Bad esquisitíssima

Novembro 18, 2009

Lembram quando eu falei do quanto sentia falta de um pessoal que um dia fora importantíssimo para mim, aqui?

Então. Sexta-feira 13 (aniversário do meu pai, aliás), um componente daquele grupo me ligou, chamando para tomar uma cerveja lá onde eles ainda moram. Nem pensei duas vezes: saí do trabalho, andei uns 20 min até a estação de trem, mais uns 40 min até fazer a baldeação para o metrô – lotado e fedido – , e quase 1h30 depois cheguei lá, no bairro da minha ex-escola, dos melhores amigos que tive na vida, de tanta história e tanta coisa…

Nunca medi esforços pelas pessoas que eu amo. NUNCA.

Fui a terceira a chegar, mas logo foi juntando todo mundo… Um chamou o outro, que chamou o outro… E finalmente, com 3 ou 4 exceções, lá estava o mesmo grupo de sempre, como se tivéssemos todos 15 anos de novo. Olhando eles todos, me deu uma felicidade tão grande… Tirava fotos mentais daquela mesa com todos nós juntos, diferentes de como éramos, mas iguais na essência. Vontade de abraçar todo mundo, de sei lá, de explodir de felicidade. É “amo tanto que até dói” literalmente.

E até expressei bastante o quanto estava feliz de todos estarem ali, aparentemente quase tão satisfeitos como eu. Era quase mágico.

Ok.

O lugar esvaziou, muitos dos nossos foram embora e os remanescentes foram para uma sinuca, meio longe de lá.

Eu amo sinuca. Mas jogo mal pra caralho. Geralmente acerto a bola, mas é só isso, também. Encaçapar é raridade. Uma vez ganhei o jogo, mas foi UMA vez. Na vida. Geralmente irrito meus parceiros, de tão ruim que sou. Até aviso antes de começar que eu sou “café-com-leite”.

Adoro sinuca, mas a maioria das vezes fico deprimida ao jogar, ainda mais com gente competitiva.

Enfim. Joguei pessimamente, foi ridículo. Me senti mal, até porque eles desencanaram do jogo no meio e resolveram começar de novo. Sem mim, lógico.

Enquanto isso, o cidadão que desencadeou aquilo tudo me chamando pro rolê (que, por sinal, foi minha obsessão da juventude) e que foi para a sinuca com a gente, desapareceu do mapa com uma amiga nossa. Ainda enquanto isso, toda a humanidade desejava minha outra amiga (amo ela, mas sair com ela implica em deixar sua auto-estima no chão). E eu lá, praticamente expulsa do jogo de sinuca, sozinha num canto. Não deu outra: me deu uma bad absurda, comecei a chorar por horas e horas a fio até que alguém percebesse. E formou-se a roda de piedade ao meu redor.

Uns achando que era por ciúme do outro que desapareceu com a menina (e só reapareceram para ir embora): CHECK
Uns achando que era uma bad nada a ver: CHECK
Uns achando que eu tava cansada e bêbada demais: CHECK (eram 5 e pouco da manhã)

Juntem mais uns mil motivos bestas, baixa auto-estima, solidão, carência, etc e a receita está pronta.

Eu sou RIDÍCULA. Primeiro: como posso ainda ter ciúme de um cidadão que nunca foi NADA meu, passados quase 8 anos da minha fase de obsessão por ele?

Segundo: POR QUE CARALHOS não fui embora depois do bar? Essas coisas nunca dão certo.

Gastei minha terapia de segunda-feira inteira falando sobre isso. Falei coisas impronunciáveis, mas uma até confesso:

minha vida inteira vi os meus amigos homens, que eu sempre admirei e idolatrei bem mais do que mereciam, dando a maior atenção para as minhas amigas (peitos/bundas/rosto bonito etc), e me tratando como uma X.

Isso cansa.

Queria UMA VEZ NA VIDA que me dessem mais importância, sabe. Até por não vê-los há tanto tempo. Queria UMA VEZ NA VIDA ter mais importância do que um rosto bonito ali, um peitão acolá.

O que vou falar é feio, mas é sincero: Não quero mais dividir meus amigos com elas. Ciúme mórbido, possessão doentia, não me importa. Me recuso a sair com eles de novo para formarem-se panelinhas ao redor das meninas bonitas, e eu sobrar.

Ridículo como tudo me afeta tanto, ainda. E dói. Ainda está tudo fresco. As mesmas crises de ciúme e possessão de coisas que nunca nem chegaram perto de serem minhas.

A noite começou maravilhosa. Um dos melhores momentos do ano aquele bar. Assim como esse outro em que, aliás, eu era a única mulher.

E aí a maldita sinuca estragou tudo.

No dia seguinte entro no Orkut e vejo um depoimento de um amigo falando de como a outra amiga estava linda, e como ela é um doce.

VONTADE DE MANDAR TOMAR NO CU, SABE.

Queria ser anônima, nessas horas.

Eu sei que todos os envolvidos neste post vão acabar lendo, mas isso é bom, porque eu jamais teria coragem de falar na cara deles. E no fundo eles sabem como essas coisas sempre me afetaram e afetarão.


Longo, dramático e intenso.

Novembro 11, 2009

Estou devendo falar um pouco sobre a terapia, né?

Anteontem foi FODA. Fazia um tempo que eu não ia, por causa de feriado, fechamentos, coisa e tal. E ontem valeu  como umas 10 sessões. A começar porque dei a ela a idéia que eu tenho de mim, esteticamente. E ela me deu bronca: “Pára de se colocar para baixo! De achar que tudo de bom que acontece com você é sorte!.”

Eu me acho feia. Não, eu SOU feia, e nada me convence do contrário. Não sou medonha, atualmente estou na categoria: “gente que não chama atenção”. Eu não chamo atenção. Se chamar, vai ser pelo lado negativo: pro ser feia ou gorda.

Na raríssimas vezes NA VIDA em que fui elogiada esteticamente, encarei como falsidade. Não me venha falar que eu sou bonita, porque eu não sou, e é uma puta duma mentira.

Quem se importa tanto com estética assim? A sociedade que me julga desde que eu me entendo por gente. Numa época, inclusive, em que eu realmente não era feia, mas me convenceram do contrário.E muito bem. Valeu aê, COLÉGIO MORUMBI SUL, destruidor de auto-estima e de adolescências.

O estranho é que “por dentro” eu me amo. Não me acho a pessoa mais foda do mundo, lógico que não. Nem a mais inteligente, mais ética, mais nada. Mas eu gosto de quem eu sou. Sou responsável, inteligente, sincera, verdadeira, escrevo bem… E podem dizer 1000 vezes que eu sou burra, desleixada, escrevo mal, vazia… Mas nada me convence que eu seja isso, porque meu eu interior está super bem formado e confiante. Mas a recíproca não é verdadeira na parte de fora. Gosto do que sou, mas não do que aparento.

A minha terapeuta sabe, e eu sei mais ainda, que auto-estima não é fácil de ser construída. E a minha vai precisar ser moldada a partir do zero. Ainda mais quando levaram mais de 20 anos para destruí-la. Mas estou na busca. Juro. Tento olhar pelo lado positivo, mas aí lembro que a vida é muito injusta comigo, ninguém se interessa por mim, nunca, eu só pego sobra  ou sou sobra.  Nunca que um cara bonito vai me escolher entre eu e qualquer amiga minha (já passei por essa situação algumas milhares de vezes, o bonitão nem me olha e pega a minha amiga. Faz parte). E esse tipo de coisa só me leva mais a crer que it`s all about a pretty face. Ou uggly face, no meu caso.

Já gostei de bastante gente na vida. Mas a recíproca nunca foi verdadeira. Na verdade, nem sei como raios já fiquei com gente bonita na vida. E algumas BEM bonitas, que até hoje eu tenho pra mim de que foi um conjunto de sonhos. O pessimismo me leva a crer que tem muita gente não-seletiva como eu por aí. Se eu não fosse insegura como sou, juro que perguntaria para esses caras pq raios ficaram comigo. E o medo de ouvir algo como “estava muito bêbado” ou até “aposta”?

Por outro lado, se dei sorte de pegar alguns caras lindos, não posso me dar ao luxo de seguir o padrão só pegar caras lindos. Na verdade, não posso seguir nenhum padrão: se eu começar a ser seletiva, não pego mais ninguém, nunca mais.

Porque tanta gente consegue namorados bonitos, inteligentes, com papo bom e que gostam, e eu estou fadada a estar sozinha?

Preciso pegar alguém? A rigor, não. Ultimamente, pego para diminuir um pouco do vazio. E ó, tenho pegado bastante. Mas, daquele jeito: critério zero. Não gosto  – nem fico afim de ninguém – há anos. É só diversão. Mas uns beijos alheios jamais substituiriam o companheirismo que eu tanto quero.

Não, não gosto de ser vítima. Mas não consigo assumir uma outra postura enquanto me olho no espelho e fantasminhas do passado perambulam pela minha mente, dizendo que a culpa de tudo que aconteceu de ruim comigo, de ninguém nunca ter me amado, de eu ser a única em qualquer grupo de amigos em que ninguém se interessa, de ser uma das poucas da minha idade que nunca namorou, de tudo, é porque sou feia.

Vai, tenta me dizer que estética não é a grande responsável disso.

E não me venha citar ensinamentos de “O segredo” porque, eu, aquariana e cética, não trabalho com isso. Eu só entendo coisa racional e concreta. Me ensina através de uma equação matemática aí que entendo. Me diz que mantras repetidos à exaustão vão melhorar minha auto-estima, e eu vou ter que rir.

Por hoje é só, amiguinhos!


Hello world

Novembro 9, 2009

Nossa, faz teeempo que eu não atualizo aqui. Faz tempo que eu não comento em nenhum blog, faz tempo muita coisa…

Na real, nem tem muito o que contar. Na verdade, até tem… Picinguaba rendeu, mas ainda não é a hora de falar sobre isso.

O motivo de eu vir postar hoje é que ontem a tarde (domingo + chuva = dormir) eu acordei de um pesadelo foda. Dos que eu não tinha há uns 5 anos, ou mais. Sabe quando você acorda abalada, não tendo certeza se as lágrimas eram reais? E aí fica um tempo sentada na cama, tentando absorver o sentido daquele sonho…

Então.

Eu nunca tenho sonhos/pesadelos estranhos. Meu inconsciente é tão racional quanto pode ser… Geralmente, sonho sobre o que quero que aconteça ou coisas que tenho medo que aconteça. Exemplo de um pesadelo padrão: alguém da minha família (pai, mãe, cachorro) caindo da varanda. Moro no 17º andar, medo constante.

Enfim. Ontem sonhei que estava numa festa com um monte de gente. Aí encontrei o cara desse post aqui com a namorada. No maior grude. Nunca mais vi nem ouvi falar dela, mas há quem diga que os dois vão casar.
Voltando ao sonho: Aí vi os dois e tipo… SURTEI. Passei o que no sonho pareceram HORAS chorando. E isso era um comportamento comum na minha adolescência: eu me foder enormemente em algum quesito sentimental, e passar anos chorando, em público ou onde fosse.

Pode parecer besta pra quem ler… Coisa do passado e tal… Mas é foda. Prova que sobrou um ressentimento grande. E, como o título do post linkado diz… NUNCA vai sarar.


Ah, hoje é sexta-feira

Outubro 29, 2009

Não, eu sei que hoje é quinta, na verdade. Mas para mim é sexta, já que amanhã vou faltar no trabalho e ir para uma das minhas praias preferidas no Brasil.

PICINGUABA (o dia tava feião na foto abaixo, desconsiderem esse fator)

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Fica a 7Km da divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro. É um vilarejo de pescadores com apenas 400 moradores que, quando chega a temporada, alugam suas casas pros turistas, uma vez que É PROIBIDO PELA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL A CONSTRUÇÃO DE QUALQUER COISA POR LÁ.

Ou seja: perfeito. Não entra gente demais nem sujeira de farofeiro </preconceito>, mas não rola esnobismo novo rico, só rola natureza, escadarias (as casinhas ficam todas no morro, nem carro chega) e borrachudos mil.

O mar é plácido. Daqueles em que você entra e pode ficar pra sempre boiando, sem medo de correntezas. E é limpo. Com peixes e tudo. E quando faz sol, o pôr-do-sol é de outro mundo.

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Várias lembranças boas de Picin, minha Picin, nossa Picin.

Vou amanhã (falto no trabalho, como já disse) e volto segunda. Melhor jeito de passar o feriado NO HAY.

Recomendo.


Ah!

Outubro 27, 2009

Esqueci de falar:

Comecei a malhar, gente.

Tomei vergonha na cara. Ontem fiz 1h de esteira e uns 30 minutos de malhação. É bom tirar pensamento desmotivante da cabeça e substituir por “tô cansada. tô cansada. tô suando. que calor. tô cansada”.

Houve um tempo (começo de 2008) em que eu CORRIA na esteira 15 Km direeeeto, algo me torno de 1h30. Acho que eu corria numa velocidade entre 8,5 e 9 Km/h. Só sei que eu fui tentar correr, ontem, e só consegui 5 minutos.

Acho o máximo correr. Terminava esses 15 Km moooorta, mas toda tonificada. Era lindo.

Só quero voltar a ter esse pique todo.