TPM means crise?

No caso atual, yes.

Tô em crise porque tô de dieta, e fazer dieta me torna uma pessoa mais amarga e triste. Verdade. Cada minuto é um suplício.

Tô em crise porque a cada dia que passa sinto mais saudades do suíço. Troço surreal. A gente se fala quase todo dia. E tanta coisa fofa! Se eu tinha qualquer dúvida sobre sentimentos, não tenho mais. Nunca ninguém me tratou como ele me trata. Nunca ninguém me disse as coisas que ele me diz. Obviamente, não espero nada dele, só migalhas de afeto durante uma semana ao ano. Mereço mais do que isso? Lógico. Mas ele me fez e me faz bem. Por causa dele, mudei muito e acredito muito mais em mim, hoje em dia.
Ele voltaria para São Paulo agora em maio, mas tá o maior imbróglio o contrato por conta da Copa. Eu já disse pra ele que TUDO para durante a Copa e que obviamente o projeto vai ser empurrado para depois, mas ele não dá o braço a torcer… Ele ainda acredita que possa vir em junho. Só que eu sei que é verdade, tô ligada como a economia brasileira funciona.

Tô em crise porque o pessoal do meu trabalho é extremamente reacionário, machista, preconceituoso e afins. Não saio de casa há 3 semanas, então todas as conversas que ouço vêm da boca deles. E as conversas deles definitivamente me fazem mal, porque exemplificam perfeitamente o tipo de gente que faz parte da elite brasileira.

Tô em crise porque, como disse acima, não tenho tido vida social nenhuma. Primeiro porque chega fim de semana e eu só quero dormir; segundo porque sair implica comer, beber e sair da dieta.

Tô em crise porque não sei lidar com um relacionamento baseado em sexo esporádico. Não sei até que ponto devo ou posso cobrar sinceridade, quando não há qualquer tipo de acordo de ambas as partes (não, não é o suíço. é outro cara).

Quero: chorar, comer chocolate, dormir.

Não posso fazer nenhuma dessas 3 coisas. Agora vou ali almoçar uma salada e ficar ainda mais amarga, beijo.

EUA 2014: NY, Boston, Miami em 4 dias

Breve (não tão breve) histórico. Se quiser role direto para o relato de viagem, lá embaixo.

Tô meio que de saco cheio de pessoas me perguntando “mas como você gosta de fazer viagens tão curtas?”. Olha, não é questão de gosto. É questão de oportunidade. Por mil razões, dentre as quais: viajar durante temporada é caríssimo e tenho horror a lugar entupido de gente; meus trabalhos são instáveis e não consigo planejar férias; viajar muito tempo = caro. viajar pouco tempo = menos caro.

Enfim. Fato é que fiz mais uma dessas viagens curtíssimas agora no começo de abril.

Tudo começou em setembro do ano passado. Minhas milhas da TAM expirariam em 1 mês e daí surgiu uma linda promoção de milhas reduzidas para ir para NY. Nem hesitei.

Meu pai se animou e me deu as milhas dele que estavam vencendo para um voo NY-São Francisco. Ok.

Daí o tempo foi passando, arranjei um trabalho do qual não pretendo sair, a viagem foi chegando e tudo indicava que não conseguiria folgar muitos dias e emendar com o feriado da páscoa – o que eu planejava fazer, a princípio.

Entre cancela daqui, pondera de lá, decidi em janeiro cancelar a parte São Francisco e só faltar 3 dias no trabalho. O problema é que passagem só um trecho é MUITO mais caro que comprar ida e volta. Daí me fodi.

A passagem mais barata para o Brasil que achei era MIA-GRU via Gol (coisa de R$ 1100 – ida e volta custava uns R$ 1500). Mas não tinha escolha: comprei.

Então eu tinha a ida: 10/4 – GRU – NY pela TAM, e a volta, 14/4 MIA-GRU pela Gol. Faltava o resto.

New York – Miami era um valor absurdo, quase R$ 1000 a passagem. Tentei cidades próximas: Washington, Philadelphia, Boston. Consegui passagem Boston-MIA por R$ 440 já com taxas. Ok.

E foi assim, totalmente pensando no dinheiro, que elaborei a viagem. No fim das contas foi excelente, fiz quase tudo do que planejei e passei bem.

10 de abril, quinta-feira

Saí de casa 4 da manhã. Fui de táxi para Guarulhos, usando a liiiinda promoção da Easy Táxi e do Santander, que das 22h às 6h, usando o aplicativo e pagando com cartão de crédito Santander, você paga só 50% do valor do taxímetro. Decolou 8h e pouco. Voo ok. Assisti “Doze Anos de Escravidão” no voo e achei meio blé.

Pousamos em NY 17h e pouco. No controle de passaporte, uma surpresa: o moço não me pediu passagem de volta, não me perguntou o que eu fazia da vida, nada. Carimbou meu passaporte e chamou o próximo. Lindo.

Peguei o Super Shuttle para ir até o albergue. U$ 18 e te deixam na porta do hotel, acho digno. Só que tava um trânsito insano – quinta-feira, 18h e pouco, uma das maiores metrópoles do mundo. Pensa. Mas tudo bem, porque estava uma tarde LINDA e fui abençoada com isso aqui:

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Apenas o skyline de Manhattan com um pôr-do-sol maravilhoso. Só isso.

É brega, sei que é, mas me caiu uma lágrima. Foi tipo NY demonstrando seu amor por mim. I♥NY. De verdade.

Só que o trânsito me ferrou, só cheguei no albergue 20h e pouco e várias coisas que eu pretendia fazer ainda na quinta foram pro saco. Paciência.

Da outra vez que fui pra NY, fiquei no HI Hostel. Bem bom, só que em Uptown, dependia de metrô para absolutamente tudo. Então dessa vez optei por outro.

Como uma das minhas metas em NY era conhecer o Highline Park, o local foi meu ponto de partida. Acabei optando por ficar no bairro de Chelsea, no albergue Chelsea Highline Hostel.

U$ 50 a noite, com café-da-manhã (podrão, mas…) incluso. A melhor parte: quarto com só duas pessoas. Você e mais um.

Só que era um albergue velhão, a beliche zuada, rangia a qualquer movimento e jurei que ela cederia ao meu peso (ao subir as escadinhas, de fato quase tombou em cima de mim. tô gorda mas calma lá, né).

Pior: quando cheguei, a recepcionista gritou: “I’m on my break!” e eu respondi “I need to ckeck in”. Ela veio com a cara mais emburrada do mundo. Tipo, desculpa, passei 10h em avião e outras 2h no trânsito. Vá se foder e respeite os hóspedes.

Isso feito, tomei um banho e saí.

Andei até o metrô. Outro ponto negativo do hostel é que a estação mais próxima ficava a quase 15 minutos de caminhada.

Parei na Christopher Square para ir ao Jazz que me recomendaram. Antes comi um autêntico hot dog americano. Sem purê, nem ervilhas, nem nada dessas bichices que brasileiro inventa. Só pão, salsicha, mostarda e catchup.

De lá fui ao Smalls Jazz, o tal recomendado. U$ 20 a entrada (pros padrões locais, dizem que é honesto).

Descia uma escadinha e lá estavam algumas dezenas de novaiorquinos – certamente nenhum turista – sentados em bancos ouvindo um jazz e tomando cerveja no pós-expediente.

Fiquei um tempo em pé, até a moça garçonete fofa me arranjar um lugar divino na frente da banda:

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Pedi uma Guiness (U$ 8) e fiquei lá de buenas curtindo música de qualidade e tocada com paixão.

Não aguentei ficar muito, porque sou do tipo de pessoa para quem a música é um complemento da atividade, e não a atividade em si. Assim, 2h depois peguei um táxi (pois é, nível financeiro subiu, nível de conforto subiu junto) e fui pro hostel, que era bem pertinho. Não deu nem U$ 10 o táxi.

11 de abril, sexta-feira, NY 

Meu único dia inteiro em NY. Acordei 7h e pouco, comi um bagel com geleia no hostel e andei até a entrada de cima no Highline, isso é: na 10th Ave com a W 30th St.

O Highline Park é um projeto arquitetônico foda. Saca o minhocão, em São Paulo? Então. Trata-se de um elevado enorme para o transporte sobre trilhos, que passa por meia Manhattan, criado na década de 1930. Nos anos de 1980, os trens pararam de circular por lá. A comunidade, pensando no quê fazer, se uniu com o poder público e, em 2009, o parque foi aberto. Dizem que logo, logo inauguram uma segunda parte do parque, que vai da 30th em direção a Uptown (atualmente só funciona o trecho da 30 até Downtown).

Ele tem diversas entradas, é totalmente acessível a deficientes físicos e possui espaços para eventos culturais, como um pequeno anfiteatro, banquinhos e locais para exibição de filmes ao ar livre e tal.

NY é tão cultural ♥

Fiquei um pouco decepcionada porque em todas as fotos eu via o parque Highline realmente como um parque, isso é, com área verde. Só que o inverno norte-americano foi muito rigoroso esse ano, então a primavera está sofrendo: nada de vegetação vigorosa, nada de cerejeiras floridas no Central Park. Uma primavera que mais parece um Outono :(

Eu num dos únicos pontos do Highline com um pouquinho de vegetação:

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Terminei o percurso no elevado mais rápido do que imaginei. De lá, segui andando até Washington Square, só porque queria tirar foto do arco do triunfo que aparece sempre em Friends (pretendia ir ver o prédio dos Friends também, mas desisti):

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De lá, peguei o metrô para a 66th, para ver o Lincoln Center, um complexo cultural GIGANTESCO que ocupa muitos quarteirões e onde fica o Ballet de NY, o Teatro Municipal e várias outras coisas.

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Segui pela 66th até o Central Park. Queria ver as cerejeiras, tava rolando festival primaveril. Ou pelo menos dizia o site. No caminho achei uma pequena orquestra de crianças executando uma performance. Parei e fiquei olhando. Tocaram, dentre outros, a música do Rei Leão e “New York, New York” (Frank Sinatra) – chorei, te juro:

http://www.youtube.com/watch?v=Ak2MdVfTf34 Toda emotiva besta apaixonada por NY, confesso ♥♥♥

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Central Park liiiindo

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Strawberry Fields de novo. Da outra vez tinha uma decoração mais-MAIS, só que dessa vez tinha morangos. Achei fofo.

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Acima, Sheep Meadow, ainda no Central Park. Trata-se um um extenso gramado onde a galera fica deitada a toa tomando sol no verão.

Minha intensão no Central Park era ver o Carrossel e as cerejeiras. Não achei o carrossel (nem sei se existe) e as cerejeiras não deram flores porque o inverno foi muito rigoroso.

Pior: Central Park é um labirinto verde. No matter what, sempre ando em círculos e nunca acho o que quero. Mas sempre vale a pena.

De repente me deparei com uma estátua do Christopher Columbus (as in Cristóvão Colombo kkkk). E, olha que impressionante: minha intensão era atravessar o parque. Acabei saindo pelo mesmo lugar por onde entrei HAHAHAHHA

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Next stop: fui andando bestamente pela 5ª avenida. Entrei no Bloomindale’s, na H&M, na GAP e em uma outra loja. Não gostei de nada. Definitivamente, não sou esse tipo de turista.

Continuei andando até me deparar com o Rockefeller Center.

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Lá dei um rolê pela incrível loja da NBC, que vende desde um ímã do sofá dos Friends e a caneca do Central Perk até camisetas Dunder Mifflin, e mil objetos úteis e outros nem tanto de tudo que é série que você ama.

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Ainda no Rockefeller Center, tava rolando uma Egg Parade. Lembram da Cow Parade e da Monica Parade, aqui em Sampa? Então. Só que de ovos. Só que é uma caça aos ovos, tipo Páscoa mesmo.

Se liga no site.

Enfim. Mais de 250 ovos Fabergé estilizados por pessoinhas como Ralph Lauren, Carolina Herrera e ROMERO BRITTO estão espalhadas pela cidade. Veja alguns nesse link.

Vários estão no Rockefeller:

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Nisso já eram umas 15h e eu estava desde às 7h só com um bagel na barriga. Fui andando e um T.G. I. Friday’s me pareceu tentador. A garçonete foi uma foooooooooooofa, linda, daquelas que merecem U$ 100 de gorjeta. Me deu bebida de graça (não, não era refil) e tudo. Comi um steak com batatas. Divino.

Na mesa do lado um grupo de brasileiros. Nunca estive tão cercada por brasileiros como dessa vez. Impossível andar um quarteirão sequer sem me deparar com brasileiros em NY. As exceções foram o Smalls Jazz e o Burger Joint (descrição mais abaixo). De resto… BRASILEIROS EVERY-FUCKING-WHERE.

De lá segui para o Museu do Sexo.

Da outra vez já queria ter ido, mas acho que tava tendo alguma mostra fodástica, que o ingresso tava uma fortuna. Dessa vez custou U$ 17. Caro, já que é um museu pequeno e nada demais, mas foi uma experiência interessante.

Primeiro porque é sexo é interessante, e ver gente de todas as idades e jeitos vendo fotos de putaria é interessante.

Segundo porque tava tendo exposição da Linda Lovelace, as in A MINA DO GARGANTA PROFUNDA.

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Uma sala branca. Várias fotos dela pelada. No fundo da sala, uma projeção ENORME do garganta profunda (não postarei a foto se não o wordpress me bloqueia).

Ainda na sala, várias frases dela espalhadas, dizendo que tinha levado o corpo a fazer coisas sexuais que a grande maioria dos seres humanos nem sonha. Hahaha. Diva.

Em outra sala rolava uma exposição sobre internet & sexo. Tinha fotos de todas as taras bizarras que a galera procura na internet, e um quadro no fim perguntando o que você nunca procuraria:

IMG_2847Alguns me fizeram rir (tipo YOU), outros concordei (tipo animals, pedophilia). Eu incluí “blood+torture”.

Na última parte do museu, uma exposição sobre sexo animal. Fotos como o pinto do pato chileno (tá escrito na imagem que é argentino, mas é chileno), uma foto de uma macaca batendo uma siririca, uma foto de leões gays trepando… Coisas phynas hahaha

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No fim, uma puta loja de coisas sexuais, que vendia desde macarrão em forma de pinto, até MIL tipos de vibradores (tinha um de U$ 500!!!), gel pra tudo, coisas para S&M, livros, mil coisas! Muito divertido!

Saí de lá e fui andando até o metrô. Parei para tirar fotinho nesse LOVE fofo:

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Next step: hambúrguer no Burger Joint at Le Parker Meridien. Dentro de um hotel chiquérrimo, ATRÁS DE UMA CORTINA, fica a hamburgueria. Apertada, abafada, com uma fila kilométrica de novaiorquinos – mais um lugar sem brasileiros.

Avisos na parede diziam: “se quando chegar sua vez você hesitar ao pedir, volta pro fim da fila” ou “se não tem no cardápio é porque não tem, não adianta perguntar” hahaha. Newyorkers mal humorados ♥

Comi rapidinho e continuei andando. Passei pela Times Square F-E-R-V-I-L-H-A-N-D-O de gente, coisa mais insuportável.

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De lá direto para a Broadway, assistir Mamma Mia. AMEI PRA CARALHO. Desculpa aê, mas não tem outra expressão. Foi incrível, incrível!!!

E olha que manjo NADA de Abba.

Mas gostei muito. 2h30 e U$ 75 muito bem gastos!

Mil vezes melhor do que o maçante “Fantasma da Ópera”. Dessa vez, entendi 100% (meu inglês melhorou um pouco, mas o fato de não ser ópera foi o mais importante) e realmente curti. Musical bom é isso: aquele que dá vontade de ficar de pé, cantar e dançar junto. O elenco todo cantando “Dancing Queen” no final, como BIS, foi tipo… Delírio.

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Terminou o espetáculo 23h e pouco. Peguei metrô e voltei para o hostel.

Arrumei malas, deixei tudo pronto e dormi um tico.

12 de abril, sábado – Boston

2h30 da manhã acordei. Com tudo pronto, só me troquei e peguei um táxi para Port Authority. Já tinha comprado pela internet uma passagem para Boston, via PeterPan. Meras 27 doletas.

Às 4h saiu o ônibus para Boston. Dormi por 4h, ou o trajeto inteiro.

Acordei com a motorista falando “We are arriving at Boston South Station”. De lá, foi facílimo seguir para o hostel. Um metrô, troca de linha, outro metrô, dobrar esquina, cheguei. Larguei a mala e saí. Eram 8h, a cidade estava vazia, gelada e com um CÉU AZUL MARAVILHOSO.

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As in: meu clima perfeito. 15 ou 16ºC, céu azul, friozinho, mas calorzinho no sol. ♥

Com esse clima perfeito, foi fácil achar Boston linda.

Eu tinha em mãos um day tour escrito pelo cunhado bostoniano de uma grande amiga (valeu Tom, valeu Dê!). Segui quase que a risca.

Ele sugeriu uma parada na Pizza Regina, perto do hostel. De manhã estava fechado e a tarde tinha uma fila de 2h de espera; ele sugeriu o restaurante mais antigo da cidade, mas tinha fila de 1h40 de espera (americano = povo que gosta mais de pegar fila que paulistano, tá louco!!!). De resto, fiz tudo o que ele indicou:

Freedom Trail, um trajeto de alguns Km que passa por importantes marcos históricos da cidade – a grande parte coisa extremamente americana e que não interessa realmente a nós. Mas mesmo assim, são belas arquiteturas, lugares bonitos e com um clima gostoso.

O melhor é que a trilha toda é fácil de ser seguida, porque tem tijolinhos vermelhos no chão. Basta segui-los!

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Viu?

O primeiro lugar onde parei foi o Copp’s Hill Burying Ground. Trata-se de um cemitério no alto de um morro. A VISTA MAIS LINDA. Not a bad place to rest in peace :)IMG_2882

Aliás, Boston tá bombando de cemitério.

Nesse, tem uma galera de artistas, mercadores, blabláblá enterrados. Datado do século XVII, era o maior cemitério de Boston.

Continuei seguindo a Freedom trail, passando pela Old North Church, por uma bela praça homenageando vários cidadãos ilustres mortos há muito tempo.

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Continuei a trilha até o fim. Feio falar, mas a maioria do caminho era composto por coisas meio bairristas, não me interessei o suficiente para parar e ficar lendo tudo. Mas é tudo lindo, sim. Valeu a caminhada.

No caminho entrei em um Dunkin’ Donuts. Não é a toa que americano é gordo: uma rosquinha custa U$ 0,89. Uma dúzia (sim, DOZE) sai por 6 e pouco. É ridículo de barato.

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O fim do trajeto é no Boston Common, o parque público mais antigo dos Estados Unidos: data de 1634. Acho louco demais pensar que enquanto aqui na América do Sul branco matava índio, trazia condenado da Europa pra viver aqui e explorava a matéria prima para exportação, lá eles criavam cidades e parques.

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Enfim. É um lugar lindo, embora, assim como o Central Park em NY, a vegetação não esteja tão exuberante quanto estaria se o inverno não tivesse sido tão punk.

De qualquer maneira, era um sábado de um céu azul límpido, temperatura agradável e consequentemente muuuuita gente curtindo o parque com os filhos, os cachorros, a namorada, a bicicleta.

Em frente ao parque está a State House, que é um prédio lindíssimo.

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Oposto à State House, cruzando o Boston Common inteiro está o lugar mais lindo que vi nos últimos tempos. Lhes apresento o Public Garden:

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Mais uma vez, as flores que esperamos ver em um jardim vão ficar para a próxima. Mas não importa. Que lugar lindo, que energia boa esse lugar tem!

Curti uns minutos de sol olhando o lago, sentindo a atmosfera do lugar e tirando várias selfies. hahaha

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Em seguida continuei meu trajeto.

O cunhado da minha amiga escreveu o seguinte: Newbury Street é a rua mais chique para compras na cidade… tem lojas dos designers mais famosos do mundo (Burberry, Chanel, Armani, etc.) e arquitetura e igrejas bonitas. Ou se ela não tem interesse nessa rua, pode andar na avenida paralela, Commonwealth Avenue. Essa avenida também é muita chique e tem arquitetura e igrejas bonitas. 

Não, eu definitivamente não faço o perfil de turista-consumista. Muito menos de grife, argh. O que eu fiz então? Um zig-zag. Comecei andando na Commonwealth, daí fui para a Newbury, daí voltei para a Commonwealth e novamente para a Newbury (dessa forma, conheci as duas) até parar na Copley Square, que tem a Biblioteca e a Trinity Church:

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Do outro lado da rua tinha outra igreja, a Old South Church. E na frente dessa última, já na  Boylston Street, algo que se assemelhava muito, no tamanho e na forma, a um sambódromo, estava sendo montado e causava certo transtorno aos pedestres e automóveis.

Até então nem passava pela minha cabeça o que aconteceria ali. Era sábado, dia 10.

Já no Brasil descobri que dia 15 o atentado na Maratona de Boston completaria um ano, e teria toda uma homenagem. Eis o porquê de todo o aparato que estava sendo montado.

O cunhado da minha amiga me sugeriu dali pegar o metrô e já ir para Harvard. Acontece que estava bem cedo, e Harvard já era praticamente a última coisa do roteiro. Além disso, eu queria almoçar. E bem. Boston é o paraíso dos frutos do mar. Das lagostas, dos mexilhões. Muito amor.

Portanto, continuei nessa rua, que era uma maravilha: restaurantes, cafés, lojas tchã-nã-nã (Apple, Samsung, Sephora, Lindt, etc etc) e muito mais.

Eu tava com fome, já eram quase 14h, mas todos os lugares estavam abarrotados de gente. Mas beleza: foquei em um restaurante chique, porém não tão ostentação, e que tinha um nome bem convidativo - Atlantic Fish  – e entrei.

Lotado. Mas tinha lugar no balcão, o que não era nada mal, já que comer sozinha numa mesa de 4, num restaurante lotado, é meio desagradável.

Não hesitei: pedi um vinho branco. Olha bem minha cara de enóloga, néam. Já que manjo tanto (só que não), pedi ajuda pro garçom. Ele me indicou um: 2008 Pinot Gris, Reserve, Trimbach, Alsace. Demorou mas chegou. Delicioso e fresco. E apenas uma taça – que custou U$ 14!!! –  me deixou alegre. Perfeito.

O vinho foi para harmonizar com o meu prato, um ravioli recheado de lagosta. O molho era branco, com cogumelos e shitakes, creme de manjericão e pedaços de lagosta fresca. Eis:

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Gastei U$ 50, mas valeu muito a pena. Aliás, minha alimentação bostoniana foi perfeita.

Próxima parada: Prudencial Center, um shoppinzão enorme. Mas o que eu queria lá era a vista panorâmica. Fui na entrada do lugar e tinha uma placa: hoje a torre estará fechada para evento. FUÉN. Triste. Adoro vistas panorâmicas, e aquele dia azul magnífico seria o ideal. Mas fazer o quê.

De lá tomei meu rumo à Harvard. A mais antiga universidade americana, que data do século XVII. É uma das melhores e mais prestigiadas do mundo.

Foi facílimo chegar, usando o metrozão.

Comecei o rolê bem perdida. O lugar é enorme e o mapa não me dizia muita coisa.

Daí resolvi andar sem rumo, observando o povo feliz tomando sol na grama, tocando violão, curtindo o sabadão.

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Andei pela Law School, passei pelo Museu de História Natural (adoraria entrar, mas não daria tempo), atravessei tudo e fui até a Harvard Yard. Lá, fiz o que tantos estavam fazendo. Deitei ao sol e fiquei lá, estirada no solzinho pensando como a vida é boa, apesar de tudo.

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Já eram umas 17h e pouco. Dei uma volta por Harvard Square, que estava entupida de gente tomando café, sorvete e papeando contente e feliz.

Peguei o metrô e voltei pro hostel, fiz check-in e talz. Fiquei no Friends Street Hostel. Super bem localizado, a uma esquina do metrô e a curta caminhada do centro. As coisas boas param por aí: reservei uma cama em um quarto misto com 8 camas. Uma noite, U$ 48. Tinha café da manhã inclusivo, mas fui embora antes.

Nota: NUNCA fiquem em um quarto de um só sexo. Ninguém se respeita e é capaz de você encontrar uma moça se depilando no meio do quarto e absorventes sujos, caso seja mulher, e cuecas sujas largadas pelo quarto inteiro, se for homem. Quando é quarto misto, geralmente os sexos se respeitam. Dica de quem já viajou por uns 20 países e ficou em uns 10 hostels.

Quando o recepcionista subiu para mostrar o quarto, qual não é minha surpresa ao entrar em um quarto não com 8, mas DEZESSEIS camas? Pior: estavam montando uma cama de acampamento para uma 17ª pessoa. PIOR²: tudo mulher. Quis morrer. Mas antes reclamei com o cara, que falou em overbooking (caguei, problema deles). Eu disse que ao menos queria a diferença do dinheiro de volta, já que obviamente um quarto com 17 pessoas é mais barato que um com 8. Daí o moço foi bem grosso: disse que eu reservei faz tempo, e agora o quarto com 16 é o valor que eu paguei, então tava tudo certo. E que se eu não estivesse satisfeita teria todo meu dinheiro de volta. As in: pode ir dormir na rua.

Não criei caso, afinal de contas era só uma noite. Mais: algumas horas de sono e uma chuveirada. Mas ainda pretendo mandar um e-mail pro gerente reclamando. Só que de pensar em bolar o e-mail todo em inglês me dá uma preguiiiiça… Meu inglês escrito é sofrível.

Enfim. Me calei, larguei minhas coisas e fui tomar banho num chuveiro vagabundo, em que a água caia quase que em gotas, e mais pra fria do que pra quente. Meu consolo era pensar: HILTON AMANHÃ. AMANHÃ, HILTON.

Voltei pro quarto e tinha uma menina muçulmana fazendo as orações da tarde num canto do quarto, virada para Meca, com tapetinho e tudo. Interessante, nunca tinha visto. Já estive com muçulmanos em Israel e Jordânia e também na Turquia. Mas no primeiro caso não tive contato com momentos religiosos e, no segundo, fui a mesquitas, mas só tinha turista fotografando.

Enfim.

A última coisa da lista do cunhado da minha amiga era um restaurante chamado Union Oyster House. Aspas do moço:  É um restaurante bem velho (abriu em 1826) e com muita história. O rei da França morava lá em exílio! Também era o restaurante favorito dos Kennedys.

Andei até lá: 1h40 de fila. Até entrei no salão – eu não tinha mais nada pra fazer e ainda eram 20h. Mas daí vi um tanque enorme cheio de lagostas vivas. Os caras tiravam as lagostas do tanque direto pro seu prato, praticamente. Ok, garantia de frescor. Mas meu minúsculo e quase inexistente lado vegetariano disse NÃO. Saí de lá e andei até Quincy Market. Tinha passado lá durante o dia: é um mercadão lindinho, cheio de restaurantes.

Dei uma volta e me decidi por um bar/restaurante chamado Salty Dog. Durante o dia vi um monte de gente comendo ostras e outras coisas do mar lá, e ficou gravado na minha mente.

Além disso, o Tom (o cunhado da minha amiga), tinha escrito: “Algumas comidas que eu recomendo: steamed clams com manteiga, clam chowder , mussels com alho”. 

Ou seja: era pra fechar o roteiro com chave de ouro.

Sentei numa cadeira ao ar livre. A noite estava serena – provavelmente quente para os padrões locais. Pedi uma cerveja e bolei meu plano: um jantar de entradas.

Clam chowder primeiro. Trata-se de uma espécie de uma sopa bem grossa com um tipo de fruto do mar de concha, talvez marisco. Deliciosa:

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Depois comi uma ostra: a mais fresca que comi na vida.

Por último, mussels with garlic and bread:

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Ok, não sei o que sei direito de que frutos do mar se tratam, mas devem ser variações de mariscos. Sei que tava tudo ótimo, sem ranço de areia e fresquinho.

Voltei pro hostel. Dormi quase que imediatamente.

13 de abril, domingo - Miami

Acordei às 6h. De metrô cheguei com a maior tranquilidade e facilidade ao aeroporto.

Eu tava morrendo de medo do check-in da American Airlines. Isso porque fui obrigada a despachar minha mala no voo da TAM, e tava com medo de que isso acontecesse de novo. Problem is: a American cobra U$ 40 para despachar. Eu tinha medido a mala e talz, dava certinho como mala pra levar a bordo. Mas sei lá né.

Mas deu. Coube DIREITINHO, sem tirar nem por, no testador de bagagem deles.

Voo tranquilo, 100% litorâneo. Eta litoralzinho feio o leste americano, hein? Tá louco.  Só chegando na Florida é que melhora, obviamente.

O pouso em Miami foi lindo. Primeiro aquele mar caribenho. Depois, altas ilhas, lagos, casas chiquérrimas, lanchas e iates.

Eram 12h40 quando saí do avião. Meu check-in no hotel era só às 15h. Comi um baggel no aeroporto (fui muitíssimo mal tratada) e peguei um super shuttle por U$ 18 até o Hilton, já que no hay transporte público até lá. Uma pena, mas ok.

Cheguei no hotel 13h30. Mas é Hilton. Eles tinham um quarto já pronto pra mim ♥

Hilton Downtown Miami. U$ 150 a diária, sem café da manhã. Mas valeu. Eu precisa disso.

Subi, olhei aquele quarto enorme, aquela cama king size, aquela banheira, tudo só pra mim, e gritei: EU MEREÇO.

#POBREDETECTED

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MEU.QUARTO.

O que eu fiz?

Tomei um banho de banheira. EUA não tá com falta d’água e tô pagando caro. Fim.

Que vida boa, cara.

Depois peguei o metromover, um metrô de superfície gratuito recém-instalado no centro de Miami. Sim, gratuito. Uma maravilha. Fui até o Bayside Market, um shopping ao ar livre que fica em frente ao mar. Olha que chato:

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Queria comprar um monte de coisa, mas nada me atraiu. Coisas feias, caras, de mal gosto. Daí encontrei a Thaís, uma amiga que mora em Miami, que em 2012 fez comigo e com outra amiga um tour bem bacana pela cidade. Passamos a tarde passeando pelo lugar. Saí de lá com um tênis novo e uma blusinha da GAP. Só. Consumismo fail.

Tomei um sorvete enorme da Häagen-Dazs e ficamos sentados, Thais, namorado e eu, conversando sobre a vida.

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Quando o lugar fechou, umas 20h, eles me deixaram no hotel. Eu fiquei lendo um tempo e tal e resolvi ir jantar. Descobri uma pizzaria meio perto do hotel e fui. Chamava Pizza Pazza. Era uma mistura de cantina com pizzaria. Não vendia pizza em pedaço.

Pizzas americanas: nunca serão. Essa era diferentona, tinha queijo de cabra, cebola caramelizada, presunto de parma e talz. Mas a massa… NUNCA SERÃO.

Para acompanhar, cerveja. O que sobrou foi meu café da manhã do dia seguinte.

Voltei pro hotel e curti no lobby minha última noite, tomando uma cervejinha e papeando no whatsapp.

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Minha intenção era acordar meio cedo e ir na piscina do hotel. Mas 3 dias dormindo pouco e mal não permitiram, de modo que acordei e já eram quase 11h (a diária do hotel terminava 12h; meu voo era às 17h).

Mas ok. Valeu cada centavo dos U$ 150 pagos na diária.

Tomei um bom banho, deixei minha mala numa saleta deles, fiz checkout e fui a um outlet de roupas que a Thaís havia recomendado: Ross Dress For Less. Eu não tinha muito tempo, e acho UM SACO ficar experimentando roupa. Pior ainda numerações que não entendo. De forma que peguei uns vestidos que curti, experimentei, gostei de 3, comprei. Tudo na faixa dos U$ 15 até U$ 25. Tinha calvin klein e várias grifes (que pra mim MEANS SHIT).

Olha que chata a vista de dentro do vagão do Metromover…

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Minha última parada, indispensável, era num supermercado. Para comprar Mac & Cheese.

Sou doente por essa merda calórica e gorda que nunca vi pra vender no Brasil:

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É tipo um miojo. Mas ainda mais gordo e do mal. E muito melhor.

Enfim. Comprei 4 caixas (U$ 1,99 cada – o preço da foto é de uma caixa tamanho família), um saquinho de mini-rolos (chocolate recheado com caramelo) e outro saquinho de Kiss, aquele chocolate mínimo em forma de gota da Hersheys. Tudo não deu nem U$ 10. Por isso americano é gordo…

Tava um calor do cão e eu já pingava de suor. Ok, Miami é linda. Mas puta merda, taí uma cidade no mundo que eu não gosto.

Voltei pro Hilton, soquei tudo na mala e peguei um táxi até o aeroporto.

Taxista brasileira. Chata. Preconceituosa. Errou o terminal em que eu deveria ser deixada. UÓ.

Mas ok.

Foi um suplício achar o terminal da GOL. O aeroporto de Miami é enorme, tá em reforma, e a Gol não está onde deveria estar.

Despachei a mala, fui pro embarque e já eram 16h. Meu voo da Gol MIA-GRU, com conexão em Santo Domingo (República Dominicana) estava marcado para às 17h e pouco.

Tava faminta. Vi as opções de alimentação: fracas e desinteressantes. Comi o quê? Isso. Pizza. Hahaha. Meaning: minha última refeição de verdade foi o almoço em Boston, mais de 2 dias atrás. HAHAHA.

Pra completar a gordice, uma bola de sorvete Häagen-Dazs.

O voo Miami-Santo Domingo foi LINDO. Sobrevoamos toda a South Miami:

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Depois as Bahamas, até o sol se por sobre Nassau, capital das Bahamas. A foto não condiz nem em 10% com o que eu vi, então nem vou postar.

Até que a GOL não é tão ruim. Mas não é realmente boa, né.

A conexão em Santo Domingo foi mega rápida. Entrei no avião para São Paulo quase por último. Qual não é minha surpresa quando vejo que tinha UM CASAL COM BEBÊ nas poltronas B e C (eu era a A, janela S-E-M-P-R-E). Mal sentei e eles perguntaram se eu me importava de ficar na janela. Sim, respondi. Só viajo em janela, reservei faz tempo e trabalho amanhã de manhã, então a janela pelo menos me garante um apoio para dormir um pouco.

Primeiro: PRA QUÊ viajar com bebê? Só pra trolar os passageiros, tenho certeza. Inferno.

Segundo: já que TEM que viajar, POR QUÊ não reservar um lugar? Inferno, inferno.

Acordei muitas vezes na madrugada, com o bebê gritando duas vezes, e uma com um cheiro de bosta na minha cara: eles tavam trocando a fralda da menina. Inferno, inferno, inferno.

O jantar da Gol foi um macarrãozinho com legumes e um cheesecake totalmente fake.

Pousei em São Paulo quase 1h antes do previsto. Eram 4h da manhã. Aeroporto às moscas (grande parte dos voos que chegam/saem de Guarulhos são de manhã ou de noite). Passei reto pelo freeshop. Vi a fila de táxi brilhando e não hesitei: saquei o cartão e lá se foram R$ 150 conto (de metrô+bus gastaria R$ 8), mas cheguei em casa em 40 minutos. Às 5h eu tava na minha cama dormindo. Consegui dormir 4h antes de ir trabalhar! Sucesso!

Mais uma viagem ótima e muito bem aproveitada concluída com sucesso.

Profissionalmente falando

Sempre reclamei dos meus trabalhos. Vocês tão ligados, né? Reclamava do salário, dos plantões de fim de semana, dos coleguinhas babacas e burros, dos chefes loucos ou estúpidos, da rotina em si. Já reclamei de tudo, e juro que não era a toa.

Inclusive tentei novos caminhos. Fiz alguns meses de cursinho, para ver se meu problema com biologia era professores que não me inspiravam no Ensino Médio. De fato, professores que tem didática e são legais fazem toda a diferença na escola, o que não foi o meu caso nessa disciplina especificamente. Só que no fim das contas eu continuei achando biologia meio chato.

Tentei geografia, cheguei a fazer um ano e meio de graduação desse curso na USP. Não rolou também.

E assim fui pulando de trabalho em trabalho; alguns melhores, outros ruins mas com pontos positivos, outros apenas insuportáveis.

Estou no mercado de trabalho há 8 anos, e já trabalhei em 8 lugares diferentes. Já estive desempregada por 7 meses, também já emendei 2 anos de trabalhos diferentes sem férias. Já trabalhei 8h seguidas com postagens no Orkut, já trabalhei com simpósio de saúde, já trabalhei em eleições, já trabalhei em órgão público, já lidei com o mercado de celulose, já escrevi sobre música erudita, já trabalhei 3 meses seguidos sem fim de semana, já falei inglês e traduzi entrevistas no trabalho, conheci famosos, inaugurei resort, fiz amigos para toda a vida, me diverti muito, odiei muito, chorei muito.

Tanta enrolação para dizer o seguinte: nunca estive tão satisfeita, profissionalmente, como estou agora.

Meu trabalho atual é o que mais chega perto do que sempre quis: não tem pentelhação nenhuma, não dependo de ninguém – é um trabalho totalmente individual, em 6 meses nunca precisei telefonar para ninguém, não há plantões de fim de semana em hipótese alguma e, a cereja do bolo: é um salário excelente, para o mundo da Comunicação.

Não é bem um salário, afinal de contas recebo por publicação. Isso é ruim porque muda muito o valor, tem meses fracos e meses lindos. Sou PJ, não tenho direito a nada. Mas no jornalismo 70% das pessoas tão assim, e ganhando muito menos do que eu (eu tava ganhando meros R$ 2 mil PJ ano passado, para terem uma ideia de que a chapa é quente e o bagulho é louco).

Meu trabalho é o seguinte: eu produzo jornais para empreendimentos imobiliários. Por exemplo, lançaram um empreendimento em Perdizes. Encomendam o jornal, que vai falar bem do bairro, dar dicas culturais e tal, e daí rola uma publicidade do empreendimento. Tipo isso. A distribuição é gratuita, em diversos semáforos pela cidade. As tiragens variam entre 10 e 100 mil exemplares.

No começo eu achava do mal isso, mas o jornalismo inteiro é assim: totalmente dependente da publicidade. Daí recebo por cada um que produzo. E eu faço praticamente tudo: o esqueleto da diagramação, escolha das fotos, textos. Só não finalizo e não subo para a gráfica.

Tô satisfeita.

Não tenho amigos aqui, mas também não chega a ser um ambiente hostil. Mas não tem problema, de verdade.

Às vezes rola de trabalhar das 10h até às 22h. Às vezes saio às 17h. Não consigo prever meus horários, isso é meio chato. Mas só de saber que NENHUM fim de semana estará comprometido, nem reclamo.

Achei meu lugar, gente. Espero ficar por aqui um bom tempo.

Desejos e desabafos ♥

(sem senha! hahaha!)

Sabem o que eu pedi quando cortei o bolo do meu aniversário de 28 anos, três dias atrás? Um homem que não fosse casado. Juro. Falei em voz alta para todo mundo ouvir.

Não tá fácil, gente. Tô nessa fase da vida. Contabilizo TRÊS casados em menos de um ano. Pior que eu sabia que os três eram casados. Pelo menos só me envolvi com um.

~Pelo menos~? Eu deveria estar feliz com isso? 

Por um lado, me sinto a gostosona que tenta os caras. Ajuda um pouco a elevar minha autoestima (como todos sabem, é uma das mais cagadas da face da Terra). Por outro… Porra, só sirvo pra isso?
Faz tempo que eu questionava minha aparência física, como sabem. Melhorei MUITO o modo de me ver, mas ainda me acho gorda, feia, com tanta estria que dá pra tocar harpa em mim, com os peitos tortos e caídos etc etc. Mas nunca tinha questionado o interior. Parabéns, homens casados. Agora além de me achar uma escrota fisicamente, vocês me fazem pensar que eu só sirvo para ser comida. Que eu não presto para namorar. Porque eu sou supersincera. Porque eu falo palavrão pra caralho, falo alto, falo de sexo abertamente, não sou nada “feminina” e muito menos “delicada”. Não tô nem aí pra nada. É isso mesmo, então? Eu não sirvo para namorar?

Merda de sociedade machista escrota.

Sei que até pouco tempo atrás eu achava infidelidade um absurdo. Tinha uma visão romântica e monogâmica da vida. Achava que quem amava de verdade não tinha razão para trair. Só que a vida me deu chicotada na cara, e agora compreendo que tem gente que não sabe lidar com a monogamia (isso não justifica ser desonesto com @ companheir@, viu?). Pior: agora acho que TODO MUNDO – eu, você, seus pais, a chefe, a vizinha crente, todo mundo de verdade – está sujeito a trair e/ou ser traído. Se isso não acontecer a vida inteira, não acho que seja prova de amor ou de ética; acho, na verdade, que faltou uma grande tentação. Por tanto, não ter traído/ser traído seria apenas sorte.

É, eu sei, sou muito 8 ou 80. Sempre fui. Mas não coloco a mão no fogo por NENHUM casal, juro. Cuidado: não estou negando o amor. Estou negando a fidelidade eterna.

Mas não era só isso que eu queria escrever.

Uma amiga minha uma vez disse que tinha feito um texto de como seria o homem perfeito para ela. E daí ela casou e jura que o homem dela atende a todos os itens da lista. Tentemos.

- Eu quero um homem que não seja comprometido, é verdade. Não sou eu quem estou traindo ninguém, não me sinto cúmplice do “crime”. Mas sei que estou influenciando mentiras e, a longo prazo, ajudando a formar uma família desequilibrada e toda trabalhada na desonestidade (sim, me refiro ao suíço).

- Eu quero um cara que seja um grande amigo, mais do que tudo. Para quem eu possa contar da minha vida, e que não fique chocado por eu ser bem vivida e já ter feito mil e uma estripulias </sessaodatarde>
Sei que isso é difícil pra caralho. 80% das minhas amigas não contam coisas do passado para os atuais companheiros. Eu não quero isso para mim. Primeiro porque eu não tenho coisas do passado AMOROSO para contar, não tem do que ter ciúme, já que meus maiores relacionamentos foram com um gringo 10 anos mais velho casado e com um hippie que andava com um conhaque na mochila. Mas principalmente porque isso tudo é quem eu sou! Não quero ter de fingir que sou uma virgem delicada. Não quero mudar minha personalidade para agradar alguém (como vejo VÁRIAS pessoas fazendo). Não quero ser julgada e nem reprimida.

- Eu não quero alguém que me aceite como sou (gorda, boca suja, NADA delicada e feminina etc e etc). Eu quero alguém que GOSTE do fato de eu ser assim. Alguém que se divirta comigo. A gente não deve se conformar com uma aceitação. A gente tem que ser amada, porra!!!

- Eu quero alguém que tenha uma visão política e religiosa parecida com a minha. Ficar com um crente que diz que a Ditadura Militar é que era legal NÃO rola, gente.

- Eu quero alguém que compreenda que independência e liberdade são algumas das melhores coisas do mundo. Tenho horror a gente grudenta que pede satisfação a cada instante.

- Eu quero alguém que seja honesto e tenha um bom caráter. Não tô falando em fidelidade. Deixei claro aí em cima que todo mundo está sujeito a chifrar/ser chifrado. Falo em ser uma boa pessoa, tratar os outros bem, ME tratar bem.

- Eu quero um cara que faça alguns sacrifícios por mim. Porque só eu me esforço. Eu atravesso a cidade para ver alguém, mas ouço de um cara “hoje tenho academia, não posso”. Nem como justifica pra faltar na academia eu sirvo?

É sério. Isso é ser tão exigente assim?

Qual é o meu problema? Não me venham falar que eu sou seletiva, porque não sou. Dou chance para quase todo mundo. Já disse a amigas que eu sigo um lema parecido com o do filme “SIM SENHOR” (com o Jim Carrey) – eu evito dizer não. Desde que o cara não seja um homofóbico, racista, babaca pra caralho etc, eu tento. Mesmo quando vejo que “o santo não bateu”. Eu insisto, tentando provar para mim mesma que eu dei uma chance. Mas mesmo assim.

Gente. Eu juro que sei que nenhum relacionamento é perfeito. Sei que a gente que tem engolir muitos sapos (um dos maiores se chama SOGRA, mas nunca cheguei nem perto disso) e que precisa se adaptar a algumas coisas, fazer pequenos ajustes em outras. Mas não quero renunciar a quem eu sou para ter alguém. Claro que em uma missa de 7º dia do avô do meu namorado eu não vou falar palavrão e nem contar que já dei pra dois ao mesmo tempo. Assim como sei me portar no trabalho, sei me portar em todas as circunstâncias. Mas ser reprimida em uma mesa de bar é pra dar um chute na bunda na hora. Sinceramente.

:(

Vou contar rapidamente meus últimos “relacionamentos”, para vocês entenderem porque cada um não foi pra frente (todos os nomes são falsos) e como não foi culpa minha:

maio/2013: Diego, amigo de um amigo. Foi realmente bem legal, me respeitou, me ajudou a ver um lado B de muitas coisas – inclusive sexual (minha autoestima cagada influencia e muito minha capacidade de sentir prazer, e ele foi um dos poucos que soube lidar com isso). Não cheguei a me apegar, mas era bom. Só que um dia ele me disse que não me imaginava namorando com alguém. Que eu era “livre leve e solta”. Sei que era para ser um elogio, mas fiquei puta. Não sirvo para namorar, então?
Depois disso, o chamei para sair umas duas vezes. Em uma, ele deu a desculpa da academia. Na outra, me ignorou.

setembro/2013: amigo de amigo de amigo. Fernando. Me tratou bem até demais. ATÉ DEMAIS. Saímos duas vezes. Na última, fomos a um restaurante japonês e eu disse que ia maneirar, porque estava gorda. Ele disse: “se está gorda, porque não faz regime?”. Gente. Quase dou na cara dele. Respondi MUITO PUTA dizendo que ninguém tinha o direito de falar isso para mim, que eu – e minha família – me cobra magreza desde criança, que faço regime e sofro com isso desde sempre… E o fdp dando risada dizendo que eu ficava bonitinha brava. Gente. Não. Desculpa, mas isso para mim é falta de respeito. Acham que fui intolerante?
Alguns dias depois, ele começou com ataque de grude. Me mandava msg perguntando o que eu tava fazendo, quando sairíamos de novo. Eu tentava responder com gentileza, mas sem dar esperanças. Até um dia que ele me ligou cinco vezes numa mesma noite (não atendi nenhuma). APENAS NÃO.

outubro, novembro e dezembro/2013: Mauro, o suíço. Pensei apenas em me divertir, mas foi o melhor beijo da minha vida, ele era inteligente, vivido, tinha histórias para contar, um papo bom, me divertia e se interessava pelo que eu falava. E me tratava bem na medida certa – sem me sufocar, mas sem me deixar largada. Só que era casado. E assim que ele foi embora, descobri que a mulher dele estava grávida de 6 meses (agora está de 8. Vai parir em março). Hoje em dia ainda nos falamos no whatsapp. Vez por outra ele fala em saudades e eu quero morrer. Porque é fofo e eu ainda sinto falta dele (embora esteja recuperada), mas acima de tudo, porque sei que, como homem, parte desse “I miss you” é uma forma de impedir que eu o esqueça e me manter como backup. Enfim.

janeiro/2013: Adriano, um cara que conheci na rua. Juro.  Esperando um casal de amigos numa esquina da Rua da Consolação com a Alameda Santos. Me chamou para uma cerveja enquanto eu esperava o casal; trocamos telefones e fomos nos falando via whatsapp (dica para a humanidade: N-U-N-C-A me telefone. NUNCA). Daí saímos em janeiro. Fez USP, tem uma visão de mundo parecida com a minha, bom partido, me tratava bem, inteligente, gentil. Só que sempre que o chamo para alguma coisa ele não pode. É só quando você quer, porra?

fevereiro/2013: Gabriel. amigo de amigos. Casado. Conheço a menina. Deixou muito claro que queria apenas me comer, desde o princípio. A primeira vez que o vi babei. Sempre o achei gatíssimo e minha autoestima cagadíssima me incentiva a pegar todo mundo, mesmo sabendo que é cilada… Então… Porque não? porque odiei o beijo. fim. (ainda bem que odiei. Poderia ser uma situação bem pior que a do suíço).

E essa é a minha vida amorosa, gente.

Da série: meus ‘filhos’ não podem saber e muito menos fazer igual

Estava aqui à toa lendo as histórias da Lu e alucinei. Agora quero contar minhas histórias bêbadas e ninguém me seguraaaa ahhhhhhhhhhhh

Cara. Já fiz muita merda. Já bebi muito. Já dei MUITO vexame, muito mesmo. Mas não me arrependo de nada – e olha que, diferentemente da Lu, eu lembro de tudo.

A seguir alguns dos piores:

O primeiro porre a gente nunca esquece (2002)

16 anos, 2º colegial, sou ~popular~ e tenho muitos amigos meninos. Junto os amigos da escola AND os meninos do bairro para beber – só que a grande maioria de nós era um bando de amador no quesito álcool, me included. E esse foi o maior erro, porque escolhemos comprar para beber PINGA 51 e Pepsi Twist (aquela com limão, lembram?). SÓ JESUS NA CAUSA.

Fomos para um dos condomínios do meu bairro e viramos aquela desgraça. Uns 8 meninos e eu. Foi uma noite longa, que incluiu eu caindo no meio da rua, no exato lugar em que o caminhão de lixo carregado tinha acabado de passar; um amigo socando todos os postes do quarteirão porque a moça que ele amava não o amava (no fim eles ficaram, namoraram, noivaram e 7 anos depois ele terminou com ela); e o mundo girando pela primeira vez na minha vida. Fiquei enlouquecida, achei a experiência incrível (e muito enjoativa. Vomitei as tripas). Ainda paguei peitinho para um amigo (que uns 10 anos depois acabou vendo direito).

Outs & o anjo (2004)

Uns amigos tinham uma banda. Eles iam tocar num bar de rock na Rua Augusta. Chegamos muito cedo e fomos beber nos botecos do lado. Pinga com limão, pinga com canela, bombeirinho e todas as bebidas mais mendigo que você consiga imaginar.
Ok.
Teve o show. Durante o show inventei de beber vinho. Depois de toda aquela pinga.
Não lembro ao certo em que momento comecei a passar mal. Sei que subi a augusta (para ir até o metrô) sendo meio que arrastada pelo meu grupo de amigos. Eram umas 10 pessoas que precisavam pegar metrô, depois ônibus e depois andar pra chegar em casa. Morar no Campo Limpo antes da Linha 5-Lilás existir era ainda pior.
Enfim.
Cheguei no metrô e gorfei numa lata de lixo no vômito que ficou conhecido pelos meus amigos como EXORCITA. Um volume absurdo de vômito e numa velocidade sinistra.
Depois disso vomitei dentro do vagão do metrô.
DESCULPA MUNDO. Sério. Desculpa. Gorfar no vagão do metrô é zuado. Sorte que tava vazio – exceto pelos meus amigos.

Sei que meu porre fodeu a vida de todo mundo, porque os atrasei e eles não conseguiram pegar o ônibus, já estava muito tarde. Ficamos todos ao relento num ponto de ônibus da Heitor Penteado – eu deitada no chão me acabando de vomitar, ainda.
Daí surgiu um anjo, como meus amigos dizem. Um estranho – dizem que era jovem e bonito (!) cuidou de mim. Passou parte da noite de sábado dele me dando água… Fofo. OBRIGADA MOÇO.
Só que daí meus amigos acharam uma boa ideia LIGAR PARA OS MEUS PAIS IREM ME BUSCAR.
Apenas sensacional tirar meus pais da cama no meio da madrugada para falar que a filha deles está vomitando horrores no meio da rua.
Meu pai passou muitos dias me dando sermão…
E meus amigos, até hoje, me cobram os 2 táxis que tiveram que pegar para voltarem para casa, do outro lado da cidade.

Los Hermanos em Taubaté (2005)

Minha amiga, os amigos de Taubaté dela e eu fomos ao show, que custou meros R$ 15. Bons tempos. Antes, fizemos um esquenta de Smirnoff Ice (rysos). No show vendia DE TUDO, e eu bebi DE TUDO: virei 2 copos de 200ml cada de vodka; tomei 2 copos de vinho; e 2 doses de tequila.

O resultado? Comecei a ver o mundo girar na segunda música do show. Fui pro banheiro, morri vomitando, acordei com uma faxineira ME ARRASTANDO pra fora do banheiro. Fiquei vomitando deitada quase inerte no meio da pista do show com uma galera me olhando. Dignidade.

2006, um caso a parte

Em 2006 tive mais dias de caos, bebida e vômito do que dias sóbrios. Teve uma semana em que eu dei 3 PTs em questão de 5 dias. Eu saia todas as noites, bebida vinha de graça sabe deus da onde. Uma beleza.
2006 foi um ano em que eu ia a churrascos toda semana; foi o ano em que eu comecei a beber cerveja e fumar maconha com o moço estranho do conhaque na mochila por quem eu era apaixonada. PENSA.

Foram tantos porres HOMÉRICOS nesse ano que é difícil separar um ou dois. O mais forte e mais importante de todos, sem dúvida, foi no dia em que fiquei pela primeira vez com o tal moço da maconha e do conhaque na mochila – amigão da minha prima (ele carregava também pão de mel e um cobertor). A história inteira daquele dia está contada em detalhes aqui, e ainda forte na memória (ele foi o último cara de quem gostei de verdade, antes do suíço, SETE anos depois). Resumo: festa 1, festa 2, enquadro de polícia, festa em casa, bebida bebida bebida, papos sobre dimensões e física, vomitar A ALMA no banheiro, sair do banheiro e descobrir que está tudo apagado e todo mundo foi embora, reparar num colchão no chão na minha frente, deitar nele, ser coberta por um cobertor mágico (junho é frio, gente) e depois por um corpo humano muito desejado me acariciando e chegando de leve. Soa estranho, mas foi lindo, gente.

Como dito antes, foram mil porres esse ano, e confundo um pouco os acontecimentos. Teve um em que gorfei em uma caçamba; um outro, dormi no banheiro e quando acordei (no banheiro) eu estava coberta com edredom e com travesseiro (!!!); numa outra, vomitei pela janela do meu quarto (um prédio) e as paredes do prédio ficaram marcadas… Ai ai. A juventude. Eu não conseguia controlar, bebia demais (e misturava várias bebida e maconha – UM GRANDESSÍSSIMO ERRO). Daí era sempre o mesmo resultado. Numa dessas, me descolaram um balde. Depois disso, nunca mais larguei o balde. Era meu fiel companheiro dos porres. Logo, virei a Ana do baldinho.

Power rangers & a grande decepção chamada cerveja (2006)

Foram poucos meses de amor eterno com a cerveja. A descobri em fevereiro de 2006 e passei a me acabar na cerveja, sem passar mal, sem enjoar e nem nada. Achava que era a bebida perfeita. Esse belo dia começou com um imagem & ação com gente que nunca vi na vida, um amigo que eu não tinha ideia de onde tinha surgido no rolê e com o moço do conhaque na mochila sendo chamado de Los Hermanos por um cara no bar – ao que respondeu que ele e os amigos eram os power rangers (cada um com uma camiseta lisa de uma cor diferente). E eu bebi muita cerveja, como nunca tinha bebido na vida. Estava segura de que estava segura. EPA PERA.

Pois é. Esse dia é importante porque foi uma grande, grande decepção. Fiquei chocada de que cerveja, sem nenhum complemento, pudesse causar um estrago tão grande (e caganeira, ainda por cima). Demorou pra fazer efeito, mas passei a madrugada inteirinha no banheiro, cagando e vomitando e perguntando pra cerveja “por que me traíste?”.

O caso dos dois moreninhos (2007)

Nossa, essa história é foda. Se tem alguma bebedeira que eu quase me arrependo é essa. Foi tenso e FORTE.
Tudo começou com 4 amigas e eu querendo chamar homens para a minha casa para… Hm. You know. Foi difícil achar, viu. Esses homens de hoje em dia… tudo negando fogo. hahaha
Mas conseguimos. Foi um amigo da faculdade de uma delas, um amigo desse amigo e dois caras que eles mal conheciam. Sabe-se lá de onde surgiram, sei que apareceram os 4 na minha casa num sábado a noite. Daí a gente jogou sueca.
Nunca jogou sueca? É um jogo de beber sensacional, mas que 11 em cada 10 vezes, dá merda e alguém gorfa. Informe-se sobre o joguinho aqui.
Sei que eu fiquei trêbada. Em dado momento, uma amiga falou que um dos caras queria me pegar. Eu disse: “eu não quero esse, quero aquele” e apontei outro cara. Ela falou com o cara e ele disse que ia me esperar na cozinha. Fui na cozinha e agarrei o cara. Canibal, mesmo. Mas mal agarrei me subiu aquele revertério. Falei pro cara esperar. Fui ao tanque e gorfei na frente dele. HAHAHAHAH
Ele sumiu. Eu fui pro banheiro vomitar decentemente. Saí do banheiro e fui pro meu quarto me recuperar cochilando. Acordei com alguém me fazendo massagem. Dei trela e peguei – achando que era o moço que me viu gorfar.
Só que não era. E quando eu me dei conta já era tarde demais.
Acordei na manhã seguinte com A MAIOR RESSACA MORAL DA ESTRATOSFERA.

JUCA (2007)

Juca são os Jogos Universitários de Comunicação e Artes. As principais faculdade dos cursos do gênero, em São Paulo, se reúnem em alguma cidade do interior, por 4 dias, para disputar um campeonato e destruir a pobre cidade.
Nos primeiros anos de faculdade eu não fui. Não tinha a menor vontade de dormir em barraca, passar calor, frio, dormir mal, comer mal. Mas em 2007, 3º ano da faculdade, resolvi ir. Foi em Registro, cidade ao sul do estado.
A PUC é conhecida por ser a pior das faculdades, esportisticamente falando. É um bando de maconheiro bêbado. Com muito orgulho. Nas provas de natação, uma menina da PUC nadou cachorrinho de biquini de lacinho. Te juro. Nas raias do lado, gente do Mackenzie, da USP, da Casper se alongam, tomam concentrado energético antes das provas… O lema da PUC no JUCA é: “A PUC VEIO PRA BEBER E SE GANHAR FOI SEM QUERER”.
Enfim. O grande lance do JUCA são as festas no alojamento. Tudo open bar. Sempre. O dia inteiro.
Logo na primeira noite eu bebi bem e não percebi a merda chegando. Mas ela chegou. Forte. Quando vi, o mundo não estava girando ~redondamente~. Eram quadrados. Triângulos. Polígonos. Vocês não tem uma noção, gente. Vomitei as tripas e fui pra barraca dormir. Quando acordei, minha cabeça estava pra fora da barraca, e o corpo pra dentro. E percebi que metade do alojamento estava em situação parecida ou pior que a minha. Ah, o JUCA… ♥

2012, Carnajuju I edição

Sítio sempre dá merda. Simples assim. Cheguei no sítio às 7 da manhã com a aniversariante e comecei a beber desde então. E bebi de tudo. Me acabei na cerveja, na tequila, nas coisas mais bizarras misturadas com vodka, uísque, vodka pura… E rolava uma piscina de lona. Sempre que eu ficava alta ia lá mergulhar.

MERGULHAR MESMO, gente:

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Enfim. Teve samba, teve tombo, teve sangue, teve corredor polonês de homem beijando a mulherada que passava… Teve eu mostrando os peitos pra festa inteira (inclusive pro pai da dona da festa)… E teve eu passando mal. Dizem que eu beijei a minha amiga que cuidou de mim, mas juro que não lembro. Embora eu lembre de ter beijado 3 pessoas naquele dia, mas jamais lembrei claramente quem foi a 3ª pessoa.

Passei a madrugada num quarto com 5 pessoas me ouvindo vomitar. Fim.

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Vocês podem reparar que nos primeiros anos os porres eram frequentes, e depois foram se tornando mais raros. Pois é, amadurecer tem dessas.Tenho tido porres uma, duas vezes por ano, hoje em dia (2014 ainda tá zerado).
Consigo me controlar muito mais. Naquelas, né. Sempre que eu bebo causo horrores. Dou em cima de todo mundo, conto minha vida sexual para estranhos, provoco. Fico assanhada, extrovertida, falante, gritante. Nunca fui uma bêbada briguenta, nem triste, nem amorosa. Sou uma bêbada vadia. Faço amizade com todo mundo, falo merda pra todo mundo, divirto quase todo mundo. Mas aprendi a beber mais devagar e, principalmente, não misturar bebidas.

Mudanças de hábito (ou uma dieta que já deu o que tinha que dar?)

Todo o mundo virtual, físico e espiritual está consciente de que vivo de dieta, e também de que já perdi uns bons quilos. Comecei uma dieta de verdade em 2011. Perdi uns 20 kg e daí recuperei uns 5. E assim ficou. Em 2013 não perdi um grama, mesmo me acabando nas atividades físicas, comendo muita salada, fruta e afins. Minha rotina alimentar mudou muito, e acho completamente injusto que eu coma com tanta qualidade, faça tanto exercício e esteja com o peso estagnado. E aí me vem um fdp falar que é pra evitar doce e não tomar refrigerante. Gente. Sei disso desde que o mundo é mundo. E nunca fui tão fiel à dieta como tenho sido nos últimos tempos.

Pior que eu diminuí MUITO os doces, muito mesmo. E ainda assim, nada.

Algumas coisas que mudaram na minha vida nesses 3 anos:

- Sempre fiz exercício físico, mas desde que me empanhei nessa derradeira dieta, tornei-me super ativa. É raro uma semana em que não faça ao menos 3 dias de academia; além disso, desde janeiro, tenho ido e voltado do trabalho a pé. São 4,5 Km de distância, ou 35 minutos de caminhada num ritmo forte.

- Diminuí muito o consumo de carne vermelha. Antes eu não me importava com isso; agora, só como nos fins de semana.

- Nunca fui muito de frituras, salgadinhos, pão francês, bolacha. E diminuí ainda mais. Para terem uma noção, o último pão francês que comi foi em 2013. Bolacha, no primeiro fim de semana de janeiro. Salgadinho? Não lembro. Fritura? 2013.

- Faz 1 ano e meio que parei com refrigerantes e bebidas gasosas. Sucos industrializados também evito ao máximo (sempre tive para mim que eles fazem tão mal quanto refrigerante – são muito adoçados).

- Até com chocolate melhorou. Se antes meu habitual era comer uma barra de 170g em um dia, nunca mais comprei das barras grandes. Inclusive, tenho comido chocolate bem raramente (tirando a festa de criança domingo passado, faz mais de um mês que não como chocolate).

- Hoje em dia procuro jantar antes de sair de casa, a noite. Isso evita [um pouco] a gana de comer amendoim e afins (nuts: única coisa que comprovadamente me enche de espinhas).

- Aumentei muito o consumo de frutas.

- Meu intestino, que era travadíssimo, hoje está funcionando direitinho. Geralmente 2 vezes por dia.

Minha rotina até 2 ou 3 dias era exatamente essa:

Café da manhã: 2 torradas de pão integral com um pouco de manteiga sem sal (margarina faz mó mal, gente); chá matte gelado sem açúcar e meio mamão papaia.
Vou para o trabalho andando. 35′.
Passo o dia bebendo muita água (me pergunto se exagero na quantidade, mas dizem que não.. enfim.)
Lá pelas 11h, como uma fruta. Goiaba, pêssego, melão são as mais comuns.
Lá pelas 14h eu almoço. Estava comendo uma saladona, com carboidratos, proteínas e tudo o que o corpo precisa. Molho da salada: iogurte e outros sem açúcar e com poucas calorias e gorduras.
Lá pelas 15h: chá verde gelado. Aquele Feel Good de latinha, sabe?
Lá pelas 17h: outra fruta. Maçã ou abacaxi, geralmente. OU se eu estiver com fome: cookies integrais de limão
Volto para casa andando. Mais 35′ de exercício.
Chego em casa e como algum carboidrato integral para ir malhar. Tenho optado por uns palitinhos de fibra que achei pra vender numa lojinha natureba por aqui. São 150 calorias o saquinho inteiro, com 8 palitinhos.
Academia. Musculação moderada (pesos de 4kg pra exercícios de perna/bunda; 300 abdominais ao dia [não sei os nomes dos tipos, mas são 100 de cada]; coisas de braço levantando 2 kg para ombros, 3 para peito, 4 para ‘músculo do tchau’). E mais aeróbico. Como já faço 1h10 de aeróbico para ir e voltar do trabalho, tô cansada, e faço 30 min de corrida (a 8,4 km/h), ou de bike (30 km/h) ou de caminhada (a 6,8 km/h) com inclinação da esteira. E por fim um alongamento de leve.
Volto pra casa, banho, janto: ou uma salada parecida com a do almoço, com proteínas, carboidratos, fibras, legumes, tudo; ou arroz integral (aquele Raris) com frango, peixe e afins; ou um sanduíche de pão de forma integral com peito de peru e cream cheese light.
Sobremesa: gelatina diet ou pudinzinho royal diet ou uma bola de sorvete light.

FIM.

Gente. Me diz. Não tem coisa errada? Eu não deveria estar mais magra do que realmente estou?

Daí se UM DIA eu saio da linha, fodeu. Domingo fui a uma festa de criança. Tomei cerveja (depois de 15 dias sem um pingo de álcool) e comi docinhos (nada ABSURDO, mas comi bem). E o que ganhei com isso? UM QUILO. Que até hoje, 4 dias depois, continua intacto.

Como pode?

Queria muito que um personal trainer, um nutricionista e um endócrino passassem o dia inteirinho comigo e apontassem o que tá errado. Porque NÃO É POSSÍVEL, gente.

Concluí que talvez meu corpo tenha se acostumado com isso. Daí a partir de ontem voltei a comer comida de verdade. Arroz, feijão, salada, bife… Das duas, uma: ou engordo loucamente, ou volto a emagrecer. Rezemos para que o choque metabólico para o bem.

Algumas coisas:

1- no final do ano passado fiz pela milésima vez exames de tireóide e hormônios e essas porras todas. Tá tudo normal.

2- Tenho impressão de que, se eu tomo 3l de água em um dia, só elimino 10% disso. Retenho MUITA água.

3- Por outro lado, transpiro MUITO mais do que uma pessoa normal. Quando eu era mais gorda, não suava tanto. Agora, qualquer coisinha tô pingando. Pingando mesmo. Que nem esportista depois de correr maratona. Rios de suor escorrendo no rosto, nas costas.

4 – Acabo de me exercitar e SEMPRE estou com a pressão baixíssima (nunca posso tomar banho imediatamente, se não é desmaio na certa)

5- minha mãe tem CERTEZA que é a pílula anticoncepcional que sabota o meu regime. Mas eu já fiquei 1 ano sem e não mudou nada (exceto que meus cistos no ovário se multiplicaram).

6- Sim, músculos pesam mais do que gordura, sei disso. E sei que devo ter aumentado bem a massa magra. Mas as calças continuam as mesmas, nem mais largas e nem mais apertadas.

Enfim. Tô desanimadíssima, não aguento mais essa vida de me privar de TUDO e mesmo assim não emagrecer uma porra de um grama.

Câmbio, desligo.