levar as coisas e sei ver a beleza da vida. Num pôr-do-sol, num bate papo gostoso com os amigos, num cachorrinho fazendo graça na rua.

Minha mãe – a pior história de todas

Alô, você que leu esse post aqui. Você já conhece um pouco sobre a minha relação com a minha família. Mas agora vou me aprofundar nisso. Vou falar da minha mãe.

Tá, você ama sua mãe, ela é a pessoa mais importante da sua vida, você deve tudo a ela.
Super te compreendo, camarada. Mas para mim é bem mais difícil falar isso. Claro que devo minha vida a ela, mas dizer que a amo e que eu devo tudo a ela… Não condiz muito com a realidade.

Minha mãe é louca. Não é autista e nem nada, mas ela tem uma personalidade complicada. Um gênio ruim. Pelos relatos da família e dos amigos antigos dela, ela sempre foi uma pessoa dificílima de lidar. Ela era possuída por surtos inexplicáveis, 99% deles agressivos e destruidores.

Ela sempre foi assim. Só que aí, lá pelos meus 12 anos, ela começou a beber. Tipo, MUITO. Ela sempre foi da cerveja, da caipirinha e tal, e sempre dava trabalho/vexâme. Mas não era alcoólatra. Ainda.

Lembro dela cozinhando e tomando uns goles de conhaque. Nada escondido. Ainda, novamente.

Só que as coisas foram se deteriorando.

Só culpa dela? Óbvio que não. Pessoas não se viciam em drogas só porque querem. Sempre tem um motivo escuso. No caso, os motivos eram vários. Da família complicada dela, o trabalho e o chefe fdp que a mandou embora, irmão mega problemático, meu pai com amizades inadequadas e eu teimosa e respondona e desse jeito que eu sou. Talvez eu tenha mais culpa ainda, mas não saberia indicar em quê.

O fato é que foi piorando, e piorando e piorando. Logo foi pra vodka, depois cachaça e nos últimos estágios antes do fim (isso acaba, se não eu nem contaria), pinga de garrafa de plástico. Daquelas que os mendigos tomam.

Eu falei que era uma história complicada.

O fato de ela se consumir em bebida não era o pior. Eu já disse que ela tem gênio ruim. Imagine uma pessoa com gênio ruim, super agressiva e bêbada.

Olha, eu devo estar na lista VIP do Open Bar do Céu, viu.

Bom, minha mãe passou uns 8 anos ou acordada, bêbada e surtando OU dormindo. Isso poderia ser às 2 da manhã, às 3 da tarde, às 8 da noite, nada a impedia. Escândalos pavorosos. Ela falava que eu era um monstro, uma gorda horrorosa, imatura, que só ia passar por desgraça na vida porque era isso que eu merecia. E daí pra baixo. Aparecia com facas, tentava nos dar garrafada…

NOS dar, porque lógico que eu e meu pai nos unimos contra ela. Ou nos uniamos, ou ela ia nos levar a morte. Sem exagero. Essa parte da minha vida não tem nem como exagerar. NINGUÉM além de mim e do meu pai tem uma noção do que foi essa época. E quando nos mudamos para perto da PUC, perto do centro de São Paulo, piorou o que parecia impiorável. 11º andar de um prédio com 1 apartamento por andar. Ela ameaçava se jogar ou jogar a mim, meu pai ou minha cachorra (!) dia sim, dia não. Por cerca de três anos, não desejei a ela nada que não a morte. Na verdade, ela já estava morta para mim há muito mais tempo.

E aí estava todo mundo dormindo, ela acordava a gente com tapas. Dava medo de dormir. Era stress puro.
A família sabia um pouco do que acontecia, mas ninguém entendia e nem tentava se meter. E aí ela ligava pras pessoas e começava a falar delas, tipo o que ela falava pra mim… Super agradável, vocês podem imaginar.

Nessa época, ela não comia mais. Se alimentava exclusivamente de álcool, e comprava umas ruffles de vez em quando. Tava magra, chupada, parecia morta-viva.

Não sei bem como consegui manter minha vida mais ou menos nos eixos, sendo que ela me acordava aos berros, me xingando, às vésperas do vestibular, sabem.
Mas consegui. Entrei na faculdade e sabia que o fato de voltar pra casa a noite, significava que insônia. Quem dormiria tranquilo com constantes ameaças?

Uma vez bati nela. Bati mesmo, de sair sangue e tudo. Ela tinha falado alguma coisa muito além do que costumava falar, não tenho nem idéia do que seja, mas aquilo me enxeu de ódio. Bati a cabeça dela contra o armário várias vezes, se meu pai não me parasse, não sei o que teria acontecido.

Mas foi só aquela vez. E não me orgulho. Mas assumo.

Então, no final de 2005, o irmão problemático dela morreu. 39 anos. Ele era gay, morava em Lisboa com um amigo, era alcoólatra e curtia umas drogas. E tinha uma vida bem intensa. VIVEU, sabem.
Ela sempre se identificou e tomou as dores do irmão quase 10 anos mais novo.

Só sei que a rápida evolução do quadro dele mexeu com ela. Fora que ela tava indo pelo mesmo caminho: já tinha tido uns desmaios pela rua, de fraqueza. Foi aí que ela procurou ajuda. Psicóloga encaminhou pro psiquiatra logo de cara (óbvio). Ela começou a tomar uns remédios tarja preta. E num intervalo de tempo surpreendentemente mínimo – tipo uma semana! – ela era outra pessoa. A alcoólatra maligna morreu, e apareceu uma mãe calma, abalada, abandonada e deprimida, que eu nunca tinha conhecido. Do álcool, passou para o chocolate – foi a recomendação do psiquiatra, trocar um vício pelo outro.

Meu pai ficou maravilhado e passou a dar todo o apoio. Eu não. Difícil perdoar e esquecer a mãe que ela foi pra mim por tanto tempo. Não que eu quisesse uma mãe-amiga como as que comentaram aquele post que eu citei no começo. Nós não somos disso… Mas. Né.

Ano passado, 2008, ela permanecia tomando vários remédios pesados. Aí, num certo domingo, enfartou. Foi pro hospital. Estado: grave. Poucos botavam uma fé. Meu pai ficou destruido, tinha certeza que ela morreria e que sua vida seria uma desgraça sem fim dali em diante.
Eu? Não chorei. Não cheguei nem perto disso. Primeiro porque sabia que ela não ia morrer. Não era lance de esperança,  nem fé: eu sabia, simplesmente. Me sentia estranha, porque faltava alguém em casa. Faltava a dedicação dela. Faltava alguma coisa…

E aí ela se recuperou. Naquelas. Agora ela toma 50 remédios para depressão/ansiedade e afins e outros 50 para coração, pressão, colesterol… E vive na inércia. Nada na vida dela a interessa suficientemente. Ela está fraca, não tem energia pra nada, e nem tenta.

Um dia desses, ela mandou um e-mail para o meu pai e deu para eu ler também. O e-mail falava que ela não via mais graça na vida, e que tudo que restava nela era amor e gratidão para o meu pai, para mim e para a Maggie.
Chorei.

Dói, sabe.

Chorando agora, também.

Pois é, gente. Vida complicada, a minha.

Do alto dos meus 17 anos

Alguém andou lendo os arquivos antigos do meu blog – posts dos anos de 2003 e 2004. Aí fiquei curiosa e fui ver quais posts estavam sendo lidos.

Fazia tempo que eu não analisava o meu eu de 16, 17, 18 anos. A primeira conclusão que tiro é a de que a quantidade de palavrões ultrapassava em 1000% o que seria o ideal. Todos sabem que defendo palavrões para complementar determinadas emoções – só um PUTA QUE PARIU de boca cheia para aliviar um pouco a dor de bater o cotovelo na quina da mesa. Só um FILHO DE UMA PUTA DO CARALHO para exprimir meus sentimentos acerca de um cidadão que maltrata um cachorro.

Enfim.

Mas, naquela época, era ridículo. 90% de uma frase minha era composta de palavrões. Porque, né. Eu era uma revoltada, gente. O mundo continua injusto e cruel, mas naquela época eu, adolescente, sonhava com o anarquismo e com a justiça feita com as próprias mãos. Ou quase isso.

O fato é que fui lendo e ficando com vergonha. Até que achei um post GENIAL. Bastante redundante com o que sempre falo: “sou gorda” blábláblá, “minha auto-estima é nula“, blábláblá, “ninguém me ama” blábláblá. Não que o blábláblá mostre desmérito pelo meu sofrimento – não é fácil ser eu, se você quer saber – mas mostra que eu conheço bem onde o sapato aperta, e isso me machuca desde sempre.

Enfim. Daí que eu achei um texto que era igual. Mas diferente. Igual porque tem toda essa dose auto-estima nula que me acompanha pela vida, mas diferente porque… Sei lá porque.

Você, que vai ler. Favor ignorar minha linguagem xula, miguxa e adolescente. O post na íntegra (cortei inutilidades) – e os comentários, EXCELENTES – estão aqui.

DESABAFO:

Hj eu tô mal… O dia hj foi uma merda… Um dos piores dos últimos tempos…

Bom, nesses dias passados, não aconteceu porra nenhuma. Ah, a gente decretou SEMANA DO SACO CHEIO semana q vem. 9 dias pra vagabundear! Eu tô mó eskisita, kda vez + d saco cheio d td. Teve prova de kimik (me fudi) e prova de biologia (me fudi). Foda-c. Q c foda a escola. Q c foda o mundo. Cansei de estudar tanta merda inútil. PORRA DO CARALHO! Tô stressada d+! Ou, gente ó a situação: hj é dia 11, dia 31 é o último dia d inscrição da PUC e eu num tenho nem idéia do q prestar! Eu sou uma vagabunda msm! PORRAAA!
Hj é niver do Lê… Parabéns Lê… T adorooooo!

Hj foi assim: Acordei 8:30 da manhã. + é 1 caralho msm. Daí tava uma chuva e um frio do caralho, mó bom pra dormir. Só q eu tinha q ir comprar o ingresso do Metallica. Meu pai me levou. Chegamos lá e tava chovendo mto, mto frio e uma fila gigantescaaaaaaa, q ia até atrás do credicard! BUCETA ARROMBADA! Eu fiquei puta, e desisti. Nem fudendo ia fik numa fila 3 hras pegando chuva e sem porra nenhuma pra fazer. Daí fui com meu pai no shopps morumbi. EU ODEIOOOO SHOPPINGGGGG! E tava cheio pra caralho, e teve q parar na parte descoberta do estacionamento. Porra. Fui na saraiva mega store v c tinha o ingresso do metallica. Tinha. Sabe qnt? 105 conto! VAI TOMÁ NO MEIO DO CUUUU! Fiquei + puta ainda. Meia só no credicard. Meu pai disse “foda-c” e foi comprar uma carteira. Eu fiquei puta com ele, com a chuva, com o ingresso. E claro, com o shopping lotado d criança chata e d menininhas bonitinhas putinhas e d mulheres nojentas. Me deu crise d choro. Eu não chorava há um tempo considerável. + hj tirei a diferença. Fiquei lá, encostada num canto do shopping lotado, mto puta da vida, sozinha, chorando até os 5°. Daí passavam as “barbieszinhas” gostosinhas bonitinhas q usam roupa d marca e ficavam olhando… Vai tomá no cuuuuuuu! Q porra do caralho! Esse merda desse país capitalista consumista shoppinzeiro do caralhoooo! Esse monte de barbies fúteis d merda… E chorei, e chorei + e +. Meu pai ainda gritou comigo bastante. Meu, tô vendo não t mais ingresso qnd eu for comprar. Eu me mato… Sério, eu não sei o q faço. Bostaaaaa!
Depois eu acalmei e tal. A não ser pelo fato d eu andar pelo shopping quieta, sem roupas d marca, e as pattyzinhas ficarem me olhando. Q vontade d mandar tomar no cu. Gente fútil, escrotaaa! Eu odeio esse tipo d gente! O raça desgraçada.
Ainda fui com meu pai no COMPRE BEM, q tava cheio até o cu, e tinha uma muié chata cantando músicas mto escrotas, e akele mto d bebê gritando, e akele cheiro d cc, akelas filas d 1 km… Vai c fudê!
Vim pra casa e fui dormir, pq eu já tava com dor d cabeça. Daí me deu mais uma crise d choro… Mais agora não foi d raiva. Deixa eu tentar explicar: eu me odeio e me amo… como assim? eu explico: Eu amo o meu jeito de ser, d falar, d viver, d pensar… Td… Internamente, estou plenamente satisfeita. Mais externamente… Dizem q “o corpo é o espelho da alma”. + eu não me enquadro nesse “dito”. Eu me odeio fisicamente. Sério. E é fisicamente q as pessoas t olham. E isso me irrita. Eu me odeio fisicamente, mas sei lá, foda-c, isso não importa pq eu tô mto satisfeita com “my mind”. Eu detesto ficar mto perto d qq pessoa, detesto q me olhem diretamente no rosto, ou em qq outro lugar, pq eu não gosto disso. Eu não gosto q fiquem me medindo, me olhando. Só quero q me ouçam, q me dêem atenção. Não gosto d nd desse corpo q “deus me deu” (láááá” dãrrr)… E não é emagrecendo ou melhorando a pele q isso vai adiantar. Q c foda meu, pra mim isso é o q menos importa, aliás, não me importa nem 1 pouco. E daí vem meus “amiguinhos” e ficam falando “pô, eu gosto d mina gata e gostosa e sei lá o q”. E daí eu penso: “Como existe tanta gente fútil no mundo”? Será q só eu no mundo penso assim? Pq pra td mundo o q importa é: “nosso, q cara lindu!” ou “nossa q olhos azuis fantásticos” ou “nossa q mina linda”! Pq ninguém nunca fala: “nossa, q cara engraçado” ou “nossa, q mina inteligente!” ou então “puxa, q conversa agradável”! Vcs querem corpinhos ou cérebros? Puta q pariu! Eu não sou bonita, nunca serei e me orgulho d não ser, pq td mundo bonitinho d+ é fútil, e não tem jeito. Já os feios, conquistam as pessoas pelas suas idéias, pelas suas conversas, pelos seus gostos, pelas suas risadas! E a bonitinha? Vai pra balada, “cata” um monte e pronto… E conversas? E planos? Tsc, tsc, tsc… Tô revoltada com td isso, mas é mto mais fácil fazer uma revolução do q mudar a cabeça das pessoas, ainda mais qnd c trata da maioria esmagadora da população mundial. Eu gosto do q eu sou e não do q o meu corpo diz q eu sou. Eu sou o q eu penso, o q eu falo, o q eu ESCREVO. E não um rosto, um corpo. O sistema tranformou as pessoas e suas emoções em mercadorias e td mundo c deixa levar por isso! Pq agora escolher uma pessoa pra ficar junto, é q nem comprar uma roupa: vc pega a mais bonita e leva! Mais eu não, nunca vou me conformar com esse tipo d coisa. Pq eu tenho cabeça. E sei q eu não sou a única q pensa desse jeito, mas uma das únicas. Admiro do fundo da alma quem pense assim. Quem não pensa assim (aliás, não pensa), desprezo…

E é isso. Esse foi um dos bagulho mais PUNK ROCK q eu já escrevi. Tô com o olho doendo e a cabeça latejando, mais agora eu sei d td, eu enxergo td.
Então chega… Nd d recados, nem música hj. Só quero paz.
Já escrevi td o q eu penso, com td a sinceridade q eu me orgulho em ter. E é isso.
Obrigado por ler…
Um bjão gente.

Tem coisas que eu mudaria hoje, por exemplo: existem bonitinhas legais. E existem pessoas que te admiram pelo que você pensa, e não por quanto você pesa. AMIGOS, são como se chamam. Mas enfim. Boa parte eu manteria.

E aí, aproveitando a deixa… Minha chefe elogiou horrores um texto meu hoje. Disse:

“Ana, tá mto boa sua matéria sobre o colecionador. Parabéns! Está boa mesmo, dá pra ver q vc gostou de falar com ele”.
Claro que isso me deixa feliz. Até porque achei a matéria fraca, mas foi legal mesmo falar com o tiozinho, super simples e humilde que coleciona a revista corporativa do trampo dele há 23 anos. Pra quê? Para ajudar nos trabalhos escolares das filhas! Me diz se não é fofo?
Elogios sempre vão bem. Elogios físicos inexistem e, quando ocorrem, eu desacredito. Tudo bem que ultimamente tenho lembrado que, olha, puxa, nem todo mundo pensa exatamente como eu. Então vai ver que alguém me acha bonita de verdade (porque eu não me acho, como vocês estão cansados de saber). Mas de qualquer maneira, me sinto muito bem em receber elogios que mexem com o meu intelectual. São mais profundos, sabem. Comentários de beleza são vazios. Se falo isso só porque não me elogiam fisicamente? NÃO. Pense a respeito: vaidade é uma expressão de inteligência?
Então é isso, meu caros. That’s all.
Obrigada pela força!

Cada centímetro quadrado

Tava tudo muito lindo, tudo muito bem. A festa de confraternização da empresa foi legal, o natal na praia foi delícia. Voltei, trabalhei segunda, trabalhei hoje e trabalho amanhã. Os pobres coitados que dividem plantão comigo (6 pessoas de 30 e poucas) resolveram ir beber hoje. Fui, me diverti, vim mei-bêbada pra casa, temdêmcia. E fui tomar banho. Aí, brooooother. Me bateu A BAD. Temo que uma bad parecída recaia sobre mim no ano novo.

Moral da história: comecei a pensar em cada centímetro que eu odeio about myself. Vim escrever sobre isso aqui, melhor terapia do mundo (até pq a psico tá de férias até a metade de janeiro). Botei o iPod na ordem aleatória e começou a tocar All by myself. Só não me jogo da janela pq morrer no ano novo é deprimente. Mas enfim.

Lágrimas correm.

Eu até queria gostar de alguma coisa do meu corpo. Na real, gosto dos meus pés e gosto da minha pele quando está bronzeada. PONTO FINAL. Mas… Resolvi fazer uma lista, em ordem do que eu mais odeio no meu corpo, já que já disse algumas vezes que até gosto de ser quem sou por dentro.

1 – percebi isso hoje. O que eu mais odeio em mim, de longe, não é a gordura. São meus peitos. Eles saem bem em fotos, ficam bem cobertos por roupas, mas meu corpo nu é uma tragédia, e boa parte da tragédia mora nos meus seios. Pq? Bom. Sabem aquela história de que os lados do corpo de cada pessoa são diferentes? Pois bem, em mim isso é evidente. Meu lado direito é MUITO maior que o esquerdo. A coxa é mais grossa, o olho é maior… E, o pior de tudo: o peito é M-U-I-T-O maior que o seu par do outro lado. Quando digo muito, quero dizer: meu lado direito equivale a um sutiã 48 e o esquerdo fica bem num 44. Aí compro um 46, e o peito direito fica esmagado, enquando o esquerdo sobra. O mamílo é maiorzão e tudo. É sinistro.
Ok, é AINDA pior. O direito é caidão. Há quem elogie o meu lado caído e grande, mas eu odeio os dois lados. Queria ser NORMAL, conceito que eu não defendo, exceto nesse caso.
Só não coloco uma foto dos meus peitos pq capaz de o wordpress deletar meu blog. Aí me mato de vez. E também porque obviamente MORRO de vergonha. Bem provável que anônimos me xinguem, mas acho que anônimos não perdem mais seu tempo lendo textos gigantescos. Anyway… Minha auto-estima não tem praonde baixar mais.

Esse lance dos meus peitos é o fator número 1 pelo qual minhas relações sexuais são uó: odeio meu corpo, sou insegura, travo e… Bom, vocês entenderam.
Se eu cagasse dinheiro, seria fácil dar um jeito nisso… Eu até tenho uma poupancinha que arcaria com os gastos dessa operação, mas aí mora o 2º ponto pelo qual mais me odeio.

2º: GORDURA. Sou gorda. Já consegui emagrecer 20 Kg em 6 meses, e engordá-los em 2 meses. Tenho compulsão alimentar, minha vida suckeia, e aí me jogo no chocolate violentamente. E aí que não consigo me manter magra. E… Qual é o ponto de fazer uma cirurgia plástica nos seios se nem consigo me manter num peso saudável para isso?

3º: pêlos. Sou peluda pra porra. Quando tomo bastante sol, os pêlos dos braços e das coxas fiam loirinhos, é até fofo. Mas e aqueles pêlos que constituem BARBA? Homem tem barba, mas eu também tenho. O estranho é que minha sombrancelha é fina e não tenho bigode. Mas ainda assim.
Ainda no quesito pêlos: penso seriamente em fazer depilação a laser na virilha, já que desde os 10 anos tenho pêlos pubianos que encravam que só o caralho, deixando a pele da minha virilha numa situação que, acredita, nenhum homem faz questão de ver.
E aí minhas fantasias sexuais se fodem.
Não, nenhum creminho resolve. Só laser e cirurgia pra consertar a textura da pele.

4º: tenho um nariz batatudo. Enquanto criança, esse era o ponto que eu odiava em mim, mas hoje em dia até o aceitei. Só mudaria se estivesse sobrando dinheiro, o que não é o caso.

5º: estrias. celulite eu tenho, assumo e não ligo. O que me fodem são as estrias, “cicatrizes profundas inoperáveis” de acordo com a dermatologista. Desde que me entendo por gente tenho estrias brancas, nunca vi estria vermelha no meu corpo. Mas tenho estria em tudo que é canto: debaixo do braço, na lateral do peito, entre-coxas, lateral-coxas, menos na bunda. Como se mudasse alguma coisa.

6º: coxas grossas. Mesma coisa do peito: fica bem em foto, com roupa curta. Mas experimente andar na praia com vestido tendo coxas grossas. Vai ralar tudo e você vai querer morrer.

E aí, o que sugerem?

Amanhã vou pra praia, ou seja: TORTURA. Meus seios tortos, meus pêlos, a banha, as estrias e aquele monte de enininhas magras, sem pêlos, cabelos lisos, peitinhos anatômicos, sem defeitos no corpo e com namorados.

O pior é que ficar em casa é ainda pior, acreditem.

Feliz ano novo. Pra mim, qq porra serve.

Longo, dramático e intenso.

Estou devendo falar um pouco sobre a terapia, né?

Anteontem foi FODA. Fazia um tempo que eu não ia, por causa de feriado, fechamentos, coisa e tal. E ontem valeu  como umas 10 sessões. A começar porque dei a ela a idéia que eu tenho de mim, esteticamente. E ela me deu bronca: “Pára de se colocar para baixo! De achar que tudo de bom que acontece com você é sorte!.”

Eu me acho feia. Não, eu SOU feia, e nada me convence do contrário. Não sou medonha, atualmente estou na categoria: “gente que não chama atenção”. Eu não chamo atenção. Se chamar, vai ser pelo lado negativo: pro ser feia ou gorda.

Na raríssimas vezes NA VIDA em que fui elogiada esteticamente, encarei como falsidade. Não me venha falar que eu sou bonita, porque eu não sou, e é uma puta duma mentira.

Quem se importa tanto com estética assim? A sociedade que me julga desde que eu me entendo por gente. Numa época, inclusive, em que eu realmente não era feia, mas me convenceram do contrário.E muito bem. Valeu aê, COLÉGIO MORUMBI SUL, destruidor de auto-estima e de adolescências.

O estranho é que “por dentro” eu me amo. Não me acho a pessoa mais foda do mundo, lógico que não. Nem a mais inteligente, mais ética, mais nada. Mas eu gosto de quem eu sou. Sou responsável, inteligente, sincera, verdadeira, escrevo bem… E podem dizer 1000 vezes que eu sou burra, desleixada, escrevo mal, vazia… Mas nada me convence que eu seja isso, porque meu eu interior está super bem formado e confiante. Mas a recíproca não é verdadeira na parte de fora. Gosto do que sou, mas não do que aparento.

A minha terapeuta sabe, e eu sei mais ainda, que auto-estima não é fácil de ser construída. E a minha vai precisar ser moldada a partir do zero. Ainda mais quando levaram mais de 20 anos para destruí-la. Mas estou na busca. Juro. Tento olhar pelo lado positivo, mas aí lembro que a vida é muito injusta comigo, ninguém se interessa por mim, nunca, eu só pego sobra  ou sou sobra.  Nunca que um cara bonito vai me escolher entre eu e qualquer amiga minha (já passei por essa situação algumas milhares de vezes, o bonitão nem me olha e pega a minha amiga. Faz parte). E esse tipo de coisa só me leva mais a crer que it`s all about a pretty face. Ou uggly face, no meu caso.

Já gostei de bastante gente na vida. Mas a recíproca nunca foi verdadeira. Na verdade, nem sei como raios já fiquei com gente bonita na vida. E algumas BEM bonitas, que até hoje eu tenho pra mim de que foi um conjunto de sonhos. O pessimismo me leva a crer que tem muita gente não-seletiva como eu por aí. Se eu não fosse insegura como sou, juro que perguntaria para esses caras pq raios ficaram comigo. E o medo de ouvir algo como “estava muito bêbado” ou até “aposta”?

Por outro lado, se dei sorte de pegar alguns caras lindos, não posso me dar ao luxo de seguir o padrão só pegar caras lindos. Na verdade, não posso seguir nenhum padrão: se eu começar a ser seletiva, não pego mais ninguém, nunca mais.

Porque tanta gente consegue namorados bonitos, inteligentes, com papo bom e que gostam, e eu estou fadada a estar sozinha?

Preciso pegar alguém? A rigor, não. Ultimamente, pego para diminuir um pouco do vazio. E ó, tenho pegado bastante. Mas, daquele jeito: critério zero. Não gosto  – nem fico afim de ninguém – há anos. É só diversão. Mas uns beijos alheios jamais substituiriam o companheirismo que eu tanto quero.

Não, não gosto de ser vítima. Mas não consigo assumir uma outra postura enquanto me olho no espelho e fantasminhas do passado perambulam pela minha mente, dizendo que a culpa de tudo que aconteceu de ruim comigo, de ninguém nunca ter me amado, de eu ser a única em qualquer grupo de amigos em que ninguém se interessa, de ser uma das poucas da minha idade que nunca namorou, de tudo, é porque sou feia.

Vai, tenta me dizer que estética não é a grande responsável disso.

E não me venha citar ensinamentos de “O segredo” porque, eu, aquariana e cética, não trabalho com isso. Eu só entendo coisa racional e concreta. Me ensina através de uma equação matemática aí que entendo. Me diz que mantras repetidos à exaustão vão melhorar minha auto-estima, e eu vou ter que rir.

Por hoje é só, amiguinhos!

Ser ou estar gordo (To be fat)

obeso

Muitos gordos falam: Eu não sou gordo; estou gordo. Se fosse em inglês, não faria muita diferença, já que I’m fat pode significar tanto ser quanto estar gordo. To be fat: ser/estar gordo. Pois então.

No meu caso, sempre fui gorda. Às vezes muito gorda (tipo atualmente), às vezes até próxima da faixa de peso normal. Mas sempre gorda. Efeito sanfona entre quase normal e muito gorda desde, sei lá, 10 anos de idade.

Me habituei às partes boas e ruins de ser gorda. Partes boas existem? Sim! Tenho peitão, coxão e bundão, e gosto disso. O problema é quando fica tudo tão ÃO que não cabe mais nas blusas e calças de outrora. Tipo atualmente. Nunca precisei ir em loja de roupa de gordo, mas não tô longe disso, não.

A parte ruim? Essa é fácil. É preconceito pra caralho. A pior coisa que já passei quanto a isso aconteceu ano passado, numa balada em Ilha Bela – litoral norte de São Paulo: um cara ficava toda hora me empurrando na pista de dança. Pensei que ou fosse débil mental ou queria me pegar. Mas encheu o saco: virei pra ele e falei numa boa: “Amigo, você pode ir um pouquinho mais pra trás? Você está toda hora relando em mim”. O cara respondeu: “a culpa não é minha se você é enorme de gorda e ocupa todo o espaço disponível”. Não pensei duas vezes: catei o copo de uísque cheio que ele  tinha na mão e taquei na cara/roupa dele. Olha, recomendo do fundo da alma essa experiência. É incrível. O cara ficou PUUUUUUUUUUUUUUTO. Bem próximo de me bater. Mas minhas amigas me tiraram de lá – a essa altura eu tava soluçando de chorar – e chamaram o segurança pra dar um jeito no cara.

Tenho facilidade para emagrecer: basta minha vida estar OK e alguma mínima motivação – alguma festança a vista, algum romancezinho, formatura, viagem… Se os dois pontos citados batem, consigo ter ânimo pra me matar de malhar, emagrecer quase 10 Kg em um mês e manter a dieta por mais 2, 3 meses. Mas se não tem o tal motivo… Bodeio de tudo e engordo tuuuudo de novo.

Porquê raios isso acontece eu não tenho a mais puta noção, e ainda nem discuti isso com a minha terapeuta. Mas como isso acontece eu sei: eu tenho um distúrbio alimentar fodido – uma compulsão alimentar grave. Nada de bulimia nem anorexia. O que eu faço basicamente é dosar períodos de severas dietas alimentares com outros de completa “orgia” alimentar (esse termo achei excelente!). Vivo em função da comida, planejando o que vou comer, quando e porquê, fazendo cálculos de calorias e, de repente, me deixo levar por uma tentação e a dieta vem a baixo. Aí penso: “perdido por um…” e como. Como, como, como… Eu resumo: “A compulsão alimentar ou episódios de comer compulsivo, por definição, consiste na ingestão de uma grande quantidade de comida em período curto de tempo. Essa quantidade é definida como definitivamente superior do que a maioria das pessoas conseguiria comer durante um período de tempo igual e sob circunstâncias similares.”

Me alimento sem sentir fome. Eu costumo dizer, por brincadeira, que não espero sentir fome para comer. Com medo da fome, me previno. Algo assim.

Esse é um problema que eu tenho desde os mais remotos tempos de infância. Os sites que andei lendo me chocaram. Se aplicam a mim como uma luva, sem tirar nem pôr. Minha auto-estima sempre foi nula (antigamente era pior, mas ainda sim me sinto deslocada do mundo “normal”.) Tenho certeza da minha falta atributos físicos – só físicos, pq intelectualmente eu me amo. E olha só essa frase: “A intensidade dos excessos é diretamente proporcional ao grau de comprometimento da auto-estima.”

Só que aí vem a pior parte, a que mais se encaixa comigo: “No ataque de comer a pessoa come muito mais depressa que o usual, praticamente sem mastigar ou mesmo sem fome. Come até estar desconfortavelmente empanturrada. Quem come compulsivamente sente-se constrangido com a quantidade de comida que ingere no ataque de comer. Muitas vezes come escondido ou da forma mais discreta possível. Em público mantém comportamento alimentar controlado, tendendo a ingerir produtos dietéticos. Reconhece os ataques de comer como anormais e depois deles sentem-se culpados, deprimidos, preocupados com as conseqüências em longo prazo, inclusive em seu peso e forma corporal. Sua dificuldade em controlar-se é vista como “falta de força de vontade” e é acompanhada de autodesvalorização e desamparo.”

Sou eu, sem tirar nem pôr. Agora eu entendo direito todas as minhas neuras com o meu corpo, os porquê de eu achar que sou sempre a mais gorda, feia, desajeitada e por aí vai, do recinto.

Quando descobri sobre isso, fui atrás de tratamento. Mas, surpresa: R$ 250 A SESSÃO. Ou seja: só rico tem direito a tratamento. Espero que a minha terapeuta, bem mais barata por sessão, consiga me ajudar nisso.

(Fonte: site http://www.tommaso.psc.br/html/alimentar/compulsao/comp10.htm)

Sim, sou toda problemática, eu sei e tento lidar com isso.